Fim do imposto sindical contrapõe entidades patronais e de trabalhadores
Jornalista: sindicato
No conjunto de mudanças previstas na reforma trabalhista em tramitação no Congresso Nacional, um dos pontos que mais atinge as entidades sindicais é o fim da contribuição sindical.
O problema não é a extinção em si da taxa – inclusive o Sinpro não recebe imposto sindical e a CUT é contra o imposto -, mas o contexto formado pelas demais propostas da reforma, como negociações entre trabalhadores e empregadores ocorrendo de forma interna nas empresas, alijando os sindicatos nas discussões de temas como campanhas salariais. Esse debate deveria ser precedido pelo exame de alternativas de financiamento.
De qualquer forma, a proposta de reforma trabalhista vai fragmentar a classe trabalhadora e a representação sindical, tendo como consequência o maior poder de coerção dos patrões nas negociações.
Curiosamente, entidades patronais que apoiaram o fim da contribuição sindical obrigatória têm condições de abrir mão do imposto porque ele representa uma fatia muito pequena dos recursos que as sustentam — ao contrário do que ocorre com a maioria dos sindicatos de trabalhadores.
Da forma como a questão está sendo conduzida, o objetivo é desarmar as defesas dos trabalhadores, o que significa desmontar os sindicatos. Em outras palavras, só os patrões terão condições de manter os seus sindicatos (os patronais) que existem basicamente para se contrapor aos dos trabalhadores.
Vale lembrar que no esteio da reforma da trabalhista assistimos à investida sobre os trabalhadores rurais, que poderão receber – caso o PL 6442/2016, do deputado ruralista Nilson Leitão (PSDB-MT), seja aprovado – alimentos e moradia no lugar de salários, uma situação análoga à escravidão.
SEE poderá deixar professoras gestantes, de contrato temporário, sem salário
Jornalista: sindicato
E a secretaria de Educação (SEE) voltou a errar junto aos/às professores/as de contrato temporário. Dessa vez, as atingidas foram professoras gestantes, em diversas regionais.
Alegando problemas no lançamento de matrículas, a SEE informou que essas professoras só deverão receber o salário de maio (referente a abril) no mês de junho.
O Sinpro vem acompanhando de perto a situação e cobrando do governo celeridade para resolver o caso. Não bastasse o atraso no pagamento, que por si só gera um tremendo desgaste, a questão envolve mulheres grávidas – o que piora a relação trabalhista entre a categoria e o GDF.
Professores(as) recebem vacina contra gripe até 26 de maio
Jornalista: Luis Ricardo
A incessante luta do Sinpro-DF em prol da saúde dos(as) professores(as) deu resultado. Graças às constantes reivindicações feitas pelo sindicato desde 2013, os/as professores/as da rede pública de ensino serão incluídos no público prioritário de vacinação contra a gripe deste ano. Segundo o Ministério da Saúde, as doses estarão disponíveis para a população mais cedo, a partir de 17 de abril. “Basta comprovar que é professor e ele terá acesso à vacinação”, explicou o ministro da saúde, Ricardo Barros.
A vacina disponível no SUS protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no país: A/H1N1; A/H3N2 e influenza B e, agora, com a inclusão da categoria docente, está disponível também para os/as professores/as e outros grupos que compõem o público-alvo até o dia 26 de maio. A vacinação reduz risco de possíveis complicações, internações e a mortalidade na população-alvo. O DF, segundo informações da Secretaria de Saúde do DF, dispõe de 188 mil doses e as demais serão enviadas pelo Ministério da Saúde em outras cinco remessas.
A estimativa é imunizar 687.155 pessoas no Distrito Federal, o que corresponde a 90% de cobertura dos grupos de risco. “A inclusão dos/as professores/as na campanha de vacinação representa uma grande vitória. Desde 2013 lutamos para que a categoria fosse incluída nesta campanha, já que a gripe acaba adoecendo muita gente. Isso é fruto da luta que temos travado em prol da saúde desses/as profissionais que se dedicam diariamente a uma educação pública de qualidade”, analisa a diretora da Secretaria de Saúde do Sinpro-DF, Gilza Camilo.
Assim, a partir desta 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza nacional, que começou no dia 17 de abril e vai até 26 de maio, professores/as das redes pública e privada de ensino do país passam a fazer parte do público-alvo. Cerca de 2,3 milhões desses/as profissionais em todo o país poderão se vacinar contra a gripe nos dias 2 e 3 de maio. O objetivo é vacinar mais de 54 milhões de pessoas que integram os grupos-alvo. De acordo com o Ministério da Saúde, há 60 milhões de doses para a imunização.
“Pela primeira vez, o Brasil está vacinando os professores contra a influenza. São profissionais que têm contato com dezenas de alunos diariamente, ficando expostos à contaminação”, disse o ministro. Ele explicou que a ação ocorrerá no âmbito do Programa Saúde na Escola, que prevê o acompanhamento e regularização das coberturas vacinais da população.
Veja quem recebe a vacina pelo SUS
Crianças de 6 meses a menores que 5 anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias)
Gestantes
Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto)
Idosos (a partir de 60 anos)
Profissionais da saúde
Povos indígenas
Pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional
Portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade
'28 de abril tornou-se um marco, o dia da verdade', diz dirigente da CNTE
Jornalista: Maria Carla
Recado ao governo, aos políticos e ao Judiciário, maior greve da história do país consolida mobilização popular Para Rosilene Lima, greve geral mostra que mobilização contra as reformas ganhou força. “A greve caiu na boca do povo. Nos últimos dias, e hoje, em toda casa no Brasil a greve foi tema de conversa”.
Mais do que um dia nacional de paralisação contra a reforma da Previdência e trabalhista do governo de Michel Temer, esta greve geral de hoje (28) tornou-se um marco na história do país. “A partir de hoje o povo brasileiro tem uma clareza maior sobre o significado dessas reformas e do papel que passa a ter na defesa dos seus direitos”, avalia a dirigente do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Rosilene Corrêa Lima.
“A adesão de boa parte da população, e o apoio daqueles que, infelizmente, não tiveram como vencer as pressões dos patrões e para irem trabalhar, demonstram que o povo agora sabe que não se trata de uma greve de uma categoria específica, por uma pauta específica, e sim de um movimento maior”, disse.
Para Rosilene, é inegável o êxito da greve, a começar pela total adesão dos trabalhadores do transportes, numa paralisação total que durou o dia todo, como foi no Distrito Federal. Ela lembrou que, em nenhum outro momento da história, diversas categorias paralisaram as atividades por um dia em defesa de uma pauta nacional. “Se um movimento como esse, dessa proporção, já aconteceu em outro momento, eu não tenho conhecimento. Nunca vi”, disse.
A dirigente sindical atribui o sucesso da greve ao envolvimento de todos os sindicatos e movimentos sociais em ações de conscientização da população sobre a paralisação, por meio de distribuição de panfletos, cartas e também com diálogos, debates e aulas públicas em escolas e outros espaços. “Ao contrário do dia 15 de março, que foi um ‘esquenta’ da greve geral de hoje e as pessoas foram pegas de surpresa, desta vez elas já tinham conhecimento. E a greve caiu na boca do povo. Nos últimos dias, e hoje, em toda casa no Brasil a greve foi tema de conversa.”
Recado claro para o governo, para o Congresso, patrões e o Supremo Tribunal Federal (STF), a greve é também um indicativo para os trabalhadores, sindicatos, centrais e movimentos sociais para o fortalecimento da mobilização.
“Quem negar a greve estará sinalizando que pretende continuar com a política que a população rejeita. E nós devemos intensificar a mobilização. Agora, é avaliar a greve de hoje. E que esse dia 1º de maio seja mais que o dia do trabalho, do trabalhador, mas um reforço para essa luta.”
*Fonte: Cida de Oliveira, da RBA, publicado 28/04/2017 20h21, última modificação 28/04/2017 20h30
Ministério Público reconhece calendário de reposição
Jornalista: sindicato
Nesta sexta-feira (28/4) – dia de Greve Geral – a diretoria do Sinpro se reuniu com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para que o órgão desse retorno sobre os parâmetros que orientam a reposição das aulas – apresentados pela secretaria de Educação.
O MPDFT reconheceu o calendário de reposição, que se iniciou no dia 22 de abril (com conclusão em 2 de setembro), entendendo assim que o pagamento dos dias não trabalhados em razão da greve deverá ser feito de forma integral. O próximo passo é o MPDFT encaminhar o acordo ao Tribunal de Justiça para homologação.
Na semana passada, houve a primeira reunião, na qual o MPDFT apresentou uma série de exigências que a secretaria de Educação deveria cumprir, solicitando que esses termos fossem postos em documento. Na reunião de hoje, a SEEDF apresentou o documento se comprometendo e mostrando ao MPDFT quais serão os procedimentos que vão garantir a reposição de forma adequada, sem prejuízos à comunidade escolar.
Movimentos sociais sustentam que é a maior greve da história do Brasil
Jornalista: Maria Carla
Antes mesmo de a #BrasilEmGreve atingir os trends topics mundiais do assunto mais comentado no mundo nas redes sociais e de o país aderir em massa à paralisação, contando com todos os segmentos e sindicatos de trabalhadores, os movimentos sociais já calculavam o 28 de abril como uma das maiores greves da história do Brasil.
Organizado por sindicatos e pela Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular, as ações foram aderidas por grande parte da população para mostrar a insatisfação com a Reforma Trabalhista e da Previdência do governo de Michel Temer.
De acordo com o coordenador da CMP, Raimundo Bonfim, em entrevista à Rede Brasil Atual ainda nesta quinta-feira (27), quando as mobilizações estavam ainda sendo discutidas pelas centrais, a dimensão do ato de hoje ocorre graças à coesão e unidade de amplos setores sociais e populares.
“Além do engajamento do movimento sindical, que tem a tarefa de parar a produção e circulação das riquezas e pessoas, é uma greve que vai ter muitas ações desenvolvidas por movimentos sociais e populares. Existe uma forte unidade dos movimentos popular e sindical, das centrais sindicais, das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo”, afirmou.
Segundo o dirigente, o cenário é suficiente para “afirmar que será a maior greve da história do Brasil”. Bonfim também negou que as paralisações sejam apenas reações de sindicatos e de federações trabalhistas.
“Tem muita gente que acha que a greve é uma tarefa só do movimento sindical, e a novidade dessa greve é que os movimentos populares e sociais estão fortemente engajados na sua construção”, disse. Uma vez que toda a sociedade está sendo alvo dos ataques a direitos trabalhistas, com as reformas e o projeto de terceirização, juntamente com a grande reprovação ao governo Temer, fica claro que o engajamento para os atos de hoje vem de todos.
“A greve está sendo discutida mesmo pelas pessoas que têm alguma contrariedade. Existe de fato um sentimento da população de que haverá essa greve geral no Brasil”, contou. “Vamos manifestar de forma tranquila e pacífica, de acordo com o direito de manifestação garantido pela Constituição”, concluiu.
Após os preparativos, o fechamento de fábricas, escolas, universidades, transportes, aeroportos, comércio, rodovias, e a ampla adesão deu a resposta clara da população nas ruas contra as medidas econômicas tentadas pelo governo peemedebista.
Logo pela manhã, além das principais fábricas e petrolíferas acordarem sem trabalhos. Em São Paulo, além dos ônibus e metrôs paralisados, movimentos sociais barraram as principais vias de acesso ao aeroporto Internacional de Guarulhos, e outras rodovias importantes, como a Regis Bittencourt. No Rio de Janeiro, foram bloqueadas a ponte Rio-Niterói e a Transoeste.
Em Recife, o bloqueio ocorreu na Avenida Norte e Cruz Cabuçá. Em Natal, os movimentos e grupos de trabalhadores fecharam a BR 101. Metalúrgicos, montadoras e indústrias químicas de todo o Brasil, principalmente na grande São Paulo, tiveram a produção suspensa.
Somente no ABC Paulista e em Ribeirão Pires, os trabalhadores fecharam as fábricas da Ford, Volkswagen, Mahle, Arteb, ZF, Alpina, SMS, Arteb, Magna Cosma Internacional, Basf, Lukscolor, Sanko, EMS, Novak, Sherwin Willians, TRW e Marcolar.
Servidores públicos também não temeram as paralisações. Funcionários da Saúde, Previdência e Assistência Social aderiram aos movimentos junto à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT).
Trabalhadores do transporte de São Paulo e de Belo Horizonte tampouco se deixaram assustar pelas ameaças de multas dos governos municipais e estaduais com a paralisação das operações. Garantiram a greve geral por 24 horas.
Os aeroviários da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac) iniciaram as mobilizações da categoria, desde o aeroporto internacional de Guarulhos, mas também Salgado Filho, em Porto Alegre, e o Gilberto Freyre, no Recife. Professores de escolas públicas e particulares, além de universidades, também públicas e privadas, aderiram à paralisação geral.
Durante o lançamento do manifesto Projeto Brasil Nação, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) resumiu o sentimento da população manifestado por todo o país neste 28 de abril: “O Brasil não aguenta até 2018”.
Greve geral: Brasília tem a maior adesão da história
Jornalista: Maria Carla
Mais de 50 categorias participaram da maior greve já realizada na capital federal
Uma cidade completamente deserta, esse é o retrato da manhã desta sexta (28), no Plano Piloto. Lojas fechadas, ônibus e metrô parados, pistas vazias, prédios desocupados, ruas sem ninguém, foi o panorama do ‘centro do poder’ no início da Greve Geral prevista para durar por 24 horas.
No início da manha, uma Esplanada dos Ministérios deserta
Com a maior adesão de categorias profissionais em toda sua história de mobilização, os trabalhadores do DF conseguiram um marco histórico ao promover a maior greve da capital federal, construída a partir da unidade da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.
Os diversos setores reconheceram os terríveis prejuízos impostos pelas retrógradas medidas do governo ilegítimo de Michel Temer e cruzaram os braços para barrar o acelerado retrocesso nas conquistas trabalhistas e sociais. “Foi o despertar do conjunto da sociedade frente a tantos ataques”, conta Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília. A Greve Geral foi construída a partir da resistência contra a reforma trabalhista (PL 6787/2016), aprovada na Câmara Federal na noite desta quarta (26) e encaminhada para apreciação no Senado; e em completa oposição à reforma da Previdência, que caminha a passos largos e promete ser votada ainda neste semestre. Ambas as medidas, beneficiam o capital financeiro, agrário e empresarial, e prejudica diretamente os trabalhadores e trabalhadoras.
“Essa foi apenas uma demonstração do que a classe trabalhadora e os movimentos sociais são capazes de fazer para defender a aposentadoria, a legislação trabalhista, as conquistas sociais e todos os direitos que nos querem usurpar”, garante Britto. Para o dirigente CUTista, a unidade consolidada nesta Greve Geral vai continuar. “Os ataques do Congresso Nacional e do golpista Temer não são contra um segmento, mas sim, contra todo o conjunto da sociedade. Por isso, vamos nos manter unidos e alertas para coibir todo roubo de direitos”, completa. Marco da unidade
No Conjunto Nacional, as lojas não abriram
As imagens da Esplanada dos Ministérios vazia nesta manhã, sem trânsito de veículos e com os prédios de portas fechadas, ficarão marcadas na memória e nos livros de história. Também, o fechamento do mais tradicional centro comercial da cidade, o Conjunto Nacional, foi outro momento emblemático.
Para Julimar Nonato, secretário de Administração da CUT Brasília, a população compreendeu quem realmente sofreu um golpe. “Com um ano de tomada de governo pelo golpismo, a sociedade entendeu que quem sofreu o golpe fomos todos nós. Nesses 12 meses no poder, o ilegítimo Michel Temer tem orquestrado todas as maneiras possíveis para prejudicar a classe trabalhadora e as camadas mais pobres do povo brasileiro”, disse.
Quanto à divulgação da Greve, Julimar conta com as redes sociais. “Sabemos que a mídia golpista vai deturpar os fatos, mas, contamos com os canais democráticos da internet para mostrar a verdade da luta popular contra o retrocesso e o roubo de direitos”, finaliza.
A Greve Geral continua durante toda sexta, na capital, regiões administrativas e municípios do Entorno.
Fonte: CUT Brasília
Confira mobilização dos/as professores/as e orientadores/as educacionais da rede pública e dirigentes do Sinpro-DF:
Paralisação é a maior da história; 35 milhões de brasileiros em greve
Jornalista: Maria Carla
Mobilizações são para denunciar os cortes de direitos promovidos pelas reformas trabalhista e previdenciária. / Michael Fox
Para Lula, esse resultado representa uma conscientização do povo brasileiro em relação aos impactos das reformas
A greve geral desta sexta-feira (28), convocada por diversos movimentos e entidades populares, já é considerada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) como a maior mobilização da história do Brasil. Estima-se que cerca de 35 milhões de brasileiros deixaram de trabalhar.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, essa é a maior greve trabalhista já realizada no país. Ele a comparou ao movimento de 1989, quando 35 milhões de trabalhadores paralisaram os trabalhos. “Ainda não há estimativa, mas a Central vai ultrapassar esse número”, disse Freitas para o Congresso em Foco.
Desde as primeiras horas da manhã desta sexta (28) já era possível sentir o clima em diversas cidades pelo país com as ruas vazias, metrôs e trens parados, além de fábricas fechadas, ônibus na garagem e rodovias trancadas.
A greve geral teve grande adesão nas mais variadas categorias de trabalhadores, afetando significativamente a mobilidade em São Paulo (SP), no Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e em, praticamente, todas as grandes cidades do país.
Não existem números disponíveis sobre o total de trabalhadores em greve, mas lideranças sindicais festejam o sucesso do movimento e não teem dúvidas de que milhões de pessoas deixaram de trabalhar nesta sexta-feira no Brasil.
Dezenas de categorias aderiram ao dia nacional de paralisação, reorganizando transporte, escolas, bancos e indústria em todo o país. Estabelecimentos de saúde – hospitais, unidades básicas, prontos-socorros –, onde não se pode paralisar 100%, os trabalhadores vão fazer escala semelhante à de final de semana, priorizando o atendimento à emergências.
As mobilizações são para denunciar os cortes de direitos promovidos pelas propostas de reformular as leis trabalhista e previdenciária do governo golpista de Michel Temer (PMDB). Lula
Em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta manhã, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou a greve contra o governo Temer um “sucesso total”. Ele ressaltou que as ruas de São Paulo e de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde ele reside, estão vazias, ou seja, um sinal de que “as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos, contra a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, desemprego e redução salarial.”
Para ele, esse resultado representa uma conscientização do povo brasileiro em relação aos impactos das propostas do governo federal. “A greve teve adesão da dona de casa, dos trabalhadores do pequeno comércio. O movimento sindical e o povo brasileiro estão fazendo história”, ressaltou.
“Nem de domingo as cidades têm trânsito tão leve quanto eu vi hoje. O povo ficou em casa. As pessoas não precisam ir pra rua em dia de greve. Isso é uma clara demonstração que as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos que o governo vem fazendo. É uma satisfação saber que o povo brasileiro está tomando consciência”, afirmou. Acompanhe aqui minuto a minuto da cobertura das ações em todo o Brasil desta sexta.
Fonte: Brasil de Fato
A diretoria colegiada do Sinpro-DF lamenta e informa, com pesar, o falecimento da professora Maria Catharina, do CEF 104 Norte.
Lembra que a professora se dedicou à luta em defesa da educação pública e dos/as educadores/as e, sempre com o coração militante, defendeu também os direitos dos/as trabalhadores/as e da categoria ao longo dos seus muitos anos devotados à educação.
A despedida será nesta sexta-feira (28), na Capela 2, do Campo da Esperança, a partir das 11h. O sepultamento está previsto para as 15h.