Diretoria eleita toma posse nesta sexta-feira, 15

A Diretoria Colegiada do Sinpro, eleita para o triênio 2016/2019, toma posse nesta sexta-feira, dia 15, juntamente com o Conselho Fiscal da entidade.
A solenidade, com início às 19h30, será realizada no Clube da Asbac (Setor de Clubes Sul, Trecho 2).
Vamos prestigiar!

GDF suspende ônibus escolar e retira educação dos estudantes da Estrutural

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Estudantes do ensino médio protestam contra a suspensão do transporte escolar e lutam pelo direito à educação

Mesmo após o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinar, no dia 7 de julho, a volta dos ônibus escolares locados para os (as) estudantes da Cidade Estrutural, o secretário de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Júlio Gregório, informou que não irá revogar a decisão porque a assessoria jurídica dele afirma que onde há transporte coletivo público regular o Governo do Distrito Federal (GDF) não pode disponibilizar ônibus escolares.
O secretário anunciou a decisão durante uma reunião, nessa segunda-feira (11), com a comissão formada por lideranças sindicais do Sinpro-DF e representantes da comunidade escolar da Cidade Estrutural. Diretores (as) de escola pública, professores (as), conselheiros (as) tutelares, estudantes, mães e pais, além de dirigentes do Sinpro-DF, integram a comissão, que se reuniu com o secretário para exigir a manutenção dos ônibus escolares.
“O argumento da assessoria jurídica da SEEDF é incoerente e contraditório porque há transporte público regular entre o Guará e a Estrutural e, no entanto, o governo irá manter os ônibus escolares. O Cruzeiro, por sua vez, para onde não há nenhuma linha de transporte coletivo regular, teve os ônibus escolares locados retirados. O secretário de Educação nega a revogação da medida. Por isso, a situação do Cruzeiro só será revertida após muita luta”, analisa Vilmara Carmo, diretora do Sinpro-DF.
Em reunião com o TCDF, o grupo foi informado de que o tribunal nunca emitiu nenhum parecer para suspensão da oferta de ônibus escolar. A comissão já se reuniu também com o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que prometeu publicar um documento para forçar o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) a recolocar os veículos em circulação. Na reunião de segunda-feira, os conselheiros tutelares da Estrutural marcaram uma presença preciosa na defesa do direito à educação para a população da cidade-satélite.
A diretora do Sinpro-DF lembra que a Cidade Estrutural não tem escola de ensino médio no período diurno e, por isso, os (as) estudantes desse nível educacional são levados, por lei, para escolas em outros bairros, como o Guará e o Cruzeiro. “O GDF ia suspender os do Guará também após o recesso de meio de ano, mas, após mobilização da comunidade escolar, o secretário de Educação voltou atrás e prometeu assegurar os ônibus até o fim do ano”, afirma.
O problema é que a decisão do GDF deixou uma boa parcela de estudantes fora da escola porque as empresas de transporte coletivo não oferecem linhas para o Cruzeiro. As únicas linhas cujo itinerário passar perto do Cruzeiro são as que perfazem o percurso Estrutural–W3 ou Estrutural–Rodoviária, as quais passam perto da Feira dos Importados e da Ceasa, locais em que há paradas de ônibus nas quais os (as) estudantes descem para irem às escolas que se situam do outro lado da rodovia, dentro do Cruzeiro, muito longe desses pontos de ônibus.
“Já teve atropelamento, assalto, tentativa de estupro. O trajeto das paradas de ônibus até as escolas é muito longe e perigoso em vários sentidos. O (a) estudante tem de atravessar uma estrada de rodagem e, depois, não é um trajeto seguro. Como não tem transporte público da Estrutural para o Cruzeiro, a comissão está pleiteando com a SEEDF a revisão e a revogação dessa medida para que a oferta de transporte escolar locado seja retomada imediatamente ”, informa a diretora do Sinpro-DF.
Ela diz que, enquanto o GDF não resolver o problema da falta de escola de ensino médio diurno na Cidade Estrutural e nem o do transporte público entre o bairro e o resto do DF, o governo tem de manter ônibus escolar locado. “O que acontece é que o próprio secretário de Educação nos informou que o DFTrans negou a colocação de uma linha que adentre o Cruzeiro e volte para a Estrutural e não tem como ampliar a quantidade de ônibus na linha Guará–Estrutural”, avisa Vilmara.
Vale lembrar que uma empresa de transporte coletivo oferece o percurso Estrutural–Guará e Guará–Estrutural, porém, não têm veículos suficientes, são esporádicos, não atendem nos horários em que os (as) estudantes precisam e são micro-ônibus que, quando circulam, estão sempre lotados.
“Imagine colocar aí ainda mais 700 estudantes. O problema criado pelo GDF é muito sério. É um absurdo. E só está piorando. Já começa a aumentar a evasão escolar. Os poucos ônibus que circulam na Estrutural já transitam lotados e os motoristas não param. Por causa disso, os (as) estudantes estão perdendo aula e ganhando desmotivação, o que estimula ainda mais a evasão escolar”, afirma a diretora.

Estudantes, pais e mães, professores (as), orientadores (as) educacionais, diretores (as), conselheiros (as) tutelares, diretores (as) do Sinpro-DF unidos contra a decisão do GDF de retirar o transporte escolar e, com isso, excluir a juventude da Estrutural do direito à educação:


 

Lei da Mordaça: Um golpe contra a Educação e o Magistério

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A esta altura do campeonato, boa parte da população brasileira já entendeu o que estava em jogo quando partidos de direita, sindicatos patronais e os setores mais conservadores da sociedade se articularam para aplicar o golpe de Estado que está em curso. O interino e ilegítimo Michel Temer fala em aumentar a idade mínima para aposentadoria para 70 anos; a indústria fala em ampliar a jornada de trabalho para 12 horas diárias; o ministro da Educação aconselha-se com Alexandre Frota em sua retomada pela agenda de mercantilização da educação pública brasileira interrompida em 2003; as investigações da Operação Lava-Jato são cada vez mais interditadas pelos usurpadores do poder, que continuam impunes. É nesse contexto que ganham força as teses conservadoras e alucinadas da ONG “Escola Sem Partido”.
Clique aqui e confira o artigo completo escrito por Gabriel Magno, Iolanda Rocha, Ruth Brochado, Hamilton
Caiana, Henrique Torres e Alessandra Terribili.

Nesta quinta-feira, uso de roupas brancas marcará o Dia de Luta contra a Mordaça

Esta quinta-feira (14/7) será toda especial para a Educação. É o Dia de Luta contra a Mordaça, quando professores(as), orientadores(as) educacionais, merendeiras, diretores, estudantes e a comunidade escolar estarão mobilizados e prontos a dizer não às tentativas de censura, enfatizando a liberdade de ensinar e o direito de aprender.
Como marca da mobilização, o Sinpro pede que todos(as) usem roupas de cor branca e enviem fotos para o e-mail imprensa@sinprodf.org.br, informando o nome da escola, para que o Sindicato possa fazer a divulgação ao longo do dia.
As imagens – que serão publicadas no Facebook do Sinpro – deverão ser enviadas no matutino até as 11h45, no vespertino até as 14h30 e no noturno até 21h.
Tuitaço – Paralelamente, a nossa manifestação vai contar com um tuitaço. A partir das 12h30, toda a categoria está convocada a participar de um tuitaço em defesa de uma educação livre e contra a tentativa de censura ao professor em sala de aula.
Para participar o(a) professor(a) e orientador(a) educacional devem copiar uma das frases disponibilizadas abaixo, marcar um dos parlamentares da bancada do Distrito Federal e tuitar no horário programado (12h30).
O que está em jogo – Está em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal Projetos de Lei (PL) relacionados à Lei da Mordaça, exemplo do PL 137/2015, da deputada distrital Sandra Faraj (SD), e a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 38, de autoria do deputado distrital Rogério Dalmasso (PTN). O PL 137/2015, que mesmo com vício de origem foi aprovado na CLDF e vai para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), obriga todas as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio do Distrito Federal a incluírem em seus currículos, como tema transversal, a discussão sobre “valores de ordem familiar”.
O problema é que alguns parlamentares estão diluindo a Lei da Mordaça em outros projetos, para que o conjunto deles possa ter o efeito do PL original.
Diante deste cenário é importante a participação de todos e todas no tuitaço e em todas as atividades propostas pelo Sinpro como forma de sensibilizar deputados distritais e federais, senadores e o governador do DF. Então, vamos participar e lutar pela democracia dentro de sala de aula e por uma educação pública de qualidade.
Confira abaixo as frases para o tuitaço:
Não à Mordaça
Democracia na escola
Educação livre
Censura não
Respeito ao professor
Para participar o professor deve escolher uma das frases, acrescentar a hashtag e em seguida marcar a conta de um dos parlamentares ou governador disponibilizados abaixo. Exemplo:
Educação livre #LeidaMordacaNao @RollembergPSB
Contas dos parlamentares no Twitter:
@RollembergPSB
@alberto_fraga
@erikakokay
@DepRonaldo
@IzalciLucas
@RogerioRossoDF
@roneynemer
@dep_augustodf
@laerte_bessa
@bisporenato
@agacielmaia
@celinaleao
@chicoleite
@Chico_Vigilante
@ClaudioAbrantes
@dep_Cristiano
@DepJuarezao
@JulioCesarRib
@lilianeroriz
@DeputadoLira
@DepLuziadePaula
@ProfIsrael
@ReginaldoVeras
@Deputado_Rafael
@R_Prudente2014
@RaimundoRibeiro
@DeputadoRoberio
@DelmassoDF
@SANDRAFARAJ
@VilelaRoosevelt
@WasnydeRoure
@wellington_luiz
@Reguffe
@senador_helio
@Sen_Cristovam
Leia mais:
>>> 14 de julho: Dia de Luta contra a Lei Mordaça 
>>> Sinpro convoca a categoria para tuitaço em defesa de uma educação livre 

Artigo: De repente todo mundo virou especialista em Educação

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(*) Rosilene Corrêa
O colunista do Correio Braziliense Ari Cunha parece não apenas ter parado no tempo. Na verdade, ele está atrasado.
Na edição desta terça-feira (12/7), Cunha – em um texto recheado de chavões e inverdades – ataca a educação pública, a categoria docente e o Sindicato dos Professores no DF. Sem antes, lógico, comprar a ideia e rasgar elogios ao “Escola sem Partido”, sem citar o nome.
Numa clara alusão aos diversos projetos de lei que ameaçam demolir com a liberdade de ensinar, Cunha consegue trazer uma visão enviesada quando afirma que “nas salas de aula, retiram a imagem de Jesus e em seu lugar colocam-se imagens de Che Guevara, Lenin ou Marx”.
E prossegue. “O fato é que nossas escolas públicas reproduzem muito mais o pensamento de uma categoria— como grupo fechado em torno de um sindicato —, do que o pensamento de pais, alunos e educadores”, afirma em outro trecho. Mais adiante, enfatiza que “a orientação pedagógica de nossas escolas prefere o caminho fácil ditado pela cartilha ideológica sindical que o de se apoiar nas ciências do ensino”.
Desconhece o colunista que as questões que são abordadas nas escolas públicas no DF passam sempre pela discussão com a comunidade escolar – justamente os pais, alunos e educadores. E essas discussões dão origem aos projetos políticos-pedagógicos, instrumentos baseados na legislação educacional e que nortearão as atividades escolares.
Ignora que a escola é lugar de formação para a cidadania e não apenas de reprodução do conhecimento, como gostaria que fosse.
Cunha consegue a façanha de produzir uma coluna recheada de preconceito, atraso e desconhecimento do que significa a educação e o trabalho desenvolvido nas escolas. Façanha capaz de tirar raciocínios – rasos e sem sentido – como “o apoderamento das escolas por vontade de um grupo sindical é algo danoso e com consequências a longo prazo”.
Por fim, encerra a coluna com uma frase reveladora: “Que venham mestres e educadores de verdade com vontade e talento. Abaixo os professores de palanque”.
Sugerimos ao colunista, preocupado como está com a educação, que – ao invés de apostar em frases de efeito e numa escola assentada sob a ideologia do “Escola sem Partido” – discuta em seus textos a valorização dos professores ou a implantação da escola em tempo integral, por exemplo. Mas disso Ari Cunha não quer nem saber.
Além de contestar as opiniões distorcidas do colunista, propomos a ele conhecer mais a fundo a realidade educacional ou a buscar saber como se constrói uma escola com vistas a uma formação plural, diversificada, que respeita as diferenças, que debate, que transforma; enfim, uma formação cidadã.
(*) Diretora do Sindicato dos Professores no DF

Editorial: Jornada de trabalho sob ataque

A declaração do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, após reunião com o presidente interino, Michel Temer, na sexta-feira (8/7), de que o Brasil precisa ampliar a jornada de trabalho para 80 horas, seguindo o exemplo da França, foi desmentida pela mídia logo após o industrial se manifestar à imprensa.
Ele disse que o governo ilegítimo deve promover “medidas muito duras” na Previdência Social e nas leis trabalhistas para equilibrar as contas públicas. E, para se justificar, citou o caso da França como exemplo, dizendo que lá é permitido trabalhar até 80 horas semanais. Ele disse à mídia que a França tem 36 horas de jornada de trabalho e passou, agora, com a nova legislação trabalhista, à possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal e até 12 horas diárias de trabalho.
E comparou com Brasil: “Nós, aqui no Brasil, temos 44 horas de trabalho semanais. As centrais sindicais tentam passar esse número para 40. A França, que tem 36 horas, passou, agora, para 80, a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal e até 12 horas diárias de trabalho”, disse o Robson Braga de Andrade. Na mesma entrevista à imprensa, segundo a Folha de S. Paulo e a Agência Brasil, ele disse ser contra o aumento dos impostos como medida para equilibrar as contas públicas.
Mas o problema é que o presidente da CNI mentiu. A própria mídia foi atrás e, ao checar a informação, descobriu que a declaração de Robson Andrade era imprecisa. Verificou-se que a nova legislação trabalhista francesa, contra a qual houve grandes enfrentamentos e resistência da classe trabalhadora francesa, estabelece e mantém as 35 horas semanais normais — e não 36. Descobriu também que a nova lei trabalhista francesa estipula, apenas em casos de emergência e após negociação com sindicato, horas extras que poderão chegar às tais 12 horas diárias (oito horas, com quatro horas extras pagas em cinco dias da semana; isto é, 60 horas semanais).
Ao consultar a nova legislação trabalhista francesa e o site do governo francês, a mídia também observou que, caso contrário, ou seja, caso não haja necessidade de horas extras, prevalece e continua valendo o máximo de 10 horas (oito horas, com, no máximo, duas horas extras, no mesmo período). A atual legislação brasileira segue princípio semelhante e a soma dessas horas também.
A nova legislação francesa reafirma ainda que, “na mesma semana, a duração máxima do trabalho semanal é de 48 horas” e que “o tempo de trabalho semanal calculado ao longo de 12 semanas consecutivas não deve exceder 48 horas”, a não ser em casos excepcionais previstos na lei. José Carlos de Carvalho Baboin, mestre em direito do trabalho pela Sorbonne e pesquisador do tema na Universidade de São Paulo (USP), disse ao site “Aos Fatos” que a jornada máxima a ser permitida passa a 60 horas semanais, porém essas horas extras são exceções previstas em decretos e aplicáveis apenas em circunstâncias excepcionais.
“São casos extremos nos quais o governo francês vai permitir 12 horas semanais. Por exemplo: acontece uma grande nevasca e a empresa responsável por limpar as estradas cheias de neve precisa que os trabalhos excedam as 10 horas. Ou desabastecimento de algum remédio ou em caso de surto epidêmico”, explica. E continua: “Essas 60 horas não podem ser usadas por uma empresa que fechou um contrato com um cliente e precisa aumentar a produção, por exemplo”.
O site informa que isso significa que, para demandar essa jornada de 60 horas, o empregador terá de ter autorização de algum gestor responsável pela inspeção do trabalho, o qual poderá conceder essa permissão com base em condições determinadas pelo Conselho de Estado da França e terá de pagar pelas horas extras. Ou seja, a remuneração dessas horas não está embutida no salário mensal. O que a CNI quer discutir é a ampliação da jornada de horário de trabalho sem aumentar o salário.
Apesar das mentiras, as declarações do presidente da CNI nos alertam para mais uma retirada de direitos: a jornada de trabalho. No Brasil, a Central Única de Trabalhadores (CUT) luta, há décadas, para instituir a jornada de 40 horas semanais e acabar definitivamente com as 44 horas a que a classe trabalhadora está submetida a cumprir ainda hoje.
Importante lembrar que o governo ilegítimo de Michel Temer tomou de assalto o Poder Executivo para executar o plano neoliberal de subtração de direitos essenciais, sociais, trabalhistas, patrimoniais etc. Com base no programa de governo do PMDB denominado “Ponte para o Futuro”, o governo ilegítimo trabalha para pôr fim à política de Estado de direitos e impõe um retrocesso sem precedentes, encabeçado pelo principal partido político derrotado sucessivamente nas eleições democráticas desde o início dos anos 2000, o PSDB.
Numa linguagem comercial, podemos dizer que os ataques são realizados a granel ou por atacado. Um plano de mercantilização que remete o país às relações escravagistas de trabalho do século XIX. É a granel porque está articulado para atuar, localmente, por meio de projetos de lei apresentados nas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores; e é por atacado, porque atua nacionalmente, por meio do Congresso Nacional.
Um exemplo ilustrativo desse grande projeto de desconstrução do Estado de direitos é o ataque a granel e por atacado à educação pública por meio dos projetos “Escola sem Partido” e “Organizações Sociais”. Não é um projeto isolado que, às vezes, está ligado a políticos fundamentalistas que querem instituir autoritariamente um modelo de família, e sim um grande e articulado plano de privatização e desconstrução do direito ao conhecimento, ao pensamento crítico, da pesquisa científica no país e destruição completa da concepção de educação pública, gratuita, laica, de qualidade, socialmente referenciada, livre, dentre outros atributos.
Escola sem Partido e Organizações Sociais são o mesmo projeto, desmembrado, integrado, para privatizar a educação pública. Ainda considerando a linguagem comercial, o setor da educação já está sendo atacado a granel em várias unidades da Federação em que o PSDB e outros partidos de concepção liberal, como o PSB, adotaram as Organizações Sociais (OS) como mecanismo de gestão e de privatização.
É o caso de Goiás, com o governo Marconi Perillo (PSDB); São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); Paraná, Beto Richa (PSDB); entre outros. No Distrito Federal, o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) também atua para entregar, primeiramente, os dois setores, saúde e educação, às OS.
Todavia, os ataques não se encerram nesses dois setores. Além do nosso patrimônio biológico e mineral, como a  privatização da água e a entrega do pré-sal, a meta do governo golpista inclui os projetos dos empresários reunidos, sobretudo, no setor industrial: a retirada de todos os direitos trabalhistas, a começar pela eliminação da aposentadoria e ampliação da jornada de trabalho, dois itens essenciais para desmoronar os demais direitos.

Financiamento da Educação Pública será debatido pelo Sinpro nesta quarta (13)

O financiamento da educação pública será tema de debate nesta quarta-feira (13), na sede do Sinpro. A partir das 19h os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais estão convidados a participar da mesa Petróleo/Pré-sal: Financiamento da Educação Pública. O evento faz parte das atividades da Frente em Defesa da Educação, dos Direitos e da Democracia, e foi aprovado pela categoria na assembleia de 21 de junho, integrando o calendário de mobilização dos(as) docentes.
A educação recebe recursos de diversas áreas e uma delas é o recurso que vem da Petrobrás, potencializado com o financiamento do Pré-sal. Pensando nisto o Sinpro convidou o diretor da Secretaria de Relações Internacionais e Empresas Privadas da Federação Única dos Petroleiros (FUP/RJ), João Antônio de Moraes para falar da importância que a Petrobras tem no desenvolvimento do País nas áreas da educação e da saúde.
Esta será mais uma oportunidade para debater e entender a conjuntura política que vivemos atualmente, refletir sobre o momento político do Brasil e nos preparar para as lutas que estão por vir. Não deixe de participar.

Dia de Luta contra a Lei da Mordaça no Canal da Educação nesta segunda (11)

O Canal da Educação será realizado, excepcionalmente, nesta segunda-feira (11), às 19h, e traz o tema sobre o Dia de Luta contra a Lei da Mordaça. O Dia de Luta será realizado na próxima quinta-feira (14).
No programa desta segunda, a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa irá mostrar que a luta contra o projeto “Escola sem Partido” (Lei da Mordaça) não é isolada e mobiliza os movimentos social, sindical e popular do país inteiro.
O Canal da Educação é um programa de TV que oferece ao telespectador a possibilidade de participação ao vivo e em tempo real. Apresentado quinzenalmente, ele vai ao ar às 20h, sempre quinta-feira, pelo site do Sinpro e pela TopTV Brasil.  A produção e a apresentação são do jornalista Valdir Borges.
As perguntas podem ser enviadas ao vivo pelo próprio site do sindicato (o vídeo disponibilizará um espaço para interação) ou por mensagens via WhatsApp pelo número (61) 98162-0065.

32ª Feira do Livro de Brasília homenageia professora Esther Grossi

Referência nacional e internacional em educação e alfabetização, a professora e pesquisadora Esther Pillar Grossi será a grande homenageada da 32ª Feira do Livro de Brasília, que acontece no período de 16 a 24 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A professora estará presente na abertura oficial da Feira (dia 16, às 19h) e participará de uma sessão de autógrafos no dia 17 de julho e de um bate papo com o tema Todos podem aprender no dia seguinte, no Auditório Planalto.
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Nascida em Santa Maria, Esther tornou-se uma referência em educação, tanto pelo empenho em buscar soluções para a escola pública, quanto por pensamentos e teorias que desenvolveu, como a aplicação do pós-construtivismo na alfabetização de estudantes com Síndrome de Down. Mergulhada em pesquisas sobre aprendizagem e formação de professores(as), Esther mantém um vigor de ideias que transcende o característico visual colorido dos cabelos e roupas, e segue muito requisitada por gestores de educação quando o assunto é alfabetizar.
Em Brasília, a professora teve uma participação efetiva entre 1995-1997 com o projeto Viva Brasília, quando trabalhou com milhares de estudantes e professores(as), alcançando um percentual de 90% de alfabetização. Neste período a educadora trouxe à capital federal especialistas na área da educação, antropologia e psicanálise para um trabalho com os(as) professores(as) do DF. Todos os debates e conhecimentos obtidos neste projeto foram direcionados para a sala de aula, alcançando resultados significativos na educação de Brasília.
Durante a 32ª Feira do Livro a professora lançará mais um livro, intitulado A festa está dentro de nós.
Bate-papo – Coordenadora do Projeto Escola Candanga entre 1995 e 1998, a professora Esther Grossi marcou um bate-papo para abordar as tentativas, via projetos de lei, que objetivam calar os professores e desconstruir o ensino cidadão.
Esse encontro será na sexta-feira (15/7), às 10h30, em Taguatinga (QSD 23, casa 12).
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Lançamento da Frente Nacional contra o Projeto “Escola sem Partido”

Entidades sindicais, estudantis, político-partidárias, movimentos sociais e populares se uniram para combater o retrocesso no setor da Educação. Nesta quarta-feira (13/7), irão lançar a Frente Nacional contra o Projeto “Escola sem Partido”, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O lançamento será realizado entre 9h30 e 13h. Confira a página da Frente no Facebook: @frentenacionalpelaeducacao.
O movimento contra esse projeto não é isolado. O país inteiro está mobilizado contra ele. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Sinpro-DF também integram a Frente Nacional contra o Projeto “Escola sem Partido”. No Distrito Federal, os professores chamam o “Escola sem Partido” de Lei da Mordaça porque promove o patrulhamento político, ideológico e, sobretudo, acadêmico-pedagógico nas escolas públicas.
Ainda como parte da mobilização nacional contra o “Escola sem Partido”, o Sinpro-DF convocou a categoria para participar, nesta quinta-feira (14/7), do Dia de Luta contra a Lei da Mordaça e orienta os (as) professores (as) e orientadores (as) para irem trabalhar de branco e mandar fotos para o e-mail imprensa@sinprodf.org.br do protesto para serem publicadas na Fanpage e no site do sindicato. Com essa ação, o sindicato mobiliza a categoria para defender a educação pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada, livre.
Confira o Manifesto Convocação da Frente contra o PL “Escola sem Partido” e a nominata das entidades dos movimentos social, sindical e popular que o assinam e integram a Frente Nacional contra o Projeto “Escola sem Partido”.
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RETROCESSO
Em 2015, o Sinpro-DF também lançou o Dia de Luta contra a Lei da Mordaça. Na ocasião, o sindicato protestou contra o Projeto de Lei nº 01/2015, da deputada distrital Sandra Faraj (SD), que assegurava, no âmbito da rede pública de ensino do DF, o projeto fundamentalista “Escola sem Partido”. Este ano, o grupo de parlamentares que preconiza o Escola sem Partido na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) conseguiu aprovar o PL 137/2015, também da deputada Faraj, o qual já seguiu para a sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
Vale lembrar que o PL 137/2015 foi aprovado com vício de origem e obriga todas as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio do DF a incluírem em seus currículos, como tema transversal, a discussão sobre “valores de ordem familiar”. A CLDF aprovou a Proposta de Emenda à Leio Orgânica (PELO) nº 38, de autoria do deputado distrital Rogério Dalmasso (PTN), também relacionado à lei da mordaça “Escola sem Partido”.
Outra atividade promovida pelo Sinpro-DF de combate aos ataques à educação pública será o debate, a ser realizado nesta quarta-feira (13/7), às 19h, no Auditório Paulo Freire, situado na sede do sindicato, sobre Petróleo/pré-sal: financiamento da educação  O evento faz parte das atividades da Frente em Defesa da Educação, dos Direitos e da Democracia e do calendário de mobilização da categoria, e foi aprovado na Assembleia Geral no dia 21 de junho.

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