Sinpro pede agilidade do GDF no envio do PL da ARO à CLDF

A Comissão de Negociação do Sinpro, a CUT e representantes sindicais se reuniram com a presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada Celina Leão, e com o secretário de Relações Institucionais e Sociais do GDF, Marcos Dantas, e pediram ao governo agilidade no envio do Projeto de Lei que dispõe sobre a Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) à Câmara Legislativa do DF. O encontro desta quarta-feira (28), no Palácio do Buriti, é resultado de uma reunião da CLDF com representantes sindicais, na última segunda-feira (26), com o objetivo de antecipar o recesso parlamentar para que o projeto de lei seja votado com urgência. O secretário Marcos Dantas disse que o governo encaminhará o PL na segunda-feira (02) para votação por parte dos deputados distritais.

A aprovação do PL adiantaria recursos nos cofres públicos e sanaria todas as pendências que o GDF tem com os servidores(as). No caso da educação as pendências são: rescisão dos contratos temporários (férias, 13º salário e outras pendências), pagamento de férias, pagamento de 13° salário dos(as) aniversariantes de dezembro e pagamento das diferenças de 13° salário dos(as) aniversariantes de janeiro a agosto.

A comissão do Sinpro ainda pediu empenho do governo para o pagamento de todas as pendências dos(as) professores(as) temporários(as) (quitação e rescisão), questionou o fato de o GDF não ter publicado nenhuma aposentadoria no Diário Oficial do DF e ainda cobrou uma previsão para a liberação do repasse do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) às escolas públicas do DF.

O Sinpro espera que a ARO seja votada com a máxima urgência para que, ainda dentro da primeira quinzena de fevereiro, todos os débitos trabalhistas com a Educação sejam enfim quitados.

Sinpro se reúne com representes do GDF e com a presidência da CLDF para tratar da votação da ARO

A Comissão de Negociação do Sinpro se reúne às 18h desta quarta-feira (28) com a presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada Celina Leão, e com representantes do GDF para tratar da Antecipação de Receitas Orçamentárias (ARO). O encontro ocorrerá no Palácio do Buriti e é resultado de uma reunião da CLDF com representantes sindicais, na última segunda-feira (26), com o objetivo de antecipar o recesso parlamentar para que o projeto de lei seja votado.

A aprovação do PL adiantaria recursos nos cofres públicos e sanaria todas as pendências que o GDF tem com os servidores(as). No caso da educação as pendências são: rescisão dos contratos temporários (férias, 13º e outras pendências), pagamento de férias, pagamento de 13° salário dos(as) aniversariantes de dezembro e pagamento das diferenças de 13° salário dos(as) aniversariantes de janeiro a agosto.

GDF adia votação da ARO, que poderá ocorrer na terça-feira

O governador Rodrigo Rollemberg se reuniu com os deputados distritais na tarde de ontem (27) para pedir apoio ao que ele tem chamado de “pacto por Brasília”. Na ocasião, ele aproveitou que a Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) é assunto pacificado na Câmara Legislativa para condicionar o empréstimo que o GDF tem intenção de contrair à aprovação das medidas de aumento de receita. Com isso, ao que parece, a votação da ARO pode ocorrer somente na terça-feira – de acordo com informações divulgadas nos meios de comunicação -, vez que a CLDF terá que analisar outras questões, como o aumento de impostos.
Espera-se que a Câmara Legislativa do DF priorize a questão da ARO, pois trata-se do acerto de salários e demais direitos trabalhistas não pagos.
Desde o momento em que o GDF aceitou a proposta do Sinpro de utilizar-se do recurso da Antecipação de Receita Orçamentária, em reunião de negociação na terça-feira passada (20), o Sindicato tem feito gestões junto à Câmara Legislativa para que a ARO fosse votada em caráter de urgência, como também que os deputados distritais fizessem pressão para que o governo enviasse o Projeto de Lei (PL) com a máxima urgência.
Em contrapartida, o GDF poderia ter enviado este PL no primeiro momento, ainda na semana passada, vez que aderiu à proposta do Sinpro e a CLDF deu sinais de que votaria o projeto tão logo chegasse à Casa Legislativa.
O Sinpro espera que a ARO seja votada no próximo dia 3 para que, ainda dentro da primeira quinzena de fevereiro, todos os débitos trabalhistas com a Educação sejam enfim quitados.

Professor debate no Sinpro gestão tucana em Minas Gerais

Quinta-feira (29), às 19h, no auditório do Sinpro
“Uma gestão desastrosa”, assim define o presidente do Sinpro Minas e o vereador (PCdoB) de Belo Horizonte, Gilson Reis, sobre o modo de governar do PSDB e seus reflexos em Minas Gerais.
O assunto será debatido a partir do livro Desvendando Minas – Descaminhos do projeto neoliberal – de autoria de Reis e do professor Pedro Otoni – em um bate papo com os professores do DF, na próxima quinta-feira (29), às 19h, no auditório do Sinpro/DF.
Para o diretor do Sindicato Jairo Mendonça, “a mesma receita que foi aplicada lá pode ser aplicada aqui no DF”. Jairo lembra das recentes medidas tomadas pelo governo Rollemberg, como a tentativa de parcelar salários ou de fazer a interlocução com os trabalhadores pela mídia, “e não através dos sindicatos, que são os legítimos representantes das categorias”.
No livro, os professores buscam revelar o que há por trás de expressões de difícil entendimento como “Choque de gestão” e “Déficit zero”, amplamente difundidos e [estrategicamente] pouco explicados.
A publicação reúne 13 artigos que compõem uma leitura crítica da desastrosa gestão tucana em Minas Gerais, sob a batuta do senador Aécio Neves (PSDB). O livro também revela facetas contraditórias de um governo que se sustentou com lançamentos espetaculares e “blindagem” por parte da imprensa e mídia locais, ao mesmo tempo em que os dados reais desagradam a “gregos e troianos”, transformando o cenário econômico em Minas Gerais numa tragédia.
“A obra deixa claro o intenso processo de terceirização e precarização do trabalho empreendida nos últimos 10 anos”, denunciou Gilson. Segundo ele, na educação, por exemplo, Minas não paga o piso salarial nacional, os professores não têm plano de carreira e cerca de 500 desistem de dar aulas no setor público por mês. Os investimentos se concentraram em 400 escolas de referência, quando a rede toda tem 5.000.
O livro também aponta a precariedade do setor público em outras áreas, especialmente saúde e segurança pública.

PL da ARO pode ser votado imediatamente, só depende do GDF

Em reunião com as comissões de negociação do Sinpro e do SAE, acompanhadas pela CUT Brasília, na manhã desta segunda-feira (26), a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão, afirmou que o projeto de lei (PL) que dispõe sobre a Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) “será votado imediatamente pela Casa”, assim que chegar do GDF.  Uma vez aprovada, a ARO permitirá ao governo local pagar na integralidade os salários atrasados e demais direitos trabalhistas dos servidores das áreas de Educação e Saúde.
A comissão do Sinpro enfatizou que “antecipar a votação é antecipar a solução; e a oportunidade de a Câmara Legislativa se comprometer, mostrando que Educação e Saúde são prioridades”.
A representação dos(as) professores(as) destacou que conta com o compromisso da CLDF para ajudar a fazer a mediação, pressionando o GDF a encaminhar o PL o mais rápido possível, e votar o projeto. “Sem isso, o início do ano letivo poderá ficar inviabilizado, o que é ruim para a população, para o GDF e para os próprios servidores. Mas o fato de o governo ter aceitado mandar a ARO é um gesto positivo, porém temos que agilizar e concretizar o processo”, disseram.
Em resposta, a deputada Celina Leão afirmou que a Casa Legislativa se sente parte da solução do problema. “Se o projeto da ARO chegar hoje, votaremos amanhã, através de convocação extraordinária”. A deputada se comprometeu a buscar uma agenda junto ao GDF ainda hoje. “Queremos do governo uma resposta franca. Vai mandar o PL? Quando? Só assim poderemos iniciar os trabalhos e dar a celeridade que o caso exige”.
Ainda nesta manhã, a CUT Brasília protocolou ofício dirigido a cada parlamentar pedindo o compromisso de votar a favor do PL do Executivo.  O documento argumenta que é essencial e imprescindível que os servidores do funcionalismo sejam valorizados através da garantia de seus direitos. Lembra, ainda, que o governo local, em mesa de negociação, garantiu o encaminhamento do PL da ARO à Câmara.

Governo retoma prejuízo na segunda etapa do remanejamento

O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (26) divulgou as novas datas do concurso de remanejamento. Este concurso é um procedimento no qual os(as) professores(as) escolhem um novo local de exercício (uma nova escola para trabalhar). E muitos(as) foram prejudicados(as) no ano passado devido ao fato de a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) não ter disponibilizado vagas oriundas do remanejamento fase interna.
Agora a SEDF vai realizar o concurso remanejamento misto, em que o(a) professor(a) vai poder escolher vagas de regionais de ensino que não atua e vagas em regionais de ensino em ele, eventualmente, pode estar atuando.
O cronograma novo começa a partir do dia 30 de janeiro (sexta). Todos(as) os(as) que têm interesse em mudar de escola ou em regularizar sua condição de exercício na instituição de ensino precisam participar do concurso de remanejamento.
Nesta semana, o Sinpro vai se reunir com a SUGEPE (Subsecretaria de Gestão de Pessoas) para esclarecer outros pontos da portaria de distribuição de turmas e do novo edital do remanejamento externo e interno (2ª etapa), que já está com o cronograma liberado.
Prejuízos continuam
A SEDF republicou o Edital nº 13, inicialmente publicado no dia 31 de dezembro de 2014. A publicação desta segunda-feira (26) traz de volta todas as queixas da categoria relativas ao remanejamento externo da primeira etapa. Com esta nova versão, a SEDF irá apresentar apenas as carências residuais do remanejamento interno e externo do ano passado e, com isso, teremos menos carências do que as disponibilizadas em dezembro de 2014.
Com o novo edital, a SEDF também não permitirá mais que os professores que participaram, anteriormente, das fases interna e externa, em dezembro passado, tomem parte desta última, como havia sido permitido na versão original do edital publicado em dezembro.
Desde maio de 2014, o Sinpro insiste em que o remanejamento deva ocorrer sempre em duas etapas no mesmo ano. A gestão anterior não permitiu que isso acontecesse e programou uma nova etapa para o início de 2015, que, em parte, resolveria o problema, uma vez que, na publicação de 31 de dezembro de 2014, todas as carências seriam apresentadas em fevereiro de 2015. A realização daquela etapa, sem dúvida nenhuma, causaria alguns transtornos no início do ano letivo de 2015, uma vez que haveria pouco tempo para realizar o remanejamento e o mesmo professor deve participar do procedimento de escolha de turmas.
Assim, mais uma vez, em menos de 30 dias de mandato, o governo surpreende a categoria com nova medida autoritária, republicando um edital que piora a situação, tendo em vista que haverá exclusão de mais de 5 mil professores do certame e o debate questionado pelo Sinpro, originalmente, volta à pauta: a apresentação de todas as carências. A republicação do edital retira do processo de remanejamento as carências advindas da movimentação do remanejamento interno e externo e as carências fruto de aposentadorias do fim do ano. Ao todo estamos estimando que a SEDF deixará de apresentar cerca de três mil carências.
Confira abaixo o cronograma:

Etapas do procedimento do remanejamento interno e externo Data Prevista
Classificação provisória 30/01
Recursos 02/02
Classificação definitiva 06/02
Divulgação das carências 09/02
Retirada dos cartões de acesso 10/02
Cronograma 13/02
2ª etapa do procedimento de remanejamento 19/02 e 20/02

A publicação do Diário Oficial pode ser lida na íntegra aqui.

Semana da Inclusão ganha espaço especial no Programa Alternativo

Um trabalho realizado pela Escola Classe 66 de Ceilândia terá um destaque especial no Programa Alternativo deste sábado (24). Durante cinco dias os alunos da EC 66 abordaram o tema da deficiência física na Semana da Inclusão. No período as turmas participaram de gincanas, peças teatrais e discutiram a temática de várias formas. “O professor tem a missão de trabalhar o preconceito da sociedade e fazer com que os alunos sejam transformadores de vidas. Através dos nossos alunos podemos mudar um pouco esta situação de preconceito”, ressalta a professora Jaqueline Ribeiro Santos.

O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Sinpro articula com deputados distritais para antecipar votação da ARO

Na manhã desta quinta-feira (22), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) emitiu nota demonstrando interesse em realizar a autoconvocação dos parlamentares distritais para a próxima semana (antecipando este fato que estava previsto apenas para o retorno dos parlamentares em fevereiro). Esta autoconvocação é fruto de articulações realizadas pelo Sinpro com os deputados distritais, sensibilizando os(as) parlamentares para que  a discussão da ARO (Antecipação de Receitas Orçamentárias), que adiantaria cerca de R$ 300 milhões nos cofres públicos e sanaria todas as pendências que o GDF tem com os servidores(as), seja votada o mais rápido possível. No caso da educação as pendências são: rescisão  dos contratos temporários, pagamento de férias, pagamento de 13° salário dos(as) aniversariantes de dezembro e pagamento das diferenças de 13° salário dos(as) aniversariantes de janeiro a agosto.
Também está sendo analisada a possibilidade, com a aprovação da ARO, de não haver a necessidade do escalonamento do pagamento do salário dos(as) servidores(as), dividido por faixas (por valores). Após muita resistência, o GDF cedeu perante a posição firme da Comissão de Negociação do Sindicato e da CUT e na reunião da última terça-feira (20), aceitando encaminhar o pedido pela Antecipação de Receitas Orçamentárias (ARO) para os(as) deputados(as) distritais.
Esta autoconvocação não gera nenhuma despesa para os cofres públicos (GDF e Câmara Legislativa).
Assim que esta autoconvocação for confirmada, o Sinpro irá comunicar a toda a categoria.
 
 
 

Calendário Escolar arbitrário já está em vigor

A Diretoria Colegiada do Sinpro repudia as modificações feitas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no Calendário Escolar de 2015. As mudanças foram realizadas de forma arbitrária e é a primeira vez em oito anos que o GDF modifica o documento sem consultar a categoria e o Sinpro. Os representantes da Comissão de Negociação do Sinpro lembram que o calendário anterior foi intensamente discutido e construído pela própria categoria, além de ser resultado da negociação entre o Sinpro e o governo do DF.

Ao longo dos últimos oito anos o Calendário da rede pública de ensino no DF tem sido discutido em comissão paritária entre membros do Sindicato e do governo. Esta discussão tem reflexo nos dois últimos planos de carreira e tem trazido para o conjunto das atividades previstas ao longo do ano letivo, conceitos novos e modernos que fortalecem a Lei de Gestão Democrática criada recentemente.

Em especial lembramos que em 2014 as escolas foram chamadas pelo Sinpro e pela SEE para se manifestarem a respeito do calendário de 2015, que entre outras coisas estabelecia data de férias, retorno dos professores e retorno dos alunos.

Com a modificação anunciada pela Secretaria de Educação no dia 7 de janeiro e respaldada pelo argumento apresentado pelo secretário de Educação, Júlio Gregório, de que o calendário é uma prerrogativa do Estado, está em vigor um Calendário Escolar que diverge de toda construção coletiva realizada nos últimos anos. Uma das justificativas que o secretário utilizou para alterar o calendário é que a alteração não tinha relação com o atraso no pagamento do salário das férias, mas para fazer reforma nas escolas.

Todos os anos as escolas passam por pequenos reparos e faxinas que vão desde capinagem a troca de fechaduras, torneiras e eventualmente pinturas. Será que os(as) professores(as) ao retornarem às escolas no dia 17 de fevereiro encontrarão todas reformadas conforme foi apresentado pelo secretário de Educação?

O novo calendário anunciado pelo governo estabelece o retorno dos(as) professores(as) para o dia 19 de fevereiro e o início do ano letivo em 23 de fevereiro, com término em 29 de dezembro de 2015. Dentre outras mudanças, reduz o período de recesso de julho e diminui o número de recessos próximos a feriados.

Antes de o calendário ser discutido com a categoria e com o Sindicato, muitas vezes os professores e professoras eram informados da data de retorno às aulas com as férias ainda em curso. Em vários momentos a ex-secretária de Educação, Eurides Brito, montou o calendário colocando a categoria de recesso em uma quinta-feira de uma semana e retornando na quarta da semana seguinte.

O Plano de Carreira estabelece que a categoria precisa ter 15 dias de recesso no meio do ano, fato que garantirá o mínimo de descanso entre os semestres. O fato difere da época de Eurides Brito, período que o recesso era pequeno. Em 2007, quando o Sindicato discutiu a ampliação do recesso de julho no Plano de Carreira, criou uma condição que só não é pior da atual porque a lei não vai permitir.

O calendário que a Secretaria de Educação apresenta para 2015 não se diferencia muito dos calendários apresentados pela então secretária Eurides Brito, já que não foi discutido com o Sinpro e com a categoria, e é um calendário que não leva em consideração o tempo de descanso dos(as) professores(as) ao longo do ano letivo, além de ferir toda construção de autonomia e de Gestão Democrática das escolas.

O diálogo em torno do Calendário Escolar precisa existir principalmente devido à preocupação de se construir um caminho democrático da educação pública. Esperamos que a forma arbitrária como o documento foi aplicado em 2015 não se repita na construção do calendário dos próximos anos.

 Calendário Escolar Arbitrário  2015 – Anual
Calendário Escolar Arbitrário  2015 – CIL
Calendário Escolar Arbitrário  2015- EJA

Negociação desta terça (20) encaminha ARO para quitação dos pagamentos atrasados em fevereiro

O Governo do Distrito Federal (GDF) cedeu aos argumentos da bancada sindical  e anunciou, na mesa de negociação dos pagamentos atrasados, realizada na tarde desta terça-feira (20), que vai apresentar à Câmara Legislativa, a partir do dia 3 de fevereiro, o pedido de Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) para quitar todos os débitos com a Educação e a Saúde.
A proposta de viabilizar a ARO para quitação de débitos com os(as) servidores(as) públicos(as) de uma única vez foi apresentada em várias reuniões com o GDF e com o próprio governador Rodrigo Rollemberg pela comissão de negociação da Educação, porém, sempre se deparou com a resistência da bancada do governo.  Na rodada de negociação dessa segunda-feira (19), os representantes do GDF ainda resistiram à proposta de antecipação de receita, todavia, diante da rejeição e da posição firme da comissão de negociação contra qualquer tipo de parcelamento de salário e de direitos trabalhistas, o governo aceitou encaminhar o pedido aos deputados distritais.
“Caso a ARO seja aprovada, pagaremos tudo e todos de uma vez só, em fevereiro: tanto a Educação como a Saúde. Todavia, independentemente de ela ser ou não aprovada, vamos pagar a primeira parcela daquelas seis que propusemos no último dia útil de janeiro. É que se a ARO não for aprovada, iremos manter nossa última proposta de parcelamento em seis meses”, anunciou Hélio Doyle, secretário-chefe da Casa Civil do GDF.
Ele disse que sem a ARO não tem muito o que fazer fora da proposta governamental apresentada na reunião de negociação dessa segunda-feira. Doyle afirmou também que, em não sendo aprovada a ARO, mas o governo tendo boas arrecadações ou entrando antecipações de recursos, como, por exemplo, do Fundo Constitucional, poderá antecipar algumas parcelas e aproximar pagamentos.
A bancada sindical, por sua vez, comprometeu-se a discutir e a cobrar dos(as) deputados(as) distritais, ainda durante o período de férias, a parcela de contribuição deles no processo de solução desse problema. Durante esse percurso, a Central Única dos Trabalhadores de Brasília (CUT-Brasília) irá intermediar e acompanhar o Sinpro-DF e o SAE. O Sinpro poderá convocar, a qualquer momento, a categoria para atividades na Câmara Legislativa a fim de acelerar a aprovação da ARO.
A assembleia da categoria docente está mantida e vai ocorrer no primeiro dia do ano letivo. Nessa assembleia, os(as) professores(as) vão analisar a situação e, caso os pagamentos não tenham sido efetuados, o início do ano letivo estará comprometido.
Não é a primeira vez que o movimento sindical busca os parlamentares da Câmara Legislativa para cobrar a responsabilidade deles no pagamento dos salários atrasados. No entendimento das lideranças sindicais, os deputados distritais representam a sociedade e, portanto, têm uma cota de responsabilidade na resolução desse problema.
A ARO é um mecanismo já utilizado pelos governos Arruda e Agnelo para ajustar contas. Em 2013, uma emenda de segundo turno apresentada em Plenário autorizou o governo a remanejar até 25% do Orçamento, aproximadamente R$ 6 bilhões, sem a necessidade de autorização legislativa.
Direitos atrasados – O que os sindicalistas querem é que o Poder Legislativo agilize o pedido a ser encaminhado pelo Poder Executivo, uma vez que as categorias da Educação estão, hoje, 20 de janeiro, com 30 dias de atraso do 13º dos efetivos e servidores(as) em regime de contrato temporário.
Os(as) professores(as) que nasceram entre janeiro e agosto não receberam as diferenças oriundas do reajuste salarial efetivado durante o cumprimento das terceira e quarta parcelas do Plano de Carreira (Lei nº 5.105/13) em curso.
Até hoje não receberam a antecipação de férias, que deveria ter sido paga até 48 horas antes do seu início, as quais, de acordo com o novo calendário escolar imposto pelo governo, começaram nessa segunda-feira (19). O GDF não pagou também a rescisão e outros direitos dos(as) professores(as) em regime de contrato temporário.
Formada por lideranças sindicais da CUT-Brasília, Sinpro-DF e SAE, a comissão de negociação rejeitou as duas propostas de parcelamento dos atrasados apresentada pela bancada do governo. A primeira, previa oito parcelas, finalizando os pagamentos atrasados em outubro de 2015. Após rejeição da bancada sindical, o governo apresentou a segunda, com seis parcelas, finalizando em junho.
A comissão de negociação repeliu as duas e insistiu no pagamento único imediatamente. Todavia, em razão da situação exposta pelos representantes do governo, apresentou um cronograma-limite de três meses, com início do pagamento dos atrasados ainda em janeiro e a finalização dele em março.
Remanejamento de recursos – Na reunião desta terça, a comissão de negociação alertou para a existência de outra possibilidade legal de o governo captar recursos para o pagamento dos atrasados de uma só vez e propôs que o governador utilize a prerrogativa do Poder Executivo de remanejar 25% do Orçamento do GDF sem intervenção da Câmara Legislativa.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê a possibilidade, em caráter de emergência, de o governador, por meio de decreto e sem a necessidade de autorização legislativa, executar um remanejamento de até 25% do Orçamento do Distrito Federal. Esse recurso foi usado no Orçamento de 2013.
Doyle, por sua vez, avisou que todas essas alternativas em debate são onerosas para o GDF e que irá repercutir nos pagamentos do fim deste ano. Avisou ainda que a ARO só é possível se o GDF não estiver no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele apresentou ainda uma terceira proposta que é a correção das parcelas atrasadas dos salários pelos índices da poupança para quem receber após o quinto dia útil.
“Nós vamos fazer uma correção pela poupança. Não vai virar o mês. Vamos fazer uma correção das parcelas atrasadas do salário. Assim, quem não receber na primeira parcela, já vai ter um índice na segunda, na terceira terá outro índice, sempre de acordo com os dias de atraso. Isso, naturalmente, vai valer para quem tiver fora da primeira faixa. Essa proposta foi sugerida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Território (MPDFT) para resolver o problema dos atrasos de pagamentos da Saúde.
Histórico da luta – Desde dezembro de 2014, o Sinpro tem lutado pelo pagamento dos atrasados. Realizou manifestações contra o governo Agnelo Queiroz e ingressou com processos na Justiça para obrigá-lo a pagar as contas atrasadas. Em reunião com a equipe de transição do governo Rollemberg, conseguiu que o novo governo assumisse a dívida e, com isso, impediu que os atrasados fossem declarados como exercício findo.
Além da movimentação de ações judiciais e mobilizações políticas, durante duas semanas, participou, em janeiro, do acampamento promovido pela CUT-Brasília, na Praça do Buriti, cujo objetivo era forçar a negociação e o pagamento dos atrasados. Nessa segunda-feira, contou com a solidariedade de classe. Os rodoviários e mais de 300 integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) paralisaram as duas vias do Eixo Monumental, num ato público em defesa dos pagamentos atrasados. Após a manifestação na Rodoviária do Plano Piloto, os integrantes da FNL seguiram para a Praça do Buriti, onde também estabeleceram um acampamento.
A unificação das lutas fez com que o setor da Educação conseguisse avanços durante as negociações dessa segunda e terça-feiras. Contudo, em razão de um acordo firmado com a Saúde , o governo não cedeu à pressão dos(as) professores(as) e servidores(as) da Educação e recusou o cronograma-limite.
 

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