Nota de repúdio

A Diretoria Colegiada do Sinpro repudia a tentativa do Governo do Distrito Federal em tentar pressionar as direções das escolas públicas do DF como forma de inviabilizar a participação e adesão dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais  na greve geral da Educação. Antes mesmo de ocuparem um cargo de direção, os(as) diretores(as) e vice-diretores(as) de escolas são professores e serão gravemente prejudicados pela reforma da Previdência, proposta do governo federal que tem como principal objetivo retirar direitos da classe trabalhadora.
Vale lembrar que todo servidor de carreira da Secretaria de Educação do DF, inclusive aqueles que exercem funções na estrutura burocrática da SEE, será atingido e a greve tem o objetivo de garantir o direito de todos e todas.
Além de toda a tentativa de retirada de direitos do governo Temer, os professores ainda estão sendo prejudicados por várias leis que estão sendo descumpridas pelo GDF. É importante lembrar que Constituição Federal, em seu artigo 9º, e a Lei nº 7.783/89 asseguram o direito de greve a todo trabalhador brasileiro.

Audiência pública sobre as Metas 17 e 20 do PDE, nesta segunda (20). Participe!

As Metas 17 e 20 do Plano Distrital de Educação (PDE) serão discutidas em audiência pública, a ser realizada no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta segunda-feira (20), a partir das 15h.
A audiência pública integra a agenda de mobilização, aprovada em Assembleia Geral da categoria. O comando de greve convoca a categoria a participar, uma vez que o assunto desta audiência é fundamental para o movimento docente que está com as atividades escolares paralisadas por tempo indeterminado.
Dentre os itens da pauta de reivindicações, destaque para a pauta nacional, que reúne o magistério público do país no combate à reforma da Previdência, e a pauta local, que, dentre outros pleitos, luta pela imediata execução do PDE.
O cumprimento da Meta 17 promove a isonomia salarial dos professores do magistério público com a média das carreiras de nível superior. A falta do cumprimento dessa lei pelo Governo do Distrito Federal (GDF) causa um prejuízo de 15% nos rendimentos dos/as professores/as e orientadores/as educacionais.
Convocada pelo deputado distrital Wasny de Roure (PT-DF), a audiência irá discutir as Metas do PDE (Lei nº 5.499/2015) que tratam da valorização dos/as profissionais da educação.  Na Mesa, o Sinpro-DF será representado pelo diretor Júlio Barros, que irá falar sobre a Meta 17.
Haverá também a participação de Jairo Mendonça, representando o Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF), bem como de representantes do Fórum Distrital de Educação e da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB)
Saiba o que dizem as Metas 17 e 20 e do PDE
Meta 17: “Valorizar os profissionais de educação da rede pública de educação básica ativos e aposentados, de forma a equiparar seu vencimento básico, no mínimo, a média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do Distrito Federal com nível de escolaridade equivalente, até o quarto ano de vigência desse plano. ”
Meta 20: “Ampliar o investimento público em educação pública de forma a duplicar o atual percentual de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Distrito Federal, assegurando ampliação gradual de 3,23% para 6,12% até o fim deste plano, tendo ainda, como referência para o financiamento da educação o investimento per capita em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino com base no Custo Aluno-Qualidade Inicial, a ser definido em função da realidade social. ”

Nota de falecimento

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica e lamenta, com grande pesar, a morte de Elias Porfírio Correia, aos 68 anos, pai de Cláudio Antunes, diretor e coordenador da Secretaria de Imprensa do sindicato.
O velório será no Cemitério Campo da Esperança (Asa Sul – Quadra 916), na Capela 2, às 15h30. O sepultamento está previsto para às 17h.
Prestamos nossas condolências e solidariedade e enviamos todo o nosso carinho e toda a nossa força ao nosso diretor, à família dele e aos/às amigos/as neste momento tão difícil.
 

Kits da Corrida do Sinpro também serão entregues no domingo (19)

Para quem não conseguiu retirar os kits da Caminhada, Corrida e Passeio Cliclístico do Sinpro, o Sindicato informa de que os kits também estarão sendo disponibilizados no próprio dia do evento, a partir das 7h. Não deixe para a última hora, retire os kits o quanto antes e evite filas.
Quem for retirar os kits, gentileza portar algum documento de identificação (de preferência, a carteirinha do Sinpro).
O Sinpro recomenda que todos os participantes (da Corrida, Caminhada e Passeio Ciclístico) que já retiraram os kits, que cheguem ao local da largada (Complexo da Funarte, Eixo Monumental), às 8h deste domingo (19).

Matéria do Jornal de Brasília mostra terrorismo psicológico do GDF

Jornal de Brasília mostra a truculência do Governo do Distrito Federal (GDF) que usa o corte de ponto e a demissão como gestos intimidadores para enfraquecer a greve e impedir a categoria de lutar pelo cumprimento das leis e contra a reforma da Previdência. Ambos retiram direitos históricos dos/as professores/as. A reforma da Previdência, por sua vez, vai mais fundo e retira de todos/as os/as trabalhadores/as do país o direito de se aposentar.
Publicada nesta sexta-feira (17), a matéria mostra como o GDF irá tratar professores/as e orientadores/as educacionais que “ousarem” a paralisar suas atividades escolares para lutar por direitos, caso as escolas passem a ser geridas por Organizações Sociais (OS).
E revela também que, apesar das ameaças de corte de ponto, a categoria encontra apoio da comunidade escolar, que considera legítimos os motivos da greve, sobretudo a pauta nacional, que é contra a reforma da Previdência.
Confira a matéria neste link ou a seguir:

Prazo para entrega dos kits da IV Caminhada, Corrida & Passeio Ciclístico do Sinpro está acabando

A Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro orienta que todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) que se inscreveram na IV Caminhada, Corrida & Passeio Ciclístico para buscarem seu kit. Neste sábado (18) os kits serão entregues das 8h às 17h, somente na sede do Sinpro (SIG Quadra 06).
Após três edições de sucesso da prova organizada pelo Sinpro, a Secretaria de Assuntos Culturais traz algumas novidades para a edição de 2017. Uma delas será a inclusão de um passeio ciclístico na já tradicional corrida de rua de Brasília, que acontece no dia 19 de março, às 8h40, no estacionamento do Complexo Cultural Funarte (SDC Eixo Monumental – Brasília). As inscrições para a Caminhada, Corrida & Passeio Ciclístico do Sinpro, que também comemora o 38º aniversário do sindicato, já estão encerradas.
A exemplo dos outros anos, o Sinpro disponibilizará uma grande infraestrutura para receber os participantes, incluindo espaço para entretenimento, com brinquedos para as crianças, espaço para massagem e alongamento, além de DJs. Somente professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados poderão participar da corrida. Todos receberão medalhas. Os troféus serão entregues para os três primeiros colocados das três categorias, que são divididas por gênero e idade.
Para a diretora do Sinpro Thaís Romanelli, além de comemorar os 38 anos do Sinpro, a corrida é uma atividade que incentiva e promove a qualidade de vida e o apoio à luta por uma educação pública de qualidade. “Será mais um momento de confraternização, de luta e de união. Esta atividade é uma forma de incentivar a atividade física de forma lúdica e, também, de mostrar nosso poder de mobilização diante de um momento difícil que está por vir, com uma possível greve”, analisa a coordenadora da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro.
 
O Sinpro apoia a sustentabilidade e todo o lixo recolhido na corrida será reciclado.
Mais informações na secretaria de cultura do Sindicato, no telefone 3343-4209.
Inscreva-se! Categoria forte é a categoria unida.
Regulamento
Percurso da corrida
Percurso da caminhada
Percurso do passeio ciclístico
Utilização correta do chip para quem vai correr

Direito de greve é garantido aos temporários. Vitória da luta!

O Governo do Distrito Federal publicou nesta sexta-feira (17) a Circular nº 12, que revoga os efeitos da Circular nº 11. Clique aqui e confira o documento que garante o direito dos contratos temporários a aderirem à Greve Geral.
Na quarta-feira (15), o GDF editou uma circular solicitando o encerramento do contrato dos (as) professores (as) temporários (as) que aderiram à Greve Geral.  A decisão da Diretoria Colegiada do Sinpro, quando tomou conhecimento do fato, foi de informar nas assembleias regionais de quinta-feira (16) uma ação contundente, no prédio da Secretaria de Educação, trazendo todos os comandos de greve para o Plano Piloto. A Comissão de Negociação, que representa a categoria, e todos os (as) professores (as) que participaram das assembleias regionais, se deslocaram até a Secretaria de Educação dando suporte para a comissão, que foi até o 12° andar, no gabinete do Secretário Júlio Gregório. A Comissão exigiu a revogação da circular e a garantia do respeito ao direito de greve. A Secretaria de Educação revogou a circular emitida. Portanto, o Sinpro reafirma que a luta é de todos e todas, portanto os (as) professores (as) efetivos (as) e temporários (as) devem permanecer na luta, na Greve Geral nacional da educação.
“Nós estamos no nosso segundo dia de greve, e o primeiro com atuação local. Já com o primeiro enfrentamento, que foi de reverter uma circular que discriminava a condição de quem é contrato temporário. E a categoria deu uma demonstração de unidade, de que não aceita esse tratamento de subcategoria, viemos ao gabinete do Secretário de Educação exigir a revogação desta circular e saímos daqui com nossa primeira vitória, pois a Secretaria recuou no encaminhamento que foi feito. Esta é uma demonstração de que a luta continua valendo a pena, que vamos permanecer firmes e queremos a unidade e a adesão de todos e todas”, diz Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro.
“É muito importante todo esse pessoal estar aqui na Secretaria, essa ação unitária da nossa categoria fortalece o movimento. Sem dúvida nenhuma, essa ação que revogou esta circular, que ataca o direito de greve, que ataca o direito de livre manifestação, é uma circular que retira de uma parcela da classe trabalhadora o direito legítimo e constitucional de se manifestar. A revogação desta circular é um avanço, uma vitória importantíssima, tanto para a nossa categoria do magistério público do DF, quanto para toda a classe trabalhadora. Nesse momento de golpe, é fundamental que reafirmemos nossos direitos e as conquistas históricas da classe trabalhadora e da nossa categoria”, afirma Cléber Soares, diretor do Sinpro.
O Sindicato também parabeniza todos os (as) diretores (as) das escolas, que seguiram a orientação do Sinpro e não se submeteram a esta truculência que estava sendo promovida pelo GDF em desrespeitar o direito de greve. O importante é que está garantido o direito de greve para os (as) professores (as) de contrato temporário. Vitória da luta!
Abaixo segue a nota, emitida pelo Sinpro na quarta-feira (15), a respeito desta circular, que agora foi revogada:
Considerando:

  1. Que professores(as) contratados(as) em regime temporário, na condição de trabalhadores brasileiros, têm garantido o seu direito de greve, consagrado na Constituição Federal;

 

  1. Que o governo Rollemberg (PSB) tem se caracterizado, desde o início, por sistemáticos ataques à escola pública e a direitos historicamente adquiridos pelos trabalhadores e trabalhadoras;

 

  1. Que a categoria dos professores é unida e não aceita a diferenciação entre efetivos e temporários que esse governo promove buscando nos dividir;

 

  1. Que a previdência pública e a legislação trabalhista encontram-se sob seríssimas ameaças, que comprometem fatalmente o futuro de professores(as), orientadores(as) e seus filhos;

 

  1. Que a Lei de Gestão Democrática assegura a autonomia dos gestores e gestoras nas escolas, bem como o vínculo destes à comunidade que os elegeu.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF resolve:
 

    • Que não aceitará que um governo que sequer cumpre leis às quais deveria se submeter trate o Magistério com chantagem e truculência;

 

    • Orientar aos diretores e diretoras de escolas que não cumpram a solicitação contida na Circular nº 11, demonstrando, assim, sua não aceitação do papel que o GDF lhes quer imputar: de agente de punição dos colegas.

 

  • Exigir do secretário de Educação, Júlio Gregório, a imediata revogação da Circular n° 11 e o respeito ao direito de greve de todos os(as) professores(as) e orientadores(as) do DF.

Sinpro realiza reunião com diretores e vice-diretores de escola nesta sexta (17)

O Sinpro convida os(as) diretores(as) e vice-diretores(as) das escolas públicas do Distrito Federal para uma reunião nesta sexta-feira (17), às 15h, na sede do sindicato. A reunião será o momento em que debateremos a greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, iniciada no dia 15 de março.
Em janeiro, após a eleição dos diretores e vice-diretores, o sindicato realizou uma reunião enfatizando a importância da gestão democrática (Lei 4.751/2012), que é uma conquista da categoria e deve ser defendida a fim de que a democracia esteja no cotidiano da vida escolar. Agora, com a greve já definida e em andamento, voltamos a chamar estes profissionais para um debate com o objetivo de fortalecermos a luta durante todo o movimento paredista.
Não deixe de participar. Nossas vitórias terão o tamanho da nossa união.

Audiência pública na CLDF reforça necessidade de combater a reforma da Previdência

“Não é uma reforma da Previdência e sim o desmonte da seguridade social brasileira”. Essa é a conclusão da audiência pública sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, realizada na tarde desta quinta-feira (16) , no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Os debatedores avaliam que a proposta é tão prejudicial aos/às trabalhadores/as que não vale a pena tentar discuti-la no Congresso Nacional e propor emendas. “É tão ruim que é o caso de retirá-la da tramitação”, disse o deputado distrital Chico Vigilante.
Convocada pelo deputado distrital Wasny de Roure (PT), a audiência teve como palestrantes o senador José Pimental (PT-CE); Wilson Antônio Romeiro, presidente da Anfip; Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência do governo Dilma; Clóvis Scherer, coordenador-adjunto do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF.
Luciana disse que o desafio da categoria docente agora é lutar pela retirada da PEC 287/16 e anunciou que os/as professores/as estão em greve em todo o país contra a reforma da Previdência “porque ela joga por terra nosso direito de nos aposentar”, disse.
A diretora entende que o país vive um dos momentos mais difíceis da luta de classes e conclamou as categorias a se unificarem em defesa dos seus interesses. “Estamos vivendo um período muito duro, muito difícil, que requer unidade na luta. Não está na hora de potencializarmos as diferenças, e sim de unificarmos, tornarmo-nos mais fortes naquilo que nos unifica”, observou a diretora.
Ela citou também uma vitória da categoria docente em greve, nesta quinta-feira (16), que conseguiu, após uma ação na Secretaria de Estado da Educação (SEEDF), forçar o Governo do Distrito Federal (GDF) a retroceder da decisão de demitir professores/as temporários que aderissem à greve. “Conseguimos forçar o governo Rollemberg a retroceder de uma decisão arbitrária. Exigimos a revogação”. Lembrou ainda do ato público realizado nessa quarta-feira (15), dia em que o magistério público de todo o país e do Distrito Federal entrou em greve por tempo indeterminado.
Após apresentação e análises dos palestrantes, que mostraram não haver nenhum rombo e apontaram os inúmeros problemas que a reforma da Previdência irá causar, o representante do Dieese alertou para aspectos da PEC 287/16 que não estão sendo observados pela população e que irão trazer mais prejuízos ainda ao povo.
Representante do Dieese diz que 30% da população irá morrer sem se aposentar
Carência contributiva
Clóvis Scherer disse que nos itens relativos à idade mínima e à expectativa de vida há um dado importante a observar que, dos/as brasileiros/as que chegam aos 50 anos, 30% não irão viver até os 65 anos. Vão morrer antes de atingir a idade mínima de aposentadoria, o que não é uma fração muito pequena da população.
Ele alertou sobre o que tem na PEC 287/16 sobre carência contributiva, ou seja, o tempo de contribuição que a pessoa terá de cumprir para se aposentar e que na proposta de reforma está aumentando de 15 para 25 anos.
Embora não tenha sido muito comentado, é importante saber que hoje há duas formas de se aposentar no Brasil: por tempo de contribuição – a mulher pode se aposentar quando completa 30 anos de contribuição e, os homens, 35, e pode se aposentar em qualquer idade. Sherer disse que a aposentadoria por tempo de contribuição, no setor privado, representa um terço das aposentadorias e que dois terços das aposentadorias são por idade. “É aquela aposentadoria concedida às mulheres aos 60 anos e, aos homens, 65, desde que tenham comprovado contribuição por 15 anos e, os trabalhadores da agricultura familiar, comprovado o tempo na atividade agrícola por 15 anos, o que já não é fácil de se conseguir”.
Ele lembra que muitos brasileiros trabalham na informalidade, não têm emprego, não conseguem contribuir por esse longo tempo de 15 anos. E há países que tem esse tempo menor do que 15 anos. O Japão, por exemplo, recentemente, reduziu para 13 anos a exigência de tempo de contribuição.
A PEC 287/16, no entanto, está propondo aumentar de 15 para 25 anos: dois terços a mais tempo de contribuição para o trabalhador rural, que passa a ter de contribuir individualmente para a Previdência e não simplesmente comprovar a atividade agrícola, o que vai colocar dificuldades suplementar aos trabalhadores rurais para atingirem a aposentadoria porque, segundo a Contag nos alerta, 70% das unidades de produção da agricultura familiar não têm renda monetária suficiente para fazer contribuição previdenciária.
Com isso, haverá uma profunda exclusão dos trabalhadores da agricultura familiar do acesso à aposentadoria por causa dessa nova fórmula que está se propondo fazer de contribuição previdenciária. Ele explica que essa elevação do tempo de contribuição irá afetar os trabalhadores da agricultura familiar e todas as categorias mais vulneráveis, com empregos mais precários, como trabalhadores da construção civil, do comércio, dos serviços, as mulheres – que são as pessoas que têm mais dificuldade de manter ao longo da vida laboral a continuidade do emprego com carteira assinada, com uma contribuição previdenciária.
“São essas as pessoas que serão seriamente atingidas por essa medida que está sendo muito pouco comentada. Temos ficado muito no esclarecimento do problema da idade mínima, mas todo o texto da PEC 287/16 é nefasto e prejudica profundamente os brasileiros. Esse dispositivo da PEC é especialmente prejudicial aos trabalhadores”, alerta o coordenador do Dieese.
25 anos de tempo de  contribuição elimina direito à aposentadoria da maior parte da população
Clóvis Scherer disse também que quando se fala dos trabalhadores que se aposentam por idade, não são apenas os do campo: “44% das mulheres do meio urbano do Brasil, aposentam-se por idade; 20% dos trabalhadores homens do meio urbano se aposentam não por tempo de contribuição, mas por idade; e, portanto, esse contingente estará submetido a essa exigência de maior tempo de contribuição”.
Dados divulgados apenas recentemente pela Folha de S. Paulo mostram que se a PEC estivesse em vigor hoje, 80% das pessoas que se aposentaram por idade no ano passado não teriam cumprido os 25 anos de contribuição. Ou seja, 80% daqueles que se aposentam nas condições mais difíceis, com a idade mais elevada, tendo percorrido uma vida laboral cheia de percalços, como desempregos, formalidade, baixos salários, não teriam se aposentado.
“No cômputo geral, significa que mais da metade das pessoas que se aposentaram em 2015, se estivesse vigorando essa exigência de 25 anos de tempo de contribuição, não teriam conseguido se aposentar. Portanto, é preciso inserir isso nos protestos porque essa regra vai excluir uma parcela importante dos trabalhadores do direito à aposentadoria porque temos uma intensa rotatividade no Brasil”.
O representante do Dieese esclareceu que, no Brasil, as pessoas que atuam na iniciativa privada não conseguem permanecer muito tempo no emprego e isso é um dado que irá influir na eliminação desse grande contingente do direito à aposentadoria. De cada 100 empregos existentes no Brasil, 43 há a demissão por iniciativa do empregador antes de completar um ano. Essa rotatividade afeta 43% dos nossos empregos a cada ano. O desemprego de longa duração. Nosso desemprego dura muito.
“Só para se ter uma ideia, o ano de 2016, em São Paulo a duração média do desemprego para as pessoas com até 50 anos de idade era de 35 semanas. Ou seja, a pessoa era demitida e ela, em média, procurou emprego por 35 semanas antes de conseguir uma nova colocação.
As pessoas de 50 anos ou mais, passaram 50 semanas procurando emprego até encontrar uma colocação ou desistiu de se colocar no mercado. Ou seja, se a pessoa tem de contribuir por um longo período enfrentando a rotatividade, quando acontece o desemprego, ela fica um longo tempo sem contribuir. Torna-se mais difícil acumular a contribuição necessária para se aposentar.
No caso da informalidade, cerca de 45% da população está na informalidade: não tem emprego de carteira assinada, não tem a contribuição previdenciária. Pois bem: quando chega na faixa etária de 55 a 59 anos, a informalidade já sobe para 45 anos. Para as pessoas que têm entre 60 e 64 anos, que pela PEC terão de continuar contribuindo, a informalidade já alcança 67%.
Isso mostra que à medida que as pessoas envelhecem as empresas não as querem mais em seu quadro de pessoal. Demitem e não contratam pessoas com 50 anos ou mais. Essas pessoas vão para o mercado informal: as alternativas do trabalhador para garantir uma renda. Vai ficar muito difícil para as pessoas da faixa etária entre 50 e 60 anos contribuir para a Previdência e, por isso, estarão excluídas da aposentadoria aos 65 anos ou a idade a que for fixada porque não terá acumulado as condições suficientes.
Ao mesmo tempo em que a proposta eleva a idade mínima, aumenta a exigência de tempo de contribuição, e, portanto, coloca a perspectiva de o indivíduo não ter uma renda ao chegar aos 65, afasta, ao mesmo tempo, para 70 anos a última possibilidade de ter uma renda que proteja o brasileiro da pobreza que é o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é concedido hoje no valor de um salário mínimo para quem tem uma renda muito baixa.
O resultado é um buraco entre o momento em que a pessoa está trabalhando e tem uma renda e o momento em que ele vai ter o benefício da Previdência da assistência. Esse buraco ocorre porque as pessoas perdem o emprego e vão ter de esperar a aposentadoria. Quem não conseguir se aposentar, terá de esperar cinco anos a mais para o último recurso que é o BPC.

Comissão de negociação se reúne com o GDF para discutir o plano de saúde da categoria

A comissão de negociação do Sinpro se reuniu com representantes do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF (Inas) durante a tarde desta quinta-feira (16) para tratar do plano de saúde dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. A reunião de hoje já estava agendada antes do início da greve e debateu um pleito histórico da categoria e um dos itens da nossa pauta de reivindicações.
Apesar de ser uma reivindicação antiga da categoria, o governo não apresentou nenhuma novidade e informou que o estudo feito até agora com a possibilidade de retomar com o Inas – autarquia do GDF ligada à Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização (Segad) – está praticamente descartada. O GDF argumentou que as condições de estrutura existentes hoje tornam a possibilidade insustentável, mas disse que outras alternativas estão sendo analisadas. Uma delas é via plano de saúde já existente, exemplo da GEAP, mas ainda sem uma proposta elaborada.
Outra possibilidade apresentada é de se estabelecer convênios com planos particulares, mas não apresentaram nenhum detalhamento por falta de dados para qualquer tipo de proposta.
A comissão de negociação insistiu em dizer que o plano de saúde é uma pauta antiga e que espera para a próxima reunião a apresentação de propostas para a análise da categoria. Mesmo diante da importância da pauta para a saúde dos professores, a diretora Rosilene Corrêa afirmou que neste momento a exigência é de se estabelecer uma mesa de negociação para pautar os motivos da greve. “A comissão manteve a decisão de ir a esta reunião porque é uma pauta de interesse da categoria e para registrar a urgência de se estabeleça esta mesa de negociação. O governo se comprometeu em agendar uma nova reunião, tendo em vista que temos uma assembleia marcada para a próxima terça-feira (21)”, enfatiza a diretora do Sinpro.
 
Movimento paredista
O magistério vai à luta em todo o país e o movimento dos(as) professores(as) do DF se soma ao dos outros estados, que também deflagraram greve geral por tempo indeterminado contra a reforma da Previdência. Além da pauta nacional, os(as) professores(as) do DF entraram em greve também porque chegaram ao fim de 2016 com perdas salariais imensas acumuladas e um governo de portas fechadas. Sem negociar com a categoria, sucessivos atrasos nos pagamentos e sem cumprir nenhuma lei distrital que regula a relação trabalhista entre o DF e o funcionalismo, o Governo do Distrito Federal (GDF) empurrou a categoria para a greve.
Diante disto é de grande importância a participação de todos e todas neste movimento que reivindica os direitos da nossa categoria.

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