Este ano, V Sernegra será realizada entre 20 e 23 de novembro
Jornalista: Maria Carla
Entre os dias 20 e 23 de novembro, cerca de 300 pesquisadores de graduação e pós-graduação da temática racial de todo o país estarão em Brasília para participar da V Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça (V Sernegra). O evento ocorre no Campus Brasília do IFB, localizado na SGAN 610 – L2 Norte – Brasília.
O evento oferece uma oportunidade privilegiada para trocar saberes. Nesta edição, parte dos trabalhos selecionados se alinha ao pensamento decolonialista de Frantz Fanon. “Isso ocorre porque o Sernegra deste ano pretende dar ênfase ao debate decolonial e a sua potência para o enfrentamento da questão racial”, informa Glauco Vaz Feijó, professor do IFB.
As 32 seções temáticas abordam diferentes áreas do conhecimento, tais como, arte, educação, novas tecnologias, literatura, história, audiovisual, saúde, sociologia, análise de discurso, dança, quilombismo, mídia, infância, epistemologia.
Com participação massiva de pesquisadores ligados às universidades do Distrito Federal, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia, São Paulo e Minas Gerais, o V Sernegra conta também com inscritos do Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Amazonas, Paraná, Alagoas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Convidados – O V Sernegra conta com a participação da socióloga norte-americana Patrícia Hill Colins e da pedagoga Vera Candau, professora emérita do Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Reconhecida como uma das principais especialistas da América Latina no estudo de direitos humanos e multiculturalismo.
Vera é autora de vários livros que estimulam a reflexão sobre identidade e discriminação no ambiente escolar. Ela fará conferência no dia 23, às 16h, sobre “Escola e pedagogia na perspectiva decolonial”, ao lado do professor da Universidade de Brasília (UnB), Wanderson Flor, especialista no ensino de filosofia. A mediação será de Adilson César de Araújo, pro-reitor de Ensino do IFB.
Outra presença ilustre será do pintor colombiano Adolfo Albán Achinte. Doutor em Estudos Culturais Latino-Americanos, atualmente, ele é chefe do Departamento de Estudos Interculturais da Universidade de Cauca. Suas pesquisas em torno da pedagogia de resistência, abrangem das artes plásticas à gastronomia.
Achinte fará conferência no dia 22 de novembro, às 9h30, ao lado do professor Nelson Inocêncio, do Departamento de Artes da Universidade de Brasília, com mediação da professora do IFB, Larissa Ferreira Regis Barbosa, sobre o tema “A arte desde uma perspectiva decolonial”.
Para mais informações, visite os site do V Sernegra http://www.sernegraifb.org/; http://www.facebook.com/SERNEGRA; http://instagram.com/sernegra; http://www.youtube.com/ifblive. Ou entre em contato com Iris Cary pelo telefone (61) 99256-1879.
Sinpro convoca professores e orientadores aposentados para reunião na quarta (16)
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos dos Aposentados, convoca todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que se aposentaram nos anos de 2015 e 2016 e que ainda não receberam suas licenças-prêmio em pecúnia para reunião no dia 16 de novembro, às 9h30, na sede do Sinpro. O objetivo é traçarmos novas ações para pressionarmos o Governo do Distrito Federal a pagar este benefício assegurado em lei. Sem luta não há conquistas!
Jornal responsabiliza funcionalismo por suposta recessão na economia
Jornalista: sindicato
Artigo publicado no Jornal de Brasília desta segunda-feira (14/11) conclui que aumentos salariais para servidores favorecem a concentração de renda.
De acordo com o articulista, “em Brasília, a política de aumentar a remuneração de servidores públicos sem levar em conta o cenário financeiro, as disponibilidades orçamentárias e a realidade dos serviços prestados à população – deficientes em quantidade e qualidade – é praticada há muitos anos, mas ganhou força no governo de Agnelo Queiroz, do PT. É assim que se chegou ao quadro atual, em que 77% das receitas do governo de Brasília são destinadas a remunerar 7% da população — os servidores públicos”.
Não é bem assim.
Falar em Distrito Federal e em funcionalismo público é falar de uma realidade bem distinta da de outras unidades da Federação. Por ser o DF um ente federado administrativo, a renda do servidor público se torna uma mola que impulsiona a economia local, principalmente comércio e serviços, vez que ainda não há uma vocação estabelecida para a indústria, por exemplo. Em outras palavras, parte da grande renda que circula pela cidade (e a faz se movimentar economicamente) é fruto do funcionalismo público. O mesmo funcionalismo que o jornal tenta a todo custo desqualificar.
Como se não bastasse, o articulista faz uma defesa “indefensável” do governo Rollemberg, quando afirma que “não é hora de reivindicar nem de conceder”. O texto destaca que “a realidade é que os funcionários do governo de Brasília, inclusive os relativamente mal remunerados professores, têm salários superiores aos de servidores dos 26 estados – salvo poucas exceções – e muito acima do que pagam as empresas privadas na maioria das carreiras. Em um momento de crise financeira e recessão na economia, não tem sentido esses servidores reivindicarem aumentos e, muito menos, o governo concedê-los”.
Essa conversa os professores vêm ouvindo há dois anos. E se pegarmos por base o salário do magistério local, aí é que a conclusão do articulista fica sem pé nem cabeça.
A própria Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem dito aos quatro cantos do planeta que o salário do magistério nacional está aquém do desejado, ou seja, nos países de primeiro mundo o salário dessa categoria é bem maior.
Para o diretor de Imprensa do Sinpro, Cláudio Antunes, “é uma vergonha uma matéria abordar o tema concentração de renda e incluir os professores por essa perspectiva. Em qualquer lugar, a folha de pagamento de uma secretaria de Educação é mais robusta. E tem que ser. Aqui no Brasil, proporcionalmente falando, ela é menor do que deveria ser, justamente porque há uma desvalorização salarial do magistério e existe uma superlotação de salas de aula. Ou seja, o numero de professores em relação ao de estudantes se reflete negativamente nas condições de trabalho e na qualidade do ensino ofertado. Superlotam para economizar”.
É importante ressaltar que, nos últimos anos, o país usou a política de valorização do salário mínimo, em que entram componentes como a inflação e o PIB – que representa a riqueza acumulada do país – para fazer a recuperação salarial. Essa atitude foi responsável por fazer com que cerca de 40 milhões de brasileiros deixassem a extrema pobreza, coisa que muitos atribuem apenas ao Bolsa Família – programa que sem dúvida faz a diferença.
Ainda de acordo com Cláudio Antunes, “as ações governamentais não se limitaram a isso, pois o foco era valorizar os salários dos trabalhadores como um todo. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) comprovam que houve crescimento e desconcentração da renda nos últimos anos. O que está em curso agora no GDF é uma concentração de prioridades equivocadas, pois a Educação não é, e nem nunca foi, prioridade para o governo Rollemberg. Prova disso são os constantes calotes, a busca de retirada de direitos dos trabalhadores – mesmo em áreas como a da Educação”.
É com grande pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro informa o falecimento da professora Diva Batista. A professora aposentada trabalhou por muitos anos na Escola Classe 21 do Gama.
O velório será nesta segunda-feira (14), a partir das 13h, na Capela 3 do Cemitério do Gama, e o sepultamento às 16h30.
O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
Entidades acionam o MPF para investigar crimes do “Desocupa Já”
Jornalista: Maria Carla
Nessa sexta-feira (11), o Coletivo de Advogadas e Advogados Populares no Distrito Federal e outras entidades do movimento estudantil e social protocolaram uma Representação na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), no Ministério Público Federal (MPF), para que sejam investigados eventuais crimes praticados pelos integrantes do “Desocupa Já!” e outros grupos de enfrentamento à mobilização estudantil contra as políticas do governo Michel Temer e governadores de desmonte da Educação pública e de desmanche do Estado.
A Representação é assinada também pela UBES, UNE e outros coletivos do movimento estudantil, bem como por entidades da sociedade civil. Dentre as denúncias apontadas, destacam-se práticas de racismo, manifestação e incitação ao ódio, ameaça de violência sexual contra mulheres e LGBTs, violência física, exercício arbitrário das próprias razões com desocupação forçada – artigo 345 do Código Penal Brasileiro – e uma série de violações de direitos humanos, políticos e outros.
Nos relatos dos estudantes, pais e mães e de outras pessoas que participam dos protestos, esses movimentos de ultradireita incitam grupos contrários às mobilizações estudantis no Distrito Federal a criarem a violência nos ambientes de ocupação e em outros locais de manifestações em vários municípios do país, como vem ocorrendo na Bahia, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão, entre outros.
Com a Representação, os(as) denunciantes buscam provocar a PFDC para que ela inicie investigações acerca da conduta de grupos de extrema direita, como Movimento Brasil Livre (MBL) – e o seu braço no movimento estudantil denominado, Distrito Liberal (DL), Instituto Liberal do Centro-Oeste (ILCO), Movimento Reação e outros grupos.
À frente do movimento “Desocupa já”, esses agrupamentos estão se valendo “da violência física e psicológica, por meio das redes sociais, aplicativos e presencialmente para criar instabilidade emocional, praticar terrorismo psicológico, instalar um ambiente de confronto e perigo à integridade física de crianças, adolescentes e jovens nas escolas e universidades, assim como cerceando e coagindo o livre exercício de seus direitos políticos”, informa a nota divulgada pelo Coletivo de Advogadas e Advogados Populares do DF.
Trabalhadores(as) mostram unidade e luta no Dia Nacional de Greve
Jornalista: Luis Ricardo
Ao menos 19 estados e o Distrito Federal participaram das manifestações realizadas nesta sexta-feira (11). As atividades fizeram parte do Dia Nacional de Greve, chamado pela CUT e demais centrais sindicais, contra a PEC 55, conhecida como PEC da Morte, e contra os retrocessos promovidos pelo governo ilegítimo do presidente Michel Temer (PMDB). Desde a madrugada, trabalhadoras e trabalhadores de todo o País já estavam nas ruas protestando e mostrando unidade e luta contra todas as tentativas de retrocessos promovidos por este governo golpista e todas as investidas neoliberais dos governos estaduais.
Entre as ações, houve ocupações de universidades, rodovias trancadas, garagens de ônibus foram fechadas, prédios de estatais também foram tomados e diversas categorias paralisaram. A luta também foi contra a precarização do trabalho; contra o aumento de idade de aposentadoria; contra a subcontratação sem limites; contra a privatização das estatais; e contra o roubo de direitos.
Segundo o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, esta sexta-feira foi “um dia para barrar o retrocesso de uma vida inteira. E os trabalhadores não deixaram por menos, começando as paralisações logo cedo”. Já o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, destacou a importância de as categorias se unirem nesse momento de ataques: “Rollemberg mente ao dizer que não tem dinheiro para pagar o reajuste dos servidores. Vamos continuar denunciando essas mentiras e lutando para que mais nenhum direito seja tirado. Nossa resposta foi dada hoje”.
Além de colocar pressão no governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), os atos demonstram que não há submissão ao pacote de retrocessos, muito menos apreço por um governo que surgiu a partir de um golpe. O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, apontou que a classe trabalhadora ganha ainda mais fôlego para promover a greve geral contra o retrocesso. “Este dia foi de muita paralisação, manifestação na maior parte do país, foi superior ao ato que fizemos no dia 22 de setembro e serviu como ótimo aquecimento para a greve geral. O Temer deveria ver esse dia como um alerta de que essas propostas de retirada de direitos são extremamente impopulares e os trabalhadores vão se manifestar contra elas,” apontou.
No Distrito Federal
Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais do Distrito Federal também aderiram à greve geral. A mobilização foi contra a terceirização, a Lei da Mordaça, a PEC 241 o PLP 257, o PL 4567, a reforma da Previdência, a reforma do Ensino Médio, a flexibilização do contrato de trabalho, a prevalência do negociado sobre o legislado, e em defesa da lei do piso. Para o presidente da CNTE, Roberto Leão, os educadores se uniram aos demais trabalhadores para dizer que não toleram nenhuma perda de direito. “A luta é também contra a retirada de direitos dos(as) trabalhadores(as), em defesa da escola pública de qualidade e da democracia”, ressaltou.
Durante esta manhã, milhares de pessoas estiveram presentes em frente ao Ministério da Educação. Luciana Custódio, diretora do Sinpro, explica a importância de estar ali. “Esse ato simboliza a nossa luta pelo fortalecimento da educação pública no Brasil. O Estado está querendo enfraquecer o servidor público. Se esta PEC 55 já fosse aprovada há 10 anos, já teríamos menos 280 bilhões no setor, gerando consequências terríveis para a carreira e para a estrutura da educação no país”, diz. Já sobre a MP 746, que reforma o ensino médio sem debater com a sociedade, Luciana afirma que “é o MEC querendo legitimar a Lei da Mordaça, querendo tirar da escola espaços onde o pensamento crítico é instituído. Isso seria um retrocesso de décadas, irreparável”.
Rodrigo Rodrigues, Secretário Geral da CUT-DF, reforça a importância das mobilizações desta sexta-feira (11). “Hoje é o dia nacional de greve. Em todo o Brasil estão tendo paralisações, onde diversas categorias estão interrompendo os atendimentos, e os seus serviços. Hoje é um dia de fazer a denúncia contra o retrocesso que está em marcha no país, contra projetos que ameaçam diretos já adquiridos, como a PEC 55, a Reforma da Previdência e a entrega do petróleo do Pré-Sal para empresas estrangeiras”, ressalta.
Abaixo, as principais reivindicações do Dia Nacional de Greve e Paralisações:
PEC 241
Contra a PEC 241 que congelará por 20 anos os investimentos em serviços públicos essenciais à população, especialmente nas áreas da Saúde (Sistema Único de Saúde) e Educação (pública e gratuita), até o não reajuste do Salário Mínimo, que atinge especialmente os aposentados.
SAÚDE: A medida atingirá em cheio o atendimento do SUS. Programas como o Saúde da Família, remédio grátis – especialmente os de alto custo -, o SAMU, medidas de prevenção e combate à dengue, zika e chikungunya, tratamento e prevenção do HIV e DSTs, gripe H1N1, campanhas de vacinação e outros serviços serão gravemente afetados por falta de investimento do atual governo. Isso afeta também os hospitais públicos, além dos convênios com as Santas Casas e hospitais filantrópicos.
EDUCAÇÃO: Vai faltar dinheiro para construção, manutenção e reforma de escolas e creches; os salários dos professores ficarão congelados e não haverá novas contratações. Material e uniforme gratuito, merenda, transporte escolar serão cortados ou reduzidos. Programas como Fies e o Pronatec estão suspensos e não terão novos contratos. O governo ilegítimo acabou com o Ciência sem Fronteiras, bolsas para estudantes e pesquisadores, e cortou quase pela metade as verbas para universidades. Além disso, foram cancelados programas de alfabetização de jovens e adultos.
Reforma da Previdência
Contra a Reforma da Previdência, cuja principal promessa do governo sem voto é punir quem mais contribuiu com o benefício, garantindo aposentadoria somente a partir dos 65 anos para trabalhadoras e trabalhadores. É importante destacar que a Constituição prevê que a Previdência é parte de um sistema amplo, a Seguridade Social – que além das aposentadorias inclui outro importante programa que também está ameaçado: o Sistema Único de Saúde (SUS).
Defesa do emprego
Contra a reforma trabalhista que retira direitos garantidos e conquistados pela classe trabalhadora desde a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), implementadas há 73 anos. Um dos pontos de maior pressão da atual agenda governamental é a terceirização, que irá beneficiar diretamente os patrões, precarizando as relações de trabalho.
Defesa do Pré-Sal
Patrimônio do povo brasileiro, a maior riqueza natural do País deverá ser entregue a multinacionais estrangeiras que estão de olho nas produções brasileiras recém descobertas. O Brasil hoje é o detentor da terceira maior reserva de óleo leve e gás natural do planeta, o que faz com que o País seja uma potência energética e uma promessa na exportação de petróleo. Durante o governo Lula foi aprovada Lei no Congresso Nacional e sancionada em 2013 no governo Dilma Rousseff, garante a destinação dos recursos do Pré-Sal para a Saúde (25%) e Educação (75%).
Eleição de delegados para o 33º Congresso Nacional da CNTE
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro informa que no dia 19 de novembro será realizada, às 10h30, na sede do sindicato, uma Assembleia Geral para eleição de delegados que participarão do 33º Congresso Nacional da CNTE. O Congresso acontecerá de 12 a 15 de janeiro de 2017, e terá como tema Paulo Freire: Educação Pública, Democracia e Resistência.
Sinpro lança contagem regressiva para a próxima assembleia, com indicativo de greve
Jornalista: Luis Ricardo
Decisão tomada por unanimidade pela categoria durante Assembleia Geral realizada na última quinta-feira (10), o Sinpro está dando início a uma contagem regressiva – a partir de hoje – para a próxima assembleia, com indicativo de greve, no dia 13 de fevereiro. A contagem ficará de forma permanente no topo do site do Sinpro e em pontos estratégicos do Distrito Federal.
Até lá, a categoria se manterá mobilizada e poderá ser convocada a qualquer momento caso o GDF sinalize atrasos de pagamentos, por exemplo.
O governador Rodrigo Rollemberg tem este prazo definido pela categoria, em assembleia, para apresentar uma proposta que evite a greve.
GDF usa a força para impedir manifestação dos(as) trabalhadores(as)
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro repudia a postura do Governo do Distrito Federal, que nos últimos dias está subtraindo material de campanha do sindicato e da CUT Brasília. Na última quarta-feira (09), agentes da Agefis, a mando de Rollemberg, utilizaram de força para tomar quatro faixas da campanha #RollembergMente dos trabalhadores que seguravam o material, mesmo vendo que as faixas não estavam jogadas na rua, mas acompanhadas. É importante salientar que o material recolhido tem dono, nota fiscal e estava nas mãos dos trabalhadores, portanto, o governo não tem o direito de fazer o que fez e agir de forma bruta e covarde.
Além de dar calote nos(as) trabalhadores(as), Rollemberg mostra que o único diálogo que tem com os servidores é por meio da força, do desrespeito. Esta forma de intimidação não será tolerada e a resposta da categoria para tudo isto será o de intensificar a mobilização.
Por meio da campanha #RollembergMente, a população tem sido informada sobre os calotes que os trabalhadores têm sofrido do GDF. Esta campanha ganhou as redes sociais e a música (jingle da campanha) também ganhou destaque nas ruas da cidade. O porquinho representa os cofres públicos do Governo do Distrito Federal, os quais recebem dinheiro advindo dos impostos e taxas pagas pela população para ter serviço público, gratuito, moderno, de qualidade e não vê isso acontecer na capital do país.
É por meio desta campanha que o Sinpro denunciará todo o desrespeito do GDF com os servidores públicos, uma vez que a utilização de outdoors na cidade não será possível, já que as empresas, pressionadas pelo governo, se recusaram a colocar o material de campanha. Em função disto utilizaremos todos os outros meios de comunicação visual para esclarecer a população sobre todo o desmando e desrespeito de Rollemberg, inclusive com panfletagens nas escolas e fixação de faixas nas casas das pessoas.
Categoria adere à greve geral com protesto em frente ao MEC
Jornalista: Leticia
Dia 11 de novembro é marcado como o Dia Nacional de Paralisação com Greve, organizado pela CUT e sindicatos filiados. No DF, a Greve Geral se espalhou por diversas partes de Brasília, como atesta Jacy Afonso, do Sindicato dos Bancários de Brasília.
“Hoje pela manhã, os rodoviários paralisaram suas atividades. O edifício sede do Banco do Brasil, com seus 2500 funcionários, também aderiu e paralisou suas atividades pela manhã”, relata. Já a respeito do ato em frente ao MEC, o sindicalista aponta que “é uma simbologia importante. Lá no Sindicato, fizemos uma faixa que diz ‘menos juros, mais educação e mais saúde’. Nossa luta é contra esse governo fascista que quer dar um golpe na educação nos próximos 20 anos com essa PEC 55, sem nos esquecer das questões locais, pois Rollemberg não cumpre os acordos firmados com os sindicatos. Por isso há esta simultaneidade de greves”, diz.
Durante esta manhã, milhares de pessoas estiveram presentes em frente ao Ministério da Educação. Luciana Custódio, diretora do Sinpro, explica a importância de estar ali. “Esse ato simboliza a nossa luta pelo fortalecimento da educação pública no Brasil. O Estado está querendo enfraquecer o servidor público. Se esta PEC 55 já fosse aprovada há 10 anos, já teríamos menos 280 bilhões no setor, gerando consequências terríveis para a carreira e para a estrutura da educação no país”, diz. Já sobre a MP 746, que reforma o ensino médio sem debater com a sociedade, Luciana afirma que “é o MEC querendo legitimar a Lei da Mordaça, querendo tirar da escola espaços onde o pensamento crítico é instituído. Isso seria um retrocesso de décadas, irreparável”.
Rodrigo Rodrigues, Secretário Geral da CUT-DF, reforça a importância das mobilizações desta sexta-feira (11). “Hoje é o dia nacional de greve. Em todo o Brasil estão tendo paralisações, onde diversas categorias estão interrompendo os atendimentos, e os seus serviços. Hoje é um dia de fazer a denúncia contra o retrocesso que está em marcha no país, contra projetos que ameaçam diretos já adquiridos, como a PEC 55, a Reforma da Previdência e a entrega do petróleo do Pré-Sal para empresas estrangeiras”, ressalta.
Foto: Deva Garcia / Sinpro