MPDFT tenta impedir pagamento do reajuste salarial de março

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A quinta e a sexta parcelas do reajuste salarial do plano de carreira dos(as) professores(as) e os reajustes salariais de 100 mil servidores(as) públicos(as) podem não ser pagos pelo Governo do Distrito Federal(GDF). A ameaça do não pagamento de mais esse direito trabalhista poderá ocorrer neste mês de março caso uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) seja julgada procedente pela Justiça.
Nessa sexta-feira (27), o MPDFT ajuizou Adin, com pedido de liminar, contra 33 leis que concedem reajustes para diversas carreiras do Distrito Federal. No entendimento do Procurador-Geral de Justiça (PGJ), “os aumentos foram concedidos sem previsão de dotação orçamentária e em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.
A notícia veiculada neste sábado (28) no Correio Braziliense dá conta de que todas as leis alvo da ação foram votadas em 2013 e que, “para fundamentar a solicitação, o PGJ alega ataques a várias normas legais vigentes” e que “o principal problema, de acordo com a Procuradoria-Geral de Justiça, é a falta de previsão orçamentária em 2015 para cumprir com as obrigações salariais proporcionadas pelos aumentos”.
A pressa para executar o choque de gestão (medidas neoliberais que visam ao enxugamento do estado) no Distrito Federal é tão afoita que até o MPDFT, que deveria ponderar seus encaminhamentos antes de pôr em andamento uma ação como esta, desconsidera totalmente o processo legislativo sob o qual as leis que concedem reajustes a servidores(as) são criadas.
Esclarecimentos
Durante o processo legislativo, a lei criada para conceder reajuste, obrigatoriamente, altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e diz, antecipada e claramente, de onde serão retirados os recursos financeiros para a execução desses reajustamentos previstos.
Assim, esse dinheiro já está previsto no Orçamento do Distrito Federal. A LDO também prevê, em 2015, as receitas necessárias para o cumprimento dos reajustes. Prova disso é que várias categorias, como as da Justiça, já receberam o reajuste em janeiro.
No caso da categoria dos(as) professores(as), cujo plano de carreira (Lei nº 5.105/13) foi votado em 2013, as parcelas foram pagas normalmente até a troca de governo e, consequentemente, da troca da filosofia política do projeto econômico para a cidade. Os reajustes do plano de carreira da categoria docente foram distribuídos em seis parcelas, das quais quatro já foram pagas em 2013 e 2014 normalmente com previsão no Orçamento do DF.
Este ano o GDF deverá pagar as duas últimas parcelas: uma em março e outra em setembro. E foi justamente por prever essa situação que a categoria decidiu, na assembleia geral dessa sexta-feira (27), suspender a paralisação iniciada no dia 23 de fevereiro, retornar às salas de aula e esperar, em estado de mobilização, o comportamento do governo até o dia 9 de abril.
Greve
Caso não cumpra o calendário de pagamentos (que prevê até mesmo a possibilidade de quitar tudo em marco – item 1 do documento – confira ao final da matéria) e não pagar o reajuste do plano de carreira previsto e orçado na LDO, a categoria irá deflagrar greve geral por tempo indeterminado.
Essa greve não foi deflagrada na assembleia dessa sexta porque os(as) professores(as) avaliaram que se a iniciassem agora poderia chegar ao início de abri com pouco fôlego para sustentar uma paralisação na hora em que o governo se negasse a executar também o reajuste do plano de carreira.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF entende que a decisão tomada nessa sexta foi difícil porque a categoria está desgastada e muito insatisfeita em razão dos salários atrasados desde 2014 (férias, 13º dos aniversariantes de dezembro, diferenças do 13º dos aniversariantes de janeiro a agosto, rescisão de contrato dos temporários).
No entanto, optou pela estratégia de manter o fôlego para garantir, em abril, um movimento forte que assegure também a luta pelo reajuste de março, o qual deverá cair nas contas no quinto dia útil de abril. Por isso, a categoria se mantém mobilizada, com assembleia marcada para o dia 9 de abril, com previsão de indicativo de greve, caso o governo não cumpra o acordo de pagamento dos atrasados e não pague o reajuste salarial de março.
Memória
Em 2009, quando o GDF tentou congelar o salário da categoria docente, uma greve forte derrubou o projeto de choque de gestão do governo da época e conquistou o reajuste salarial daquele ano.
Confira a seguir o documento com o compromisso que o GDF assumiu de pagar os atrasados:
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Senador envia nota de apoio pela decisão da assembleia geral desta sexta

O senador Hélio José (PSD) enviou, na tarde desta sexta-feira (27), nota de apoio à decisão da categoria de suspender a paralisação até abril. Confira a seguir a nota.
NOTA DE APOIO AO SINDICATO DOS PROFESSORES – SINPRO/DF
Senador Hélio José apoia a decisão da maioria da categoria, representados pela diretoria do Sinpro-DF, de suspender a paralisação.
Após mais de seis horas de reunião com o GDF, a maioria dos trabalhadores da educação decidiu dar uma trégua ao governo até o dia 9 de abril, quando a categoria espera que seja cumprido o acordo firmado na reunião.
O parlamentar apoia os professores e demais profissionais da educação, que lutam por seus direitos trabalhistas em função do caos financeiro deixado pelo governo anterior. O senador irá acompanhar o cumprimento do acordo pelo GDF e coloca o seu gabinete à disposição de todos os servidores do DF.
Aproveita também para prestar total solidariedade à direção da entidade que segundo relatos publicados na mídia saíram escoltados do carro de som, em protesto de um pequeno grupo de trabalhadores que queriam a radicalização do movimento.

Professores(as) suspendem paralisação até abril

IMG_20150227_164758670A decisão foi aprovada durante a assembleia geral desta sexta-feira (27). A categoria definiu que irá voltar às salas de aula nesta segunda-feira (2/3), contudo estará mobilizada até o dia 9 de abril, quando realizará uma nova assembleia com indicativo de greve.
Essa decisão está relacionada com o reajuste salarial a ser executado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em março, proveniente do plano de carreira em curso. A categoria exige que o governo pague os atrasados e a penúltima parcela do reajuste. Caso isto não aconteça, a assembleia do dia 9 de abril definirá os rumos do movimento, que poderá culminar com uma greve geral por tempo indeterminado. Ou seja, a assembleia geral definiu que inicia nesta sexta contagem regressiva até abril.
Na negociação desta sexta-feira, dentre outras definições, o GDF assumiu:

Assegurar, caso haja condições financeiras para isso, a antecipação da quitação dos pagamentos atrasados para março de 2015.

Efetuar esse pagamento referente a 2014 da seguinte forma:

27/2, pagamento da segunda parcela das férias;

20/3, pagamento do 13º dos(as) professores(as) de contrato temporário;

30/3, terceira parcela das férias e primeira do 13º; e

30/4, segunda parcela do 13º e quitação total dos atrasados de 2014.

Também ficou acordado que o GDF irá liberar, até o dia 10 de março de 2015, uma parcela do PDAF no valor de R$ 19.700.000,00, dentro do qual está incluída a contratação do educador voluntário. Confira a seguir, o documento.
Com a participação de mais de 12 mil professores(as), a assembleia revelou que a categoria quer o salário pago e ponto final. Caso o governo não cumpra o estabelecido no documento e nem pague o reajuste previsto no plano de carreira em curso, os(as) docentes entrarão em greve a partir da próxima assembleia.
Reunião
Durante a manhã e início da tarde desta sexta-feira, estiveram reunidos no Palácio do Buriti os integrantes do Sinpro-DF, SAE e GDF. Estiveram presentes também os secretários Hélio Doyle (Casa Civil), Marcos Dantas (Relações Institucionais), Leany Lemos (Planejamento, Orçamento e Gestão), Júlio Gregório (Educação) e Pedro Meneghetti (secretário adjunto da Fazenda), e deputados distritais, federais e senadores.
Além de cobrar uma posição sobre os débitos do GDF perante a categoria, a comissão de negociação expôs a profunda indignação com o governo, que acionou a Justiça para determinar o fim da paralisação na manhã da quinta-feira (26). Os diretores do Sindicato também enfatizaram a precária situação das escolas para o início do ano letivo.
A reunião foi tensa, chegando até mesmo a ser interrompida, pois o GDF não queria apresentar nenhum ponto diferente do que havia apresentado na reunião anterior, a de segunda-feira (23). A comissão de negociação continuou pressionando para que o governo apresentasse uma proposta que pudesse abreviar ao máximo a espera dos(as) professores(as) pelos devidos pagamentos atrasados. Com isso, ao final da reunião, o GDF reformulou a proposta anteriormente apresentada para o documento composto por sete compromissos (confira a seguir).
 
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Sessão deliberativa debate a educação no Distrito Federal

dsc_33572A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na tarde desta quinta-feira (26), uma sessão deliberativa para debater a questão da educação no DF, em especial a suspensão do movimento de paralisação das atividades. O diretor Washington Dourado representou o Sinpro na mesa de discussão, que também teve a participação do representante do Sindicato dos Auxiliares de Educação (SAE), da Associação de Pais e Alunos e do secretário de Educação do GDF, Julio Gregório.

Durante a sessão, assistida por vários professores e professoras, o secretário Julio Gregório apresentou diversas justificativas para a falta de pagamento para a categoria e para a alteração do calendário escolar, argumentos que não convenceram os professores presentes na galeria. Diante da insatisfação da categoria, por diversas vezes os educadores vaiaram e ficaram de costas para o secretário durante sua fala.

Em seu discurso, Washington Dourado foi enfático ao afirmar que o Sindicato dos Professores e toda a categoria merecem respeito. “Nossa categoria tem uma história e merece respeito. Se não nos dão, arrancamos na luta. Desde o início do ano tivermos diversos sinais de desrespeito, vários calotes, um governo fazendo terrorismo diante da sociedade. O nosso salário, nosso reajuste e os direitos de todos os professores e professoras não podem ser mexidos. Vamos lutar para exigir o que é de direito de qualquer trabalhador”. Sobre a judicialização do movimento legítimo da categoria, o diretor do Sinpro disse que as decisões da Justiça nunca pautaram as decisões dos professores e “a assembleia é quem vai determinar nossos próximos passos”.

Para o deputado Chico Vigilante, o GDF tem dinheiro em caixa para pagar os professores. Basta vontade política. “Enquanto o governo diz que não tem dinheiro em caixa para pagar os professores, é preciso salientar que o GDF poderia utilizar os fundos contingenciados para quitar a dívida com a educação, já que existem, nos fundos, mais de 1 bilhão”, disse.

A Comissão de Negociação do Sinpro e do SAE se reunirão com representantes do governo às 10h desta sexta-feira (27).

TV Globo tenta desqualificar mobilização com comentários ofensivos e notícias erradas

A Rede Globo decidiu atacar a mobilização dos(as) professores(as) com informações erradas e comentários despropositados, incitando a população a se revoltar contra uma categoria que não recebe o salário por trabalho já realizado há pelo menos três meses.
Na edição do DFTV desta quarta-feira (25) os apresentadores atacam a mobilização dos(as) professores(as). O âncora Alexandre Garcia critica a categoria por estar com as atividades escolares suspensas, informa erradamente que os(as) professores estão em greve e usa o velho discurso emocional para instigar a população contra a organização dos(as) professores(as) dizendo que magistério é missão.
Esclarecemos que o magistério não é sacerdócio e, por isto, informamos que a opinião de Alexandre Garcia emitida no DFTV desta quarta-feira (25) sobre a docência ser antes de mais nada uma missão é uma forma de tentar jogar a sociedade contra trabalhadores e trabalhadoras sem salários.
No DFTV de segunda-feira (23), Garcia disse que a categoria só havia deixado para negociar os atrasados na segunda, no dia da assembleia. Informamos que desde dezembro de 2014 a diretoria colegiada e a comissão de negociação do Sinpro-DF vêm dialogando e participando de várias negociações com o Governo do Distrito Federal (GDF) para que o pagamento dos atrasados seja creditado nas contas dos(as) trabalhadores(as).
Além de a comissão de negociação do Sinpro-DF ter participado das reuniões com o governo, a categoria realizou várias manifestações durante dezembro de 2014, janeiro e fevereiro de 2015, passando até mesmo por mais de uma semana acampada em frente ao Palácio do Buriti para forçar uma negociação. Quem não negociou e quem está devendo o pagamento dos salários é o GDF.
Informamos que, além de ser uma das categorias com os menores salários dentre as que compõe as carreiras públicas de Estado do Distrito Federal, os(as) trabalhadores(as) da Educação só têm esse salário para viver e sustentar suas famílias.
Esclarecemos ainda que a função do jornalismo é veicular notícia com qualidade e a missão é informar verdades. O código de ética dos jornalistas define que a atividade deve ser executada por um jornalista, o qual deve relatar os fatos com rigor e exatidão e interpretá-los com honestidade. Os fatos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

Sinpro intervém em evento do GDF no Gama e esclarece paralisação para comunidade

Na manhã desta quinta-feira, ocorreu um evento do GDF de conscientização a respeito da febre chikungunya e dengue, no Centro de Orientação Socioeducativo (COSE-LESTE), no Setor Leste do Gama. Estava prevista a presença do governador Rollemberg, que não compareceu e acabou sendo representado pelo vice, Renato Santana.
Um grupo de professores(as) e diretores(as) estiveram presentes panfletando, gritando palavras de ordem e dialogando com a comunidade. O vice-governador passou a palavra para Cléber Soares, diretor do Sinpro, que esclareceu a situação da educação no DF para toda a comunidade. “A responsabilidade por tudo o que está acontecendo é do governo Rollemberg, que não tem se empenhado para resolver os problemas e poderia ter evitado esta situação, se tivesse mais responsabilidade com a educação pública”, disse Cléber.
Após a intervenção do Sindicato, o evento não prosseguiu.
A categoria deverá comparecer à Câmara Legislativa do DF nesta quinta-feira (26), às 15h, quando será realizada uma sessão deliberativa para debater a questão da educação no DF, em especial a paralisação das atividades.

Sinpro esclarece situação à categoria e à sociedade

Tendo em vista que o governador Rollemberg judicializou o movimento legítimo dos(as) professores(as), a diretoria colegiada do Sinpro esclarece:
1) O Sinpro foi notificado no meio da manhã desta quinta-feira (26) pelo TJDF;
2) O Sindicato entrará com recurso, inclusive os advogados da entidade já estão trabalhando para apresentar a defesa;
3) Os(as) professores(as), na última segunda-feira (23), reunidos em assembleia, deliberaram suspender as atividades até a sexta-feira (27), quando haverá nova assembleia;
4) A categoria deverá comparecer à Câmara Legislativa do DF nesta quinta-feira (26), às 15h, quando será realizada uma sessão deliberativa para debater a questão da educação no DF, em especial a paralisação das atividades. Foram convidados representantes do Sinpro, da associação de pais e mestres, do Sindicato dos Auxiliares de Educação (SAE) e o secretário de Educação do GDF;
5) A Comissão de Negociação do Sinpro será recebida pelo governo na sexta-feira (27), às 10h, momento em que o GDF, se quiser, poderá apresentar uma proposta concreta à categoria;
6) Todos(as) os(as) professores(as) devem comparecer à assembleia da categoria, na sexta-feira (27), às 14h, na Praça do Buriti, momento em que decidiremos os rumos do movimento.

Suspensão das atividades escolares é legítima

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) atendeu prontamente ao pleito do governador Rollemberg que tenta inviabilizar a decisão da categoria de suspender o início das aulas do ano letivo de 2015 até sexta-feira (27). O Sinpro-DF irá recorrer da decisão. Todavia, até hoje, mais de dois meses depois que o Sinpro-DF ingressou com ações para obrigar o GDF a pagar os atrasados, ela não proferiu nenhuma decisão.
O gesto da Justiça ocorreu menos de 48 horas após o início da suspensão do início das aulas, nesta quarta-feira (25), e revela uma total inversão de valores que, aparentemente, visa mesmo a prejudicar diretamente os(as) servidores(as) públicos(as) e, indiretamente, toda a sociedade da capital federal, uma vez que os serviços atingidos são justamente os mais importantes para a população.
Outra característica que demonstra essa inversão de valores é não considerar que a luta dos(as) trabalhadores(as) pelo recebimento de salários atrasados é legítima. Em vez de posicionar-se contra servidores(as) públicos(as) que não receberam os salários correspondentes à sua estrutura remuneratória anual, a Justiça deveria priorizar, no ordenamento do tribunal, os pleitos do Sinpro-DF, cujas ações foram iniciadas muito antes da do GDF e algumas ingressadas em dezembro de 2014.
Esclarecemos que o 13º salário, o abono de férias e outros direitos trabalhistas financeiros compõem a estrutura remuneratória anual dos(as) trabalhadores(as) e, no caso dos(as) da Educação pública e de outros setores do DF, esses direitos não foram pagos. O GDF é devedor desde dezembro do ano passado.
Informamos ainda que, na assembleia geral de segunda-feira (23), dia previsto para início do ano letivo, segundo o novo calendário imposto pelo governo, a categoria não decretou greve, e sim deliberou por uma suspensão das atividades até esta sexta-feira (27), quando realizará outra assembleia às 14h para avaliar a proposta que o GDF ficou de apresentar também nesta sexta, em reunião agendada por ele mesmo com a comissão de negociação do Sinpro-DF.
Vale lembrar que nas últimas duas greves da Educação, em 2009 e em 2012, após a decretação oficial, o Sinpro-DF cumpriu a norma jurídica de avisar com antecedência de 72 horas o início da paralisação. A greve no setor público não está regulamentada, porém, o Sinpro-DF sempre cumpriu a regulamentação do setor privado, que é a regra que rege, atualmente, os movimentos grevistas do setor público.
Assim, informamos que não há ilegalidade na suspensão das atividades escolares porque não se trata de uma greve. A categoria apenas adiou o início das aulas, assim como o fez o GDF de forma arbitrária e sem nenhum motivo, com o argumento de que iria executar obras invisíveis nos prédios das escolas, porém, ao retornarem às atividades, professores e professoras viram que o governo não havia realizado nenhuma obra que justificasse o adiamento do calendário escolar do dia 9 de fevereiro para o dia 23.
A categoria seguirá firme no calendário de mobilização porque:
1) No dia 23 de fevereiro não foi decretada a greve. A categoria suspendeu as atividades escolares até a próxima assembleia.
2) Os(as) professores(as) e orientadores(as) retornaram das férias no dia 19 de fevereiro sem ter recebido o pagamento do abono de férias e o 13º salário.
3) Docentes que fizeram aniversário entre janeiro e agosto de 2014 não receberam os acertos das diferenças do 13º salário.
4) Professores(as) de contrato temporário não receberam a rescisão.
5) As categorias da Educação tiveram de pegar empréstimos bancários com juros elevados para sobreviver nos meses de dezembro de 2014, janeiro e fevereiro de 2015.
6) O GDF alterou arbitrariamente o calendário escolar, prorrogando o início das férias para 19 de janeiro, dizendo que ia reforma as escolas, fato que não ocorreu.
7) O GDF prorrogou as férias para meados de fevereiro, o que causou vários transtornos na organização das férias de suas famílias.
8) Os(as) professores(as) não aceitaram parcelamento de férias e ainda assim o GDF está impondo o parcelamento dos salários.
9) O Sinpro-DF, em todas as reuniões, prontificou-se ao diálogo, tanto que a proposta de fazer a ARO é de autoria do Sindicato.
10) O Sinpro-DF solicitou que o governador Rollemberg usasse da prerrogativa que tem, conforme determina a Lei Orgânica do Distrito Federal, para remanejar até 25% do Orçamento e pagar de uma vez todos os débitos e o governador não quis fazer o remanejamento de verbas.
11) O Sinpro-DF tem dito ao GDF, em todas as reuniões, que os(as) professores(as) vivem dos seus salários e que sem esses pagamentos vários já se encontram emocionalmente abalados, pois atrasaram contas, tiveram de efetuar empréstimos bancários com juros altos, e mesmo quando tudo estiver pago, em razão desses atrasos, milhares de professores(as) levarão meses para colocar a vida financeira em dia.
12)  Os(as) professores(as) e orientadores(as) reiteram o seu compromisso de fazer com que a educação pública do DF seja gratuita e de qualidade socialmente referenciada, de forma que o GDF sabe como resolver este impasse: basta que pague todos os débitos.

GDF não pagou salário dos(as) professores(as) nesta terça-feira (24)

O Governo do Distrito Federal (GDF) tenta confundir a população do Distrito Federal divulgando notas erradas para a imprensa sobre pagamentos aos(às) professores(as) da rede pública de ensino. Esclarecemos que o governo não pagou os salários atrasados nesta semana conforme tem divulgado na mídia local. O que pagou foi uma das parcelas do salário do mês.
Por intermédio de notas confusas, o GDF tem divulgado para a imprensa que na noite desta terça-feira (24/2) ele pagou todos os salários dos(as) professores(as) e que antecipou a segunda parcela das férias. Não é verdade.
O GDF continua devendo o abono de férias, os 13º dos(as) aniversariantes de dezembro, as diferenças relativas ao reajuste do Plano de Carreira em curso dos(as) que fizeram aniversário entre janeiro e agosto de 2014, a rescisão dos(as) professores(as) do contrato temporário.
Esclarecemos que os salários mensais estão sendo pagos à prestação. Várias categorias recebem salários até o último dia útil, porém, as áreas de Educação, Saúde e Segurança recebem até o quinto dia útil. Assim, o pagamento efetuado na noite dessa terça-feira (24/2) não é pagamento de salário, e sim uma parcela do salário do mês.
Esse parcelamento está discriminado numa tabela divulgada pelo GDF em janeiro, a qual reproduzimos a seguir. O pagamento efetuado no dia 24/2 corresponde à parcela do percentual de professores(as) cujo pagamento foi parcelado para o último dia útil do mês, o qual, neste mês de fevereiro, coincidentemente, irá cair na sexta-feira (27).
A tabela do GDF distribui o pagamento dos salários parcelados da seguinte forma:
Alteração Pagamento Servidores DF
Todos(as) professores(as) que ganham até R$ 9 mil líquido estão recebendo o salário do mês em prestações, onde no quinto dia útil se recebe até R$ 9 mil; até o dia 15 do mês, os(as) docentes que recebem até R$ 2 mil a mais; até o dia 24 do mês, os(as) professores(as) que recebem até R$ 5 mil a mais; e, no último dia útil do mês, o GDF paga o restante para quem ganha salários acima de R$ 16 mil.
No fim deste mês, ele ia pagar o restante para quem ganha mais de R$ 20 mil, contudo, antecipou para a noite dessa terça-feira (24). Ressaltamos que esse pagamento não se refere aos atrasados, e sim ao parcelamento do salário do mês. Lembramos que a maioria dos(as) professores(as) da rede pública de ensino ganham menos de R$ 9 mil, excetuando os aniversariantes do mês, os quais, no caso, recebem o salário mais o valor integral do 13º salário e aplicou o parcelamento.
No único mês do ano em que o(a) professor(a) ganha um pouco mais porque recebe o salário mensal acrescido do 13º salário, o governo transformou a soma disto em prestação e está pagando uma das parcelas.
Insistimos no esclarecimento de que o 13º salário, o abono de férias, o salário e outros direitos trabalhistas financeiros compõem a estrutura remuneratória anual dos(as) trabalhadores(as) e, no caso dos(as) da Educação pública e outros setores do DF, esses direitos não foram pagos e o GDF os devem desde dezembro do ano passado.

Nota de esclarecimento

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Informamos que até o presente momento o Sinpro-DF não recebeu nenhuma notificação da Justiça e esclarecemos que a decisão da assembleia geral realizada na segunda (23) não foi pela deflagração de greve, e sim pela suspensão das atividades até a próxima assembleia geral a ser realizada no dia 27 de fevereiro. Caso o Sinpro-DF seja notificado, o Sindicato irá recorrer.
Na assembleia geral realizada na segunda-feira (23), data que seria o início do ano letivo das escolas da rede pública do Distrito Federal, a categoria avaliou ser inviável iniciar as atividades escolares sem que o GDF quitasse todos os débitos que acumula com os(as) professores(as).
Os débitos são referentes aos salários não pagos: abono de férias, 13º salário dos aniversariantes de dezembro, rescisão contratual dos contratos temporários, diferenças de 13º dos que fizeram aniversário entre janeiro e agosto.
Importante destacar que o início das aulas, previsto para o dia 9 de fevereiro, havia sido adiado sem nenhum motivo pelo novo governo que, arbitrariamente, alterou o calendário escolar definido ainda em 2014, reduzindo períodos de recesso escolar e prorrogando o ano letivo até o dia 29 de dezembro de 2015.
Ressaltamos que a categoria, durante assembleia geral de 23 de fevereiro, decidiu suspender as aulas para aguardar a decisão da próxima rodada de negociação, agendada pelo próprio GDF para o dia 27 de fevereiro às 10h. Em seguida, à tarde, os(as) professores(as) vão se reunir na assembleia prevista a fim de avaliar a proposta do GDF.

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