TV Globo ataca o sistema de cotas e as políticas de inclusão educacional no DFTV

A Rede Globo volta a atacar as políticas afirmativas de inclusão educacional, o sistema de cotas e, com isso, a escola pública e gratuita nas matérias veiculadas no programa de jornalismo DFTV. Na edição do dia 14 de janeiro, numa matéria sobre o aumento do número de estudantes de escolas públicas aprovados no Programa de Avaliação Seriada (PAS), no fim de 2015, a reportagem da TV Globo manipulou o assunto para desacreditar as políticas de inclusão educacional.
Todo o conteúdo da matéria foi elaborado de forma a conduzir o telespectador para Alexandre Garcia – apresentador e comentarista de telejornais – a fim de que ele pudesse concluir com a reportagem com o comentário negativo sobre o sistema de cotas das escolas públicas, classificando-o de “empurrãozinho”. É dessa forma que a Rede Globo desqualifica também a alegria dos (as) professores (as), dos (as) estudantes e de suas famílias.
O conjunto da matéria e comentário acabou por transformar essa matéria “global’ em um ação perversa e de mau gosto que visou, meramente, não só a destruir a autoestima dos (as) estudantes que conquistaram, nesta primeira chamada, 861 vagas da Universidade de Brasília (UnB) por meio do PAS, mas também a desqualificar a política de cotas e a inabilitar o esforço dos (as) professores (as) da rede pública de ensino do DF. Com isso, reportagem e o comentário do jornalista prestam um desserviço à sociedade porque desinformam sobre as políticas afirmativas de inclusão educacional, incluindo aí, os países de primeiro mundo.
O comentário de Garcia repercutiu negativamente nas redes sociais. Flávia Helen, professora da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF) e moradora da Samambaia, foi uma das docentes que protestou e não admitiu ter sua qualificação profissional, atuação, dedicação e conhecimento pedagógico ser desqualificado pela TV Globo, uma empresa privada que desde a sua fundação, em 1965, atua nos bastidores das reformas privatistas da educação pública brasileira.
“Parafraseando Martin Luther King, eu tenho um sonho que um dia o Brasil proporcionará, aos menos favorecidos, igualdade de oportunidades e direitos. Sonho com o dia em que a meritocracia, a homotransfobia, o machismo, serão apenas palavras constadas em um passado distante. Continuarei acreditando na capacidade de todos que, como eu, são fruto da escola pública, moradores da periferia, os quais tiveram seus direitos usurpados pela elite burguesa desse país. Continuo na luta incansável para que esse sonho se torne realidade”, disse ela.
Veja aqui a crítica da professora da rede pública, Flávia Helen, ao comentário de Alexandre Garcia:
 
https://www.youtube.com/watch?v=Z90Zirrr5jU
 
Na matéria do site 247 (confira matéria sobre o tema aqui), chama-se atenção para o fato de que o jornalista da Globo “afirmou que os estudantes cotistas da Universidade de Brasília (UnB) entrariam pelas costas na universidade pública, sem ter, na sua avaliação, mérito para estudar nas instituições federais de ensino superior. Estariam lá por “pistolão”, segundo disse o jornalista. No entanto, diversos estudos do Ministério da Educação já comprovam que os estudantes cotistas vêm tendo desempenho acadêmico superior ao de não-cotistas.”
Uma matéria publicada no site 247 chama atenção para o fato de que Garcia “afirmou que os estudantes cotistas da UnB entrariam pelas costas na universidade pública, sem ter, na sua avaliação, mérito para estudar nas instituições federais de ensino superior. Estariam lá por ‘pistolão’. No entanto, diversos estudos do Ministério da Educação (MEC) comprovam que os estudantes cotistas vêm tendo desempenho acadêmico superior ao de não-cotistas.”
A matéria mostra, por escrito, o trecho em que o comentarista da Rede Globo ataca o sistema de cotas: “‘Temos que pensar na qualidade do ensino. Aqui no Brasil ele é todo assim por pistolão, empurrãozinho, ajuda. A tradução disso é cota. Aí põe lá um monte de gente… só 67%, você viu aí, passaram por mérito. Estão aprendendo como é a vida, a concorrência, sem nenhuma humilhação de receber empurrãozinho. O mérito é a base’, disse o jornalista”, disse Garcia.
O site 247 traz a informação de que “no passado, Garcia já havia causado polêmica ao dizer que o Brasil não era racista até inventarem a Lei de Cotas. Ele seguia o raciocínio de Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, que escreveu o livro “Não somos racistas”, para tentar evitar que o Brasil adotasse políticas de ação afirmativa, existentes nos Estados Unidos há mais de 50 anos”.
Durante o comentário, Garcia introduz também um elemento fora da temática da reportagem ao deixar subentendido que, nos EUA, a educação é considerada de excelência porque atua sob a diretriz e os princípios da meritocracia.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF esclarece que um dos primeiros países do mundo a criar e a adotar políticas afirmativas de inclusão educacional e social foram os Estados Unidos. E informa ainda que o primeiro a usar o sistema meritocrático nas escolas de Nova Iorque, também foi os EUA, modelo que nasceu e morreu nas escolas de lá porque, comprovadamente, foi um fiasco. Agora os governos estaduais neoliberais querem usar algo fracassado no EUA nas escolas públicas brasileiras, como é o caso de Goiás, São Paulo, Paraná, entre outros.
Em 2011, o modelo meritocrático norte-americano afundou e levou junto várias escolas, deixando centenas de estudantes e de docentes no prejuízo. A matéria do jornal Folha de S. Paulo, de 20 de julho de 2011, intitulada “Modelo para SP, bônus para docente em NY é cancelado”, registrou o anúncio do cancelamento do bônus por desempenho concedido aos (às) docentes de Nova Iorque. Assinada pelo repórter Fábio Takahashi, a matéria informava que os norte-americanos desistiram da concessão do bônus por mérito depois de um estudo mostrar que as escolas participantes do programa não tiveram desempenho melhor do que as que ficaram de fora dele.
Os dados usados no estudo foram coletados a partir do início do projeto (em 2007-2008). É exatamente esse modelo fracassado que Garcia menciona na matéria que desqualifica a política de cotas para a rede pública de ensino e, ao mesmo tempo, é a mesma que tem servido de matriz para governos estaduais neoliberais reformular a educação pública para impor a privatização.
Vale lembrar que o governo Rollemberg cogitou, desde o início de seu mandato, adotar a meritocracia nas escolas públicas do Distrito Federal. Ele não desistiu de privatizar as escolas públicas. No Decreto nº o Decreto 37.036/2015, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) no dia 31, ele institui os Grupos de Trabalho do Marco Regulatório do Terceiro Setor.

Confira, a seguir, artigo de estudante da UnB sobre os comentários infelizes do comentarista do DFTV. Informamos que a opinião a seguir não é da diretoria colegiada do Sinpro-DF.

A abominação ética em Alexandre Garcia

João Marcelo

Os comentários de Alexandre Garcia nos telejornais da TV Globo são sempre um festival de impropérios, invariavelmente de cunho elitista. Porém, sua declaração recente em que acusa os alunos ingressos à UnB pelo sistema de cotas de “não possuírem méritos para ingressar na Universidade” revela em sua personalidade um pendor de senhor de escravo, um calejamento próprio de uma classe dominante infecunda e profundamente perversa.

A Lei de Cotas nas universidades completou três anos no ano passado. Fruto da mobilização dos movimentos sociais, logrou colaborar no ingresso de mais de 111 mil alunos negros. Ao contrário do propalado pelos intelectuais da Casa Grande, sua efetivação não precarizou o ensino superior público: segundo dados científicos apurados na avaliação dos 10 anos da implementação do sistema de cotas na UnB, o rendimento dos estudantes cotistas é igual ou superior ao registrado pelos alunos do sistema universal. Outras análises, em dezenas de instituições como Uerj e UFG, coadunam com o diagnóstico.

Os argumentos contrários ao sistema de cotas carregam o signo de uma ideologia que fez com que o País vivesse o colonialismo, a escravidão e a própria ditadura. Está no DNA da classe dominante brasileira buscar impedir à emancipação dos oprimidos, por esses constituírem ameaça ao seu domínio. Para esse fim, ocultam os saqueios e opressões que os povos colonizados foram e são submetidos, ao mesmo tempo em que procuram domesticar o imaginário dos oprimidos a partir de mentiras repetidas à exaustão nos meios de comunicação em massa.

Darcy Ribeiro, fundador da UnB e um dos maiores antrópologos brasileiros, teve ocasião de asseverar que o maior problema do Brasil é sua elite. Segundo ele, as elites brasileiras se apropriam unicamente do poder para usurpar à riqueza nacional, condenando seu povo ao atraso e a penúria (ver O livro dos CIEPS, 1986:98). Por isso, carregamos a inglória posição de terceiro país mais desigual do mundo.

Alexandre Garcia é um conhecido bajulador das hostes oficias. Foi aliado de Ernesto Geisel e porta-voz do ditador João Batista Figueiredo. Foi exonerado após postar seminu numa revista masculina. Apoiou a candidatura de Maluf no Colégio Eleitoral. Foi um dos artífices da cobertura global que favoreceu a ascensão de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. É, pois, co-participe da tragédia social, política, econômica e ideológica da sociedade brasileira.

A TV Globo, que abriga essa triste figura, é a principal aliada de todas as causas abomináveis patrocinadas pela elite contra o povo brasileiro. Sustentou o golpe de 1964, franqueou amplo apoio ao regime militar, deu sustentação aos governos conservadores após a redemocratização. Seu jornalismo sempre perseguiu os movimentos sociais e lideranças populares, cuja expressão mais retumbante foi o herói da pátria Leonel de Moura Brizola.

Quando insulta os alunos da rede pública egressos pelo sistema de cotas, o jornalista vê nisso paternalismo e esmola. É compressível. Quem ascendeu na carreira com favores e migalhas dos plutocratas só pode enxergar nos outros os vícios que carrega. Felizmente, o povo brasileiro não permitirá que a direita apátrida coloque suas mãos sujas de sangue em seus direitos mais caros, para a tristeza do jornalista e seus correligionários.

Os prejuízos da privatização da escola pública e o fracasso nos EUA

O combate à privatização da educação pública estadual do Estado de Goiás prossegue mais forte a cada dia. Neste fim de semana, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) irá realizar um ato político-cultural em defesa da educação universal, pública, gratuita e de qualidade e de apoio às ocupações, que vêm ocorrendo em Goiás, contra as Organizações Sociais (OS).
O protesto será realizado neste domingo, dia 17/1, a partir das 9h, na Praça do Trabalhador, em frente à antiga Estação Ferroviária.  A atividade contra a privatização denominada CULTURATA terá música, teatro, dança, circo, skate, artesanato, cinema, cultura afro, cultura indígena, literatura e poesia.
O Sintego pede, a quem participar, levar uma contribuição para assegurar a luta dos (as) estudantes, pais e professores (as) que estão nas 24 ocupações em todo o estado. Todo produto é importante. Os ocupantes precisam de arroz, feijão, macarrão, batata, óleo, abobora, chuchu, melancia, manteiga, farinha, sal, açúcar, massa para bolo, leite, papel higiênico, desinfetante, saco plástico, sabão, etc.
Tentativa de privatização é antiga
Os empresários da educação do Brasil não conseguiram privatizá-la e nem inserir na Constituição Federal de 1988 essa proposta. Uma das primeiras manifestações ocorreu durante a Constituinte, no fim da década de 1980, quando a rede privada sugeriu a compra das vagas ociosas de escolas particulares pelo governo.
Era uma proposta semelhante ao que ocorria no Chile, local onde se usa vouchers – créditos em dinheiro que podem ser usados pelas famílias para matricular seus filhos num sistema de ensino em que predomina a iniciativa privada. A ideia não prosperou, mas começa a ser repensada.
Em 2011, o tema foi tratado em um seminário internacional, realizado no Centro Ruth Cardoso, em São Paulo. Após isso, oito entidades empresariais se juntaram, entre elas a Casa do Saber, Parceiros da Educação e o Instituto Unibanco, e elaboraram o documento A transformação da qualidade da Educação Básica pública no Brasil, no qual apresentam a proposta rechaçada na Constituinte em 1987.
O documento trazia a proposta de se implantar, no Brasil, o chamado modelo das Escolas Chaters (contrato). No documento brasileiro, os empresários argumentam que “o que se propõe é incentivar a criação de arcabouços institucionais e normativos para regular os diferentes graus de participação de instituições não governamentais, com e sem fins lucrativos, na gestão de escolas ou sistemas de ensino público (…)” .
Para execução desse projeto, os pesquisadores propuseram a extensão do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para as escolas privadas para que elas pudessem também receber financiamento público, e citaram como precedente o programa ProUni, que troca créditos fiscais do governo por vagas no ensino superior para jovens de baixa renda.
Vale lembrar que, no Brasil, a educação básica pública e gratuita atende à 86% da população em idade escolar. Diane Silvers Ravitch – uma historiadora da educação, analista política educacional, e professora pesquisadora na Universidade de New York University’s Steinhardt –Escola de Cultura, Educação e Desenvolvimento Humano – divulgou, em seu blog (confira aqui o blog da historiadora), um documento em que denuncia a falência das Escolas Chaters na Carolina do Norte, EUA.
No relatório (confira aqui), a pesquisadora informa que, após 12 de uso, o governo escondia o fracasso do modelo naquela unidade da confederação. Nas conclusões os autores são mais claros quanto à segregação dos estudantes. Confira a seguir um dos trechos do relatório:
“Uma característica definidora das escolas charters é que elas introduzem um forte elemento de mercado na educação pública. Neste artigo, vamos examinar a evolução do sector das escolas charters na Carolina do Norte entre 1999 e 2012 através da lente do modelo de mercado. Nós examinamos as tendências do mix de alunos matriculados em escolas charters, o desequilíbrio racial das escolas charters, padrões de qualidade de estudante emparelhados pela composição racial das escolas, e a distribuição dos ganhos de desempenho em pontuação de teste, comparados com aqueles em escolas públicas tradicionais. Além disso, usamos modelos de efeitos fixos de estudantes para examinar medidas causais plausíveis de eficácia da escola charter. Nossos resultados indicam que as escolas charters na Carolina do Norte estão cada vez mais servindo aos interesses dos estudantes brancos relativamente capazes em escolas racialmente desequilibradas, e que apesar das melhorias no setor de escolas charters ao longo do tempo, as escolas charters ainda não são mais eficazes, em média, do que as escolas públicas tradicionais”.
O Sintego, por sua vez, pontua alguns prejuízos que a educação pública e gratuita brasileira e as categorias de trabalhadores da educação irão obter com a privatização via OS.
Concurso público
Um dos prejuízos é que a gestão por OS acaba com o concurso público. O concurso público como meio para acesso às vagas de emprego no Estado é uma das conquistas dos (as) trabalhadores (as) do serviço público na Constituição de 1988. “A exigência do concurso público foi para acabar com o clientelismo e para que os trabalhadores em geral, notadamente os da educação, tivessem estabilidade”, afirma o secretário geral do Sintego, Arquidones Bites.
Com as OS, o governo quebra a Constituição e implantará a rotatividade intensa entre trabalhadores da educação. Há seis anos o governo do Estado de Goiás não promove concurso público para professor das escolas estaduais.
Salário e fim do sindicato
O modelo de gestão por OS vai trazer para os (as) trabalhadores (as) pelo menos dois grandes prejuízos nos seus salários. O primeiro: os trabalhadores que vão ser contratados pela OS não vão receber o piso salarial. O segundo: eles não terão o direito à carreira.
“Os trabalhadores efetivos, teoricamente, não terão redução salarial porque a Constituição Federal não permite. Porém, vai dificultar a nossa luta porque esse tipo de coisa divide a categoria. Ela terá, no meio dos trabalhadores da educação da rede estadual, três categorias: uma que é o contrato feito pela própria Secretaria de Educação que não serão ligados às OS; os contratos das escolas de OS; e os efetivos da educação que são por concurso”, explica o sindicalista.
Ele diz que no mesmo serviço haverá, no mínimo, três tipos de contratação, acaba formando três categorias e, isso, enfraquece a luta, que é o propósito do governo do Estado de Goiás e de qualquer governo ligado ao empresariado da educação: enfraquecer o sindicato e a categoria por buscar os seus direitos.
Ensino-Aprendizagem
Outro grande prejuízo é no campo do ensino-aprendizagem. “Entendemos que à medida que se terá uma rotatividade de professor, haverá a diminuição da qualidade do ensino. Além disso, defendemos que o (a) professor (a) tenha incentivo para estudar. No caso desse (a) professor (a) que contratado por OS, ele é temporário, se o governo oferecer um aperfeiçoamento, mesmo que ele faça esse aperfeiçoamento, não irá ser aproveitado posteriormente, visto que o (a) professor (a) logo terá de sair porque ele não é efetivo do serviço público de educação”, explica o secretário geral do Sintego.
Eleição para diretor de escola
A eleição para diretor será um dos primeiros prejuízos. Importante para a categoria docente, a eleição para diretor será duramente prejudicada com a contratação das OS. “Depois de muita luta, conquistamos o direito de eleger o diretor de escola. Hoje, o diretor de escola é eleito pela comunidade escolar”, diz o sindicalista.
Ele informa que “a secretária de Educação de Goiás disse que o diretor eleito vai continuar. A diretoria do Sintego explica que os diretores eleitos recentemente vão continuar porque será difícil, neste primeiro momento, ser retirados, porém, no futuro, a gente não sabe se vai ter eleição”.
O sindicalista diz ainda que esses eleitos e que estão hoje no cargo de diretor vão perder a condição de gestor. “Quem vai contratar, hoje, por exemplo, quem contrata é o estado e quem faz a modulação é o diretor. No caso da OS, o diretor estará lá de fantoche porque quem vai, realmente, fazer a modulação será a OS, a empresa contratada pelo governo. Ou seja, quebra outra conquista da categoria docente. O diretor não terá mais autonomia para gerir a escola. A OS, portanto, vem para ferir os princípios da educação pública de qualidade”, assegura.
Pagamento de mensalidade
Outra preocupação do Sintego é com a completa privatização de educação pública com exigência de pagamento de mensalidade dos (as) estudantes. “Neste primeiro momento, em todas as propagandas, o governo diz que não haverá pagamento de mensalidade. Mas, para adotar o modelo com aceitação popular, o governo dissemina uma publicidade institucional que não diz inteiramente a verdade. Tanto é que não aceitou em nenhum momento realizar audiências públicas para aprofundar o debate para conceituar e esclarecer todas as dúvidas sobre este modelo de gestão”, afirma Bites.
Assim, na avaliação do sindicalista, “nesse primeiro momento, não vai pagar, mas receamos que nos anos seguintes isso ocorra como tem ocorrido com as chamadas “escolas militares”. Atualmente, o Estado de Goiás já está com 25 escolas militares. As escolas públicas estaduais transformadas em escolas militares estão cobrando taxas altas pelos uniformes e outras coisas. No primeiro ano, não cobra, mas no ano seguinte, certamente vão cobrar mensalidade dos estudantes. São taxas a serem cobradas da comunidade”, denuncia.
Corpo administrativo
Há 16 anos o governo do Estado de Goiás não realiza concurso público para contratação de pessoal administrativo nas suas escolas. Isso não foi coincidência. O governador Marconi Perillo oficializa isso com as OS. “Na verdade, os (as) trabalhadores (as) da educação já estão sendo penalizados em Goiás há 16 anos, a OS vem oficializar isso. Ou seja, acaba com a expectativa da realização de concurso público para esse setor. Se não tinha antes, agora, com as OS, é que não haverá mesmo concurso público”, afirma Bites.
O sindicalista diz ainda que “o Estado de Goiás atravessa a quarta gestão do governo tucano de Marconi Perillo. Isso que está acontecendo é uma política neoliberal e vem ocorrendo nos sucessivos mandatos do PSDB que há mais de 20 anos está no poder, em Goiás. Essa privatização está orquestrada há muitos anos”.
Marconi Ferreira Perillo Júnior (Goiânia, 7 de março de 1963) é um político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). É o atual governador de Goiás, estando em seu quarto mandato. Ele foi governador nos seguintes mandatos: 1999 a 2002, 2003 a 2006, 2011 a 2014, e, atual mandato que começou em 2015 vai até 2018.
Com informações de noticiário de várias mídias da internet, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do blog Avaliação Educacional – Blog do Freitas
Confira a seguir as matérias que estamos produzindo:
Decreto de Rollemberg de 30 de dezembro visa à privatização dos serviços públicos
Governos neoliberais lançam propaganda para dizer que adoção de OS não é privatização
Governador de Goiás inicia, em Anápolis, a privatização das escolas da rede pública estadual
Goiás e São Paulo atuam articulados para privatizar a educação

Sinpro convida categoria para ato/caminhada na "pipoca" da Corrida de Reis

A Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro convida professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa e aposentados(as) para participar da Corrida de Reis, na chamada “pipoca” (local destinado aos atletas que não realizaram a inscrição na prova), localizada na parte final, atrás dos inscritos na corrida.
Será realizado um ato em forma de caminhada/corrida, na qual será lembrado ao governador do pagamento da pecúnia das aposentadorias de professores(as) e orientadores(as) educacionais. E também para ressaltar que Rollemberg não chamou nenhum pedagogo(a)-orientador(a) educacional aprovado(a) no concurso de 2014. Enquanto isso, escolas sofrem com a ausência deste profissional e outras que possuem em um número bem abaixo do ideal. Portanto, orientadores(as) educacionais, participem!
A concentração será no domingo (31), a partir das 8h30, entre o Mané Garrincha e o Nilson Nelson. Para ajudar na identificação e para chamarmos a atenção da população para o fato de que Rollemberg não está cumprindo o acordo que suspendeu a greve, o Sinpro sugere que todos usem a camisetas dos aposentados ou a que faz alusão ao calote do governador, pois ele não paga os(as) aposentados(as) e também não chama nenhum(a) orientador(a) educacional já aprovado em concurso.
Participe!

Comissão de Negociação se reúne com GDF e cobra pendências

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A comissão de negociação do Sinpro-DF se reuniu, na manhã desta terça-feira (12), com a representante da Casa Civil do Governo do Distrito Federal (GDF), Mari Trindade, dentre outros pontos de pauta, a pecúnia dos (as) aposentados (as) da categoria docente da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF).
Na reunião, além de cobrar a data do crédito da pecúnia, a comissão de negociação também cobrou a realização de concurso público para professor (a), tendo em vista que a previsão é a de que irá faltar professores (as) na rede pública de ensino em 2016, e a convocação dos (as) pedagogos(as)-orientadores(as) educacionais aprovados do concurso realizado em 2014 e homologado em 2015.
A comissão de negociação lembrou, novamente, à equipe do governo, de que o GDF não convocou até hoje nenhum dos (as) pedagogos(as)-orientadores(as) educacionais aprovados. Há um ano cerca de mil pedagogos(as)-orientadores(as) educacionais aprovados em concurso homologado em 2015 aguardam convocação do GDF.
As últimas contratações desse profissional pela SEEDF ocorreram no fim de 2009. Ao não convocá-los, a SEEDF se mantém na ilegalidade porque não cumpre o previsto no artigo 3º, inciso I da Lei nº 5.105/2013 (Lei do Plano de Carreira), em cujo Anexo I está a informação de que 1.200 é o quantitativo de vagas para esse cargo.
Na reunião, foi discutido também o problema do BRB. A comissão cobrou do governo agilidade na questão da negociação das dívidas da categoria com o banco, uma vez que o BRB propôs iniciar o período de negociação das dívidas na segunda quinzena de janeiro.
A representante do governo, Mari Trindade, comprometeu-se a trazer informações sobre todos os itens discutidos na reunião desta terça na próxima reunião de negociação.
Fotos: Deva Garcia

Sinpro realiza reunião com aposentados nesta quinta (28), às 14h

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A Comissão de Negociação do Sinpro retomou a reunião com representantes do Governo do Distrito Federal na tarde desta quarta-feira (27), no Palácio do Buriti. Desde o início da manhã os(as) professores(as) mantêm vigília em frente ao Palácio do Buriti aguardando uma resposta do GDF. A diretora Silvia Canabrava ressaltou que “este assunto já foi discutido e faz parte do documento assinado pelo Governo, que suspendeu a greve da categoria. Mais de 400 professores estão sendo prejudicados e não aceitaremos este desrespeito com quem trabalhou pela educação do Distrito Federal”, diz a diretora.
Durante o encontro o governo não apresentou um cronograma para o pagamento da pecúnia dos(as) professores(as) que se aposentaram entre junho e dezembro de 2015 e disse que no mês de janeiro não haverá crédito do pagamento. Os representantes do GDF disseram que o pagamento será feito nos meses de fevereiro e março de 2016.
Cerca de 200 professores que se aposentaram de agosto a novembro de 2015 correm o risco de não receber a pecúnia, uma vez que o governo está reinterpretando o acordo de greve dizendo que o empenho de pagamento é para quem se aposentou até julho do último ano. Esta atitude é um verdadeiro retrocesso no processo de discussão, já que o governo diz que os(as) professores(as) que se aposentaram de agosto a novembro não serão pagos até março, conforme o entendimento no documento que suspendeu a greve.
O Sinpro protestou com veemência o posicionamento do governo e continua exigindo uma reunião com o governador Rodrigo Rollemberg para tratar do assunto. O diretor Cleber Soares enfatizou que no momento que o governo não faz o pagamento mês a mês, o Sindicato é obrigado a afirmar que o GDF está descumprindo a lei. “No processo de negociação realizado durante a greve de 2015, em todas as falas do governo foi afirmado que haveria pagamento da pecúnia a cada mês. Exigimos que este acordo seja cumprido e os créditos pagos com celeridade”.
Com o objetivo de discutir o assunto o Sinpro marcou uma reunião com os(as) professores(as) aposentados(as) para esta quinta-feira (28), às 14h, na sede do Sindicato. É importante a presença de todos e todas na reunião.
Fotos: ECOM

Sinpro disponibiliza Agenda do Professor e Orientador Educacional 2016 para sindicalizados(as)

O Sinpro está disponibilizando a Agenda do Professor 2016, para todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados (as).
Elas já podem ser retiradas na Sede do Sindicato a partir desta quinta-feira (28). Nas subsedes, elas estarão disponíveis a partir de sexta-feira (29 de janeiro).
Cada professor(a) ou orientador(a) educacional só poderá retirar a sua própria agenda.
 

Rollemberg começa terceirização de serviços públicos

Embora discursos em contrário durante a campanha ao GDF, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) fez publicar no Diário Oficial do Distrito Federal da terça-feira (26) dois decretos – nºs 37.080 e 37.081 – que qualificam Organizações Sociais (OS) para executar projetos e programas de governo.
Decreto n° 37.080 e 37.081 de 25.01.16
Na realidade, o emprego de OS pelo governo nada mais representa do que abrir as portas à terceirização de atividades de Estado.
Vale lembrar que a Fundação Roberto Marinho, durante o governo Arruda, em 2008, foi contratada para ministrar cursos a professores e entregar material. Afora os problemas de sempre, o material entregue era totalmente fora da realidade do Distrito Federal, portanto, inadequado ao que se propunha. Esse material, na verdade, era um “enlatado” produzido pela Rede Globo com questões pertinentes ao Estado de São Paulo.
O mesmo governo Arruda trouxe o Instituto Sangari, organização que distribuía na rede pública de ensino produtos de ciências, os “laboratórios” que estão por aí sucateados. Esta OS é objeto até hoje da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção no Distrito Federal durante aquele período.
Na avaliação do Sinpro-DF, o pior é que as tais OS se intitulam “sem fins lucrativos”, o que nos traz a falsa ideia de que não há dinheiro público sendo investido. Ou seja, a organização vai sim receber recursos públicos para administrar projetos que podem vir a se assemelhar a questões do passado recente, no governo Arruda, como os projetos da Fundação Roberto Marinho e da Sangari. Pelo visto, o GDF pretende mesmo interferir da educação do DF, abrindo portas para a terceirização via contratação de OS”.
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Segundo o GDF, os decretos apenas qualificam as OS, não significando, portanto, que elas efetivamente irão prestar serviços ao governo nas áreas de Educação e Saúde.
O Sinpro-DF continuará atento a todos esses movimentos que giram em torno da terceirização e que exigem o acompanhamento integral da categoria docente.
Inclusive, o Sindicato vem há vários dias denunciando a situação no DF e em outras localidades. Confira a seguir as matérias que já produzimos:
Os prejuízos da privatização da escola pública e o fracasso nos EUA
Decreto de Rollemberg de 30 de dezembro visa à privatização dos serviços públicos
Governos neoliberais lançam propaganda para dizer que adoção de OS não é privatização
Governador de Goiás inicia, em Anápolis, a privatização das escolas da rede pública estadual
Goiás e São Paulo atuam articulados para privatizar a educação

Professores fazem vigília pelo pagamento da pecúnia dos aposentados

Desde o início da manhã desta quarta-feira (27), os(as) professores(as) mantêm vigília em frente ao Palácio do Buriti. O GDF deve a pecúnia da aposentadoria dos(as) professores(as) que se aposentaram entre junho e dezembro de 2015. A diretora Silvia Canabrava ressalta que “este assunto já foi discutido e faz parte de o documento assinado pelo Governo que suspendeu a greve da categoria. Mais de 400 professores estão sendo prejudicados”, diz.
O Sinpro está providenciando almoço para os participantes e reforça o chamado para que profissionais da ativa e aposentados(as) compareçam ao Palácio do Buriti e participem deste ato.
Às 17h30, Sérgio Sampaio (Chefe da Casa Civil) e Mari Trindade (Subsecretária de Relações do Trabalho e Terceiro Setor) receberão a Comissão de Negociação do Sindicato.
 

Nota de falecimento: professor Sídinei Jose Rosa

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com grande pesar, o falecimento do professor aposentado Sídinei Jose Rosa, do CEI 210 de Santa Maria, na madrugada desta quarta-feira (27), em decorrência de complicações ocasionadas pelo diabetes. Até a aposentadoria, o professor era delegado sindical do Sinpro-DF junto àquela escola.
O velório será nesta quarta-feira, das 15h às 17h, no Cemitério Parque Memorial Novo Gama.
A diretoria do Sinpro-DF presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Professores aposentados farão concentração em frente ao Buriti na 4ª-feira, dia 27

A secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro convoca os profissionais que se aposentaram de junho de 2015 até hoje, e que não receberam a pecúnia das licenças-prêmio, para uma concentração em frente ao Palácio do Buriti.
A atividade, que visa a pressionar o GDF a efetivar os pagamentos com mais celeridade, será na quarta-feira, dia 27, às 10h.
A diretora Silvia Canabrava ressalta que assunto já foi discutido e faz parte do documento assinado pelo GDF que suspendeu a greve da categoria no final do ano passado.
Silvia informou ainda que o Sinpro encaminhou vários pedidos de reunião para debater a questão ao GDF. Porém, nenhum deles foi respondido até agora.
Vamos participar!

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