Brasília para com Greve Geral

Esta sexta-feira (11) marca mais um passo da classe trabalhadora contra as investidas neoliberais dos governos. Hoje é dia de Greve Geral, organizada pela CUT e sindicatos filiados.
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E motivos não faltam. A luta é contra a precarização do trabalho; contra o aumento de idade de aposentadoria; contra a subcontratação sem limites; contra a privatização das estatais; e contra o roubo de direitos.
Distrito Federal – De acordo com o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, esta sexta-feira é “um dia para barrar o retrocesso de uma vida inteira”. E os trabalhadores não deixaram por menos, começando as paralisações logo cedo.
Os rodoviários aderiram ao movimento das 4h às 9h. Depois disso, os cerca de 2,5 mil ônibus voltam a circular. “São quase cinco mil rodoviários unidos contra a violação dos nossos direitos. Vamos nos aliar às outras categorias. Queremos fazer uma pressão maior no governo”, afirmou o diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários e da CUT Brasília, Marco Júnio.
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Os professores também aderiram à greve geral. A mobilização é contra a terceirização, a Lei da Mordaça, a PEC 241 o PLP 257, o PL 4567, a reforma da Previdência, a reforma do Ensino Médio, a flexibilização do contrato de trabalho, a prevalência do negociado sobre o legislado, e em defesa da lei do piso.
De acordo o presidente da CNTE, Roberto Leão, os educadores vão se somar aos demais trabalhadores e dizer que não toleram nenhuma perda de direito. “A luta é também contra a retirada de direitos dos trabalhadores/as, em defesa da escola pública de qualidade e da democracia”, ressaltou.
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>>> Leia: Professores(as) fazem ato em defesa da Educação no Dia Nacional de Greve
Funcionários do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), DFTrans, Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e Secretaria de Agricultura também não trabalharão.
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Atrás de Rollemberg – Hoje, representantes de várias categorias vão marcar presença na inauguração do terminal rodoviário, em Ceilândia, que terá a participação do governador Rodrigo Rollemberg. “A intenção é pressionar e manifestar contra a má gestão do governo, que sucateia o serviço público”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do DF (Sindser) , André Luiz.
Os trabalhadores terceirizados da limpeza nos hospitais e escolas públicas, assim como os da merenda escolar, também decidiram paralisar, devido o não recebimento do salário e tíquete-alimentação que já deveriam ter sido pagos desde o último dia 7.
O secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, destacou a importância de as categorias se unirem nesse momento de ataques: “Rollemberg mente ao dizer que não tem dinheiro para pagar o reajuste dos servidores. Vamos continuar denunciando essas mentiras e lutando para que mais nenhum direito seja tirado. Nossa resposta será hoje”.
Em comunicado à população, o GDF afirma que, no DF, “77% dos recursos são para pagar os salários dos servidores e só 23% para remédios, merenda e todo o resto”.
Veja algumas ações programadas para esta sexta (11):
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Ato em defesa da Educação e dos direitos dos trabalhadores
Ato em frente ao Ministério da Educação, a partir das 9h. Participação dos trabalhadores da base do Sinpro-DF (Sindicato dos Professores do DF), SAE (Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal), Sintfub (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília), Sindsep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal) e Sindicato dos Servidores da Previdência Social (Sindprev), entre outros.
Manifestação em frente ao Conjunto Nacional
Manifestação em frente ao Conjunto Nacional, a partir das 8h, com participação dos 15 sindicatos das áreas do comércio e de serviços, trabalhadores rurais e de outros setores.
“Dia do Preto”
Trabalhadores da base do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF se vestirão de preto contra os retrocessos e a intransigência dos empresários da área de comunicação. Eles realizarão atos em frente à sede da Record, às 13h30, e em frente à sede do Correio Braziliense, às 18h.
Ato na Praça do Buriti
Assembleias e atos na Praça do Buriti, a partir das 10h. Participarão trabalhadores da base do SAE (Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal), Sindiserviços (representante dos terceirizados do DF) e Sindetran (que organiza os trabalhadores do Detran-DF).
Sindicatos que realizarão greve de 24 horas nesta sexta (11)
Sinpro-DF (Sindicato dos Professores do DF), Sintfub (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília), Sindspmal Águas Lindas (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Águas Lindas), Sindserp SJD`A(Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São João D`Aliança-GO), SINDSERPB Padre Bernardo (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Padre Bernardo-GO), Sindsepem-VAL (Sindicato dos Servidores Públicos e Empresas Públicas Municipais de Valparaíso-GO), SAE (Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal), Stiu (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas, nas Atividades de Meio Ambiente e nos Entes de Fiscalização e Regulação dos Serviços de Energia Elétrica, Saneamento, Gás e Meio Ambiente no Distrito Federal), Sindesv (Sindicato Empregados nas Empresas de Segurança e Vigilância DF), Sindiserviços (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal).
Sindicatos que realizarão paralisações parciais e atos
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Sindicato dos Rodoviários, SJPDF (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF), Fetracom (Federação dos Trabalhadores no Comércio do DF), Sindicom (Sindicato dos Comerciários do Distrito Federal), Sindicato dos Bancários de Brasília, Sindbombeiros (Sindicato dos Trabalhadores Bombeiros Civis do DF), Sindsep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal), Sindvalores (Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores e Similares do Distrito Federal), Sindetran (Sindicato dos Trabalhadores em Atividade de Trânsito, Policiamento e Fiscalização de Trânsito das Empresas e Autarquias do Distrito Federal), Sindser (Sindicato dos Servidores e Empregados na Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal), Sindlurb (Sindicato dos Trabalhadores nas Associações Comunitárias e Demais Prestadores de Serviços Terceirizáveis em Parceria ou Conveniados da Limpeza Urbana do Distrito Federal), Sinttel(Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Distrito Federal), SINDPD (Sindicato dos Trabalhadores de Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares e profissionais de Processamento de Dados do Distrito Federal), Sintect (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno), Sindprev (Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Distrito Federal), Sindetran (Sindicato dos Trabalhadores em Atividade de Trânsito, Policiamento e Fiscalização de Trânsito das Empresas e Autarquias do Distrito Federal), Sindpan (Sindicato dos Trabalhadores em Panificação). Trabalhadores rurais do DF e dos seguintes municípios goianos: Mimoso, Água Fria, Águas Lindas, Alexânia, Alvorada do Norte, Campos Belos, Cidade Ocidental, Cocalzinho, Colinas do Sul, Divinópolis, Flores de Goiás, Formosa, Nova Roma, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, São Domingos, São João D’Aliança, Vila Boa.
Servidores municipais de Valparaíso de Goiás também paralisados contra a retirada de direitos:
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Com informações da CUT Brasília, CUT Nacional, CNTE e Agência JBr
Confira algumas fotos da mobilização de hoje

#RollembergMente: Categoria inicia contagem regressiva para a greve

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“Vivemos, todos sabem, uma crise sem precedentes em Brasília. A cidade está destroçada. Os serviços públicos estão deteriorados. Os servidores públicos e prestadores de serviço chegaram ao fim do ano sem receber o que lhes é devido…. A situação econômica é grave, gravíssima. É séria, seríssima. É um quadro lamentável”.
A frase, dita pelo governador Rollemberg (PSB), parece ter sido expressa ontem. Mas foi pronunciada no dia 1º de janeiro de 2015, data da posse à frente do GDF. De lá para cá – e lá se vão quase dois anos – essa prosa ruim não mudou de rumo. O discurso permanece exatamente igual.
Foi justamente essa conversa surrada – de carestia eterna, de calote, de descumprimento de leis – que levou cerca de quatro mil professores e orientadores educacionais à assembleia geral da categoria, nesta quinta-feira, na Praça do Buriti.
As falam foram enfáticas no sentido de que o momento exige a construção de um movimento maior, “pois não aceitaremos que se jogue no colo dos servidores públicos uma conta que é dele [Rollemberg]. Existe uma crise sim… a crise de miopia política do GDF”, disse a diretora de Formação Sindical do Sinpro, Luciana Custódio.
Na mesma linha, a diretora de Finanças Rosilene Corrêa destacou que “precisamos desconstruir esse discurso de Rollemberg de que o ‘gasto’ com o funcionalismo público é a razão da carestia e da falta de investimentos no DF. A sociedade precisa entender que o prejuízo não é só salarial; só sob o ponto de vista dos servidores. O prejuízo recai também e principalmente sobre os serviços públicos oferecidos à população”.
Por conta dos calotes desde o começo da gestão Rollemberg, “o Sinpro vai ajuizar ação contra o GDF para que pague imediatamente o reajuste de 3,75%, referentes ao plano de carreira (setembro de 2015)”, enfatizou o diretor de Assuntos Jurídicos, Dimas Rocha.
E não foi só isso. A categoria exigiu o cumprimento da Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), sancionado por Rollemberg em 14 de julho de 2015, – que define chegar à média salarial das carreiras públicas de nível superior do Distrito Federal num período de 4 anos. “Exigimos, portanto, o índice de 18% como início da implantação da Meta 17 e, diante da insistência do governo em manter o calote, a tabela salarial de setembro de 2015 será judicializada pelo Sinpro-DF”, explicou o diretor de Organização Júlio Barros.
Some-se a isso o calote aos passivos devidos aos aposentados, o não reajuste do auxílio-alimentação, a não convocação dos concursados, entre vários outros ataques à categoria e à Educação.
Este é o quadro atual.
Por isso mesmo, a categoria decidiu por unanimidade iniciar uma contagem regressiva – a partir de hoje – para a próxima assembleia, com indicativo de greve, no dia 13 de fevereiro. Até lá, a categoria se manterá mobilizada e poderá ser convocada a qualquer tempo caso o GDF sinalize atrasos de pagamentos, por exemplo.
Presente à assembleia, o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, reforçou a unidade da classe trabalhadora e o chamado para a Greve Geral desta sexta-feira (11), lembrando que a luta por uma educação pública de qualidade passa pela defesa daqueles que a constroem. “Assim, teremos no futuro cidadãos críticos, conscientes de suas responsabilidades, gestores melhores do Estado. E não um governador mentiroso, que não respeita os compromissos assumidos com a categoria docente e faz pouco caso dos estudantes”.
A assembleia aprovou, ainda, três moções: uma de apoio e solidariedade aos companheiros da Escola Nacional de Formação Florestan Fernandes e de repúdio à invasão da escola pela polícia; outra de apoio formal do Sinpro à luta dos estudantes nas escolas públicas ocupadas; e uma terceira, de repúdio ao juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, que autorizou expressamente que a Polícia Militar utilizasse técnicas consideradas como tortura para forçar a desocupação de escolas.
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Confira o Calendário de Mobilização aprovado na assembleia:
Dia 11/11 – Ato público em frente ao MEC contra a reforma do Ensino Médio, 9h;
A partir de 14/11 – Faixas da campanha #RollembergMente nas casas da população;
Dia 17/11 – Delegacias Sindicais – Sobradinho – CEF 05, 19h;
Dia 19/11 – Assembleia geral: Pauta – Eleição de delegados para o 33º Congresso Nacional da CNTE. A eleição será no auditório do Sinpro-DF, às 10h30;
A partir do dia 20/11 – Carros de som nas cidades com a Campanha #RollembergMente;
A partir do dia 22/11 – Panfletagens e faixas na porta das escolas;
Dia 24/11 – Debate na Escola Parque de Ceilândia “Feminismo Negro e Violência contra a Mulher” (8h e 14h);
Dia 26/11- 2ª Conferência Distrital de Educação organizada pelo Fórum Distrital de Educação;
Dia 29/11 – Mobilização nacional contra a PEC 55 no Senado (EX-241) 1º turno;
Dia 01/12 – Dia Mundial de Luta contra a Aids, às 9h, na sede do Sinpro
Dia 03/12 – Seminário sobre a Reforma do Ensino Médio e Semestralidade (o dia todo);
Dia 10/02/2017 – Dia “D” – Debate com a comunidade escolar sobre o nosso movimento;
Dia 13/02/2017 – Assembleia Geral com indicativo de greve.

GDF ingressou com ADIN para não pagar o reajuste do benefício

O governo Rodrigo Rollemberg (PSB) entrou na Justiça, nesta semana, para não pagar o reajuste do auxílio-alimentação do funcionalismo público. Com uma Ação de Inconstitucionalidade (Adin), ele pede ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para considerar inconstitucional o inciso  IV do artigo 112, da Lei Complementar nº 840/2011 (regime jurídico do funcionalismo distrital), que prevê o reajuste anual do benefício.
Todavia, de acordo com a contagem no site do Sinpro-DF, nesta quinta-feira (10) completou 560 dias sem o reajuste. E, segundo a lei, ele tinha de ter sido concedido duas vezes, uma em maio de 2015 e, outra, em maio de 2016. O Governo do Distrito Federal (GDF) teria de reajustá-lo nesses meses para que o reajuste incidisse na Folha de Pagamento de junho dos respectivos anos e, assim, assegurar o poder aquisitivo do tíquete. Contudo, o governador se recusa a pagar o reajuste até mesmo pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que por se tratar de verba indenizatória, a alegação de inconstitucionalidade não procede. Na avaliação dos(as) dirigentes sindicais, na capital do país nunca houve nenhum governador que descumprisse tantas leis em um único mandato.
Consideram a atitude do governo Rollemberg deplorável, uma completa falta de respeito aos(às)  servidores(as) públicos(as) e uma desconsideração à luta histórica deles e delas por um regime jurídico único que regulasse as relações trabalhistas entre o Estado e os(as) servidores(as), o qual foi amplamente discutido, durante muitos anos, com o conjunto do funcionalismo das três esferas da União. A LC 840/2011 e outros regimes jurídicos instituídos em outras unidades da Federação, bem como todas as conquistas materializadas nessa e em outras leis em vigor, são resultado dessa luta.
“A ação contra o reajuste do auxílio-alimentação e contra o regime jurídico dos servidores públicos do DF é mais uma tentativa de retirar direitos do trabalhador com a alegação de inconstitucionalidade de um auxílio que é uma verba indenizatória, portanto, seus reajustes não podem ser considerados inconstitucionais”, afirma Dimas Rocha, coordenador da Secretaria para Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos.
Ele diz que o GDF atua, hoje, no sentido de sucatear os serviços públicos e responsabilizar os servidores pela má-gestão que o governo Rollemberg tem feito com o dinheiro público. “Esse discurso é para justificar a política de Estado mínimo, de depreciação dos serviços públicos, desmonte do Estado, de culpabilização do servidor. Ou seja, ele tenta culpar os servidores pela sua má administração”, denuncia o diretor.
Na avaliação da diretoria colegiada do sindicato, o governador não tem habilidade para governar e recorre a esse tipo de expediente para precarizar e sucatear os serviços públicos e, assim, justificar a terceirização. “Por isso, o Sinpro-DF vai entrar como amicus curiae nessa Ação de Inconstitucionalidade do GDF – ou seja, como parte interessada no processo.
“Essa é mais uma lei que o governador ignora e, ainda, recorre à Justiça contra ela”, disse Rosilene Corrêa, diretora Sinpro-DF. Ela lembra que o auxílio-alimentação deveria ter sido reajustado na Folha de maio do ano passado e na de maio deste ano, que deveriam ter sido pagos em junho.

Professores(as) fazem ato em defesa da Educação no Dia Nacional de Greve

Nesta sexta-feira, 11 de novembro, os trabalhadores e trabalhadoras se unirão no Dia Nacional de Greve. Chamado pela CUT e demais centrais sindicais, o dia tem o apoio de movimentos sociais que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e várias entidades da sociedade civil que têm se posicionado contra a retirada de direitos. Parte da agenda de mobilização do Dia Nacional de Greve, em Brasília os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais farão um Ato em Defesa da Educação, às 9h, em frente ao Ministério da Educação (MEC). O ato, organizado pela CUT, Sinpro-DF, Sindsep, Sintfub e SAE, é em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores em educação, além da luta contra a retirada de direitos e em defesa do emprego, da Previdência e contra a reforma do ensino médio.
O governo ilegítimo de Michel Temer e seus aliados do Congresso Nacional quer tirar tudo quanto é direito do trabalhador e da trabalhadora. Ele está acabando com os serviços públicos, especialmente com a Saúde e Educação, quer aumentar a idade mínima da aposentaria para 65 anos, tanto para mulher quanto para homem, e pior: quer acabar com a carteira de trabalho, aumentar as terceirizações, permitindo a contratação com salários mais baixos, condições precárias de trabalho e sem nenhum direito trabalhista!
Por esses motivos, estamos mobilizando os trabalhadores e trabalhadoras de todos os setores para uma Greve Nacional em defesa dos direitos, contra desmonte do Estado e contra o retrocesso que esse governo representa.
 
Contra a Reforma da Previdência – que aumenta a idade mínima da aposentadoria para 65 anos, para mulheres e homens, penalizando especialmente quem começou a trabalhar cedo e os jovens que ainda não entraram no mercado de trabalho;
Contra a PEC 55 (PEC 241) – projeto que tramita no Senado e que congela por 20 anos os investimentos em serviços públicos essenciais à população, como Saúde e Educação;
Contra a Reforma Trabalhista – que retirar direitos como FGTS, Férias, 13º, licença-maternidade e paternidade, auxílio creche e outras garantias, e aumenta as terceirizações, permitindo a contratação com salários mais baixos, condições precárias de trabalho e sem nenhum direito trabalhista!
Contra a entrega do Petróleo do Pré-Sal a empresas estrangeiras. O Pré-Sal é do povo brasileiro e seus recursos devem ser investidos em benefício da população, como Saúde e Educação! Não podemos permitir que esta riqueza seja entregue aos estrangeiros!
Em defesa da Educação​ – pública, universal e de qualidade. Não à reforma do Ensino Médio!

Sinpro-DF lança vídeo oficial da Campanha #RollembergMente

O Sinpro-DF lançou, nesta quinta-feira (10), nas redes sociais, o vídeo oficial da Campanha #RollembergMente, no qual o cofrinho em forma de porquinho cor de rosa e com asas dança o funk que é o jingle da campanha.
O porquinho representa os cofres públicos do Governo do Distrito Federal (GDF), os quais recebem dinheiro advindo dos impostos e taxas pagos pela população para ter serviço público, gratuito, moderno, de qualidade e não vê isso acontecer na capital do país.
A campanha teve uma boa aceitação do público a ponto de estar circulando dois vídeos nas redes sociais feitos cidadãos/ãs do Distrito Federal, além de brincadeiras com a imagem do porquinho e criação de listas.
Desde que lançou a campanha, o Sinpro-DF tem recebido muitos e-mails do público com notícias e informações sobre mentiras ditas pelo governador Rodrigo Rollemberg.
Confira a seguir o vídeo oficial:

 

CUT e sindicatos filiados lançam Campanha #RollembergMente

A Central Única dos Trabalhadores (CUT  Brasília), o Sinpro-DF  e os demais sindicatos filiados à central lançam, nesta terça-feira (1º/11), a Campanha #Rollemberg Mente. A campanha visa a mostrar à população a importância dos serviços públicos para cada cidadão e cidadã e a apontar as mentiras que o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) tem divulgado sobre a arrecadação tributária do Distrito Federal. Antes do lançamento da campanha, a CUT Brasília e o Sinpro-DF distribuíram faixas e cartazes pela cidade com a indagação: “Quem mente?”
A princípio, envolve todos os sindicatos filiados à CUT, mas deverá contar ainda com a adesão de entidades ligadas a outras centrais sindicais. A campanha utiliza a imagem de cofre cor de rosa, em forma de porco com asas, para mostrar que o dinheiro advindo dos impostos  pagos diariamente pela população para ter serviços públicos, gratuitos e de qualidade “bateu asas e voou”.
Conta também com a hastag #RollembergMente nas redes sociais, cartazes, camisetas, máscaras, memes, adesivos para carro, adesivo melequinha com a imagem do cofrinho em forma de porquinho, bem como outros mecanismos de informação, como, por exemplo, um balão em forma de porco, cor de rosa, de 12 metros. O objetivo é o de mobilizar todos os sindicatos no sentido de explicar à população que o Governo do Distrito Federal (GDF) recebe todo mês milhões de reais recolhidos de impostos e o governador continua dizendo que não há dinheiro em caixa.
O símbolo da campanha é um cofrinho em formato de porco com asas. A CUT lança também uma fanpage (uma página no Facebook), intitulada Rollemberg Mente, que irá mostrar as verdades e as mentiras do GDF. Navegue na fanpage e deixe o seu “curtir”.  É nessa página eletrônica que os(as) contribuintes do DF poderão acompanhar as notícias sobre o Orçamento público da capital. Esses instrumentos de comunicação irão servir também para mostrar que a população paga impostos a todo segundo para ter serviços públicos de qualidade e que os recursos financeiros advindos disso desaparece.
Onde está o dinheiro que entra diariamente nos cofres públicos? Ninguém sabe. Não há prestação de contas e, sim, apenas o discurso de um governo neoliberal dizendo que os cofres estão vazios e, por isso, não pode investir nos serviços públicos. O dinheiro está sumindo apesar de o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) ter desmentido o governo Rollemberg e dito, ainda no início do ano passado, que havia sim dinheiro nos cofres da capital.
Com essa conversa de que não havia dinheiro em caixa, este governo justificou o aumento de impostos e de taxas e, com isso, elevou a arrecadação, mas, ainda assim, insiste em precarizar os serviços públicos, alegando que não há dinheiro, e, assim, a penalizar a população. Diante dessa situação, os sindicatos do DF e suas centrais se uniram para revelar, por meio desta campanha, as mentiras de Rollemberg, que tem aplicado o calote em 32 categorias do funcionalismo público, as quais servem, diariamente, à população.
O porquinho simboliza também essa poupança que o povo do DF faz para ter bons serviços públicos. Na avaliação das lideranças sindicais da CUT e do Sinpro-DF, “com as mentiras sobre a arrecadação e a falta de transparência, observa-se que essa poupança pública, que está nesse cofrinho, bateu asas de voou. E é assim que o governo Rollemberg aplica o calote no funcionalismo e na população, afinal, ninguém vê obras e investimentos na cidade”.
É por isso que neste fim de ano, após passar meses esperando o cumprimento dos acordos firmados, porém, descumpridos pelo GDF, as categorias começam a intensificar as mobilizações. A categoria dos professores, por exemplo, tem paralisação e Assembleia Geral, no dia 10/11, e greve geral, no dia 11/11.

Educação penalizada

Uma das maiores vítimas dessa profusão de mentiras do GDF é o setor da Educação. Sem recursos e com pagamentos atrasados, a categoria dos professores, a própria escola pública e mais de meio milhão de estudantes estão sendo severamente apenados.
O que o GDF tem feito é investir na precarização para depois privatizar. O que se tem é o sucateamento das escolas, falta de contratação de professores e de orientadores educacionais, atraso nos pagamentos do 13º salário, ameaça de não pagamento das férias, ameaça de não pagamento do próximo salário, não pagamento da pecúnia da licença-prêmio aos recém-aposentados, a falta de concurso para professor, entre outras perversidades.
Ouça a vinheta da campanha aqui:

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Nota de falecimento da professora Karla Lourenço

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa, com pesar, o falecimento da professora Karla Silva Lourenço, 45 anos, e comunica que o velório será na Capela 3, no Cemitério Campo da Esperança, a partir das 8h . O enterro será às 11h. A professora atuava na Escola Classe 02, de Vicente Pires.

Ato em defesa da Educação e greve geral dia 11 de novembro

Como parte da agenda de mobilização para o Dia Nacional de Greve, os trabalhadores e trabalhadoras estão convocados(as) para um Ato em Defesa da Educação no dia 11 de novembro, às 9h, em frente ao Ministério da Educação (MEC). O ato, organizado pela CUT, Sinpro-DF, Sindsep, Sintfub e SAE, é em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores em educação, além da luta contra a retirada de direitos e em defesa do emprego, da Previdência e contra a reforma do ensino médio.
Confira outros pontos que trazem retrocessos à classe trabalhadora:
 
PEC 241
Aprovada no último dia 25 de outubro, a PEC 241, que no Senado será PEC 55/2016, prevê o congelamento em investimentos públicos para os próximos 20 anos. A medida irá interferir diretamente nas verbas destinadas à Saúde e Educação, já que os repasses de verbas serão reajustados apenas de acordo com a inflação. Durante os governos de Lula e Dilma, o reajuste era feito acima da inflação.
 
Pré-Sal
A aprovação do PL 4567/2016, altera o papel da Petrobrás na exploração do pré-sal. Além de não ser mais operadora única, também não terá direito ao mínimo de 30% da produção, conforme previa lei aprovada durante o governo Dilma. Com o argumento de adequar a empresa a suas dívidas e abrir o mercado a novos investidores, a medida pode trazer estragos gigantescos a toda uma cadeia produtiva, prejudicar o desenvolvimento tecnológico e ainda fazer do país mero exportador de matéria-prima.
 
Reforma da Previdência
Uma das medidas anunciadas como prioridade por Temer, a Reforma da Previdência deve aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos e igualar a idade entre homens e mulheres e entre trabalhadores do campo e da cidade. Outra medida que pode prejudicar as aposentadas e aposentados, é que a proposta de Temer prevê a vinculação dos benefícios da previdência aos reajustes de salários mínimos.
 
Terceirização
O PL 4330, que foi aprovado na Câmara e tramita no Senado como PLC 30, prevê a terceirização da atividade-fim nas empresas. Se aprovado também pelos senadores, o projeto autoriza a precarização do trabalho e pode significar a extinção da CLT. Além disso, o contratante fica livre de responsabilidades quanto ao não cumprimento de leis trabalhistas.
 
Corrupção
Quando assumiu, Temer fez questão de discursar contra a corrupção. Porém, desde que assumiu, em maio deste ano, três ministros de seu governo foram afastados por suspeita de envolvimento em corrupção: Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência, Fiscalização e Controle) e Henrique Alves (Turismo). Além disso, o presidente retirou o caráter de urgência da tramitação do pacote de medidas anti-corrupção, que foi elaborado pela equipe de Dilma Rousseff e enviado ao Congresso.
 
“Não faltam motivos para que nesta sexta-feira (11) a classe trabalhadora se una e cruze os braços diante de tantos ataques aos direitos conquistados pela categoria nas últimas décadas”, argumenta o secretário geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues. Não vamos aceitar qualquer tipo de retrocesso aos nossos direitos e projetos que prejudiquem a classe trabalhadora. Todos ao Ato em Defesa da Educação e ao Dia Nacional de Greve.

Nota de repúdio

A Diretoria Colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal repudia as agressões sofridas pela professora Mara Dantas Silva, da Escola Classe 10 do Gama, que recebeu socos e teve seu cabelo puxado por uma mãe de um aluno, sem a possibilidade de defesa, na tarde desta terça-feira (8). As agressões foram feitas na frente do estudante.
A agressão foi resultado de várias ameaças que esta pessoa já fazia não só para a professora, mas a outros profissionais da escola. Mara alegou que também foi ameaçada pelo pai do aluno. Ela já tinha feito reclamações das ameaças para a Regional de Ensino e para o Conselho Tutelar, porém o GDF não tomou nenhuma providência.
A professora lamenta que sua atividade não é valorizada e reconhecida, pois ela se esforça para fazer o melhor trabalho possível na escola, porém os profissionais desta Escola Classe se sentem inseguros para realizarem suas atividades, em virtude da violência.
A escola, com cerca de 320 alunos, não possui orientador educacional. Este profissional é quem faz a mediação entre estudantes, professores (as) e a comunidade escolar. A presença do (a) pedagogo (a) – orientador (a) educacional é de extrema importância nas escolas e certamente estes conflitos seriam amenizados se houvesse a presença dele (a).
A defasagem deste profissional é enorme. Após o concurso de 2014, apenas 5 profissionais foram nomeados pelo GDF. O Plano de Carreira prevê 1200 orientadores (as) educacionais, porém são mais de 500 mil alunos (as) na rede para menos de 700 pedagogos (as) –orientadores (as) educacionais. É um quadro preocupante.
A professora fez boletim de ocorrência e está tomando todas as providências legais. A Secretaria Jurídica do Sinpro está à disposição da professora.
Para uma educação de qualidade, é fundamental que os (as) professores (as) e orientadores (as) educacionais possam desempenhar seu trabalho com tranquilidade e segurança, visando um desenvolvimento pleno das crianças das Escolas Classe. Ameaças e agressões desta natureza em nada contribuem para que a escola possa desempenhar suas atividades pedagógicas e que a categoria e a comunidade escolar possam trabalhar juntas em harmonia por um ensino cada vez melhor no Distrito Federal.

Aposentadas acompanham PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados

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Comissão Especial da Câmara dos Deputados realizou na tarde dessa terça-feira (8/11) uma audiência pública sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 233/2016, que regula o pagamento de precatórios e permite a utilização de depósitos judiciais que existem em nome de municípios, estados, Distrito Federal e da União.
A proposta já teve sua admissibilidade votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa Legislativa. Se o texto for aprovado pela comissão especial, seguirá para a análise em dois turnos no Plenário da Câmara – sem a necessidade de ser enviado ao Senado, entrando em vigor já a partir de 2017.
A diretora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro, Silvia Canabrava, compareceu ao evento, juntamente com um grupo de professoras e orientadoras educacionais aposentadas que penam com o não-pagamento dos precatórios pelo GDF.
De acordo com Sílvia, é importante frisar que a PEC 233 não se subordina à PEC 241. “Portanto, esses recursos não serão sequestrados pelo ilegítimo governo Temer”, disse.
O debate dessa terça-feira foi proposto pelos deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Paulo Teixeira (PT-SP) e Silvio Torres (PSDB-SP).
Foto: Joca/Sinpro-DF

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