Suspensão das aulas é legítimo

Nesta segunda-feira (23), primeiro dia letivo do ano, os professores e professoras suspenderam as aulas em resposta à situação de desrespeito vivida nos últimos meses pela categoria. Ao contrário do que o Governo do Distrito Federal tem dito na imprensa local, o movimento da categoria é totalmente legal e legítimo.

O Sinpro lembra que ilegal é o governo do DF deixar de pagar o 13º salário, as férias, a rescisão dos professores temporários, alterar autoritariamente o calendário escolar, não repassar a verba para a manutenção das escolas (PDAF) em valor suficiente e ainda parcelar o salário dos professores.

É importante lembrar que o governo adiou o início do ano letivo do dia 9 de fevereiro para o dia 23, agravando ainda mais a situação dos educadores e da comunidade escolar. Devido a este adiamento, o ano letivo terminará às vésperas do réveillon.

A tentativa do GDF em utilizar a grande mídia para buscar o apoio da sociedade e tentar transformar o movimento dos professores em ilegal é totalmente absurdo, uma vez que quem está na ilegalidade é o governo, que insiste em não pagar os salários e todos os direitos dos professores e orientadores educacionais.

Nesta sexta-feira (27), às 14h, a categoria se reunirá novamente em uma nova assembleia, onde serão decididos os rumos do movimento.

13º e abono de férias são salários

Mais uma vez o Governo do Distrito Federal tenta transformar o movimento dos professores e professoras em ilegal, tentando, inclusive, recorrer à justiça com pedido de ilegalidade da paralisação da categoria. O Sinpro reafirma que ilegal é o GDF deixar de pagar o 13º salário e o abono de férias dos profissionais da educação, que são, sim, salários. O único responsável pela suspensão das aulas é o governo, que não tem cumprido com um direito constitucional de todo trabalhador brasileiro.

A tentativa do governo de descaracterizar um movimento legítimo de luta dos professores por seus direitos evidencia um ato de desespero por parte do executivo local. Os educadores cumprem com seus direitos de cidadão, pagam seus impostos e, portanto, exigem o que é de direito: o seu salário.

Cabe ao governo garantir a normalidade do ano letivo, pagando o que deve à categoria e investindo em uma escola pública de qualidade.

Judicialização do movimento é forma covarde de agir do governo do DF

O GDF volta a dar mostras de truculência e arbitrariedade ao não conseguir lidar com as demandas e pendências trabalhistas de professores(as) – e a consequente paralisação dos trabalhos aprovada em assembleia da categoria – ao tentar judicializar o movimento.
Para que a categoria volte ao trabalho, a Procuradoria-Geral do DF elabora pedido à Justiça pela ilegalidade da paralisação.
É sempre bom lembrar que ilegalidade é o governo do DF deixar de pagar o 13º salário, as férias, a rescisão dos professores temporários, alterar autoritariamente o calendário escolar, não repassar a verba para a manutenção das escolas (PDAF) em valor suficiente e ainda parcelar o salário dos(as) professores(as).
A diretoria colegiada do Sinpro entende que a judicialização é uma forma covarde de fugir da responsabilidade, vez que o gestor público tem obrigação de esgotar todas as possibilidades de negociação e buscar alternativas. Muitas, inclusive, foram apresentadas pelo Sinpro e não acatadas pelo governo. Além do que, não é na esfera judicial que se resolve este tipo de problema.
A categoria não espera nada além do GDF: quer saber em que data o governo pretende saldar a totalidade das dívidas trabalhistas com os(as) professores(as).
Não é benesse. É direito.

Confira o calendário de mobilização

Em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (23), na Praça do Buriti, a categoria aprovou, por unanimidade, a paralisação das atividades até a sexta-feira (27). Durante este período um calendário de mobilização foi proposto pela diretoria e várias atividades serão realizadas até a data da próxima assembleia.

A vitória deste movimento depende da participação de todas e todos.

 

Confira o Calendário de Mobilização:

Dia 24 (terça) – Reunião de mobilização

14h: Sinpro – Plano Piloto/ Cruzeiro/ Guará/ Paranoá/ São Sebastião/ Núcleo Bandeirante/ Candangolândia e Riacho Fundo I.

CEMAB – Taguatinga/ Ceilândia/ Samambaia/ Brazlândia/ Recanto das Emas e Riacho Fundo II.

Subsede de Planaltina – Planaltina.

CEM 01 de Sobradinho – Sobradinho

CEM 02 do Gama – Gama e Santa Maria

Dia 25 (quarta)

9h: Panfletagem

Praça do Relógio – Taguatinga

Rodoviária do Plano Piloto – Plano Piloto

Feira – Gama

Feira – Planaltina

Reunião com diretores de escolas

14h: Sinpro – Plano Piloto/ Cruzeiro/ Guará/ Paranoá/ São Sebastião/ Núcleo Bandeirante/ Candangolândia e Riacho Fundo I.

CEMAB – Taguatinga/ Ceilândia/ Samambaia/ Brazlândia/ Recanto das Emas e Riacho Fundo II.

Subsede de Planaltina – Planaltina.

CEM 01 de Sobradinho – Sobradinho

CEM 02 do Gama – Gama e Santa Maria

Dia 26 (quinta): Panfletagem na Praça do Relógio

9h: Estação Galeria – Metrô

Caixa D’água – Ceilândia

Concentração CENB – Núcleo Bandeirante

14h: Reunião com o movimento estudantil – Sede do Sinpro

Dia 27 (sexta): Assembleia às 14h, na Praça do Buriti

Professores decidem paralisar atividades até a sexta-feira (27)

Milhares de professores decidiram manter a paralisação das atividades até que o processo de negociação com o GDF seja reavaliado, no dia 27 pela categoria. A deliberação foi tomada em assembleia do Sinpro no início da tarde desta segunda-feira (23). Uma nova assembleia está marcada para o dia 27, às 14h.

A Diretoria Colegiada apresentou a proposta de paralisar as atividades até sexta-feira e a proposta foi aprovada por ampla maioria pela assembleia. Durante a manhã de sexta a Comissão de Negociação do Sinpro se reunirá com o governo e na parte da tarde a assembleia será realizada na Praça do Buriti.

Por volta das 10h40, a assembleia foi suspensa temporariamente para que a Comissão de Negociação do Sinpro fosse recebida pelo GDF. O objetivo era garantir pagamentos, sem parcelamentos, e a não retirada de direitos do Regime Jurídico Único.

Após horas de reunião e muito embate, o governo se comprometeu a realizar uma nova reunião na sexta-feira (27), sob o argumento de avaliar as contas – já que é final de mês – e verificar o que será possível antecipar em termos salariais em março. No mesmo documento, o governo promete não encaminhar à Câmara Legislativa nenhum projeto que retire direitos da categoria.

O governo também enfatizou que tramitação da ARO, a operação de crédito em si, terminará no dia 15 ou 16 de abril, se tudo correr da melhor forma. “Caso haja aumento de recursos, arrecadação, é interesse do GDF antecipar esses pagamentos atrasados”, disse o chefe da Casa Civil Hélio Doyle.

A Comissão do Sinpro enfatizou que a realização de assembleia em pleno início de ano letivo é reflexo da insatisfação da categoria com os acontecimentos. “O sentimento da categoria é de pouca disposição do governo  em resolver o problema”, reafirmaram os dirigentes do Sinpro.

Pela primeira vez na história, professores(as) retornam ao trabalho sem receber o abono de férias, o 13º dos aniversariantes de dezembro, a rescisão dos professores temporários e com um calendário escolar imposto pelo novo governo do DF, fatos que trazem uma série de prejuízos para a comunidade escolar.

Os docentes vão deliberar sobre os rumos do movimento frente à política ilegal imposta pelo GDF a milhares de trabalhadores.

Clique aqui e veja o documento apresentado pelo GDF ao Sinpro

Milhares de professores fecham o Eixo Monumental

A assembleia de professores(as), orientadores(as) educacionais e  profissionais de assistência à educação permanece na Praça do Buriti, com a presença de milhares de pessoas.
A assembleia foi suspensa por volta das 10h45, pois a Comissão de Negociação do Sinpro e do SAE foi chamada para uma reunião no Palácio do Buriti. Em virtude da grande demora por alguma sinalização ou resposta concreta por parte do GDF, neste momento a categoria está aguardando o resultado desta reunião no Eixo Monumental (sentido Rodoferroviária), que está fechado para o tráfego de veículos.
A qualquer momento mais informações.

Comunidade aguarda assembleia. Escolas estão vazias

Escolas_foto (3)Em uma visita rápida por escolas de diversas regionais, a diretoria do Sinpro constatou o que já era esperado: estacionamentos vazios, ausência de alunos e professores(as).
Os olhos agora estão voltados para a assembleia geral da categoria, logo mais, às 10h, em frente ao Buriti.
Isso prova que a comunidade escolar tem acompanhado, e entendido, os problemas que vivem os(as) professores(as) da rede pública, muito embora o governo Rollemberg tente dizer o contrário pelo rádio e televisão.
 

Professores sem lotação no primeiro dia letivo do ano

Mesmo que nesta segunda-feira (23) houvesse aula, vários alunos não teriam o que fazer nas escolas públicas do DF.
Isso porque a Secretaria de Educação (SEE) simplesmente não procedeu à lotação de diversos(as) professores(as), via memorando de apresentação.
Embora tenham se apresentado às Regionais de Ensino, até a sexta-feira passada (20) os profissionais não haviam sido encaminhados para as escolas. Algumas regionais chegaram ao cúmulo de não abrirem as portas na sexta à tarde.
Cerca de 1.500 professores(as), de 14 Regionais, ainda aguardam encaminhamento. O não encaminhamento gerou revolta entre esses profissionais, que esperavam já ter sido lotados e não foram.
Este é mais um claro exemplo do descaso do governo Rollemberg para com a Educação, seus profissionais e comunidade escolar.

Ano letivo tem início na Praça do Buriti

O primeiro dia letivo de 2015 está marcado com uma paralisação inédita em Brasília. Pela primeira vez na história da capital federal os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais iniciam o ano letivo com uma paralisação, dada a gravidade dos não pagamentos de direitos trabalhistas da categoria.
Nos últimos dias o governo do Distrito Federal tem dado entrevistas na imprensa local afirmando que haverá aula nas escolas da rede pública de ensino nesta segunda-feira (23). De fato haverá atividade, já que a categoria iniciará o ano letivo em luta na Praça do Buriti.
As escolas já se manifestaram fortíssima adesão através da fanpage do Sinpro e nas redes sociais.

Diferentemente do que diz a mídia, parcelamento de salário foi rejeitado em janeiro

Devedor de mais de R$ 100 milhões em direitos trabalhistas a servidores(as) públicos(as) efetivos(as) e de contrato temporário, o novo governo do Distrito Federal volta a usar a mídia para divulgar informações erradas, incitar a população a ficar contra a luta legítima pelo salário devido e, sobretudo, confundir a própria categoria docente a fim de enfraquecê-la justamente em momentos como este em que ela está fortalecida e unida para lutar.
Mais uma vez, na véspera da assembleia geral dos(as) professores(as), a ser realizada nesta segunda-feira (23), às 10h, na Praça do Buriti, o Correio Braziliense usa a velha tática da contrainformação para confundir e desmobilizar a luta legítima pelo pagamento de salários dos(as) servidores(as) públicos(as) da Educação.
A matéria intitulada “Início das aulas ainda sob impasse”, publicada na página 22 da edição do jornal deste domingo (22), traz várias informações erradas tanto para a categoria como para a população do Distrito Federal (DF). Assim, em primeiro lugar, esclarecemos que a pauta da assembleia desta segunda-feira (23) não é a que o Correio Braziliense sugere. Diferentemente do que diz essa matéria, a categoria não vai apreciar proposta de parcelamento de salário.
O parcelamento foi recusado pela categoria em janeiro e é justamente por causa dessa rejeição que o Governo do Distrito Federal (GDF) teve de aceitar a proposta da comissão de negociação do Sinpro-DF de aprovar a Antecipação de Receita Orçamentária (ARO). O governo deve aos(às) servidores(as) da Educação e de outros setores vários direitos trabalhistas.
Assim, ao contrário do que diz o Correio Braziliense na matéria deste domingo, o GDF só aceitou a proposta da ARO porque o Sinpro-DF e a categoria docente recusaram o parcelamento dos pagamentos atrasados e realizaram várias ações que pressionaram o governo a aceitá-la, como, por exemplo, um acampamento na Praça do Buriti que durou mais de uma semana e outras manifestações realizadas na Câmara Legislativa, no Palácio do Buriti, na Rodoviária do Plano Piloto e em várias regiões administrativas, bem como nas redes sociais da internet.
A ARO, aprovada por unanimidade na Câmara Legislativa no dia 10 de fevereiro, é uma proposta da comissão de negociação do Sinpro-DF feita em várias reuniões de negociação nas quais o GDF insistia em parcelar salários. O GDF deve aos(às) professores(as) e a outras categorias de servidores(as) públicos(as) a rescisão dos contratos temporários, um terço de férias, o 13º dos aniversariantes de dezembro, acertos de 13º dos(as) nascidos entre janeiro e agosto e outros direitos trabalhistas.

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