Manifestação em frente ao Congresso Nacional contra o PLP 257/16

A mobilização contra o Projeto de Lei Complementar 257 (PLP257/2016) continuou no Congresso Nacional na manhã desta terça-feira (2). Os manifestantes se posicionaram em frente à entrada da Chapelaria para recepcionarem os deputados federais que chegavam na Casa. Parlamentares contrários ao projeto conversaram com os manifestantes e explicaram a dinâmica que está acontecendo no Plenário para impedir a tramitação do projeto.
“Não queremos nem que ele seja discutido”, avisou a deputada federal Érika Kokay (PT-DF). Eles é elas entendem que o objetivo desse projeto é penalizar servidores para atingir os serviços públicos, precarizando-os e sucateando-os, e, por fim, poder privatizar direitos sociais, como a educação, a saúde, a previdência entre outros. O PLP 257/2016, de autoria do Executivo, recebeu 209 emendas parlamentares e entrou na pauta para votação na Câmara dos Deputados. A proposta traz uma série de ataques aos direitos dos trabalhadores, principalmente dos servidores públicos – federais, estaduais,municipais e distritais.
Ele faz parte do pacote de ajuste fiscal que traz de volta ao país uma pauta derrotada quatro vezes consecutivas nas eleições gerais do Brasil: o Estado mínimo. As medidas do PLP 257/16 buscam manter o pagamento de juros e amortizações da dívida ao sistema financeiro e aumentar a arrecadação da União, as quais atingem diretamente o serviço público e programas sociais.
“Esse projeto está causando constrangimento nos parlamentares porque está absolutamente clara a intenção deles de penalizar servidores públicos. Não têm como esconder essa intenção e como dizer que o Congresso Nacional está trabalhando para dar responsabilidade fiscal ao país até porque não se mexe na responsabilidade fiscal”, esclarece Kokay.
Ela explica que, ao trazer de volta a política do choque de gestão, o projeto não traz de volta, exatamente, a concepção de Estado mínimo. “Ele traz o Estado mínimo para a classe trabalhadora, mas é muito farto e generoso para a elite deste país. O Estado nunca foi mínimo para banqueiro, para latifundiário. Ele não mexe na dívida e essa dívida enriquece pessoas completamente ao largo da produção. A dívida favorece o rentismo neste país. Mexe no servidor público e, ao mexer no servidor, mexe no serviço público e o serviço é a única forma de se fazer os lutos das casas grandes e senzalas”, afirma a deputada.
Ela diz que o Estado mínimo preconizado no PLP 257/16 está restringindo justamente o que o povo brasileiro precisa, como serviços públicos em saúde, educação, mobilidade urbana,  previdência pública e outras políticas, como as contra a violência e as de inclusão social. “O povo precisa de Estado e é este Estado que está sendo restringido. Contudo, ao mesmo tempo, o PLP 257/16 piora e prova que não é Estado mínimo, porque ele excetua o magistrado. Ele diz que o juiz pode ter reajuste salarial, mas professor e o servidor da saúde não. Ele diz que se pode contratar mais juízes ou mais pessoas no Tribunal de Contas, no Ministério Público, mas não se pode contratar mais educadores e profissionais da saúde”, denuncia Érika Kokay.
A deputada explicou aos manifestantes que outro sentido desse projeto é colocar numa bandeja de prata os direitos de servidores duramente conquistados. “Isso também está causando constrangimento nos parlamentares porque eles sabem que, ao votar nesse projeto como ele está, como ele veio do Executivo, estará apunhalando com uma estaca – e é a estaca da cerca do latifúndio, da cerca dos sonhos na alma do povo brasileiro”.
Ela denunciou também uma manobra em curso na Câmara dos Deputados. “O quórum para começar uma discussão é de 10% dos parlamentares. Para deliberar, são 257 parlamentares. Nós representamos uma série de requerimentos para obstruir a discussão e a votação. Requerimentos para adiar a discussão, para retirar de pauta, para ter votação nominal. E o presidente da Casa disse que só pode votar os requerimentos se tiver parlamentares. Por isso ele quer começar a discussão do projeto e nós queremos impedir essa discussão. Impedir que ele comece a andar na Casa até que nós possamos ter a força necessária para poder dizer que se vamos renegociar dívidas de estados e municípios, o projeto tem de se restringir à renegociação da dívida, ele não pode colocar numa bandeja de prata os direitos dos servidores”, afirma.
Na conversa com os manifestantes, Kokay esclareceu que “os direitos dos servidores não têm nenhuma relação com negociação de dívidas dos estados até porque não há impedimento, hoje, para os governadores cumprirem a Lei de Responsabilidade Fiscal. Governador simplesmente pode dizer que não tem como dar reajuste ou que não tem como contratar. Ele já tem essa prerrogativa. O que se busca é fazer valer e premiar a covardia dos governadores, incluindo aí o governador Rodrigo Rollember (PSB), do Distrito Federal .  A covardia de governadores que querem dizer que não podem dar reajustes, que não podem contratar servidores porque estão impedidos pelo projeto aprovado por deputados e deputadas. Então, os deputados e deputadas têm de ter clareza de que eles e elas não podem ser o bode expiatório para governadores porque nada impede hoje o governador de estabelecer negociação com o seu servidor e ali discutir as condições de reajustamento salarial, de contratação. O que se quer, de verdade, é premiar essa covardia e teremos de denunciar bastante”.
Ela afirmou que os parlamentares contrários a esse projeto de lei irão utilizar todos os mecanismos para impedir o andamento dessa matéria e denunciou a ilegalidade do presidente da Câmara dos Deputados que, para votar esse PLP, está infringindo uma cláusula pétrea da Constituição Federal. “Até porque ontem, o relator da matéria, relator da matéria, deputado Esperidião Amin (PP-SC),  utilizou-se de um artifício baixo nível, ele não tinha parecer. Ele utilizou o projeto do Executivo como seu próprio parecer e isso fere uma cláusula pétrea da Constituição brasileira, cláusula que só pode ser modificada com uma nova constituição ou nova Constituinte, que é a autonomia dos poderes. O que aconteceu ontem na Câmara dos Deputados é vergonhoso”.
E complementa: “A dignidade desse poder já está ferida porque é impossível acreditarmos que temos um Parlamento que acha que prioritário é retirar direitos de servidores e não cassar Eduardo Cunha. Não tem dignidade esse Parlamento porque ele deveria começar o retorno aos seus trabalhos pautando e lendo o projeto de cassação de Eduardo Cunha porque ao ser lido se terá um prazo de duas sessões para que ele seja votado. Mas não tem prazo para que ele seja lido e nós estamos num absurdo . Se Camus estivesse vivo diria que estamos numa absurdidade. Estamos vivenciando uma priorização de retirada de direitos de servidores públicos e de manutenção, nesta Casa, de Eduardo Cunha. Prioridade, para o povo brasileiro, não é retirada de direitos, e sim é cassar Eduardo Cunha”.
Cláudio Antunes, coordenador de Imprensa do Sinpro-DF, alerta a categoria para o fato de que o PLP 257/16 tem amplitude nacional e isso implica no funcionalismo do DF. “O congelamento, que, na verdade, é uma maracutaia nacional, eu diria que, antagonicamente ao pacto federativo, ele foi repactuando, fazendo uma maracutaia nacional, retirando dos governadores a possibilidade de fazer negociações com seus servidores, ou seja, os próprios governadores orientaram suas bancadas no sentido de aprovarem o 257 para que ele mesmo, enquanto governador, não tenha mais de negociar reajuste salarial pelos próximos 20 anos e que isso tem impacto direito na nossa carreira de magistério, não só no DF, mas em todo o país”, fiz.
O PLP afeta o Lei do Piso, o PNE, o PDE porque ambos dependem, sobretudo, de investimentos na educação. Com esse projeto, deixaremos de ter recursos financeiros aplicados na educação. Afeta, sobretudo, as negociações anuais realizadas entre categoria e governador e prefeitos.

As falácias contra a educação pública na grande mídia

Causou profunda indignação o artigo de Cláudio de Moura Castro publicado em certa revista semanal, que abandonou o jornalismo há muito tempo. Mais do que os ataques desferidos contra a nossa categoria, que, infelizmente, têm sido costumeiros, o texto chama a atenção pela absoluta ignorância em relação à realidade da Educação no Brasil – que também tem sido costumeira.
Não vamos interagir com a pergunta que dá título ao texto – “Professor ganha mal?” – porque ela sequer merece comentário, e a população brasileira conhece essa resposta. Vamos ao artigo.
O colunista sugere que deveria haver relação entre o salário do professor e o que seus alunos aprendem – como se fossem itens igualmente quantificáveis ou mensuráveis. Poderíamos desconsiderar essa tese pela sua própria estupidez, porém, vale destacar que tal falácia é uma nítida expressão do pensamento liberal distorcido que impera na direita autoritária brasileira, que não consegue guardar coerência nem com as formulações dos teóricos nos quais se referenciam.
Estabelecendo essa relação, Castro nada mais faz que defender a velha meritocracia – tema que ele retoma ao criticar que “ótimos” recebam o mesmo que “péssimos”. Trata-se de, mais uma vez, mercantilizar a Educação, tratando-a conforme regras de mercado, desobrigada de atender as reais necessidades do nosso país, e jogando seus profissionais na vala comum da “competição interna” como solução para a qualidade do ensino.
É essa simplista e perversa lógica de “raciocínio” que leva o autor a desqualificar despudoradamente direitos conquistados pela classe trabalhadora, como aposentadoria, férias, licença-maternidade, direito de greve. Tudo de acordo com a agenda de desregulamentação apresentada pelo governo golpista de Michel Temer e Mendonça Filho.
Ao “argumentar”, o colunista desfila seu completo desconhecimento acerca da vida e da profissão dos professores (as) e orientadores (as) das redes públicas no Brasil, que constituem uma das categorias mais atingidas pelas chamadas doenças ocupacionais: danos físicos ou psíquicos causados pela rotina estafante e por precárias condições de trabalho. Essa realidade está atestada em estudos acadêmicos facilmente acessíveis, além de dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho – todos já apresentados por veículos da grande imprensa que o articulista provavelmente considera ilibados.
Para completar o festival de teses frágeis, também foram alvo do articulista aqueles e aquelas que, a despeito de todos os prejuízos e dificuldades, dedicam-se a aprofundar seus estudos em programas de mestrado e doutorado. Ele questiona os benefícios que tal dedicação pode trazer para os estudantes. Para ele, a maior qualificação do professor ou professora não contribui para o rendimento do aluno; sem apontar sob qual critério se dá tal afirmação, e, principalmente, em quais “demonstrações cabais” ele se baseia para apresentá-la. Tudo para dizer que o incremento salarial não se justifica.
Repleto de clichês elitistas e bobagens de toda sorte, o texto, entretanto, não chega a surpreender. Ele integra o atual contexto de ataques à nossa categoria e à escola pública, entre os quais se encontram os Projetos de Lei da Mordaça e as anunciadas tentativas de retirada de direitos e perdas salariais. Castro é somente mais um a somar esforços para desqualificar uma categoria que, a despeito de tantos golpes, segue aguerrida para defender seus direitos e a democracia. É da nossa força que eles têm medo, e é da nossa força que nos valemos para enfrentá-los.
Artigo assinado pela Diretoria Colegiada do Sinpro

Sinpro abre inscrições para atendimento psicológico

Estão abertas as inscrições para a Clínica do Trabalho, na sede do Sinpro. Este espaço de escuta psicológica em grupo é realizado pela Secretaria de Saúde do sindicato desde 2009, com o objetivo de acolher professores(as) e orientadores(as) educacionais que estão em sofrimento por causas relacionadas ao trabalho ou para os que pretendem atuar na prevenção de doenças ocupacionais.
Além da possibilidade de reflexão ética, o grupo permite que se pense nas condições de trabalho, na crise do coletivo e trabalha na ideia da diminuição da sensação de desamparo. Os professores interessados em participar dos atendimentos devem preencher uma ficha de inscrição na sede ou subsedes do Sinpro e aguardarem contato via ligação telefônica.
Os próximos grupos serão iniciados no dia 18 de agosto, nos seguintes horários:
9h – Grupo de professores ativos em sofrimento no trabalho;
10h30 – Grupo de professores readaptados;
14h – Grupo de professores ativos em sofrimento no trabalho.
 
Mais informações e inscrições com Edna (3343-4212), Eduardo/Jane (3388-5144), Maria Elieuza/Manoel (3562-4856/3562-2780) e Paulo/Maria de Jesus (3556-9105).

O Dia de Luta contra a Lei da Mordaça será o destaque da TV Comunitária

O programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (02) mostra o Dia de Luta contra a Lei da Mordaça, que foi realizada no dia 14 de julho. Nesta data a categoria defendeu uma educação livre e, para simbolizar esta defesa, professores(as) e orientadores(as) educacionais usaram roupas de cor branca e enviaram fotos para o e-mail imprensa@sinprodf.org.br.
No programa desta terça a diretora do Sinpro-DF Jucimeire da Silva irá mostrar que a luta contra o projeto “Escola sem Partido” (Lei da Mordaça) não é isolada e mobiliza os movimentos social, sindical e popular do país inteiro.
Está em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal Projetos de Lei (PL) relacionados à Lei da Mordaça, exemplo do PL 137/2015, da deputada distrital Sandra Faraj (SD), e a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 38, de autoria do deputado distrital Rogério Dalmasso (PTN). O PL 137/2015, que mesmo com vício de origem foi aprovado na CLDF e vai para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), obriga todas as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio do Distrito Federal a incluírem em seus currículos, como tema transversal, a discussão sobre “valores de ordem familiar”.
O programa TV Sinpro na TV Comunitária vai ao ar, ao vivo, todas as terças, às 17 horas, no Canal 12 da NET. As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana (confira programa a baixo). O programa também é disponibilizado no site do Sinpro para quem não dispõe da TV a cabo.
 
Programação:
Terças – 17h, ao vivo, e reprise às 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30

Atenção para o expediente do Sinpro para os próximos dias

Não haverá expediente no Sindicato na próxima quinta-feira (4), na quarta-feira (10) e também sexta-feira (12) obedecendo ao Decreto nº 37.497 do Diário Oficial do DF publicado dia 21/07/2016, que define um perímetro de segurança com acesso restrito ao Estádio Nacional Mané Garrincha e arredores, como medidas de segurança para os jogos de futebol da Olimpíada que serão realizados em Brasília.
Pela mesma razão, na terça-feira (9), o trabalho se encerrará ao meio-dia, pois haverão jogos às 16h e 22h. Nos dias 4, 10 e 12 de agosto, ocorrerão jogos durante a tarde (13h e 16h).
Portanto, confira como ficará o expediente do Sinpro (Sede e subsedes) para os próximos dias:
3 de agosto (quarta) – expediente normal
4 de agosto (quinta) – fechado
5 de agosto (sexta) – expediente normal
8 de agosto (segunda) – expediente normal
9 de agosto (terça) – expediente até 12:00
10 de agosto (quarta) – fechado
11 de agosto (quinta) – expediente normal
12 de agosto (sexta) – fechado
Nas semanas seguintes, o expediente volta a se normalizar.
 

Sinpro disponibiliza Calendário Escolar 2017

O Sinpro está disponibilizando uma proposta de Calendário Escolar para o ano letivo de 2017. As escolas já estão recebendo orientação da Secretaria de Educação do Distrito Federal para o envio de sugestões. Para auxiliar os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, o sindicato desenvolveu esta proposta de calendário e solicita que os professores enviem as sugestões para o e-mail calendarioescolar2017@sinprodf.org.br, tendo como referência este estudo, que representa o acúmulo de discussões sobre calendário escolar nos últimos anos.
A montagem do documento respeita a uma série de legislações, dentre as quais destacamos:
 
Férias coletivas: Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais têm direito a 30 dias de férias e um período de recesso entre o segundo semestre de 2016 e o primeiro semestre de 2017. É importante salientar que o Plano de Carreira determina a necessidade de sete dias de recesso entre o fim e o início do ano letivo. Com isto houve a necessidade de usar cinco dias de janeiro de 2017 e dois dias de dezembro de 2016.
Encontro pedagógico: Não há legislação que determine o número de dias para esta atividade. Para não reduzir o número de dias de recesso do meio do ano, para 2017 estamos prevendo três dias de encontro pedagógico com o início do ano letivo para o dia 9 de fevereiro e a escolha de turma no dia 7 de fevereiro. Lembramos que só participam da escolha de turma aqueles(as) que escolheram turma na unidade escolar no ano anterior ou que para o exercício de 2017 tenha sido remanejado. Professores(as) e orientadores(as) que estejam retornando para a sala de aula ou em exercício provisório buscando local de exercício dia 6 de fevereiro não poderão escolher turma.
Ano letivo: O período deve ter 200 dias letivos.
Recesso entre o 1º e o 2º semestre do ano letivo: O Plano de Carreira prevê o mínimo de 15 dias corridos. Estamos propondo 20 dias, sendo que para não ultrapassar o Natal o dia 28 de julho está sendo sugerido como dia letivo móvel, onde a escola pode retomar as aulas a partir desta data ou emendar o recesso até o dia 30 de julho e repor o dia 28 de julho em alguma outra data no segundo semestre. Isto se deve de forma a cumprir os 200 dias letivos.
Avaliação final: Conforme a LDB, este dia de avaliação deve ser colocado no Calendário Escolar fora dos 200 dias letivos. Para isto estamos propondo o dia 22 de dezembro, data que se encerrariam todas as atividades escolares, evitando assim aulas após o Natal.
 
É importante a colaboração de toda a categoria pelo e-mail calendarioescolar2017@sinprodf.org.br, tendo em vista que algumas reuniões do Sinpro com a Secretaria de Educação ainda ocorrerão para a finalização do documento.
Clique aqui e confira o Calendário Escolar.

Sinpro convoca a categoria para mobilização contra o PL 257 e PLP 4.567 nesta terça (2)

O Sinpro convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para participarem da sessão desta terça-feira (02) da Câmara dos Deputados. A concentração será às 9h, em frente ao Congresso Nacional. A participação de todos e todas é de grande importância para que, juntos, possamos lutar contra a aprovação de projetos de lei que prejudiquem o trabalhador brasileiro.
Nesta segunda-feira (01) trabalhadores(as), sindicalistas e diretores do Sinpro se dirigiram até a Chapelaria do Congresso Nacional para acompanhar a votação de projetos de lei prejudiciais ao funcionalismo público, quando foram impedidos de entrar na galeria da Câmara. Após reivindicarem a entrada, os manifestantes foram covardemente agredidos com gás de pimenta pela polícia legislativa. Alguns trabalhadores passaram mal e tiveram de ser atendidos.
Por falta de quórum, a votação do PLP 257, que trata da renegociação das dívidas dos estados e do ajuste fiscal aplicado aos servidores públicos, e do PL 4.567, que trata da privatização da exploração de petróleo na camada Pré-sal, foi cancelada, mas é provável que os projetos ainda sejam votados nesta terça, já na primeira semana de trabalho do parlamento, uma vez que seu regime de urgência foi aprovado pela presidência da Casa.
Segundo a secretária geral da CNTE, Marta Vanelli, as agressões são injustificáveis. “Só queremos acompanhar a votação, mas nos impediram de entrar na casa do povo. Estes projetos são extremamente prejudiciais para a classe trabalhadora e o fato de nos impedirem de manifestar contra tais projetos é uma afronta ao cidadão brasileiro e ao direito de cada um se expressar”, lamenta a sindicalista.
Já a diretora do Sinpro e vice-presidente da CUT Brasília, Meg Guimarães, afirma que mais uma vez a classe trabalhadora é tratada como se fosse bandida. “Viemos aqui hoje para acompanhar a votação de dois projetos que atacam em cheio os servidores públicos e infelizmente fomos barrados na entrada da Câmara. Hoje estamos vendo que temos um golpe em curso que não é somente contra os direitos da classe trabalhadora, mas também contra as organizações. Quando barram a entrada de entidades como a CUT, CNTE e do Sinpro, na verdade é uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais e sindicais”, afirma Meg Guimarães.
 
Alvo do PL 257 são servidores
A Câmara apresentará um substitutivo ao texto do PL 257 que poderá receber emendas de plenário. A matéria não foi apreciada nesta segunda-feira devido à falta de quórum, mas não se pode descartar tal possibilidade em razão de se tratar da primeira semana de trabalho efetivo do novo presidente.
É importante lembrar que o projeto que trata da renegociação das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União propõe mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, fixando limites para os gastos públicos e determinando a redução das despesas, especialmente as despesas com pessoal. Destacamos alguns pontos da proposta que nos dão a dimensão da ameaça que ela representa para servidores e o serviço público:
– Congelar aumentos ou ajustes de remuneração;
– Suspender admissão ou contratação de pessoal inclusive nas Empresas Estatais;
– Reduzir em 10% as despesas com cargos de livre provimento;
– Contabilizar as despesas com terceirização de mão de obra e outras formas de contratação nas despesas de pessoal;
– Transferir bens e participações acionárias dos Estados para a União, que fará a alienação, ou, privatização.
 
A Diretoria Colegiada do Sinpro pede aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais que fiquem atentos a novas convocações do sindicato para a defesa dos interesses da categoria e dos(as) trabalhadores(as).

CEM 02, de Planaltina, realiza debate sobre violência e desigualdade de gênero

 

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Vilmara Carmo, coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF

Dez dias antes de a Lei Maria da Penha completar 10 anos, o Centro de Ensino Médio nº 02 (CEM 02), de Planaltina, realizou um dia de debate sobre o combate às violências de gênero. A Lei Maria da Penha completa 10 anos neste domingo (7/8). Idealizada pelo professor de sociologia Nilton Aguilar de Costa, a iniciativa, que durou o dia todo e foi realizada pela equipe da escola, envolveu a comunidade escolar em palestras, oficinas, atividades culturais e rodas de conversa.
“Apresentei o tema sobre gênero e sexualidade. A dinâmica mostrou a importância de a escola dedicar-se a atividades como esta em que se discute a violência de gênero. É fundamental a escola assumir esse papel, esse tipo de debate, e não deixar que a juventude fique à parte desse conteúdo”, afirma Vilmara Carmo, coordenadora da Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres do Sinpro-DF.
A atividade ocorreu no dia 22 de julho, dois dias após o Sinpro-DF realizar a bem-sucedida Aula Cidadã, uma campanha contra a lei da mordaça nas escolas do DF. Se depender dos (as) professores (as), o projeto Escola sem Partido/Lei da Mordaça não sairá jamais do papel. A atividade do CEM 02 abordou as violências provocadas pela desigualdade de gênero e pelo machismo.
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Coordenadora pedagógica, Eliane Amorim; Nilton Aguilar; e diretora da escola, Sonara Liana

“O projeto desse evento surgiu após a grande demanda apresentada pelos (as) estudantes de debater a repercussão do estupro coletivo que aconteceu, no fim de maio, no Rio de Janeiro. Procurando realizar um trabalho mais abrangente e profundo do que o realizado continuamente em sala de aula, optamos por promover, na escola, um dita inteiro de debates sobre o machismo e as diversas formas de violência de gênero”, explicou o professor em nota da programação.
Houve oficinas de defesa pessoal para mulheres, baseadas nos princípios do Wendo, cineclube, psicodrama e palestra sobre feminismo, legislação, construção da masculinidade, questões raciais e deficiência, violência contra as mulheres e contra LGBTs. No Intervalo Cultural foram apresentados vídeos que problematizam as questões de gênero e o machismo, bem como uma apresentação musical. Nas Rodas de Conversa, a dinâmica foi abrir para uma conversa aberta sobre todos os temas relacionados às violências e desigualdades de gênero e ao machismo.
O tema escolhido para a atividade também demonstra a importância de a escola pública reafirmar a necessidade de ter em seu currículo escolar as disciplinas de sociologia e filosofia, ambas ameaçadas de extinção pelo projeto Escola sem Partido/Lei da Mordaça.
A atividade do CEM 02 ocorreu poucos dias após a deputada distrital Sandra Faraj (SD) interpelar, com base no projeto Escola sem Partido/Lei da Mordaça, o professor Deneir Meireles, do Centro Educacional nº 06 (CED 06), do Setor P Sul, Ceilândia, por ter ministrado aula com trabalhos extraclasse sobre o tema transversal da diversidade e gênero.
“Por iniciativa do professor de sociologia, Nilton, a escola conseguiu organizar um belíssimo evento. Ao trabalhar com os (as) estudantes essa temática, os (as) participantes apresentaram conceitos de acordo com o que é pesquisado na Academia. Apresentamos dados e indicadores sociais das relações entre as pessoas, os quais mostram como ocorrem as relações no país. Foi de uma riqueza muito grande. A comunidade também recebeu o debate com muito respeito e empenho, bem como os (as) professores (as) e a diretoria”, afirma Vilmara.
Créditos: ECOM

Projeto que congela salários vai hoje à votação na Câmara. Sinpro convoca categoria

 
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Após duas semanas de “recesso branco”, a Câmara dos Deputados retoma os trabalhos e já vem com duas bombas para soltar no colo da classe trabalhadora.
A Casa inicia na tarde desta segunda-feira (1º/8) a votação do PLP 257/16, projeto que trata da renegociação das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União. A reboque deste PLP há uma violenta tentativa de retirada de direitos dos servidores públicos. Entre as medidas prejudiciais ao funcionalismo previstas no projeto está a impossibilidade de governadores concederem reajustes salariais no prazo mínimo de dois anos, assim como a suspensão de concursos públicos.
Isso porque o PLP 257/16 propõe mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, fixando limites para os gastos públicos e determinando a redução das despesas, especialmente as despesas com pessoal.
Destacamos alguns pontos da proposta que nos dão a dimensão da ameaça que ela representa para servidores e o serviço público:
. Congelar aumentos ou ajustes de remuneração;
. Suspender admissão ou contratação de pessoal inclusive nas Empresas Estatais;
. Reduzir em 10% as despesas com cargos de livre provimento;
. Contabilizar as despesas com terceirização de mão de obra e outras formas de contratação nas despesas de pessoal;
. Transferir bens e participações acionárias dos Estados para a União, que fará a alienação, ou, privatização.
A segunda bomba, o PL 4.567, visa à privatização da exploração de petróleo na camada Pré-sal. Embora não conste ainda na pauta da Câmara, é bem provável que ele também seja votado na primeira semana de trabalho do parlamento, uma vez que seu regime de urgência foi aprovado concomitantemente ao do PLP 257, na última semana antes do recesso parlamentar.
A CUT, a CNTE e o Sinpro-DF reforçam a necessidade de a categoria manter-se mobilizada e atender o chamado das entidades para uma manifestação, nesta segunda-feira, às 14h, em frente ao Congresso Nacional. Este será o primeiro ato de muitos outros para impedir a aprovação do PLP 257 e do PL 4.567, que objetivam retirar direitos dos(as) trabalhadores(as).

Mobilização nesta segunda (1º) combate projeto de arrocho ao funcionalismo

CUT, CNTE, Condsef e Sinpro convocam as entidades filiadas para participarem da primeira semana de trabalho da Câmara dos Deputados. Foi confirmado no site da Câmara que no dia 1º de agosto, segunda-feira, será votado o PLP 257, que trata da renegociação das dívidas dos estados e do ajuste fiscal aplicado aos servidores públicos. Entre as medidas prejudiciais ao funcionalismo previstas está a impossibilidade de governadores concederem reajustes salariais no prazo mínimo de 2 (dois) anos.
Embora o PL 4.567, que trata da privatização da exploração de petróleo na camada Pré-sal, não conste até o momento na pauta da Câmara, é bem provável que ele também seja votado na primeira semana de trabalho do parlamento, uma vez que seu regime de urgência foi aprovado concomitantemente ao do PLP 257, na última semana antes do recesso parlamentar.
Os participantes dos coletivos e departamentos da CNTE, que estarão em Brasília a partir do dia 1º de agosto, além dos membros do Conselho Nacional de Entidades, devem se manter alertas para participarem das mobilizações no Congresso Nacional contra o PLP 257 e o PL 4.567. Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também devem ficar atentos a uma possível convocação do Sinpro para defesa dos interesses da categoria.
Alvo do PL 257 são servidores
Será apresentado na segunda-feira um substitutivo ao texto do PL 257 que poderá receber emendas de plenário. É pouco provável que a matéria seja apreciada logo nesta segunda-feira devido à falta de quórum, mas não se pode descartar tal possibilidade em razão de se tratar da primeira semana de trabalho efetivo do novo presidente.
É importante lembrar que o projeto que trata da renegociação das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União propõe mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, fixando limites para os gastos públicos e determinando a redução das despesas, especialmente as despesas com pessoal. Destacamos alguns pontos da proposta que nos dão a dimensão da ameaça que ela representa para servidores e o serviço público:

  • Congelar aumentos ou ajustes de remuneração;
  • Suspender admissão ou contratação de pessoal inclusive nas Empresas Estatais;
  • Reduzir em 10% as despesas com cargos de livre provimento;
  • Contabilizar as despesas com terceirização de mão de obra e outras formas de contratação nas despesas de pessoal;
  • Transferir bens e participações acionárias dos Estados para a União, que fará a alienação, ou, privatização.
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