Por que é importante votar contra o Escola Sem Partido?

O Senado Federal abriu uma consulta pública sobre o Programa Escola Sem Partido, que alega combater a “doutrinação ideológica” nas escolas.
Por que é importante votar CONTRA?
Porque esse projeto abre brechas para perigosos desdobramentos – afinal, quem vai diferenciar o que é doutrinação ideológica do que é estímulo à autonomia, capacidade crítica, livre manifestação assegurada pela Constituição?
Porque há hoje uma escassez de entendimento sobre a profundidade dos dilemas que vivemos na educação brasileira. Veja só: o projeto de lei do Escola Sem Partido diz que o professor não deveria se aproveitar da “audiência cativa” dos alunos para promover seus próprios interesses. Onde está o dilema maior aqui? O professor se aproveitando de uma “audiência cativa” de alunos ou a própria existência de um formato escolar que cultiva essencialmente a transmissão de conteúdos, sustentada por uma hierarquia onde quem é autoridade impõe sua voz?
Porque quanto mais tempo dedicado em mudanças na área da educação apoiadas em estratégias de controle, mais serão postergadas mudanças realmente fundamentais. A doutrinação ideológica mais viva na escola não acontece pela boca do professor, mas sim pelo formato do sistema escolar, enraizado na competição, no esmigalhamento das singularidades – transformadas em número, em nota –, na fragmentação dos conteúdos e temas, apresentando aos alunos um mundo sem encanto nem inter-relação.
Por favor, não deixemos de votar na consulta pública contra o Programa Escola Sem Partido, neste link aqui (leva só um minutinho e é uma maneira de tornar pública a insatisfação com essa proposta).
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=125666
(do Uol)

Distrito Federal começa a se mobilizar contra a Lei da Mordaça/Escola sem Partido

A sociedade brasiliense começou a se mobilizar contra a Lei da Mordaça/Escola sem Partido e contra os ataques fundamentalistas e privatistas à educação pública. Nesta quarta-feira (20/7), às 9h, o Grêmio Estudantil do Centro Educacional nº 06 (CED 06), de Ceilândia, promoverá uma palestra sobre homofobia a ser proferida pelo presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal, Fábio Félix.
A atividade, que faz parte da campanha contra a Lei da Mordaça/ Escola sem Partido, será um protesto conta a ingerência da deputada distrital Sandra Faraj (SD) sobre a atividade pedagógica desenvolvida na instituição e contra o ataque ao professor Deneir de Jesus Meirelles. Outra atividade a ser realizada na quarta-feira (20) é a Aula Cidadã, uma atividade do Sinpro-DF, aprovada em Assembleia Geral da categoria, que integra essa campanha.
Na Aula Cidadã, todas as escolas da rede pública do DF irão debater a Lei da Mordaça/Escola sem Partido durante uma Aula Cidadã a ser realizada em cada uma das escolas públicas do DF. A diretoria colegiada do sindicato informa que o material para isso estará disponível na sede e subsedes do Sinpro-DF a partir das 14h, desta terça-feira (19).
O Sinpro disponibilizará o informativo “Sinpro Cidadão” Especial, com uma abordagem didática sobre o tema, o qual poderá ser utilizado pelo(a) delegado(a) sindical durante sua apresentação nas escolas. O Conselho de Direitos Humanos do Distrito Federal (CDHDF) também tem avaliado a possibilidade de lançar uma Frente em Defesa da Educação em Direitos Humanos.
“Queremos participar ou criar um espaço permanente de apoiamento dos professores, da luta do Sinpro-DF e da sociedade por uma educação livre de qualquer tipo de mordaça e por uma escola progressista para a gente pautar a sociedade e suas contradições, bem como mostrar nas escolas a importância de se discutir as temáticas dos direitos humanos, inserção de uma escola cada vez mais libertária para se construir uma sociedade mais justa e melhor”, afirma o presidente do CDHDF, Michel Platini.
Ele informa que o objetivo da frente “é fortalecer a educação em direitos humanos e a estratégia de uma educação revolucionária que toque nas temáticas de direitos, que passa por uma escola livre, sem a interferência de políticos ligados a bancada fundamentalista”, disse.
AUDIÊNCIA PÚBLICA NO CED 06, DE CEILÂNDIA
Para mostrar que o CDHDF não apoia nenhuma atitude que vá de encontro aos direitos humanos, realizou a primeira audiência pública do recém-empossado Conselho, na quinta-feira (14), no CED 06, a escola atacada pela parlamentar do SD discutiu a liberdade na educação. Lotada de estudantes, professores e orientadores educacionais da Regional de Ceilândia, da Eape e pessoas da comunidade escolar, a audiência debateu o tema da liberdade, da educação e dos direitos humanos, bem como a repercussão que esse tipo de educação tem na vida dos estudantes.
Debateu-se também o projeto Escola sem Partido e os projetos de lei locais em tramitação na Câmara dos Deputados e na Câmara Legislativa do DF alinhados com ele.  “Realizamos a audiência no CED 06 porque tomamos conhecimento, por meio de várias denúncias da sociedade civil ao Plenário do Conselho sobre as interferências do Poder Legislativo no conteúdo curricular ministrado em sala de aula e por meio de dois ofícios – um do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN) e o da deputada distrital Sandra Faraj (SD)”, afirma Platini
O CDHDF aprovou também a publicação de uma nota pública acerca da interferência do Poder Legislativo no conteúdo pedagógico ministrado na sala de aula, uma resolução que traduz a posição política do Conselho em relação a esse ataque à educação pública e a criação da Frente em Defesa da Educação em Direitos Humanos.
“A realização da primeira audiência pública no CED 06 foi uma ação simbólica, aprovada por unanimidade pelos conselheiros, para demonstrar seu apoio à luta dos professores da rede pública de ensino e do Sinpro-DF contra todo tipo de mordaça e contra a ingerência da CLDF na educação com a finalidade de implantar o terrorismo no DF por meio de perseguições ideológica e de doutrinação fundamentalista”, disse o presidente.
SINPRO-DF ALERTA PARA A AMEAÇA À DEMOCRACIA
Vilmara Carmo, coordenadora da Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, representou a diretoria colegiada na audiência e explica que os conselhos têm papel importante numa sociedade democrática porque são instituições que asseguram uma maior democracia, têm o papel de fiscalizar o funcionamento do Estado e de cobrar quando o Estado deixa de garantir algum direito.
“Nesse sentido, o CDHDF é muito importante porque quando se tem em curso, tramitando tanto nacional como localmente, projetos de leis que têm como objetivos censurar o pensamento crítico dos estudantes, tornar a escola o local do senso comum e não do saber construído socialmente por meio da ciência, dos vários saberes, fica complicado se falar em sociedade democrática que respeita direitos das crianças, dos adolescentes e dos professores que estão trabalhando em sala de aula”, analisa a diretora.
Vilmara alerta para o fato de essas leis em tramitação alinhadas com a Lei da Mordaça/Escola sem Partido representam uma ameaça à democracia. “Elas são também uma ameaça a nosso fazer pedagógico e o CDHDF, uma forma acertada, realizou sua primeira audiência dessa nova gestão, no CED 06 de Ceilândia, a escola atacada pela deputada distrital Sandra Faraj. A escola que teve um professor que, por passar um trabalho pedagógico para seus estudantes, foi brutalmente ameaçado de censura e a deputada exigiu medidas cabíveis contra ele no sentido de punir como se o trabalho que ele passou para os estudantes fosse um trabalho errado, equivocado”, lembra a diretora.
A coordenadora da Secretaria de Mulher do Sinpro-DF disse ainda que “a ação da deputada é amordaçante. Uma censura. E nós, do Sinpro-DF, não concordamos. Por isso, participamos dessa audiência a fim de mostrar nossa total discordância com essa atitude fascista e mostrar que a escola e os conselhos são, sim, espaços de protesto, de indignação e de ação por meio do diálogo, do debate, para a comunidade ver e perceber o que pode ser feito e o que não pode. Dentro de uma escola existem normas e regras, o currículo é discutido com a comunidade escolar”, afirma.
A audiência contou com a participação dos novos conselheiros, do presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, Fábio Félix; de um representante do Conselho de Educação, o subsecretário de Planejamento e Supervisão da Secretaria de Estado da Educação do DF (Suplave-SEEDF),  um representante do Conselho Escolar; a deputada federal Érika Kokay (PT-DF); uma estudante representante do corpo discente; a direção da escola; e o professor Deneir de Jesus Meirelles, vítima da deputada distrital Sandra Faraj (SD).

Recanto das Emas terá 1ª Mostra de Ciências de Professores da Rede Pública

O Recanto das Emas via sediar a 1ª ComCiência – 1ª Mostra de Ciências de Professores da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal –, a ser realizada durante todo o dia 23 de julho, no estacionamento do Banco do Brasil, localizado na Quadra 103.
O evento é promovido pelo Clube ComCiência em parceria com a Regional de Ensino e a Administração Regional do Recanto das Emas. A Mostra vai apresentar o trabalho científico desenvolvido por professores na rede pública.
Eles farão palestras abertas ao público para mostrar os trabalhos. Haverá seis estandes ligados à ciência, além de brinquedos infláveis e caminhões de comida – os Foods Trucks – para quem visitar e passar o dia no evento. Durante a tarde, haverá apresentação de grupos culturais.
Desde 2012 os integrantes do clube tentam materializar o projeto, mas só agora, com a doação de R$ 25 mil advindos de verba parlamentar, conseguiram tirá-lo do papel. Escolheram o Recanto das Emas para inaugurar inaugurá-lo porque a maior parte dos integrantes do clube leciona lá.
“Nossa ideia é que seja o primeiro de muitos projetos ComCiência que pretendemos realizar nas Regiões Administrativas do DF. Convidamos a toda a categoria e a comunidade escolar a prestigiar”, convida Leonardo Cruvinel, professor de física do CEM 111, no Recanto das Emas, e um dos sócios do Clube ComCiência.
Apresentações científicas
O professor de biologia Nilson, de Samambaia, vai mostrar as técnicas e outras abordagens de plantio e conservação do cerrado.
A oficina de lançamento de foguetes será ministrada por Jaime, professor de matemática no Plano Piloto.
Geldo, professore de matemática do CEM 111, do Recanto das Emas vai mostrar a ciência nos skates.
Leonardo, professor de física também do CEM 111, irá mostrar como se constrói um transmissor de rádio FM com material barato e acessível.
Eduardo, professor de física do CEM 804, do Recanto, vai falar sobre câmera escura e espectrômetro.
Isaías, professor de matemática da SEEDF, apresentará palestra sobre robótica e exploração espacial.
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Dia 20 haverá aula cidadã nas escolas sobre a Lei da Mordaça

Conforme encaminhado na última plenária com delegados(as) sindicais, a próxima quarta-feira (20) será um dia destinado ao debate da Lei da Mordaça junto à comunidade escolar. A atividade foi aprovada pela categoria na assembleia de 21 de junho, integrando o calendário de mobilização dos(as) docentes.
A ideia é debater o Projeto de Lei Escola sem Partido, que está em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal, assim como PL’s relacionados à Lei da Mordaça, exemplo do PL 137/2015, da deputada distrital Sandra Faraj (SD), e a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 38, de autoria do deputado distrital Rogério Dalmasso (PTN). O PL 137/2015, que mesmo com vício de origem foi aprovado na CLDF e vai para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), obriga todas as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio do Distrito Federal a incluírem em seus currículos, como tema transversal, a discussão sobre “valores de ordem familiar”.
Por isso, a partir das 14h da terça-feira (19), o Sinpro disponibilizará – na sede e subsedes – o informativo “Sinpro Cidadão” especial, abordando o tema e que poderá ser utilizado pelo(a) delegado(a) sindical quando de sua apresentação nas escolas.
“O importante é fortalecer o debate sobre o enfrentamento contra os ataques que a educação vem sofrendo na perspectiva de retirada de direitos e do desmonte da democracia no território da educação pública”, enfatiza a diretoria colegiada do Sinpro.
Para referenciar e enriquecer o debate, disponibilizamos abaixo alguns links de interesse. Confira:
>>> Por que é importante votar contra o Escola Sem Partido? 
>>> “Projeto Escola Sem Partido é uma ode ao atraso”, diz professor 
>>> Carta aberta dos profissionais da EAPE contra o programa “Escola sem partido”
>>> “Escola Sem Partido” é considerado autoritário até pelo Estadão
>>> Distrito Federal começa a se mobilizar contra a Lei da Mordaça/Escola sem Partido
>>> Lei da Mordaça: Um golpe contra a Educação e o Magistério 
>>> Categoria mostra que não aceitará nenhum tipo de mordaça
>>> Escola sem Partido impõe retrocesso à luta contra discriminação
>>> Artigo: “Uma farsa chamada ‘Escola sem Partido’”, por Clóvis Gruner
>>> Escola sem Partido quer calar professores e é parte de um projeto maior, alerta professor
>>> Frente Nacional contra o projeto Escola Sem Partido é lançada no Rio de Janeiro
 

Lei da Mordaça é apresentada no Senado. Vamos opinar e dizer não ao retrocesso

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Em mais uma iniciativa de impor a mordaça aos educadores, o senador Magno Malta (PR/ES) apresentou o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 193/2016, que inclui entre as diretrizes e bases da educação o “Programa Escola sem Partido”. Apresentar projetos semelhantes em diversas câmaras municipais, assembleias legislativas, Câmara Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado Federal é a estratégia utilizada para emplacar a ideologia “sem partido”.
Atualmente, o PLS 193 está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, cuja relatoria ficou a cargo do senador Cristovam Buarque (PPS/DF).
O Senado, por sua vez, abriu uma espécie de consulta pública, através da qual as pessoas podem se manifestar contra ou a favor do projeto.
>>> Para votar basta clicar aqui.
É sempre bom lembrar que o magistério tem se reunido nacionalmente para combater este tipo de projeto nos estados e municípios. Agora temos, mais uma vez, a oportunidade de dizer não a iniciativas nefastas como esta.
Vamos dizer não à Lei da Mordaça e à Escola sem Partido!

Professor lança livro sobre as 7 operações matemáticas

As 7 Operações MatemáticasO professor Matheus L. P. Santos é uma das atrações da 32ª Feira do Livro de Brasília, que acontece no período de 16 a 24 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Neste período o professor aposentado lançará o livro As 7 operações matemáticas, no estande do Sinpro, que está à disposição de professores(as) e orientadores(as) educacionais que tenham livros publicados.
Dividida em capítulos, a obra aborda cinco temas: As sete operações matemáticas; Método fácil para extrair raízes quadradas e cúbicas; Pequeno dicionário de matemática; Por que menos vezes menos é igual a mais, e Modo fácil de calcular logaritmos. “Se o título do livro fosse sonho de um estudante, isto seria uma verdade. Na obra eu desmistifico a matemática, mostrando que as ciências exatas não são este bicho de sete cabeças que pintam. Isto faz parte de um sonho, que agora se torna realidade”, explica o professor Matheus, que trabalhou no Centro de Ensino Médio EIT de Taguatinga por 31 anos.

Na contramão, GDF insiste em entregar a educação pública para as OS

Ao contrário do que vinha apregoando, o GDF quer mesmo entregar a educação e outros serviços públicos essenciais à iniciativa privada, precarizando o trabalho e seus trabalhadores.
Edital publicado no Diário Oficial do DF, nesta segunda-feira (11/7), faz um chamamento público para que entidades da iniciativa privada se qualifiquem como Organização Social (OS), dirigidas ao ensino, à cultura, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à saúde.
>>> Clique aqui e leia o Edital do GDF
Em outras palavras, a ordem no GDF é sim precarizar e terceirizar a educação pública, entregando-a ao setor privado. Caso contrário, não haveria lógica em fazer tal “chamamento”.
Especialistas afirmam que importar para a área da educação a lógica do mercado como forma de acelerar a melhoria e a racionalização da educação, ignorando o passivo histórico e adotando o monitoramento de metas restritas sob pressão, é extremamente perigoso e danoso para a educação pública.
Além de todo retrocesso em direitos dos trabalhadores e da busca por uma educação pública de qualidade à toda sociedade, a privatização escancara uma série de problemas:
– Destruição da escola pública de gestão pública (não é fácil voltar a ter gestão pública depois que se privatiza, pois os gastos com educação se acomodam em um patamar mais baixo);
– destruição do magistério público e de sua dignidade, precarizando o professor que pode ser demitido a qualquer hora ao sabor da gestão;
–  a contratação temporária de profissionais não será mais feita diretamente com o GDF, mas com a OS;
– produção de alta rotatividade de professores, pelos salários mais baixos e excessiva pressão;
– transformação da educação em treino para o teste para aumentar média da escola e permanecer com o contrato;
– estreitamento curricular marcado pela atenção somente a disciplinas que caem nos exames: português e matemática, com prejuízo das demais;
– desnacionalização progressiva da formação da juventude com a entrada de grandes corporações nos processos de disputa por concessão da gestão das escolas, após constituído o mercado;
– as terceirizadas procuram não atender pessoas com necessidades especiais e evitam os mais pobres por serem mais difíceis e caros de ensinar.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF entende que qualquer iniciativa de privatização das escolas públicas implica na desvalorização do profissional, podendo haver o descumprimento do plano de carreira, mudanças em pisos salariais, carga horária, etc. “É um desrespeito”, ressaltaram os diretores, afirmando que, em momento algum, permitirão a implantação deste tipo de sistema – nocivo aos professores e à sociedade.
>>> Clique aqui e leia o Edital do GDF

Categoria mostra que não aceitará nenhum tipo de mordaça

A categoria participou em peso e mostrou que não aceitará nenhum tipo de censura, retrocesso ou mordaça. Durante a tarde desta quinta-feira (14), professores(as), orientadores(as) educacionais, merendeiras, diretores, estudantes e a comunidade escolar se mobilizaram e participaram do Twitaço em defesa de uma educação livre e contra a tentativa de censura ao professor em sala de aula.
Durante toda a tarde os parlamentares receberam frases twittadas pelos(as) professores, que disseram um claro não à tentativa de acabar com a democracia na escola. Não à Mordaça; Democracia na escola; Educação livre; Censura não e Respeito ao professor foram algumas das frases postadas nas contas de deputados distritais e federais, senadores e o governador do DF.
Além dos tweets a categoria se vestiu de branco contra as tentativas de censura, enfatizando a liberdade de ensinar e o direito de aprender. Durante todo o dia o Sinpro recebeu centenas de fotos, mostrando a unidade da categoria em busca de uma escola cada vez mais democrática e de qualidade. As fotos ainda podem ser enviadas para o e-mail imprensa@sinprodf.org.br, informando o nome da escola, para que o Sindicato possa fazer a divulgação.
Alguns Projetos de Lei (PL) relacionados à Lei da Mordaça já estão em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O PL 137/2015, da deputada distrital Sandra Faraj (SD), e a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 38, de autoria do deputado distrital Rogério Dalmasso (PTN), são alguns exemplos. O PL 137/2015, que mesmo com vício de origem foi aprovado na CLDF e vai para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), obriga todas as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio do Distrito Federal a incluírem em seus currículos, como tema transversal, a discussão sobre “valores de ordem familiar”.
É diante deste cenário que a participação de todos e todas é de grande importância pela luta por mais democracia dentro de sala de aula e por uma educação pública de qualidade.
 

A perda da soberania na exploração do petróleo atinge diretamente a educação

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A importância da soberania do Brasil na exploração do petróleo foi debatida na noite de quarta-feira (13), na sede do Sinpro. O debate promovido pelo sindicato faz parte das atividades da Frente em Defesa da Educação, dos Direitos e da Democracia e contou com a presença do diretor da Secretaria de Relações Internacionais e Empresas Privadas da Federação Única dos Petroleiros (FUP/RJ), João Antônio de Moraes.
Trazendo como tema Petróleo/Pré-sal: Financiamento da Educação Pública, José Antônio explicou aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais presentes no debate o que está em jogo com o golpe em curso e da importância que a Petrobras tem no desenvolvimento do País nas áreas da educação e da saúde. Segundo o palestrante, a perda da soberania afeta diretamente o financiamento da educação pública e as metas do Plano Nacional de Educação e do Plano Distrital de Educação. “A educação recebe recursos de diversas áreas e uma delas é o recurso que vem da Petrobras, potencializado com o financiamento do Pré-sal. A perda destes recursos afeta de forma considerável a educação”, comenta José Antônio.
Já a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa salientou que perder a soberania da exploração do petróleo atinge diretamente reivindicações históricas e coloca em risco a concretização de metas para o setor. “Um cenário como este seria muito ruim para o Brasil e para a educação, já que compromete o cumprimento das metas do PNE/PDE, isto sem fazer referência a outros prejuízos que a nação sofrerá. A perspectiva e a esperança de se concretizar reivindicações históricas na educação ficará ameaçada”, analisa Rosilene.
Será somente através da luta e na certeza de um país justo e democrático que continuaremos avançando. Juntos somos fortes e é com esta certeza que venceremos todas as tentativas de retirada de direitos da classe trabalhadora.

Twitaço contra a Lei da Mordaça é agora, às 12h30

Chegou a hora do twitaço. Vamos mostrar a nossa força contra a Lei da Mordaça! A partir das 12h30, toda a categoria está convocada a participar de desta mobilização em defesa de uma educação livre e contra a tentativa de censura ao professor em sala de aula. Para participar o(a) professor(a) e orientador(a) educacional devem copiar uma das frases disponibilizadas abaixo, marcar um dos parlamentares da bancada do Distrito Federal e tuitar no horário programado (12h30).
Alguns Projetos de Lei (PL) relacionados à Lei da Mordaça já estão em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O PL 137/2015, da deputada distrital Sandra Faraj (SD), e a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 38, de autoria do deputado distrital Rogério Dalmasso (PTN), são alguns exemplos. O PL 137/2015, que mesmo com vício de origem foi aprovado na CLDF e vai para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), obriga todas as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio do Distrito Federal a incluírem em seus currículos, como tema transversal, a discussão sobre “valores de ordem familiar”.
Diante deste cenário é importante a participação de todos e todas no tuitaço e em todas as atividades propostas pelo Sinpro como forma de sensibilizar deputados distritais e federais, senadores e o governador do DF. Alguns parlamentares estão diluindo a Lei da Mordaça em outros projetos, para que o conjunto deles possa ter o efeito do PL original. Vamos participar e lutar pela democracia dentro de sala de aula e por uma educação pública de qualidade.
Confira abaixo as frases para o tuitaço:
Não à Mordaça
Democracia na escola
Educação livre
Censura não
Respeito ao professor
 
Para participar o professor deve escolher uma das frases, acrescentar a hashtag e em seguida marcar a conta de um dos parlamentares ou governador disponibilizados abaixo. Exemplo:
Educação livre #LeidaMordacaNao @RollembergPSB
 
Contas dos parlamentares no Twitter:
@RollembergPSB
@alberto_fraga
@erikakokay
@DepRonaldo
@IzalciLucas
@RogerioRossoDF
@roneynemer
@dep_augustodf
@laerte_bessa
@bisporenato
@agacielmaia
@celinaleao
@chicoleite
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