Sinpro-DF abre inscrições para seminário de saúde

Começa nesta terça-feira (15) e prosseguem até o dia 11 de abril, as inscrições para o Seminário de Saúde intitulado “As condições de trabalho e o adoecimento da categoria”, previsto para ocorrer no dia 13 de abril, das 8h às 17h, no Auditório da Escola Parque 308 Sul, situada na Entrequadras Sul (EQS) 307/308, Asa Sul. Confira, ao final deste texto, o link no qual os(as) interessados(as) poderão efetuar suas inscrições.  As vagas são limitadas.
Além do tema principal, cuja palestrante é Leda Gonçalves de Freitas, haverá exposição sobre outros assuntos relacionados, como, os temas “Assédio moral no trabalho”, com Adriane Reis de Araújo; “Prevenção e higiene da voz”, com uma fonoaudióloga; “A importância da fala na Clínica do Trabalho”, com Thiele da Costa Muller Castro e Victoria Ayelén Gómez; e “Legislação”, com o advogado Victor Mendonça Neiva.
O seminário traz uma preocupação antiga do Sinpro-DF de criar políticas de combate aos adoecimentos resultantes das relações de trabalho na Secretaria de Estado de Educação (SEEDF). Para conhecer melhor o assunto, a Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador encomendou uma pesquisa pioneira, intitulada “Trabalho e Saúde dos Professores da Rede Pública do Distrito Federal”.
Um levantamento realizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde e Trabalho (Gepsat) do Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho (LPCT), da Universidade de Brasília (UnB), traz dados alarmantes de adoecimento de professores(as) e pedagogo(a)-orientador(a) educacional em virtude das relações de trabalho na rede pública de ensino.
Um dos dados revelados durante os atendimentos realizados pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde e Trabalho no Sinpro-DF é que a readaptação não garante saúde e que os(as) readaptados(as) continuam enfrentando sofrimentos.
“Na relação de prazer e sofrimento no trabalho, os(as) profissionais encontraram o adoecimento, o que gerou a readaptação. Contudo, muitas vezes, na readaptação, esses(as) profissionais se deparam com o sofrimento, o qual causa esvaziamento de desejo, de esperança e uma falta de lugar, que não é apenas física”, indica o documento.
 
Inscrição, clique aqui.
 

Sinpro completa 37 anos de muitas lutas e vitórias

Em 14 de março de 1979 nascia o Sindicato dos Professores no Distrito Federal, entidade de luta reconhecida como uma das mais importantes do Brasil. Desde então, a categoria tem conquistado importantes vitórias. As lutas contra a perda de direitos e por melhorias salariais e de trabalho digno para os professore(as) foram duras, mas a garra de todos(as) nos levou a diversas vitórias.
Mesmo com tantas dificuldades o Sinpro se consolidou como uma entidade de luta, se engajando em todas as batalhas por igualdade, respeito, democracia e solidariedade que mobilizaram a sociedade brasileira ao longo desse tempo. De 5.485 filiados no primeiro ano, passamos hoje a mais de 35 mil sindicalizados(as).
Desde a sua fundação, ainda como Associação Profissional dos Professores do DF, foram muitos desafios, não apenas pela garantia de uma educação pública de qualidade. De lá para cá acabou a ditadura, a duras penas foi conquistada a redemocratização e uma nova Constituição que deu mais liberdade à livre organização dos(as) trabalhadores(as). Durante esse tempo as lutas foram árduas contra a perda de direitos, contra a visão neoliberal do Estado mínimo, contra a flexibilização da legislação trabalhista e por melhorias salariais e de trabalho para a categoria.
Mas a despeito de todas as dificuldades, o Sinpro se consolidou ao longo do tempo como uma entidade cutista, de classe e de luta, se engajando em todas as batalhas por igualdade, respeito e solidariedade que mobilizaram a sociedade brasileira ao longo desse tempo. Para 2016, como não poderia ser diferente, o Sindicato está preparado para novos desafios e combates. Incluem-se aí, especialmente, a luta contra o neoliberalismo – que avança sobre direitos – e pela manutenção do Estado de Direito democrático, inclusive com ações para que os direitos trabalhistas sejam respeitados, assim como os serviços e os (as) servidores(as) públicos(as).
Por sermos uma categoria aguerrida, na mesma medida em que são os desafios, a nossa capacidade de união e combate é o que nos assegura e fortalece nas horas mais difíceis, como nos enfrentamentos que tivemos no ano passado em prol da valorização da carreira, das condições de trabalho e do cumprimento das leis que tangem o magistério público do DF.
Estes 37 anos são só o começo de muitos outros que virão com o Sinpro e a categoria unidos e mobilizados por avanços e novas conquistas! Parabéns a todos e todas que não desistiram da luta e constroem esta história. O Sinpro comemora 37 anos de luta, mas é você, professor e professora, que merece os parabéns.
Histórico de organização da categoria
15/10/1960 – Foi criada a Associação de Professores do Ensino Médio de Brasília (APEMB), tendo existência até o golpe militar de 1964.
8/12/1975 – Após 12 anos de silêncio e repressão, um grupo de 38 professores fundam a Associação dos Professores do DF (APDF).
20/09/1978 – A Associação recebeu o registro do Ministério passando a ser Associação Profissional dos Professores do DF (APPDF).
14/03/1979 – A APPDF recebe carta do Ministério do Trabalho autorizando a denominação de Sindicato dos Professores no DF, de acordo com artigo 515 da CLT.
Maio de 1979 – Intervenção federal no sindicalismo, destituição da diretoria eleita e instalação de uma junta interventora até a eleição e posse de nova diretoria em 21/07/80. A intervenção durou 9 meses.
Lutas e conquistas
2000
– Aumento da GRC de 20% para 30%;
– Fim dos 6 anos sem reajuste.
2002
– 54 dias de greve;
– Reajuste de 10%;
– Retorno do pagamento do auxílio-alimentação;
– Manutenção do GT para cerca de 12 mil professores(as).
2003
– Reformulação do Plano de Carreira com a criação da GSE para os(as) orientadores(as);
– Criação do abono de R$ 59,87.
2004
– Implantação do 2º Plano de Carreira (lei 3.318/04);
– Reajuste de 11%.
2005
– 7 dias de greve;
– Retorno da progressão anual da carreira;
– Redução dos padrões de 31 para 25 na carreira;
– Inclusão da etapa de reajuste abril/2006 (5% de plano de carreira);
– Reajuste de 9,7% (que estava previsto no Plano de Carreira).
2006
– Reajuste salarial em março, abril e junho oriundo do Plano de Carreira (Lei 3.318/04);
– Lei que reajusta o tíquete-alimentação (escalonamento).
2007
– Reajuste linear de R$ 400 com a elevação da TIDEM (para 108%) e GARC (para 43%);
– Reestruturação do Plano de Carreira com incorporação total da GIC, Lei 4.075/07;
– Nova progressão horizontal estabelecendo tabelas de especialistas, mestres(as) e doutores(as);
– Redução de 20% de regência de classe com gozo a partir do 21º ano de regência.
2008
– Greve de advertência de 48h;
– Implantação do Plano de Carreira (Lei 4.075/07) com reajuste médio de 17,20%;
– Reposicionamento dos(as) professores(as) e orientadores(as) nos padrões;
– Regulamentação do Plano de Carreira, Lei nº 4075/07;
– Ampliação da licença-maternidade para 180 dias. (professora efetiva).
2009
– Reajuste de 5% do F.C.D.F.;
– Após 16 dias de greve, garantimos a manutenção do efeito do Art. 32 da Lei 4075/07, que previa reajuste de acordo com o índice do F.C.D.F. (Reajuste de 15,04%).
– Vitórias na Justiça para que a ampliação da licença-maternidade alcançasse as professoras de contratação temporária.
2010
– Reajuste de 10,04%;
– Fim da contrapartida do auxílio-alimentação;
– Conquista da segunda coordenação externa para professores(as) de Atividades.
2011
– Reajuste de 11,14%;
– Reajuste programado para 2012 de 2,69%;
– Reajuste de 54% do auxílio-alimentação (para R$ 304);
– Conquista da segunda coordenação externa para coordenadores(as) pedagógicos(as), professores(as) readaptados(as) e pedagogos(a)-orientadores(as) educacional(is).
– Publicação da Lei que amplia às professoras de contratação temporária, a licença-maternidade.
Após 52 dias de greve em 2012:
– Implantação do auxílio-saúde aos professores(as), orientadores(as) da ativa, aposentados(as) e pensionistas;
– Sancionada a Lei da Gestão Democrática: primeiras eleições em agosto.
– Garantia da integralidade da TIDEM na aposentadoria;
– Constitucionalidade do art. 15 do Plano de Carreira reconhecido pelo TJDF.
– Professores em regime de contratação temporária voltam a receber, na composição salarial, a TIDEM, que havia sido cortada desde o exercício de 2008.
2013
– Reestruturação do Plano de Carreira, Lei 5.105/13;
– Fim do conceito de exclusividade;
– Incorporação da TIDEM;
– Criação da GAPED;
– Regulamentação do Plano de Carreira;
– Reajuste do valor das aposentadorias proporcionais;
– Reajustes salariais em março e setembro;
– Reajuste de 22% do tíquete Alimentação (para R$ 373).
– Após ações vitoriosas do Sinpro na justiça, professoras de contratação temporária passam a ter direito a estabilidade provisória durante a gravidez.
2014
– Reajustes salariais de março e setembro;
– Reajuste do tíquete-alimentação para R$ 394,50;
– Convocação de mais de três mil professores concursados;
– Realização de concurso público para o cargo de Pedagogo-Orientador Educacional
2015
– Greve na primeira semana de aula.
– Reajuste salarial de março (5ª etapa do Plano de Carreira).
– Greve de 29 dias em outubro devido ao calote do reajuste de setembro.
 
https://youtu.be/f8Rj8-Gvwto
 

Reunião para curso básico de formação do Sinpro será na segunda (14)

Na segunda-feira (14) será realizada uma reunião para todos(as) os(as) interessados(as) em participar da 20ª turma do curso básico de formação sindical do Sinpro.
O encontro está marcado para as 19 horas, na Sede do Sindicato. A presença do(a) interessado(a) é fundamental para a inscrição no curso.
 

Sinpro comemora 37 anos com grande show no Parque da Cidade

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A chuva bem que tentou, mas não conseguiu tirar o ânimo das pessoas que compareceram à festa dos 37 anos do Sinpro, comemorados com grande show na Praça das Fonte, no Parque da Cidade, neste sábado (12).
Este ano, a novidade foi abrir a festa a quem quisesse participar. A diretora da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro, Elaine Ribeiro, explicou que “nós sempre trabalhamos com festas voltadas exclusivamente para a categoria, mas há muitos anos vínhamos acalentando o sonho de fazermos uma festa aberta a todos, pois trabalhamos com estudantes, com as famílias dos professores e, em um local fechado, temos a limitação de espaço. Mas a grande intenção é levar o Sinpro à comunidade, pois o nosso diálogo mais visível [com a sociedade] sempre se deu em momentos de campanha salarial, de greve. É um diálogo ‘pesado’, vamos dizer assim, e fica a ideia de só nos comunicamos nesses períodos, o que não é verdade. O Sinpro é uma entidade que vai além, faz realmente parte da comunidade como um todo, e não seria diferente na hora de festejar uma data tão importante como esta”.
Atrações – Para celebrar os 37 anos, o Sindicato escalou um elenco de peso. No palco, Bonni & Belluco, Pato Fu, Arnaldo Antunes e Beth Carvalho – um time eclético, contemplando as principais vertentes do sertanejo, rock’n’roll, MPB e samba.
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Na abertura das apresentações, a dupla brasiliense Bonni & Belluco trouxe a pegada sertaneja, num show diferenciado, levando um estilo romântico, com base no modão – estilo caipira, que segue tendências de duplas sertanejas que fizeram sucesso no país. O clima era dos bailões românticos.
Para Belluco, foi uma ocasião especial. “A categoria dos professores é a que eu mais respeito no Brasil. É uma classe desvalorizada em vários aspectos, mas de uma importância fora do normal. Costumo dizer que os professores são os ‘terceiros pais’. Primeiro vem o pai, depois a mãe e, depois, os professores. Cantarmos aqui é um privilégio, ainda mais no meio de tantos artistas bacanas”, enfatizou.
“Nossa relação com o público de Brasília, com os professores, é a melhor possível. Temos uma gratidão enorme pela cidade, pois começamos nos bares da capital e o público nos acompanha desde então. Esta, inclusive, é a nossa terceira participação em festas do Sinpro”, lembrou Bonni.
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Após o showzão sertanejo, a banda mineira Pato Fu – formado por Fernanda Takai (voz), John Ulhoa (guitarras, teclados, violões e voz), Ricardo Koctus (baixo e voz), Lulu Carmargo (teclados) e Glauco Mendes (bateria) – fez a alegria da galera ao som do melhor rock alternativo.
“[As músicas mais recentes] têm um ritmo mais acelerado, com um teor maior de guitarras”, contou John Ulhoa, que se disse feliz com a recepção na festa do Sinpro. “O melhor é ver como as músicas realmente funcionam bem ao vivo. Posso dizer que os shows têm sido muito bons, mesmo com bastante música nova”. Sucessos como “Perdendo Dentes” e “Eu” também estiveram no repertório, para deleite dos mais saudosos.
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Para a vocalista Fernanda Takai a ideia da diretoria do Sinpro em abrir a festa para a comunidade foi muito positiva, pois “precisamos trazer todo mundo para esta mesma comunhão de artes, espetáculos e ideias, coisa que o Sindicato faz muito bem. Principalmente porque a gente insiste tanto na parceria entre escola e família. Eu sou muito entusiasta da ideia de que o investimento, fortalecimento e reconhecimento dos professores é o que vai fazer a grande diferença no nosso país; falamos, enfim, da formação das crianças. Se tivermos professores motivados, bem preparados, bem remunerados, teremos dado um passo enorme para moldar uma nova sociedade, com um futuro melhor. A gente não vai a lugar algum sem isto estar feito”.
O músico, compositor, ator, poeta, escritor, Arnaldo Antunes foi próximo a subir ao palco. “Estou muito feliz de estar tocando numa comemoração do aniversário do Sindicato dos Professores do Distrito Federal. Estou dando meu apoio para que a gente tenha um ensino cada vez mais valorizado”, disse ele.

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>>> Clique aqui e leia  “Estou muito feliz de estar tocando no aniversário do Sinpro”, diz Arnaldo Antunes
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Já a cantora Beth Carvalho fez do seu show um passeio por suas obras durante seus 50 anos de carreira. A intérprete, que tem seu nome marcado na lista dos maiores ícones do samba, mergulhou no repertório desde seu primeiro sucesso, “1800 Colinas”, a canções que não saem do imaginário do público, como “O Show Tem que Continuar”, “Coisinha do Pai”, “Andança” e “Camarão que Dorme a Onda Leva”.
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Beth Carvalho enfatizou que foi uma honra encerrar a festa dos 37 anos do Sinpro. “Sou do tempo em que professor era mestre, então eu tenho um respeito enorme por essa categoria. Hoje em dia chamam de “tio” ou “tia”, e eu não concordo muito com isso. É o meu protesto”, disse, entre risos. A cantora prometeu para breve um novo disco, “abordando músicas inéditas ou fazendo uma homenagem aos 100 anos do samba”.
A diretora do Sinpro Rosilene Corrêa lembrou que “fizemos a festa dos 37 anos com a cara do Sindicato, que é esse Sinpro cidadão, sempre com um olhar para o todo – cuidando especialmente dos interesses da categoria e da educação pública, mas também lembrando que nós vivemos numa sociedade onde temos a obrigação desse olhar mais amplo. E o que fizemos hoje foi oferecer isso, ou seja, cultura à sociedade. Infelizmente tivemos o contratempo da chuva, mas a intenção foi essa: mostrar para a sociedade que o Sinpro, mais do que organizar a categoria para a luta (muitas vezes tendo que recorrer à greve), é um Sindicato parceiro e que entende que cultura é vida, é educação. Faremos outros atos e vamos continuar com este projeto que é o Sinpro para Todos”.
Fotos: Deva Garcia

“Estou muito feliz de estar tocando no aniversário do Sinpro”, diz Arnaldo Antunes

arnaldo_antunesA comemoração do 37º aniversário do Sinpro-DF agitou a Praça das Flores no Parque da Cidade. E o agito começou na sexta-feira (11), durante a passagem de som do cantor Arnaldo Antunes. Ele deu entrevista para o site do sindicato. “Estou muito feliz de estar tocando numa comemoração do aniversário do Sindicato dos Professores do Distrito Federal. Estou dando meu apoio para que a gente tenha um ensino cada vez mais valorizado”, disse ele.
Apesar do tempo fechado, a festa ocorreu neste sábado (12) com toda animação no Parque da Cidade. A Praça das Fontes, situada perto do Estacionamento 9, inaugurou um novo modo de comemoração do aniversário do Sinpro-DF: aberta ao público da capital do país. Geralmente, essa festa é realizada apenas para a categoria, em ambiente fechado.
A dupla sertaneja Bonni & Belluco foi a primeira a se apresentar. Em seguida, o público pôde ver de graça e dançar ao som da Pato Fu, Arnaldo Antunes e Beth Carvalho. Durante a festa, houve vários tipos de comidinhas e bebidas nos Foods Trucks.
Apaixonado por shows, Arnaldo Antunes diz que, muitas vezes, “gravo disco só para poder fazer show. Ainda mais quando é de graça em espaço público. Aí são os shows mais vibrantes, mais quentes, porque são as pessoas que vão com sede já que não podem pagar um ingresso quando é um show num teatro, numa casa noturna e aí quando tem um show de graça elas vão lá e pode ver e isso é muito vibrante, é muito bom”.
Ele acredita na educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Na opinião dele, tem de haver investimento nas escolas públicas. “Houve um tempo em que a escola pública era a melhor. O ensino público é melhor para o futuro de um país. Podia começar já pagando melhor os(as) professores(as), aumentando os salários, porque é uma classe, talvez, a mais importante para a gente pensar o futuro do país, mas é a mais desvalorizada”.
O músico, compositor, ator, poeta, escritor, Arnaldo Antunes acredita que cultura é civilizatória e que ela faz parte da educação. “As pessoas terem acesso à cultura é uma coisa básica, primária, de qualquer sistema de educação. Acho que é formadora das pessoas. Isso em todas as áreas: na música, nas artes plásticas, no cinema. A cultura acaba, de certa forma, civilizando as pessoas”, afirma.
Ele declara também que a cultura aliada à educação pode contribuir para o Brasil reduzir a criminalidade entre a juventude. “Se a gente acredita em alguma alternativa para a violência, por exemplo, a gente tem de acreditar em educação e cultura, principalmente, porque não é pondo mais polícia que se vai acabar com a violência. Se os jovens da periferia ou dos morros que não têm a opção de lazer, de emprego, educação, etc., se tivessem alternativas, muitos deles, tenho certeza, não seriam seduzidos para a criminalidade”.
Para ele, o futuro da música popular brasileira engloba muita coisa e boa parte dessas coisas existem graças à diversidade cultural do país. “A grande riqueza da cultura brasileira é a diversidade. Qualquer manifestação expressiva tem o seu direito de se revelar, tem de ter o seu espaço e a convivência com as diferenças é que é a grande riqueza que a gente tem”, analisa.
Ele acha que é preciso saber apreciar as diferentes formas de manifestações culturais. “Não gosto dessa coisa das pessoas dizerem que gosta só do Funk, só Hip Hop, só de Rock, só da MPB, só do Samba. Acho que a riqueza musical do Brasil é uma coisa a ser aproveitada integralmente. Tem tanta coisa ainda desconhecida, na verdade, que a gente quer que os meios de comunicação cada vez mais divulguem uma produção que acaba ficando mais obscurecida. Hoje em dia a gente tem internet, que é um veículo de divulgação muito poderoso para as coisas que não estão aparecendo na TV e no rádio. Então de qualquer forma quem quiser procurar as coisas que interessam encontrar”.
Foto: Deva Garcia
 

Inscrições para a 3ª Corrida e Caminhada do Sinpro permanecem abertas

As inscrições para a 3ª Corrida e Caminhada do Sinpro continuam abertas. Foram disponibilizadas 3100 inscrições no total. Se você é professor(a) ou orientador(a) educacional sindicalizado(a), clique aqui para fazer a inscrição, que pede a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal). Para a comunidade em geral, o link para a inscrição é este e a taxa é de R$ 65.
O evento ocorrerá no dia 17 de abril, no Parque da Cidade, no estacionamento 9, comemorando os 37 anos do Sindicato. Os percursos serão de 5km, tanto para a Caminhada, quanto para a Corrida. A largada da Corrida será às 8h30 e da Caminhada, às 8h45.
O regulamento da Corrida pode ser lido aqui.
Participe! Categoria forte é a categoria unida.

Sinpro-DF comemora Dia Internacional da Mulher com debate sobre violência

capa1Mais de 200 pessoas participaram, na noite de terça-feira (8), da comemoração do Dia Internacional da Mulher. Realizada pela Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras, no Auditório Paulo Freire, na sede do Sinpro-DF, a atividade de comemoração do 8 de março deste ano teve o intuito de trazer para a categoria uma reflexão sobre novas formas de violência contra a mulher, como as que ocorrem cotidianamente nas redes sociais da internet.
Para isso, realizou um debate intitulado “Enfrentamento da violência contra a mulher nas redes sociais”. A comemoração contou também com o lançamento do livro “Mulheres Inspiradoras”, organizado pelas professoras Gina Vieira Ponte de Albuquerque e Vitória Régia de Oliveira Pires.
Estiveram presentes várias mulheres do meio acadêmico e político do Distrito Federal, tais como a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE-UnB), Maria Luiza, e a deputada federal Érika Kokay (PT-DF). A deputada falou da coragem e dos medos das mulheres, do Dia Internacional da Mulher e do livro “Mulheres Inspiradoras”.
“Precisamos construir uma sociedade em que gente não tenha de conviver com os pedaços da escravidão, do colonialismo, ou com os pedaços da ditadura na nossa contemporaneidade. É fundamental a gente lembrar que se a educação não resolve tudo, sem ela, contudo, nós não resolvemos nada”, afirmou.
capa_capinhaMulheres Inspiradoras – Antes da realização do debate houve o lançamento do livro. Houve um momento de autógrafos com as organizadoras da obra, as professoras da rede pública de ensino, Gina Viera e Vitória Pires, e com estudantes que tiveram suas crônicas publicadas.
Trata-se de uma coletânea de biografias femininas, com relatos da trajetória de dez grandes mulheres que escreveram seus nomes nas histórias do Brasil e do mundo. Há também a biografia de quatro mulheres do Distrito Federal e outras tantas de mulheres inspiradoras da vida de alguns(as) dos(as) professores(as) que atuam em uma escola de ensino fundamental da Ceilândia.
A professora Gina Vieira falou sobre a execução do Projeto Mulheres Inspiradoras, que deu origem ao livro, numa escola pública da Ceilândia e como ele mudou a visão de mães e avós dos(as) estudantes que participaram do projeto. Ela informou que o projeto Mulheres Inspiradoras recebeu vários prêmios nacionais e internacional.
mesa5Mesa e discursos – Na mesa de abertura, Eliceuda França, coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres, e Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF e representante da CNTE e da CUT-Brasília, discursaram sobre o problema da violência em todos os espaços públicos e privados, incluindo aí os espaços de poder, da escola e das redes sociais, bem como sobre a importância da escola na construção de uma sociedade mais igualitária e justa.
A segunda mesa, intitulada “Enfrentamento da violência contra as mulheres nas redes sociais”, foi coordenada pelas diretoras de Mulheres do Sinpro-DF, Vilmara Carmo e Neliane Cunha. Participaram dela a advogada e ativista feminista, Kamilla Tharrany e a professora Gina Vieira. Após o debate, houve um coquetel e uma atividade cultural com o grupo musical Duetto Cerimoniais.
mesa3A questão de gênero e o protagonismo do Sinpro-DF –  Eliceuda ressaltou o papel de destaque do Sinpro-DF que sempre teve como centro de sua atuação, dentre outros assuntos, a questão de gênero. Ela lembrou que o movimento docente do Distrito Federal e o sindicato estão na vanguarda das políticas em favor da mulher e que o Sinpro-DF foi a primeira entidade sindical da capital a instituir a Secretaria de Mulher como política permanente.
Ela disse que no Dia Internacional da Mulher é preciso reafirmar a luta contra a violência contra meninas e mulheres e empoderá-las para que elas tenham a coragem de denunciar toda forma de violência que sofrem ou que presenciam. A coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF lembrou ainda que em 2016 a Lei Maria da Penha completa 10 anos e, a Lei do Feminicídio, um ano, e que as educadoras da rede pública de ensino do DF devem tê-las como instrumento pedagógico-educacional importante na luta contra todo tipo de violência.
Rosilene, por sua vez, chamou atenção para a mercantilização do 8 de março e o esvaziamento do real sentido do Dia Internacional da Mulher. Segundo ela, o dia tem sido desvirtuado do seu caráter reflexivo sobre a situação da mulher no mundo do trabalho e nas relações sociais para dar lugar, cada vez mais, à celebração da feminilidade, uma estratégia de empresários e comerciantes para enfraquecer o conteúdo político da data e, ao mesmo tempo, para reforçar concepções capitalistas de exploração e exclusão social, como, por exemplo, o incentivo ao consumismo de produtos, como rosas, doces, chocolates e outros objetos destinados ao público feminino.
mais2Março Feminista – Wilma dos Reis, representante da Marcha Mundial de Mulheres, destacou o sucesso do Março Feminista, uma atividade política em defesa da mulher realizada na tarde do dia 8 de março na Rodoviária do Plano Piloto. O Março Feminista foi uma ação conjunta de mais de 30 organizações e coletivos do Distrito Federal que lutam pela igualdade de gênero e racial, contra o patriarcado e o capitalismo e em defesa de outro mundo possível para todas e todos.
mais4Homenagem póstuma – No fim do evento, houve uma homenagem à diretora de Aposentados, Isabel Portuguez, que faleceu em dezembro de 2015. Isabel militou no Sinpro-DF desde o início do sindicato, no fim da década de 1970, porém, sua presença tornou-se constante e imprescindível no movimento docente desde 1992.
A filha de Isabel, Samantha Portuguez, recebeu das mãos da nova coordenadora da Secretaria para Assunto de Aposentados, Sílvia Canabrava, um buquê de rosas lilases e agradeceu a homenagem em nome da família, que também estava presente.
Durante os cinco minutos em que foi exibida uma apresentação de Power Point com imagens de Isabel em vários momentos da luta do movimento docente e da história do Sinpro-DF, as mais de 200 pessoas que estavam no Auditório Paulo Freire a aplaudiram de pé.
Confira fotos:


Fotos: ECOM
 

A assembleia geral do dia 17 é o assunto do Canal da Educação desta quarta (9)

A assembleia geral, que será realizada no dia 17 de março é o destaque do Canal da Educação desta quarta-feira (9). A diretora do Sinpro Rosilene Corrêa abordará o tema durante o programa.
Na assembleia, serão discutidos os temas da campanha salarial de 2016 e serão avaliados os itens que encerraram a greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais em novembro do ano passado.
O programa vai ao ar às 20h desta quarta-feira (11). Ele apresentado quinzenalmente, ao vivo, no site do Sinpro e na TopTV Brasil.
A produção e apresentação são do jornalista Valdir Borges. Perguntas podem ser enviadas ao vivo, através do próprio site do Sindicato (o vídeo disponibilizará um espaço para interação) ou por mensagens via whatsapp, no número (61) 8162-0065.

PL que regulariza o pagamento dos auxílios alimentação e transporte é aprovado na CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou por unanimidade, no final da tarde desta terça-feira (08), o projeto de lei de iniciativa do Executivo que regulariza o pagamento dos auxílios alimentação e transporte dos(as) professores(as) em regime de contratação temporária.
O pagamento destes auxílios era um dos pontos debatidos pela categoria com o GDF durante a greve dos(as) professores(as) de 2015 , encerrada em novembro passado. Na resposta do governo às reivindicações da categoria, a questão figura no item 7 do documento do Executivo. Confira abaixo:
Demandas apresentadas pelo sindicato_pg 01_600
Demandas apresentadas pelo sindicato_pg 02_600
Este debate começou em 2015, quando o Governo do Distrito Federal começou a reinterpretar a legislação vigente, apontando a necessidade de suspender estes pagamentos. Isto acabou se tornando objeto de discussão durante a greve da categoria, que reivindicava a regularidade destes auxílios.
O Projeto de Lei fará esta regularização, permitindo, portanto, que os contratos temporários recebam os benefícios a partir do ano letivo de 2016.
Assim que o Sinpro tiver o teor completo do PL aprovado irá disponibilizar em nossa página. É importante lembrar que uma vez aprovado pela Câmara Legislativa, o projeto ainda segue para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
Leia também:
>>>PL que regulariza auxílio alimentação e transporte dos temporários chega à Câmara
>>> GDF começa a pagar pecúnias de professores aposentados e discute outros pontos de acordo após greve

Nota de falecimento: professora Rosana Ferreira Coutinho de Sousa

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com grande pesar, o falecimento da professora Rosana Ferreira Coutinho de Sousa, da EC 303 de São Sebastião, ocorrido nesta terça-feira (8), em decorrência de acidente automobilístico. A professora seguia de Unaí (MG) para o trabalho, em São Sebastião.
O velório será nesta quarta-feira (9), das 6h às 15h, na Sociedade São Vicente de Paulo, em Unaí (Rua Eduardo Rodrigues Barbosa, 180).
O enterro ocorre no Cemitério Municipal São João Batista (Cemitério Novo), às 15h.
A diretoria do Sinpro-DF presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

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