Arraiá do Sinpro será destaque do Programa Alternativo

O 13º Arraiá do Sinpro será o destaque do Programa Alternativo deste sábado (09). Como já é tradição nas festas juninas do sindicato, a festa resgatou as tradições nordestinas e ofereceu aos professores e orientadores educacionais, quadrilha, dançarinos, a grande fogueira, brincadeiras típicas (oficinas, fazendinha, pau de sebo, touro mecânico, dentre outras), além de comes e bebes típicos da ocasião. As atrações musicais ficaram com o cantor e compositor Geraldo Azevedo, o forró do grupo Zabumbazul e os repentistas Valdenor de Almeida e Chico de Assis.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

14 de julho: Dia de Luta contra a Lei Mordaça

O Sinpro convoca a categoria a participar, na próxima quinta-feira (14), do Dia de Luta contra a Mordaça. Nesta data defenderemos uma educação livre e, para simbolizar esta defesa, professores(as) e orientadores(as) educacionais deverão usar roupas de cor branca e enviar fotos para o e-mail imprensa@sinprodf.org.br, informando o nome da escola, para que o Sindicato possa fazer a divulgação ao longo do dia. O Sinpro lançou o Dia de Luta em 2015, quando a categoria se mobilizou e disse não à tentativa de censura e pela liberdade de ensinar e pelo direito de aprender.
Está em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal Projetos de Lei (PL) relacionados à Lei da Mordaça, exemplo do PL 137/2015, da deputada distrital Sandra Faraj (SD), e a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 38, de autoria do deputado distrital Rogério Dalmasso (PTN). O PL 137/2015, que mesmo com vício de origem foi aprovado na CLDF e vai para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), obriga todas as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio do Distrito Federal a incluírem em seus currículos, como tema transversal, a discussão sobre “valores de ordem familiar”.
A participação de todos e todas é de grande importância, já que alguns parlamentares estão diluindo a Lei da Mordaça em outros projetos, para que o conjunto deles possa ter o efeito do PL original. O PL 137 foi aprovado e está seguindo para a sanção do governador. O Sinpro está fazendo gestão junto ao GDF para impedir que o governo sancione o projeto.
No dia 13 de julho o Sinpro promoverá um debate com o tema Petróleo/Pré-sal: Financiamento da Educação Pública, onde disponibilizaremos materiais que poderão ser utilizados no Dia de Luta. Os professores poderão pegar o material na sede e subsedes do Sinpro a partir do dia 13.
Professores, merendeiras, diretores, estudantes e a comunidade escolar deverão se organizar para que todos venham vestidos com roupas brancas no dia 14. As fotos serão publicadas no Facebook do Sinpro ao longo do dia, de forma que a escola poderá enviar no máximo duas fotos em cada turno de trabalho. As imagens deverão ser enviadas no matutino até as 11h45, no vespertino até as 14h30 e no noturno até 21h. Às 12h30 haverá um tuitaço onde todos deverão utilizar a hashtag #LeidaMordacaNao (tudo junto e sem acento).
O Sinpro defende a luta contra projetos como o PL da Mordaça, que vão na contramão da história e da construção de uma sociedade na qual os indivíduos têm liberdade para expor seus pensamentos. Discutir essas manifestações em sala de aula – assim como qualquer outra questão – é fomentar a cidadania, formar o senso crítico. Enfim, formar não apenas estudantes, mas cidadãos atuantes.
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Comunidade escolar e imprensa refutam atitudes que cerceiam a educação

Após mais ataques da deputada distrital Sandra Faraj (SD) e do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN) contra a liberdade de ensino dos(as) professores(as) nas escolas públicas, a reação foi imediata e veio de todos os lados: do próprio Sindicato, da comunidade escolar, da Secretaria de Educação e dos próprios deputados distritais.
Recentemente, a deputada mandou um ofício para a o Centro Educacional 06 em Ceilândia, criticando a conduta de um professor que lecionava a respeito do tema transversal da diversidade. Da mesma forma, Delmasso também mandou documento ao Centro Educacional 07, o maior da Ceilândia, pedindo esclarecimentos sobre uma peça teatral encenada pelos(as) alunos(as) sobre a cultura africana (inserida em um projeto aprovado e financiado pelo MEC).
O Correio Braziliense, abordou o episódio criticando a postura da deputada, com matérias veiculadas na quarta-feira (6) e nesta quinta-feira (7):
Especialista e outros parlamentares criticam a atitude de Sandra Faraj ou aqui.
Turma de escola do DF fez festa junina em que noivo foge com outro homem ou aqui.
Secretaria de Educação defende aulas sobre sexualidade na rede pública ou aqui.
Da mesma forma, o assunto foi repercutido no Jornal de Brasília, nas colunas “Ponto do Servidor” e “Do Alto da Torre”. Nesta última, o deputado distrital Chico Vigilante (PT), foi enfático: “isso é o mais completo absurdo. O professor tem o dever de levantar essas discussões em sala de aula. O que a deputada está fazendo é censura”.
Também teve espaço no portal Metrópoles, com a Secretaria de Educação afirmando que “trabalha por uma educação para a diversidade, que busca implementar ações pedagógicas voltadas para o diálogo, o reconhecimento e a valorização de diferentes grupos sociais”.
O professor Leandro Karnal, também opinou no programa “Roda Viva”, da TV Cultura.
Nos últimos dias, a comunidade escolar está telefonando assiduamente para o Sindicato, tanto na Sede quanto diretamente para seus diretores, se solidarizando e pedindo ações mais rígidas para que estes projetos que censuram a educação (tanto de Sandra Faraj, quanto de Rodrigo Delmasso) fiquem na gaveta do esquecimento.
Por parte do Sindicato, providências serão tomadas. Uma delas será o 2° Dia de Lutas contra a Mordaça, que será no próximo dia 14 de julho, quando os(as) professores(as) se vestirão de branco e ocorrerá o “twittaço” no Twitter. Participe!
 
 

Nota pública: nenhum direito a menos

O MIEIB – Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil – é constituído por 26 Fóruns Estaduais de Educação Infantil e 01 Fórum de Educação Infantil no Distrito Federal.
Suas principais bandeiras de luta são: a efetivação dos direitos fundamentais das crianças de 0 a 6 anos (Constituição Federal, ECA, LDB, DCNEI, PNE e outras); o entendimento de que a educação infantil tem especificidade própria e cumpre duas funções indispensáveis e indissociáveis: educar e cuidar; a compreensão da educação infantil enquanto campo de conhecimento e de política pública intersetorial, interdisciplinar, multidimensional e em permanente evolução.
Dito isto, o MIEIB defende a Educação Infantil e vem a público dizer que:
– Reafirmamos o compromisso com a promoção e garantia dos direitos humanos, arduamente conquistados pelas lutas sociais e que têm importância fundamental no desenvolvimento e fortalecimento do processo democrático brasileiro.
– Defendemos que se respeite as tramitações e os prazos do Plano Nacional de Educação e do Conselho Nacional de Educação.
– Queremos que a legislação seja cumprida e, ao mesmo tempo, que mais crianças tenham acesso a uma Educação Infantil de qualidade, de tal modo que sejam evitados retrocessos nessa etapa da Educação Básica.
Dessa forma, somos contrários à ação de Governo do Distrito Federal ao anunciar a concessão de vouchers para as famílias matricularem seus filhos em escolas particulares de Educação Infantil, pois tal medida:
– Fere o direito à educação das crianças da educação infantil.
– Transfere responsabilidades do poder público, quanto a efetivação do direito à educação formal para o setor privado.
– Difere dos encaminhamentos da CONAE/2014 e da aprovação da lei 13.005/2014 (Plano Nacional de Educação) quanto ao financiamento da educação.
E, ainda, porque discordamos das políticas educacionais que desrespeitem os preceitos.
São signatários da Nota Pública, os 26 fóruns estaduais e o Fórum Distrital de Educação, membros do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil – MIEIB :
1. Fórum de Educação Infantil do Acre
2. Fórum Alagoano de Educação Infantil.
3. Fórum Amapaense de Educação Infantil.
4. Fórum Amazonense de Educação Infantil.
5. Fórum Baiano de Educação Infantil.
6. Fórum de Educação Infantil do Ceará.
7. Fórum Permanente de Educação Infantil do Espírito Santo.
8. Fórum Goiano de Educação Infantil.
9. Fórum de Educação Infantil do Maranhão.
10. Fórum Matogrossense de Educação Infantil.
11. Fórum Permanente de Educação Infantil do Mato Grosso do Sul.
12. Fórum Mineiro de Educação Infantil.
13. Fórum de Educação Infantil do Pará.
14. Fórum de Educação Infantil da Paraíba.
15. Fórum de Educação Infantil do Paraná.
16. Fórum de Educação Infantil de Pernambuco.
17. Fórum de Educação Infantil do Piauí.
18. Fórum de Educação Infantil do Estado do Rio de Janeiro.
19. Fórum de Educação Infantil do Rio Grande do Norte.
20. Fórum Gaúcho de Educação Infantil.
21. Fórum de Educação Infantil de Rondônia
22. Fórum de Educação Infantil de Roraima.
23. Fórum Catarinense de Educação Infantil
24. Fórum Paulista de Educação Infantil.
25. Fórum de Educação Infantil de Sergipe.
26. Fórum de Educação Infantil de Tocantins
27. Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal

Sinpro realiza aula cidadã dia 20 de julho em escolas do DF

Dando prosseguimento às atividades da Frente em Defesa da Educação, dos Direitos e da Democracia, o Sinpro realizará, dia 20 de julho, uma aula cidadã em várias escolas públicas do Distrito Federal sobre a Lei da Mordaça. A atividade foi aprovado pela categoria na assembleia de 21 de junho, integrando o calendário de mobilização dos(as) docentes.
Segundo a diretora do Sinpro Luciana Custódio, a ideia é debater o Projeto de Lei Escola sem Partido, que está em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal, assim como PL’s relacionados à Lei da Mordaça, exemplo do PL 137/2015, da deputada distrital Sandra Faraj (SD), e a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 38, de autoria do deputado distrital Rogério Dalmasso (PTN). O PL 137/2015, que mesmo com vício de origem foi aprovado na CLDF e vai para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), obriga todas as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio do Distrito Federal a incluírem em seus currículos, como tema transversal, a discussão sobre “valores de ordem familiar”.
“O importante é fortalecer o debate sobre o enfrentamento contra os ataques que a educação vem sofrendo na perspectiva de retirada de direitos e do desmonte da democracia no território da educação pública”, alerta a diretora do Sinpro, complementando que a atividade tem o apoio de grêmios estudantis, delegados sindicais, gestores, professores e orientadores educacionais.
Esta será mais uma oportunidade da categoria debater e entender a conjuntura política que vivemos atualmente, refletir sobre o momento político do Brasil e nos preparar para as lutas que estão por vir. A luta de todos garantirá os nossos direitos.

13º proporcional: Termina quarta (06) prazo para professor recém-contratado apresentar documentos

O Sinpro convoca todos(as) os(as) professores(as) recém-contratados(as) que receberam o 13º salário proporcional nos anos de 2015 e 2016 – e que não tiveram a diferença regularizada – a procurar o Sindicato, até a próxima quarta-feira (6/7), trazendo os seguintes documentos:
. Ficha financeira de 2015 e 2016;
. Três últimos contracheques;
. Contracheque do mês de aniversário de 2015 (que consta o 13º);
. Contracheque  do mês da Gratificação de 2015.
O fato é que desde de 2015, o GDF tem feito o pagamento do 13º salário dos recém-contratados de forma proporcional no segundo ano de trabalho desses profissionais, ato que o Sinpro considera irregular.
Mesmo após vários debates durante o ano passado, o governo vem insistindo em não pagar esse benefício em sua integralidade aos novo(as) professores(as). O Sindicato, então, ingressou na Justiça para assegurar este direito.
Por sua vez, o TJDF fixou uma data-limite para que cada professor(a) que está nesta condição apresente os documentos listados acima.
É importante observar que nesta sexta-feira (1º/7), o Sinpro funcionará das 8h às 12h, ficando fechado à tarde para realização de reunião interna com os funcionários.
 

Parlamentar persegue liberdade de cátedra em escola pública do DF

A liberdade de cátedra volta a ser atacada no Distrito Federal. O Centro Educacional 06 (CED 06), situado no P Sul, foi interpelado pela deputada distrital Sandra Faraj (SD) por causa de uma aula de PI 2 na qual o professor ministrou o tema transversal da diversidade.  Deneir de Jesus Meireles, professor de Biologia e de PI 2, foi fotografado durante aula sobre integração de gênero. A imagem foi veiculada no perfil de Facebook da parlamentar, que intimou a escola a prestar esclarecimentos sobre o conteúdo ministrado.
Sentindo-se perseguido e reprimido no exercício do magistério, o professor procurou o Sinpro-DF. A diretoria colegiada tomou as providências cabíveis. “Ele não infringiu nenhuma lei e está correto ao aplicar em sua atividade pedagógica os temas transversais previstos no Currículo das Escolas Públicas do Distrito Federal da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF) (página 58 do Caderno Pressupostos Teóricos), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e em outras legislações, como o art. 19, inciso VI, da Resolução 1/2012, todas em vigor”, explica Berenice D’Arc Jacinto, diretora de Políticas Educacionais do Sinpro-DF e conselheira de Educação do Distrito Federal.
Na avaliação da diretoria do sindicato, há um exagero na interpelação da deputada. “Toda aula e toda ação de docentes não são elaboradas à revelia. Elas seguem a orientação curricular das escolas públicas brasileiras.  Temos respaldo legal para trabalharmos temas transversais, como a diversidade, nas escolas”, afirma Wiviane Farkas, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade.
Ela esclarece que trabalhar a diversidade em sala de aula é semelhante a trabalhar temas como o racismo, a LGBTfobia, o bullying, as drogas: assuntos transversais que fazem parte do dia a dia da comunidade escolar e precisam ser ministrados. “Em primeiro lugar, o professor, e outros que também têm enfrentado esse tipo de perseguição fundamentalista nas escolas do DF, agiu com extremo profissionalismo, desenvolvendo um conteúdo que é colocado pelo Ministério da Educação (MEC) e pela SEEDF”.
E continua: “Em segundo, a diversidade acontece em todos os espaços e a escola é um espaço vivo. Dentro dela precisamos nos remeter não somente a isso, mas a outros assuntos, como drogas, furtos, violência doméstica, desigualdade de gênero e outros que precisam ser pontuados. A educação não pode ser somente conteudística, como se nada tivesse acontecendo ali. Temos os temas transversais. O professor Deneir simplesmente desenvolveu o que está posto no currículo”, disse Wiviane.
Jucimeire Barbosa, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade, lembra que o Sinpro-DF realiza, nas escolas, os Ciclos de Debate justamente para capacitar o (a) professor (a) a levar à sala de aula os temas transversais da diversidade de gênero e racial. “E vamos continuar levando porque a sala de aula é o locus ideal para trabalharmos esse tipo de temática, que é uma das poucas ações pedagógicas que erguem uma sociedade democrática e igualitária e são capazes de reduzir a violência porque gera o respeito mútuo”, avisa.
O professor Deneir foi interpelado porque nas últimas aulas de PI 2 desenvolveu o tema transverso da sexualidade. “Esse trabalho, especificamente, era para ter sido uma intervenção. Foi trabalhado, rapidamente, com os estudantes o conceito dentro das cinco temáticas colocadas, por exemplo, homofobia, integração entre gêneros, homossexualidade, pansexualidade, transexualidade. Traduzindo: meninos jogam bola, meninas jogam queimada. Ou seja, foi trabalhado de forma que se evite, na escola, situações como essas, geradas, às vezes, por nós mesmos”, explica o professor.
Para Delzair Amâncio, diretora de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, a ação da deputada humilha a categoria docente, desrespeita o professor que está no exercício lícito de sua função e ameaça a educação pública do DF ao implantar a censura e a perseguição político-profissional. “Para impedir o debate sobre diversidade de gênero, a parlamentar ignora a necessidade de se debater os preconceitos e outros tipos de violência advindos das discriminações por causa da orientação sexual, raça, gênero, além de desrespeitar a Constituição Federal no artigo em que trata da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar”, afirma.
Em entrevista ao Correio Braziliense, Dimas Rocha, diretor de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF, disse que “temos uma lei de gestão democrática que organiza as escolas e estabelece a autonomia do trabalho pedagógico dos professores e da instituição de ensino. O professor tem que ajudar os alunos a entender a sociedade, ele não pode ser cerceado ao tocar em temas importantes da atualidade”, declara.
O jornal informa também que o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal publicou, nesta terça-feira (5), uma nota de repúdio ao posicionamento da parlamentar. ““O Conselho repudia a tentativa de interferir na autonomia dos professores da escola citada. É conhecida a saga da deputada que enviou o ofício, para que os temas de gênero e orientação sexual não sejam discutidos, o que não encontra base legal. O Conselho é afirmativo na necessidade de discussão dos temas de diversidade nas escolas para o estimulo de uma cultura da paz e tolerância”, diz a nota da entidade.
Deneir Jesus afirma que, “se o Distrito Federal continuar com esse tipo de procedimento, irá comprometer os conteúdos de várias disciplinas, como biologia, sociologia, filosofia, história, geografia, literatura, artes. Pensando dessa forma estaremos impedidos de falar de romantismo e, nas artes, de Frida Khalo”.

Mulheres criam Observatório para combate ao governo golpista

“O Seminário Mulheres Trabalhadoras em Luta foi muito importante para termos uma estimativa dos prejuízos sofridos com a instauração desse governo ilegítimo. Do encontro, tiramos como encaminhamento a instituição de um observatório que acompanhará de perto todas as mudanças que afetam a mulher trabalhadora, a mulher mãe de família, a mulher cidadã. Em posse dessas informações, poderemos alimentar nossa resistência e fortalecer a luta contra o governo golpista e outras medidas nefastas que virão contra nossos direitos e conquistas”. A avaliação é da secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília, Sônia de Queiroz, que coordenou nesta segunda (5), no auditório do Clube dos Comerciários, na Ponte Alta (Gama), o Seminário das Mulheres – Trabalhadoras em luta: Derrotar retrocessos e ampliar direitos.
Seminário de Mulheres - Clube dos Comer ( (262)Esta  foi a  quinta edição dos encontros do Ciclo Resistir Sempre, Temer Jamais promovido pela CUT Brasília para fortalecer o debate e instrumentalizar os dirigentes dos mais de cem sindicatos filiados a ampliar o debate nas bases e organizar a contraposição ao golpe de Estado em curso no país.
Com a participação da senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e da ex-ministra da Secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, o seminário atraiu uma centena de companheiras para o debate das perdas sofridas após a instauração do atual golpe de Estado.
Devido aos cortes nos benefícios e nos programas sociais inclusivos, o público feminino é o mais prejudicado em todas as esferas, “afinal, somos 52% da população e mães do restante”, lembra a ex-ministra. Ela salienta que na falta da escola ou da creche para o filho, é a mãe quem padece. Da mesma forma, quando não tem o emprego para o marido ou quando ela mesma não consegue uma colocação no mercado de trabalho. Eleonora considera que as mulheres brasileiras foram protagonistas na luta contra a instauração do golpe e ainda agora, na resistência a ele.
Para a deputada Érika Kokay, com o sucateamento dos direitos e o cerceamento das conquistas, as mulheres, mães de família e trabalhadoras, são as que mais sofrem com as mudanças sexistas que estão sendo instauradas pelo presidente interino, apoiado por um Congresso pleno de fundamentalismo religioso, machista, institucional e punitivo. “As mulheres são as primeiras e as maiores vítimas de todo regime de recessão, de toda ruptura democrática e de toda ameaça de direitos”, lamenta a deputada. “Nossas conquistas foram tecidas com muita dor, com muita resistência e coragem, e agora estão sendo ameaçadas por esses segmentos fascistas, fundamentalistas, que estão cobrando a conta do governo golpista”.
Além do debate ideológico, o seminário trouxe um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), sobre a expressão feminina na sociedade, o crescimento de sua representação econômica, social e política nos últimos anos, e como essa camada ainda sofre em relação à discriminação salarial, desigualdade de oportunidades, o sexismo e o cerceamento das políticas públicas.
Veja o estudo DIEESE_CUT DF_Mulheres_Trabalhadoras em Luta_04_07_2016
Fiorella Machiavello, técnica do Dieese, contudo, acentuou que “houve conquistas tímidas, mas significativas, ao longo das últimas décadas, que diminuíram as desigualdades sociais e que não podem retroceder”. “Por isso, precisamos continuar através do reforço e da ampliação das políticas públicas de inserção e valorização das mulheres”, acrescentou.
Seminário de Mulheres - Clube dos Comer ( (264)Outra questão levantada e amplamente debatida foi a preparação dos sindicatos para o acolhimento à mulher. Mara Feltes, secretária-adjunta nacional da Secretaria de Mulheres Trabalhadoras da CUT, trouxe a discussão “para dentro de casa”. “Não adiantada exigir paridade ou cotas, quando as entidades sindicais ainda estão despreparadas para acolher as companheiras. Imagine uma mulher que passe o final de semana apanhando do marido, lidando com um homem bêbado que maltrate seus filhos e mesmo assim, na segunda, precise apresentar-se para trabalhar. Como lidamos com essa situação?”, questiona a sindicalista. “Precisamos amadurecer esse debate e descaracterizar as entidades como espaços masculinos”, defende.
A senadora Gleisi Hoffmann, alertou quanto ao desmonte dos direitos do povo brasileiro e da necessidade da resistência. “O momento é de organizar nossas mulheres e resistir, pois estamos sofrendo um atentado aos direitos e nós somos sempre as primeiras atingidas num desmonte de um estado de bem estar social, por isso é muito importante resistirmos e não deixarmos esse golpe avançar”.
Para a próxima semana, na segunda (11), está prevista uma Plenária Sindical Extraordinária da CUT Brasília e na quinta (14), o Seminário Jurídico.

Fonte: CUT Brasília

TV Comunitária dá destaque à 3ª edição da Revista Sinpro Mulher

A terceira edição da revista Sinpro Mulher será o destaque do programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (05). A edição 2016 traz novas reportagens sobre a violência contra a mulher analisadas sob a lente do golpe de Estado, que retirou Dilma Rousseff, eleita democraticamente, da Presidência da República. Um golpe permeado de vários tipos de violências sexistas e misóginas que se refletem nas outras tentativas de golpes na educação, saúde, na luta dos povos indígenas pelas suas terras, na luta das mulheres negras contra a violência e em defesa do bem viver, na previdência Social entre outras.
A Sinpro Mulher 2016 relembra o golpe na discussão de gênero, cuidadosamente inserido no Plano Nacional de Educação (PNE) e no Plano Distrital de Educação (PDE) como um dos mais importantes mecanismos de superação das desigualdades no país, contudo, minuciosamente detectado e devidamente retirado por parlamentares fundamentalistas e comprometidos com a concepção conservadora de gestão dos recursos e patrimônio públicos.
Para falar sobre o tema foram convidadas as diretoras da Secretaria para Assuntos e Políticas para as Mulheres do Sinpro-DF, Eliceuda França, Neliane Cunha e Vilmara Carmo.
O programa TV Sinpro na TV Comunitária vai ao ar, ao vivo, todas as terças, às 17 horas, no Canal 12 da NET. As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana (confira programa a baixo). O programa também é disponibilizado no site do Sinpro para quem não dispõe da TV a cabo.
 
Programação:
Terças – 17h, ao vivo, e reprise às 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30

Sinpro-DF realiza debate feminista e lançamento da Sinpro Mulher

convite
A diretoria colegiada do Sinpro-DF, por intermédio da Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres, convida a categoria para a reunião do Coletivo de Mulheres Educadoras a ser realizado na sede do sindicato, na quinta-feira (7/7), às 19h. Haverá também um debate sobre feminismo intitulado “Uma sobe e puxa a outra!” e o segundo lançamento da terceira edição da revista Sinpro Mulher.
Programação:
16h – Reunião do Coletivo de Mulheres Educadoras
19h – Debate feminista – Uma sobe e puxa a outra!
Mesa: 10 anos da Secretaria para Assuntos e Políticas para as Mulheres no Sinpro-DF – Avanços e desafios
Palestrantes: Eliceuda França, Neliane Cunha e Vilmara Carmo
Mesa: Educação, democracia e igualdade de gênero
Movimentos sociais na luta pela democracia e no combate à violência contra as mulheres
Palestrante: Carmen Foro – vice-presidenta Nacional da CUT
Mulheres nos espaços de poder e no enfrentamento do golpe
Palestrante: Érika Kokay – deputada federal
Educação no combate ao racismo e na defesa da igualdade de gênero
Palestrante: Nádia Rodrigues – professora da EC 13 de Taguatinga
21h – Lançamento da terceira edição da revista Sinpro Mulher para os coletivos de mulheres e a categoria
21h30 – Confraternização
“FEMINISTA é a pessoa que acredita na vida social, igualdade política e econômica entre gêneros”. (Chimamanda Ngozi)

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