II Seminário de Educação Sosicoambiental entra na pauta do TV Sinpro na TV Comunitária
Jornalista: Luis Ricardo
O programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (10) vai abrir espaço para o II Seminário de Educação Socioambiental. O evento, promovido pelo Sinpro, terá como tema “Educação para a sustentação da vida” e será realizado no dia 7 de maio, no Espaço Educador Chico Mendes, situado na Chácara do Professor. Outro tema que será debatido no programa é inauguração do Centro de Convivência Caliandra.
Para falar sobre o assunto e a importância do seminário foi convidada a diretora do Sinpro Iolanda Rocha. “A iniciativa do Sinpro-DF, materializada pela Secretaria de Políticas Sociais, oportunizará a troca de experiências e debates capazes de contribuir para as mudanças necessárias para a construção de um outro mundo possível”.
O programa TV Sinpro na TV Comunitária vai ao ar, ao vivo, todas as terças, às 17 horas, no Canal 12 da NET. As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana (confira programa a baixo). O programa também é disponibilizado no site do Sinpro para quem não dispõe da TV a cabo.
Programação:
Terças – 17h, ao vivo, e reprise às 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30
Começa nesta terça (10), a 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
Jornalista: Maria Carla
Nesta terça-feira (9), mais de duas mil participantes vão se reunir na 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A cerimônia de abertura está prevista para ocorrer às 15h, com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff. Todavia, o evento, que prossegue até o dia 13 de maio, começa às 10h desta terça, com o credenciamento das delegadas. Confira aqui a programação.
Esta edição tem o objetivo de elaborar políticas públicas que assegurem mais participação, direitos e poder para as mulheres. É uma promoção da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) e busca impedir retrocessos nas conquistas das mulheres brasileiras. Representantes dos 26 Estados e do Distrito Federal debatem avanços relacionados aos direitos das mulheres e fazem o diagnóstico das conquistas obtidas nos últimos anos. Como resultado, serão feitas recomendações para o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM).
O processo conferencial (distrital, estadual e municipal), iniciado em junho de 2015 com as etapas preparatórias, mobilizou mais de 150 mil pessoas. “Estamos convictas da força e da luta das mulheres, nos mais diversos movimentos e organizações por todo o país”, afirma a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos. Ela ressalta a importância do trabalho desenvolvido pela SPM nesses 13 anos para garantir os direitos das mulheres. “As ações da secretaria são fundamentais para impulsionar, de forma definitiva, a construção de um Brasil mais justo, desenvolvido, participativo e de igualdade entre homens e mulheres”, afirma.
A novidade da 4ª Conferência é a realização de consultas nacionais com grupos que tradicionalmente encontram maior dificuldade de acesso e expressão nos processos convencionais de participação social. Tudo está sendo preparado para que a diversidade das mulheres brasileiras esteja bem representada na etapa nacional da 4ª CNPM. As seis consultas realizadas asseguraram visibilidade e voz aos vários segmentos, grupos e etnias. Mulheres transexuais, ciganas, mulheres com deficiência, indígenas, quilombolas e de religião de matriz africana tiveram suas Consultas Nacionais. MATURIDADE
“A 4ª Conferência traz uma maturidade construída a partir das lutas pela emancipação e pelos direitos da mulher e pela igualdade de gênero e também pela realização de três conferências que trouxeram as questões da mulher para a pauta do dia. As delegadas terão uma dura tarefa de apontar avanços e, também, apontar os nossos desejos, anseios, sonhos, o que falta muito ainda à mulher fazer acontecer”, afirma Eliceuda França, coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF.
Ela diz que a conferência é um espaço de debate e de disputa e, sobretudo, é uma conquista das mulheres. “Realizar uma conferência nacional com companheiras de diversos setores, do campo e da cidade, com demandas diversas e uma temática relacionada às questões sociais, ao mercado de trabalho, à violência, é assegurar à mulher um espaço plural e muito rico. As mulheres da cidade podendo, lado a lado, discutir com as companheiras do campo, as indígenas, as quilombolas políticas para elas, é sim estar em um lugar democrático, em que a gente pode, de fato, fortalecer a nossa luta enquanto mulher, cidadã, que luta pela democracia, mulher que luta por um espaço nessa sociedade”, afirma.
A diretora do Sinpro-DF diz que, embora seja uma avaliação muito rápida, não resta a menor dúvida de que houve muitos avanços. Ela diz que o fato de ter uma mulher na Presidência da República significa avanço, contudo, considera que houve recuos, uma vez que o país elegeu um Congresso Nacional machista. “Isso nos leva a uma reflexão: a de que a gente precisa repensar a nossa luta pelo espaço de poder. Ou seja, eleger presidenta não significa que nós, mulheres, estamos no espaço de poder. Precisamos eleger a presidenta, construir uma dinâmica de Parlamento – tanto o Poder Legislativo federal como o estadual e municipal – precisamos reorganizar a nossa perspectiva de mulheres nos espaços de poder e dizer para quê”.
E complementa: “Por que precisamos estar nos espaços de poder? Para fazer como os homens? Não. Precisamos estar nos espaços de poder para fazermos uma política com olhar diferente. Com olhar de justiça social, de mais fraternidade, de mais coragem para realizarmos as grandes mudanças necessárias. Assim, a conferência tem muitas tarefas. As delegadas têm que dar conta dessas tarefas, até porque a conjuntura atual é muito mais dura do que a da primeira conferência. Na primeira, nós sonhamos. Partimos do marco zero”. AVANÇOS
Eliceuda conta que foi delegada na primeira conferência. “Éramos sonhadoras. Acreditamos. Organizamo-nos. Divergimos muito. Mas a primeira conferência foi muito importante para nós podermos dizer que o caminho apontado pela conferência era o caminho que deveríamos de seguir”.
A segunda conferência determinou estratégias para as questões que mais afligiam as mulheres. Tivemos a questão prioritária que era a do enfrentamento à violência e focamos nisso a ponto de consolidar na Lei Maria da Penha e na Lei do Feminicídio, ambas sancionadas nos governos da presidenta Dilma Rousseff”, lembra.
A terceira conferência ocorreu dentro da dinâmica das mulheres nos espaços de poder. E culminou com a reeleição de uma mulher para a Presidência da República. Muitas políticas que ocorreram em várias regiões do Brasil, relacionadas à mulher, como, por exemplo, as políticas de campo que reorganizaram as mulheres agricultoras, possibilitando a elas, de forma inédita, o direito ao título da propriedade da terra. Também foram elaboradas políticas que reorganizaram as quilombolas e lhes garantiram também o título a terra, políticas agrícolas e culturais. O mesmo ocorreu com as mulheres indígenas.
A conferência, segundo Eliceuda, tem papel estratégico. “Não podemos abrir mão desse espaço independentemente do governo que esteja no Palácio do Planalto. Acho que nós mulheres temos de ter a coragem de dizer que as conferências são nosso instrumento de luta. Precisamos das conferências para termos esse momento de encontro, em que tudo flui e afunila para o mesmo lugar e possa haver uma troca de experiência e uma construção coletiva”, afirma.
A diretora de Mulheres do Sinpro-DF diz que é “importante ressaltar que uma das conquistas das conferências foi a garantia da Lei das Trabalhadoras Domésticas. Olhando para nós, nesses 100 anos de história das mulheres, e até para a Lei Maria da Penha e a do Feminicídio, nada foi igual à Lei das Trabalhadoras Domésticas. Essa lei é muito forte porque ela destrói os últimos resquícios da escravatura no Brasil. Ela profissionaliza o serviço doméstico e muda concepções”.
A Lei das Trabalhadoras Domésticas oferece as condições definitivas para que o país mude a história da exploração da mulher subjugada num trabalho doméstico. “Muitas vezes, subjugada à violência sexual do patrão; a mulher pobre e negra subjugada numa condição de inferioridade, sendo servil, reafirmando estereótipos descritos nesses livros que a gente tanto condena. A lei enseja essa modificação”, diz.
Essa lei desconstrói preconceitos e rompe de vez o elo com a escravidão. Ela abre as portas da Educação pública para essas trabalhadoras. Estudos mostram que 10% das trabalhadoras domésticas estão fazendo curso superior. E isso só foi possível nos últimos 14 anos em virtude das políticas públicas adotadas pelo modelo de gestão democrático-popular. Tais mudanças, contudo, estão ameaçadas.
“Nós, educadoras e educadoras e, nós, do sindicato, que lutamos por uma educação pública, democrática, de qualidade, gratuita, socialmente referenciada, em todos os níveis, temos um déficit e uma dívida com as pessoas adultas deste país que tardiamente tiveram acesso à educação. Hoje a gente chama de EJA, Educação de Jovens e Adultos. Nesse universo, as que mais sofreram foram as mulheres. Elas é que mais tiveram de abandonar alguma coisa para poder cuidar e formar seus filhos porque temos uma cultura no Brasil de que quem assume mesmo a educação dos filhos é a mulher e isso é muito forte entre nós, na classe trabalhadora com nível menor de escolarização”, declara.
E completa: “Penso que essa lei foi uma das conquistas mais significativas. Ela é fruto de nossa luta, das nossas discussões nessas conferências. É resultado da nossa insistência em oportunizar a educação para todas e todos. O EJA oportuniza isso e essa lei, que consolida nossa luta das mulheres. Fui professora da EJA e vi a importância de essas meninas terem acesso à educação à noite e poder dizer que elas tinham direitos. Todavia, vi também que, às vezes, a escola ensina uma coisa e, ao mesmo tempo, não dialoga com a vida. Por isso, a EJA precisa ser revolucionário para entender porque a Lei das Trabalhadoras Domésticas é importante para aquelas estudantes jovens e senhoras. Muitas vezes, à noite, estamos diretamente em contato com as mulheres que sofrem diariamente com a violência doméstica e elas, muitas vezes, não têm o instrumento da luta”.
A conferência aponta estratégias de luta nos diversos espaços. “No nosso caso, do Sinpro-DF, a Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras se organiza a partir das definições e das estratégias apontadas por essas conferências. A partir daí a gente organiza o nosso coletivo de mulheres educadoras, vê o que é prioridade para a nossa luta e, então, tiramos nossas próprias estratégias”, esclarece a diretora. Ela lembra que essa organização também está harmonizada com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que também definem a pauta específica para a luta das mulheres educadoras e trabalhadoras.
Direitos sociais e trabalhistas ganham fôlego com anulação de impeachment
Jornalista: Maria Carla
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), anulou, na manhã desta segunda-feira (9), a sessão da Casa, realizada entre 15 e 17 de abril, que aprovou a admissibilidade de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
A anulação do impeachment, além de fortalecer a democracia no país e barrar a instalação da eleição indireta para Presidente de República, traz um novo fôlego para a classe trabalhadora, afinal, o conjunto dos direitos trabalhistas e sociais do povo brasileiro está seriamente ameaçado pelo anúncio de uma agenda negativa a partir de um governo colocado pela via do impeachment.
O programa “Ponte para o Futuro” prevê o corte de recursos financeiros e até mesmo a extinção de vários programas sociais de redistribuição de renda, bem como a redução de serviços públicos que atendem direitos sociais no país, como educação, saúde, previdência etc.
O “Ponte para o Futuro”, um documento assinado por Michel Temer, prenuncia também a volta do Estado mínimo e o aprofundamento da privatização de serviços, como a educação e a saúde, e de áreas fundamentais da economia, como o pré-sal, a terceirização dos serviços públicos, a reforma da previdência entre outros.
A diminuição do Estado que propõe o projeto nada mais é que acabar com a saúde pública, a previdência, educação pública. “Isso interessa somente aos ricos e empresários deste país”. A economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Adriana Marcolino, em entrevista sobre o “Ponte para o Futuro, que existe um documento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), apresentado em seu encontro anual em dezembro de 2012, que propõe alteração em 101 pontos da legislação trabalhista brasileira.
Segundo ela, nesse documento, a CNI prevê a revisão da suposta “rigidez da legislação trabalhista, a burocracia e a insegurança jurídicas crescentes, o excesso de obrigações acessórias no salário, a formação de passivos trabalhistas e previdenciários incalculáveis, a existência de instituições do trabalho não alinhadas ao aumento da competitividade e o elevado risco de gerar empregos.”
O programa prevê que o trabalhador se aposente cada vez mais tarde, ganhando cada vez menos e sem direito a nenhum serviço público e de qualidade. Além da previdência, outros direitos correm risco, como a Política Nacional do Salário Mínimo, Sistema Único de Saúde, ENEM, ProUni, Minha Casa Minha Vida, entre outras políticas sociais implantadas na última década.
Governo cria cinco novas universidades e mais 41 campi de Institutos Federais
Jornalista: Maria Carla
O governo federal anunciou a criação de cinco novas universidades e mais 41 novos campi de Institutos Federais (IF). O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff, na manhã desta segunda-feira (9), no Palácio do Planalto.
Os IF oferecem cursos superior e técnico e, entre os cursos superiores, vários destinados à formação de professores. O Instituto Federal Brasil IFB tem oferecido vários cursos na área de formação de magistério.
A Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF) já utilizou o IFB para promover formação de professores (as) da rede pública de ensino com habilitação em artes e dança. Eram professores que atuavam em áreas afins e que precisavam dessa nova licenciatura.
A poucos dias de um possível afastamento do cargo, a presidenta tem feito uma maratona de eventos com vistas a fortalecer, com investimento público, setores da economia e dos serviços públicos que atendem à classe trabalhadora assalariada.
Essas áreas, como salário mínimo, educação, agricultura, saúde, programas de transferência de renda, entre outros, vão sofrer profundos cortes financeiros e alguns serão extintos, como vêm sendo anunciado na mídia.
Nota oficial da CUT sobre decisão do presidente da Câmara dos Deputados de barrar o golpe
Jornalista: Maria Carla
CUT reafirma convocatória a todos os sindicatos, ramos, Estaduais e a todos aqueles que defendem a democracia. E é nas ruas que a gente vai impedir definitivamente este golpe.
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP), anulou, nesta segunda-feira, 9, a sessão realizada entre os dias 15 e 17 de abril, que aprovou o processo de impeachment, o golpe, contra a presidenta Dilma Rousseff.
Para a CUT, além de ter ouvido, de fato, a voz das ruas, que protesta diariamente contra o golpe em curso no Brasil, Maranhão tomou uma decisão extremamente bem fundamentada. Ele listou a forma irregular e ilegal como o processo de impeachment foi conduzido e determinou que seja realizada uma nova votação.
Maranhão considerou que houve vício na votação e citou três deles em sua decisão: 1) os partidos políticos não poderiam ter fechado questão – os deputados tinham de votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente; 2) os deputados não poderiam anunciar publicamente os seus votos antes da conclusão da votação; 3) o Regimento Interno da Câmara dos Deputados foi desconsiderado pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o líder do golpe.
A decisão de Maranhão demonstra que é correta a postura dos movimentos sociais de denunciar mundialmente que no Brasil não está acontecendo um processo de impeachment e, sim, um golpe contra a democracia e contra os direitos dos trabalhadores, um golpe forjado em uma Câmara dos Deputados presidida por um delinquente, segundo afirmou o procurador geral da República, Rodrigo Janot.
A pressão das ruas, dos trabalhadores, da juventude, dos artistas e dos juristas, no Brasil e no mundo todo, levou ao afastamento de Cunha da Câmara dos Deputados e a perda do controle do golpe que ele e o vice-presidente Michel Temer vêm arquitetando para tomar o poder e assumir a presidência da República sem terem conquistado um voto sequer.
Os golpistas vão tentar todos os tipos de recursos para derrubar a decisão de Maranhão. Isso torna o Dia Nacional de Paralisação, nesta terça-feira 10, essencial para a vida do Brasil e da classe trabalhadora. Reafirmamos a convocatória a todos os sindicatos, ramos, Estaduais e a todos aqueles que defendem a democracia. E é nas ruas que a gente vai impedir definitivamente este golpe contra o Brasil e contra a classe trabalhadora
Não vai ter golpe, vai ter rua!
Somos fortes, somos CUT!
São Paulo, 9 de maio de 2016.
Executiva Nacional da CUT
Orientadores educacionais aprovados em 2014 fazem manifestação doando sangue no Hemocentro
Jornalista: Luis Ricardo
Os Pedagogos(as)-Orientadores(as) Educacionais aprovados no concurso público de 2014 farão uma ação de protesto contra a inércia do governo do Distrito Federal, que até o momento não convocou nenhum orientador aprovado. Durante a manhã deste sábado (07) os concursados farão um gesto de carinho com Brasília doando sangue no Hemocentro de Brasília.
O concurso de Orientador Educacional foi homologado em maio de 2015 e até o momento o GDF não convocou nenhum profissional, deixando dezenas de escolas sem nenhum orientador(a) e outras com quantidade insuficiente, mesmo tendo um concurso realizado com aprovados aguardando a convocação. Além do concursado, quem fica mais penalizado nesta história é a rede pública de ensino e os estudantes. Vários deles ficam sem o atendimento a que tem direito e são ignorados por um governo que faz a prática do estado mínimo e não contrata o pessoal suficiente para a realização de uma escola pública de qualidade.
O Sinpro exige a convocação de mais orientadores(as) educacionais para que possamos oferecer aos estudantes uma escola pública de qualidade, uma de nossas maiores lutas.
Sinpro convoca professores e orientadores aposentados para reunião nesta segunda-feira (09)
Jornalista: Luis Ricardo
A Diretoria Colegiada do Sinpro convoca todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) para reunião nesta segunda-feira (09), às 17h, na sede do Sinpro. Na reunião será tratado o atraso de quase 11 meses do pagamento da pecúnia da licença-prêmio (cerca de 9 meses além do que prevê a Lei).
A pecúnia da licença-prêmio é um direito da categoria, previsto na Lei Complementar nº 840/2011, que determina que o pagamento seja feito em até 60 dias após a aposentadoria do servidor. Assumindo uma atitude de não pagar um direito, o governador constrói uma imagem de pessoa que não respeita as leis do Distrito Federal.
Diante disto é importante a participação de todos e todas nesta reunião para que, juntos, possamos conquistar mais esta vitória.
Programa Alternativo mostra cerimônia de revezamento da Tocha Olímpica
Jornalista: Luis Ricardo
A cerimônia de revezamento da Tocha Olímpica será um dos destaques do Programa Alternativo deste sábado (07). No dia 03 de maio o símbolo dos Jogos Olímpicos percorreu vários pontos do Distrito Federal e o Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB) de Taguatinga foi convidado a participar da cerimônia. Estudantes do CEMAB fizeram uma encenação teatral em um palco montado no centro da cidade satélite e ainda houve uma apresentação do grupo vocal Vocalize (da própria escola).
José Augusto Pacheco, professor de música do CEMAB, disse que a notícia de que a tocha passaria por Taguatinga surpreendeu cerca de 2 mil estudantes do Centro de Ensino, trazendo um sentimento de alegria para a comunidade escolar. “Recebemos o aviso com poucos dias de antecedência. A animação foi muito grande. Todas as 99 escolas da cidade foram convidadas a prestigiar e foi certamente um sucesso. Aqui no CEMAB todos nós ficamos mobilizados”, explicou o professor.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Mulheres exigem cassação e prisão de Eduardo Cunha
Jornalista: Maria Carla
Considerado um dos grandes inimigos das causas feministas, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDF-RJ) e sua visão conservadora de mundo são vistos como um retrocesso para a luta por igualdade de gênero, pela autonomia econômica e pela cidadania das mulheres.
Muitas delas acreditam que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o exercício do mandato e da presidência da Câmara do parlamentar, nessa quinta-feira (5), foi um passo positivo contra a onda conservadora que tomou o Brasil após a eleição presidencial de 2014. Outras mulheres, contudo, avaliam que a decisão do Supremo não significa nenhum avanço.
Integrantes do coletivo Rosas pela Democracia consideram um progresso, mas exigem mais avanços. E para demonstrar que estão atentas na defesa dos direitos das mulheres, realizaram, nessa quinta (5), um ato público em frente ao STF, intitulado Pipocaço, para pressionar os magistrados a não só afastá-lo do exercício do mandato, mas também anularem todos os atos dele desde dezembro de 2015. Mas os magistrados avisaram, pela mídia, que o impeachment não será afetado pela saída do parlamentar.
O Rosas pela Democracia promoveu o Abraçaço da Democracia, em frente ao Palácio do Planalto, em solidariedade à presidenta, três dias depois que a Câmara aprovou o impeachment. E realizou o Iluminaço da Democracia, no Senado, com o intuito de iluminar os senadores a fim de que, à luz dos princípios democráticos e da Constituição Federal, eles não dessem prosseguimento à decisão da Câmara.
Uma de suas lideranças, Tati Magalhães, afirma que, para o coletivo, a saída de Cunha é sim um avanço. “Entendemos que ele representa o que há de mais atrasado e perverso para as políticas de promoção dos direitos das mulheres. A gente sabe que os motivos que o ministro Teori Zavascki elencou para afastar Cunha já são claros há muito tempo, portanto, ele não tem legitimidade para promover atos na Câmara dos Deputados”, afirma a ativista.
Vilmara Carmo, diretora da Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, diz que o país ganhou uma batalha nessa guerra contra o conservadorismo. Mas alerta: “Isso significa uma vitória contra o Cunha e toda a política que ele defende? Não. Para tal ele precisa ser cassado”, afirma.
Ela avalia que, “pela primeira vez, em seis meses, o STF ouviu a voz das ruas: agora vamos observar os próximos passos da Câmara dos Deputados. Será que ela vai continuar a ofensiva contra nossos direitos? Ou esse afastamento significará um recuo momentâneo?”, indaga.
A sindicalista afirma que “as leis que ameaçam diretamente a democracia e o nosso fazer pedagógico foram aprovadas e estimuladas pelo posicionamento do deputado Eduardo Cunha, um político que compromete a laicidade do Estado, assim como camufla uma ideologia de empresários que defendem uma população acrítica, incapaz de correr atrás de seus direitos. Como exemplo disso temos a Lei da Mordaça de Alagoas – conhecida como “Lei da Escola Livre”, que, ao contrário do que diz o título, ela pune os professores que emitirem sua opinião em sala de aula, podendo até gerar demissão – e o PL da Mordaça do DF, que tramita na Câmara Legislativa”.
Junéia Batista, secretária Nacional de Mulheres Trabalhadoras da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na gestão 2015-2019, por sua vez, não vê avanço para as mulheres na saída do deputado. “Essa saída dele faz parte de um jogo de cartas marcadas. É combinada com ele. Se ele de fato sair, tem de haver anulação de todos os atos dele na Câmara e, sobretudo, tem de levar consigo todos os outros conservadores que estão com ele nisto. Enquanto esse grupo estiver no Congresso Nacional, mesmo Cunha não estando na cadeira, assinando como presidente da Câmara, ele estará mandando”, afirma.
Ela considera que, desde 2015, quando esse grande número de parlamentares conservadores tomou posse no Congresso Nacional, as mulheres começaram a perder tudo que conquistaram nesses 14 anos de governo democrático-popular. Ela acredita que eles não vão suprimir todos esses avanços agora, de uma só vez. Mas, ao longo do tempo, vão anular cada uma dessas conquistas e eliminar todas, sobretudo as que garantem autonomia econômica, como os programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, e sobre seu próprio corpo.
“Isso vai trazer um imenso retrocesso, principalmente, para as mulheres negras. Temos estudos que comprovam que 10% das trabalhadoras domésticas estão em universidades e que isso só foi possível em razão das políticas públicas adotadas nessa última década e da regulamentação do trabalho doméstico”.
Neliane Cunha, diretora de Mulheres do Sinpro-DF, entende que “neste cenário de golpe à democracia brasileira e aos direitos, às vésperas da 4ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres e diante dos desafios do Plano Nacional de Educação (PNE), as palavras de ordem são: luta, união e mobilização. A importância desses caminhos para os processos tanto de desenvolvimento, de inclusão social, emprego e renda para a classe trabalhadora como para a igualdade de gênero, reconhecimento das diversidades e combate à violência contra as mulheres, nós, feministas, conclamamos educadoras e educadores, estudantes e comunidades escolares, a lutarem em defesa da democracia, da educação pública e contra o golpe que representa um retrocesso aos nossos direitos e a tudo o que conquistamos nos últimos anos”.
Para marcar os 30 anos do Centro Interescolar de Línguas (CIL) do Gama, a instituição preparou três dias de muita festa – 7, 9 e 10 de maio – para toda a comunidade escolar.
De acordo com a direção do CIL, a festa de 30 anos “representa a evolução da estrutura física, do corpo profissional, a memória e a lembrança dos professores que colaboravam com seu conhecimento no processo de aprendizagem de língua estrangeira, de funcionários que participaram deste processo de crescimento do na organização e limpeza do espaço, dos alunos que estudaram e adquirir um ou mais línguas para o seu crescimento próprio e conseqüente crescimento da sociedade. Não podemos deixar fora os profissionais desta escola que contribuíram para o sucesso que é o CIL do Gama hoje. Mas principalmente, não podemos nos esquecer dos alunos que cursaram diversos idiomas e que hoje estão no mercado de trabalho, ou estudando fora do país devido à oportunidade que tiveram. A escola possui mais de 3.500 alunos com certificado de conclusão e recebe a cada semestre novos alunos que querem ter uma oportunidade melhor de vida, trabalho e estudos”. Festa – Para o dia 7 de maio, o CIL do Gama reservou uma tarde de lazer das 14 às 18 horas, com brinquedos infláveis para as crianças e adultos; ações sociais com parcerias como palestras e aulas de Pilates, higienização bucal e dicas de maquiagem; uma sala de vídeoke para cantar em inglês, francês, espanhol, japonês e português; apresentação de karatê, apresentações musicais dos alunos e apresentação de dança profissional; e muito mais! “Lembramos ainda que os que o acesso às atividades é gratuito para os nossos alunos e contaremos também com a venda de comidas típicas representativas de cada idioma. A escola conseguiu a apresentação de um show de 40 minutos de Flamenco que será feito pelo grupo Capricho Espanhol, oportunizando aos alunos vivenciar essa cultura e com um espetáculo gratuito”, explica a direção do Centro.
O dia 9 de maio está reservado para apresentações de salas temáticas, que são trabalhos elaborados pelos próprios alunos nas línguas de estudo e orientados pelos seus professores. Essas apresentações ocorrerão nos três turnos. De forma especial, haverá um culto de ação de graças em inglês às 19 horas, dando oportunidade cultural para os alunos vivenciarem este momento. Haverá também, a inauguração da Sala de Recursos, que atenderá os alunos com necessidades especiais.
No dia 10 de maio será o dia do aniversário com uma grande festa. A escola promoverá um festival de apresentações de música, dança e poesia, enaltecendo as línguas inglesa, francesa, espanhola e japonesa durante todo dia. Em momento exclusivo e especial haverá a cerimônia oficial para anunciar os 30 anos do CIL do Gama, com a presença de representantes de autoridades, embaixadas, ex-diretores, ex-alunos, corpo discente e docente e com atual gestão democrática que realiza este evento com louvor.
Haverá também uma missa celebrada em língua espanhola às 19 horas, para abençoar mais uma vez este acontecimento histórico. O encerramento será feito com apresentações dos alunos e contará com a banda de jazz GTR TRIO que fará um repertório animando a noite de terça-feira.
Os atuais gestores do CIL do Gama enfatizam que “essa história de 30 anos foi repleta de esforço, sacrifício e obstáculos…. mas também de vitória, sucesso e superação. Em todo esse tempo o foco principal foi o ser humano, olhando o aluno como esperança da sociedade, para a construção do nosso futuro. Para nós, a educação é prioridade e acreditamos que nós podemos fazer a diferença”.