Luta do Sinpro garante novo concurso para carreira magistério

O Governo do Distrito Federal publicou em edição extra do Diário Oficial do DF desta sexta-feira (14), o edital do concurso público para Carreira Magistério Público. O concurso vinha sendo cobrado pelo Sinpro desde o início do ano letivo de 2015, quando se esgotou o cadastro reserva de algumas disciplinas do último concurso público, realizado em 2013. Desde então, a cada três meses o GDF vinha dando nova data para a realização de novo pleito e quase dois anos depois publica o edital. Clique aqui e confira o edital.
Apesar da publicação do novo edital, o Sinpro afirma que o número de vagas e de cadastro reserva são insuficientes para a demanda da rede pública de ensino. Levando-se em consideração que o concurso tem validade de dois anos, com prorrogação de mesmo período, a Secretaria de Educação opta por um cadastro reserva menor. O objetivo é criar um subterfugio de não contratar professores(as) concursados(as) com a não autorização de um novo pleito. Neste intervalo os estudantes em parte ficam sem aula ou a rede de ensino contrata temporários para vagas que deveriam ser de professores efetivos.
Somente este ano, entre orientadores(as) educacionais e professores(as), tivemos mais de 1.070 mil aposentadorias. O edital publicado não supre a necessidade de contratação de pessoal e a gestão do GDF volta a adotar a prática que vimos nos governos Roriz e Arruda: fazer concurso público com poucas vagas para cadastro reserva, para que no intervalo a SEE faça contratação via contrato temporário, procedimento totalmente irregular.
Atualmente existem mais de mil professores no cadastro reserva no concurso realizado em 2013. Destes, mais de 600 são da disciplina Educação Física. Estes professores continuam aptos para contratação e o Sinpro continuará cobrando a convocação deste efetivo. A realização e um novo concurso não tira dos candidatos aprovados no último pleito o direito de serem convocados primeiro.
O Sinpro vê como uma vitória o lançamento deste edital, mas com extrema preocupação, porque o número de vagas não comporta a necessidade de vagas existentes, hoje, na rede pública de ensino. Continuaremos cobrando mais professores e orientadores educacionais para que a educação pública do DF seja de qualidade.
 
Confira as vagas disponibilizadas:
Carreira magistério: 647 vagas para ampla concorrência
Candidatos com deficiência: 153 vagas
Cadastro reserva: 1.200 vagas

Debate sobre a conjuntura política e econômica do país ocorre nesta quinta (20)

Nesta quinta-feira (20), às 19 horas na sede do Sinpro, ocorrerá o debate sobre a conjuntura política e econômica e o futuro do Brasil, com a presença de Gilberto Carvalho (ministro nos governos Lula e Dilma), Alexandre Conceição (membro da coordenação nacional do MST), Antônio de Lisboa Amâncio Vale (secretário de relações internacionais da CUT) e Roberto Requião (senador PMDB-PR).
Participe!
 

Aposentados(as) decidem fortalecer luta contra retirada de direitos

Em reunião ampliada realizada na manhã desta terça-feira (18), professores (as) e orientadores (as) educacionais aposentados (as) concluíram que o Governo de Brasília não valoriza a Educação, expressa esse desprezo aos (às) servidores (as) públicos (as) ao não cumprir as leis vigentes que asseguram direitos conquistados e decidiram reforçar a luta contra essa situação.
O encontro, realizado pela diretoria colegiada do Sinpro-DF e que reuniu cerca 300 professores (as) e orientadores (as) educacionais aposentados (as) no auditório da Escola Classe da 308 Sul, teve como principal objetivo informar sobre a situação imposta pelo Governo de Brasília ao funcionalismo público distrital e discutir estratégias de luta e de resistência.
Após uma análise de conjuntura realizada por Rosilene Corrêa, coordenadora da Secretaria de Finanças do Sinpro-DF, vários (as) professores (as) expressaram suas ideias sobre ataques aos serviços e servidores (as) públicos, como a PEC 241/16, que congela investimento de recursos financeiros públicos nos serviços públicos, e outros temas, como a tentativa do governo Rodrigo Rollemberg (PSB) de calar o movimento sindical por meio do Decreto 37.962/2016, que criminaliza o direito de greve e de luta dos (as) servidores (as) públicos (as).
“Com essa conscientização, esperamos contar com o apoio, o compromisso e o comparecimento de todos e todas nas atividades futuras para pressionarmos o governo a respeitar a categoria, a não subtrair direitos e, assim, unidos e mobilizados, garantirmos a manutenção dos nossos direitos”, disse Sílvia Canabrava, coordenadora da Secretaria de Aposentados do sindicato.
Confira as fotos:


 
 

Professores(as) e estudantes rejeitam reforma da educação proposta por Temer

A rede de televisão TeleSur entrou no debate da reforma do ensino médio. Em sua programação, a multi-estatal explorou o tema mostrando vários aspectos negativos para a proposta do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), com entrevistas de professores, estudantes, deputados e pessoas ligadas ao tema. Na abertura do programa a TeleSur diz que o governo interino do Brasil propôs ao Congresso a reforma do ensino secundário, que prevê a eliminação de disciplinas obrigatórias, tais como artes, educação física, sociologia e filosofia. A iniciativa provocou fortes críticas na comunidade educativa e mais de 200 escolas brasileiras foram ocupadas por estudantes para protestar contra a reforma. Clique aqui e confira o programa completo.
O Sinpro também tem levado o debate sobre a reforma do ensino médio para as escolas e outros segmentos da sociedade. O objetivo é mostrar à sociedade a conjuntura política que vivemos atualmente e os prejuízos que a reforma trará. Diante deste cenário o Sindicato realiza o Seminário Reforma do Ensino Médio e Semestralidade, dia 21 de outubro, às 19h30, na sede do Sinpro. O seminário terá continuidade no sábado (22), às 8h30, no mesmo local.

Decreto antigreve de Rollemberg pode ser derrubado pela CLDF nesta terça (18)

O plenário da Câmara Legislativa do DF poderá votar nesta terça-feira (18) Projeto de Decreto Legislativo que susta os efeitos do decreto que pune servidores públicos locais que realizarem greve (Decreto 37.962/16), do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). A sessão plenária será realizada às 15h.
Por isso mesmo, o Sinpro-DF solicita a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que estiverem de coordenação nesta terça-feira (18), que compareçam à CLDF para pressionar contra o decreto de Rollemberg. A concentração também será às 15h.
O decreto 37.962/16 foi publicado no dia 6 passado, no Diário Oficial do Distrito Federal, e determina como sanção aos servidores grevistas desconto salarial, procedimento administrativo-disciplinar e aplicação de penalidades civil e penal.
Para a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa, o governador – que se esconde atrás de decretos – deveria primeiro respeitar a lei e os trabalhadores. “A nossa categoria não se intimida e nunca pediu permissão para lutar por seus direitos”, enfatizou.
“As expectativas para a aprovação do Decreto Legislativo são grandes, pois o texto (de Rollemberg) tem caráter autoritário, que vai contra o que já foi legislado”, afirmou o deputado Wasny de Roure. “Como que um governo que está em falta com o funcionalismo pode punir quem faz greve?”, questiona o parlamentar, se referindo aos calotes que o GDF vem dando nos servidores públicos e outras categorias de trabalhadores. Wasny de Roure lembrou que outros partidos, como o PPS, também manifestaram posição contrária ao decreto de Rollemberg.
Em nota, a Bancada do PT na CLDF afirmou que, por meio do decreto, “o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) se atribui poderes para usurpar direitos e garantias fundamentais dos servidores públicos do Distrito Federal, dentre eles, o direito à greve, assegurado pela Constituição Cidadã de 1988”.
Leia também: Decreto de Rollemberg tenta amedrontar quem nasceu lutando

Reunião dos aposentados será nesta terça-feira, dia 18

O ano de 2016 se iniciou sob os ataques aos direitos trabalhistas da classe trabalhadora. Porém, notadamente, a nossa categoria, no Distrito Federal, é uma das mais visadas nesse momento. Estamos na iminência de presenciar o maior ataque a direitos sociais e trabalhistas da história do país – a exemplo da PEC 241, que congela o investimento do Estado no serviço e no funcionalismo públicos durante 20 anos, dentre outros retrocessos que envolvem também a Educação.
Não muito diferente do governo ilegítimo federal, o Governo do Distrito Federal (GDF) também atua, desde o ano passado, contra nossa classe. Em menos de dois anos de mandato, o governo Rollemberg comanda uma lista enorme de ataques aos direitos trabalhistas do funcionalismo público.
É com um olho nessas ameaças e outro na mobilização da categoria que a Diretoria Colegiada do Sinpro-DF, por intermédio da Secretaria para Assuntos dos Aposentados, convida para uma reunião ampliada no dia 18 de outubro, às 9h30, na Escola Parque 308 Sul.
Este é um momento em que precisamos intensificar a participação de cada aposentada(o) em todas as atividades organizadas pelo Sinpro-DF em defesa dos nossos direitos.
Nossas vitórias dependem de nossa luta! Em nosso contracheque não temos uma linha que não seja advinda da nossa luta.
Contamos com a sua presença!
Para facilitar o deslocamento dos(as) aposentados(as), o Sinpro-DF disponibilizará ônibus. Confira:
Formosa – Igreja Matriz: 7h
Gama – Subsede: 8h15
Guará II – Centrão: 8h30
Guará I – São Paulo Ápostolo: 8h45
Planaltina – Subsede: 8h
Sobradinho – CEM 01: 8h30
Taguatinga – Nenéns Chopp: 8h30

Homenagem do Sinpro-DF aos professores e às professoras

Se tivéssemos de resumir, em uma palavra, a vida do (a) professor (a), não haveria outra: “compromisso”. Porque ele e ela  dedicam todos os seus dias à construção de uma sociedade melhor, seja por meio da transmissão do conhecimento ou pela luta incansável por justiça social.
E não poderia ser de outra forma, pois há poucos profissionais tão explorados como o(a) professor(a), submetidos a baixos salários e a jornadas de trabalho que absorvem seu tempo livre. Correções de provas e planejamentos de aula comprovam isso.
A jornada é tão longa que quase não nos damos conta de que o Dia do Professor chegou. Estamos ocupados com a missão e a luta. Nossa missão é construir a cidadania e nossa luta é contra a alienação, a coisificação, a desumanização dos(as) nossos(as) estudantes. A educação é uma das únicas ferramentas que paralisa e até elimina o processo de desumanização que coisifica homens e mulheres.
Nossa missão, é, antes de tudo, lutar pela humanização e fazer com que homens e mulheres coisificados (as) deixem de ser “coisas”.  Portanto, nossa luta é assegurar o direito constitucional à educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada.
Este ano, estamos tão dedicados a impedir a usurpação do direito à Educação pública que nem percebemos o tempo passar. Já estamos em 15 de outubro de 2016 e continuamos profundamente envolvidos em centenas de lutas. E, nessa busca, observamos que nossa atividade pedagógica extrapola o ensinar e o aprender.
Na escola, realizamos muito mais do que uma missão. Arquitetos do futuro, atuamos na modelagem de cidadãos e cidadãs e na construção de profissionais capazes de pensar e de criar novos conhecimentos. Nas ruas, estamos na luta cotidiana por respeito profissional e para assegurar o salário digno, capaz de pagar nossas despesas.
Estamos na luta mostrando que muito mais do que missionários, somos profissionais da educação. Nossa tarefa é educar e, para executar o magistério, é preciso integrar profissionalismo e missão porque educar não é somente despejar conteúdos em sala de aula. É trabalhar o conhecimento para empoderar pessoas, combater a desumanização, enfrentar a opressão.
Nossa missão é a luta contra a desumanização causada pelo opressor a seus oprimidos. Somente a liberdade de cátedra irá nos assegurar a chance de recuperar a humanização dos oprimidos. Atuamos contra o opressor que, de maneira autoritária, envolve o oprimido de tal forma que faz com que ele, o oprimido, “seja menos” e se veja em uma condição tão submissa que pensa que precisa do seu usurpador para viver.
O educador Paulo Freire, na obra “Pedagogia do Oprimido, ensina-nos que: “Não haveria oprimidos, se não houvesse uma relação de violência que os conforma como violentados, numa situação objetiva de opressão”. O magistério é uma das poucas armas eficazes contra essa violência.
E assim, como disse Guimarães Rosa em uma de suas grandes obras literárias, “o correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem!”
Neste 15 de outubro, lembramos que, diante dessa profusão de ameaças de retirada de direitos, parafraseamos Rosa e dizemos que o que a vida quer de nós, professores e professoras, é coragem. Somos uma categoria vitoriosa porque, historicamente, enfrentamos os ataques com coragem e unidade.
Parabenizamos cada um dos(as) professores(as) pela missão cumprida, pelo profissionalismo dedicado, pela construção de uma nova cidadania!
Diretoria Colegiada do Sinpro-DF

Professores(as) e movimentos sindicais protestam contra mais um calote do GDF

Professores(as), orientadores(as) educacionais e representantes de vários sindicatos do Distrito Federal participaram do ato público na tarde de hoje, na Praça do Buriti, contra o calote do governo Rollemberg (PSB). Em mais um sinal de desrespeito com o movimento sindical ele anunciou, pela mídia, que não irá pagar a última parcela do reajuste do nosso Plano de Carreira (Lei nº 5.105, de 2013), conforme negociado durante a greve do ano passado. Este é mais um calote que o governador promove contra o servidor público, demonstrando que realmente não tem palavra e que tem o interesse de atacar o funcionalismo e os serviços públicos.
O calote de Rollemberg é referente à última parcela do reajuste dos 153 mil servidores(as) públicos locais, que deveria ter sido depositada em outubro do ano passado. O reajuste é uma conquista das 32 categorias do funcionalismo, garantida em lei, em 2012. “Rollemberg reforça seu selo de caloteiro com esse anúncio. E se ele acha que nós iremos aceitar, está muito enganado. Este anúncio só reforça nossa mobilização para a construção da greve geral no dia 11 de novembro”, afirma o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
Todos os indícios mostram que o calote ao funcionalismo já estava nos planos de Rodrigo Rollemberg. A evidência é o decreto antigreve (37.962/16), publicado no Diário Oficial do DF no último dia 6 de outubro. Pelo texto, servidores públicos que realizarem greve serão gravemente punidos, com sanções que preveem desconto salarial, procedimento administrativo-disciplinar e aplicação de penalidades civil e penal.
O decreto é tão absurdo que deputados distritais do PT e do PPS apresentaram no último dia 11 ao plenário da Casa um Projeto de Decreto Legislativo que susta os efeitos do decreto antigreve de Rollemberg. A previsão é de que a Câmara Legislativa do DF vote o pedido na próxima terça-feira (18). “Todos estes ataques não vão nos enfraquecer. Além de caloteiro, este governador ficará na história como o responsável por bater em professor, dar calote em servidores públicos, que não faz concurso público, que desrespeita o trabalhador e não cumpre a Lei”, afirma a diretora do Sinpro Luciana Custódio, complementando que “a partir de agora a missão de todos e todas é lutar contra toda tentativa de retrocesso e reivindicar o que é nosso por Lei”.
 
Histórico de desrespeitos do GDF
O GDF descumpre, pelo segundo ano consecutivo, o reajuste do auxílio-alimentação, não realiza a contratação de professores(as) e orientadores(as) concursados, não realiza novo concurso público, as escolas estão sucateadas, com falta de professores e sem recursos financeiros, está matando os turnos integrais (Pro-Eiti) por falta de dinheiro, não paga o acerto financeiro dos(as) aposentados(as) relativos à licença-prêmio não gozada, entre outras perversidades não só com categoria docente, mas também com a população que necessita de escola pública, gratuita e socialmente referenciada.
A diretoria do Sinpro-DF lembra que no dia 10 de novembro, às 9h30, haverá Assembleia Geral dos professores na Praça do Buriti para discutir esses e outros problemas. Professores(as) e orientadores(as), compareçam! A nossa força e a defesa de nossos direitos dependem de nossa união e participação!

Sinpro-DF convoca professores para protesto contra calote, nesta sexta (14), na Praça do Buriti

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca professores(as) e orientadores(as) educacionais para um ato público, nestasexta-feira (14), às 14h30, na Praça do Buriti, contra o calote do governo Rollemberg (PSB). Ele anunciou, pela mídia, que não irá pagar a última parcela do reajuste do nosso Plano de Carreira (Lei nº 5.105, de 2013), conforme negociado durante a greve do ano passado.

Além do calote, o governador não tem palavra e continua aprofundando seu ataque ao funcionalismo e aos serviços públicos. “Mais uma vez, na véspera do Dia do Professor, o governador Rollemberg presenteia a categoria com um calote no reajuste e desrespeito à legislação do Distrito Federal. O calote já se estende para vários direitos, uma vez que a categoria não recebe o reajuste desde o ano passado. Ele deveria ter sido pago na Folha de Pagamento de setembro de 2015. Esse não pagamento gerou, como consequência, uma greve de quase 30 dias”, lembra Cláudio Antunes, coordenador de Imprensa do Sinpro-DF.

Ele recorda também que o GDF descumpre, pelo segundo ano consecutivo, o reajuste do auxílio-alimentação, não realiza a contratação de professores e orientadores concursados, não realiza novo concurso público, as escolas estão sucateadas, com falta de professores e sem recursos financeiros, está matando os turnos integrais (Pro-Eiti) por falta de dinheiro, não paga o acerto financeiro dos aposentados relativos à licença-prêmio não gozada entre outras perversidades não só com categoria docente, mas também com a população que necessita de escola pública, gratuita e socialmente referenciada.

“Nesta sexta (14), tivemos mais 55 aposentadorias, o que totaliza 1.070 professores (as) aposentados sem acertos financeiros somente em 2016, mas há ainda 309 professores aposentados de 2015 que ainda não receberam a pecúnia da licença-prêmio. O GDF tem criado todo tipo de empecilho para não pagar os direitos deles e delas. Além do que, cada aposentadoria de professor significa a falta de mais um professor em sala de aula”, afirma o sindicalista.

Diante dessa situação, a diretoria do Sinpro convoca a categoria para participar do ato público em frente ao Palácio do Buriti, nesta sexta-feira (14), às 14h30, contra mais um calote do governo Rollemberg. Além do Sinpro-DF, a CUT Brasília convocou também os demais sindicatos para o protesto contra o calote.

A diretoria do Sinpro-DF lembra que, no dia 10 de novembro, 9h30, haverá Assembleia Geral dos professores na Praça do Buriti para discutir esses e outros problemas. Professores (as) e orientadores (as), compareçam! A nossa força e a defesa de nossos direitos dependem de nossa união e participação!

Decreto de Rollemberg tenta amedrontar quem nasceu lutando

Decreto publicado no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (6/10) traz medidas administrativas a serem adotadas pelo governo local em caso de greves e paralisações.
Na verdade, o Decreto 37.692/16 é um conjunto de medidas que na prática já existe.
A simples edição deste ato administrativo reforça como o GDF pretende lidar com as pendências que tem junto aos trabalhadores. Quer impor medo e minar resistências, já prevendo que irá desrespeitar e desconsiderar os direitos da categoria.
Vale lembrar que este decreto é publicado justamente no mês em que o Massacre do Eixão completa um ano, no dia 28, momento em que o GDF agiu com extrema truculência contra a luta dos professores – em greve – para receber um direito previsto em lei que o governador não cumpre, o reajuste salarial.
“O Sinpro-DF e a categoria, com esse sentido de unidade, nasceram em um dos piores momentos da história do nosso país, em plena ditadura militar. Naquele momento, os professores lutaram pela redemocratização do país e não permitiram que nenhum procedimento intimidatório nos impedisse de discutir uma educação pública de qualidade e a valorização salarial dos professores. Quem nasceu na luta, em plena ditadura militar, não tem medo de ato fascista”, disse o coordenador de Imprensa do Sinpro-DF, Cláudio Antunes.
Para a diretora Rosilene Corrêa, o governador – que se esconde atrás de decretos – deveria primeiro respeitar a lei e os trabalhadores. “A nossa categoria não se intimida e nunca pediu permissão para lutar por seus direitos”, enfatizou.
Confira abaixo o decreto de Rollemberg:
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