Sinpro disponibiliza simulador eletrônico

Já está disponível o simulador eletrônico desenvolvido pelo Sinpro para que as(os) professoras(es) e orientadoras(es) confiram qual o valor do reajuste obtiveram ao longo do ano de 2014. Para utilizar o novo programa de cálculo o professor deverá ter em mãos os contracheques dos meses de janeiro e dezembro de 2014. Pela primeira vez desde que o Sindicato começou a disponibilizar esta ferramenta de auxílio ao professor haverá a necessidade da utilização de dois contracheques.
A Diretoria Colegiada do Sinpro também fez uma análise do impacto dos reajustes salariais na construção dos planos de carreira dos últimos dez anos. Esta análise pode ser conferida no Quadro Negro número 191, que chegará em breve nas casas dos(as) professores(as), e está disponível na versão eletrônica no site do Sinpro (Páginas 10 a 12).
Os interessados podem fazer o cálculo clicando no banner na parte superior da página onde está escrito: Clique aqui e veja como calcular seu salário na nova tabela.

Sinpro repudia atitude do GDF

Mais uma vez o GDF surpreende de forma negativa o conjunto dos servidores locais.
Valendo-se de um expediente nada democrático, o governador Rollemberg anunciou em coletiva de imprensa, no final da manhã desta quinta-feira (15), uma série de medidas que atinge em cheio a vida do funcionalismo público. Tudo isso feito sem diálogo com os principais interessados: os trabalhadores.
As medidas anunciadas sequer foram negociadas com as categorias, no melhor estilo neoliberal de governar, sob o argumento enganoso do “choque de gestão” – no qual as deliberações vêm de cima para baixo sem qualquer tipo de interlocução.
O Sinpro repudia veementemente mais esta postura arbitrária do governo e convoca a categoria a reforçar a mobilização, de modo que o GDF repense sua forma de fazer política e de lidar com seus servidores – aqueles que, em última análise, estão na linha de frente atendendo a população nas suas necessidades mais básicas, como educação e saúde.

GDF não cumpre acordo na totalidade

Nota divulgada no Portal do GDF, na tarde de ontem (14), dava conta de que o governo iria depositar nas contas dos(as) professores(as) do quadro permanente e temporários o salário referente ao mês de dezembro, além da rescisão dos professores(as) contratados(as) em regime temporário, na noite de quarta-feira, estando disponível nesta quinta-feira (15). Não foi o que aconteceu.
Os salários foram depositados mas, para espanto da categoria, a rescisão dos(as) temporários não saiu. Os(as) professores(as) consideram um absurdo que o GDF não tenha feito ainda o pagamento da rescisão, não tenha dado qualquer justificativa e nem tenha sinalizado qualquer tipo de previsão para quitá-la, embora tenha alterado unilateralmente o calendário escolar.
A categoria estava contando com esses recursos e acreditava na palavra do governador, que pediu “franqueza nas relações”. Basta lembrar que, na segunda-feira (12), Rollemberg afirmou querer manter um diálogo permanente com a categoria, “construir uma relação de franqueza para resolver os problemas da Educação”. Não é isso o que parece.
Além, é claro, da rescisão contratual dos(as) temporários, resta ao GDF ainda o pagamento das férias coletivas da categoria; o 13º salário dos aniversariantes de dezembro e as diferenças de 13º, procedentes do reajuste, de quem fez aniversário entre janeiro e agosto. O governo tampouco anunciou uma data possível para o pagamento desses direitos trabalhistas.
Diante deste quadro de absoluto descaso com a Educação e seus servidores, o acampamento da classe trabalhadora – organizado pela CUT Brasília na Praça do Buriti – e outras ações unificadas de esclarecimento à população realizadas em várias regiões administrativas devem ser mantidas e intensificadas com a presença massiva da categoria.
Nesta quinta-feira (15), a comissão de negociação do Sinpro, representantes da CUT Brasília e de outros sindicatos ligados aos servidores públicos de outras categorias do GDF terão uma reunião com o governo. A nova rodada de negociação está prevista para ocorrer às 14h30, no Palácio do Buriti.
Professores(as), vamos intensificar a nossa luta!!!

GDF anuncia crédito do pagamento do salário de dezembro nesta quarta (14)

O Governo do Distrito Federal (GDF) divulgou nota confirmando o pagamento do salário de dezembro na noite desta quarta-feira (14). Além do salário dos servidores (as) efetivos (as), o governo informa que irá pagar também as rescisões contratuais dos (as) professores (as) em regime de contratação temporária.
Todavia, ainda na nota, o governo avisa que não pagará as férias, o 13º dos aniversariantes de dezembro e nem as diferenças de 13º, procedentes do reajuste, de quem fez aniversário entre janeiro e agosto. Nem tampouco anuncia nenhuma data possível para o pagamento desses direitos trabalhistas. A categoria considera um absurdo que o GDF não tenha feito ainda o pagamento do 13º, cuja data limite era 20 de dezembro, e das férias, e nem tenha previsão para quitá-los, embora tenha alterado unilateralmente o calendário escolar. A categoria estava contando com esses recursos.
O pagamento da rescisão contratual nesta quarta é uma vitória do movimento dos (as) professores (as) da rede pública de ensino do Distrito Federal, que está mobilizado desde as primeiras manifestações promovidas pelo Sinpro-DF no ano passado, bem como da instalação, no dia 9 de janeiro, do acampamento na Praça do Buriti, convocado pela Central Única dos Trabalhadores de Brasília (CUT-Brasília) e das outras ações unificadas de esclarecimento à população realizadas nesta semana em várias regiões administrativas.
A presença dos (as) professores (as) de regime de contrato temporário nas atividades tem sido fundamental para o fortalecimento do movimento e para conferir visibilidade aos problemas que os (as) cercam. O professor temporário Alessandro Rodrigues, que lecionava matemática do Centro Educacional 2, do Guará, é um dos docentes em regime de contrato temporário que estão no acampamento desde o dia 9 de janeiro.
Ele conta que a categoria está desamparada e que a situação dele e de outros colegas é muito conturbada. “Não é fácil estar com a família no fim do ano e não poder proporcionar a ela as festas de Natal e de Ano Novo adequadas e, agora, também as férias prejudicadas. Além de tudo isso, tem a situação do próximo contrato temporário. A gente fica naquela incerteza de quando será efetivado, se seremos chamados. Até agora só tivemos notícias ruins e não esperamos muita notícia positiva”, afirma.
Apesar do anúncio do pagamento do salário de dezembro dos (as) professores (as) efetivos (as) e das rescisões dos (as) docentes de contratos temporários, o acampamento na Praça do Buriti e as ações unificadas nas cidades-satélites estão mantidos em razão das pendências. Na sexta-feira (16/1)  a comissão de negociação do Sinpro, representantes da CUT-Brasília e de outros sindicatos ligados aos servidores públicos de outras categorias do GDF terão uma reunião com o governo. A nova rodada de negociação marcada para o dia 16, está prevista para ocorrer às 14h30, no Palácio do Buriti.
Confira aqui a nota do GDF.

Sinpro convoca categoria para ação unificada nesta quarta-feira (14)

A atividade será realizada, às 10h, na Rodoviária de Planaltina. Promovida pela CUT-Brasília, a manifestação é contra a falta de pagamento dos salários devidos a várias categorias profissionais do governo distrital.
O Sinpro-DF convoca todos(as) os(as) professores(as) da rede pública do Distrito Federal, sobretudo os que residem em Planaltina e nas regiões administrativas adjacentes, para fortalecerem a luta participando desta ação unificada com todos os sindicados de servidores públicos cujas categorias são ligadas ao GDF. A ideia é esclarecer a população sobre a falta de pagamento dos salários, explicando os motivos das manifestações, informando sobre o acampamento instalado desde sexta-feira (9) na Praça do Buriti e avisando sobre a realização de uma possível greve, caso o governo não cumpra com os acordos até o dia 16/1.
Professor e professora, a nossa força e união é a garantia de receber nossos direitos trabalhistas. Venha! Participe! Nossas vitórias dependem de nossa luta!

Professores(as) e outros servidores(as) vão às ruas denunciar atraso dos salários

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Mesmo de férias, categoria docente sai às ruas para mostrar à população a situação precária que a Educação está vivendo. Na manhã desta terça-feira (13), mais de 100 professores(as) se somaram a outros(as) servidores(as) do Governo do Distrito Federal (GDF) e participaram da ação unificada organizada pela Central Única dos Trabalhadores de Brasília (CUT-Brasília) no Gama e na Ceilândia.
No Gama, mais de 50 professores(as) se uniram a representantes do SAE, da CUT-Brasília e de outros sindicatos e realizaram uma carreata, com buzinaço, entre o Centro de Ensino Médio (CEM) 02 até a Rodoviária, no Setor Oeste. Distribuíram mais de três mil panfletos e contaram com a solidariedade da população.
“Em todos os lugares que passamos e panfletamos, a população compartilhou da nossa indignação e se mostrou solidária, aprovando uma futura greve, caso a nossa categoria venha a deflagrar uma paralisação. Convidamos a todos e todas para o Ato Público Unificado da Classe Trabalhadora previsto para ocorrer no dia 16 de janeiro, em frente ao Palácio do Buriti”, disse Cleber Ribeiro, diretor do Sinpro.
Dali, seguiram para o Restaurante Comunitário, local em que puderam também conversar com a comunidade. No Gama, os dirigentes sindicais e representantes da categoria foram subsidiados por um carro de som, cuja gravação denunciava os atrasos de pagamentos e o descaso do atual governo.
Durante a panfletagem, os(as) participantes observaram a boa recepção da comunidade e a disposição para o diálogo. Muitos se mostraram também indignados com o fato de o governo não pagar o trabalho já executado.
Na Ceilândia, a ação unificada também foi um sucesso. O diretor do Sinpro Júlio Barros contou que mais de 60 pessoas, entre professores(as) e servidores(as) públicos(as) associados a outros sindicatos ligados ao GDF realizaram uma panfletagem no centro da Ceilândia.
Entregaram dez mil panfletos entre a Feira Central, o comércio local e os semáforos. Após essa atividade, saíram com o carro de som por todo o centro de Ceilândia esclarecendo os motivos do movimento e pedindo a solidariedade e a compreensão da população até mesmo para uma possível paralisação no primeiro dia letivo.
“A atividade foi exitosa e tivemos uma recepção muito boa por parte da comunidade. As pessoas abordadas compreenderam bem qual era a nossa causa. Encerramos o ato público reunindo todos(as) que estavam panfletando e o caminhão de som bem no coração de Ceilândia, que é a feira, com um ato público”, conta Júlio Barros, diretor do Sinpro.
Nesta quarta-feira (14), a panfletagem ocorrerá na Rodoviária de Planaltina, a partir das 10h. O Sinpro convoca toda a categoria para participar desta atividade, sobretudo os(as) docentes que residem na própria Planaltina e nas regiões administrativas adjacentes.

Sem férias, sem salário e sem 13º, professores(as) acampam na Praça do Buriti

O movimento que começou na sexta-feira (9) permanecerá até o governo pagar o que deve à categoria. As lideranças sindicais alertam que somente com a presença massiva dos profissionais do magistério nas mobilizações poderá assegurar o pagamento, nesta semana, dos salários e dos outros direitos devidos.
No setor de Educação, toda a categoria está sem receber os vencimentos. Ou seja, mais de 50 mil docentes efetivos(as) e temporários(as) estão sem o salário de dezembro. Os aniversariantes de dezembro não receberam o 13º e os(as) que fizeram aniversário entre janeiro e agosto  não receberam as diferenças de 13º  procedentes do reajuste de setembro.
Os(as) temporários(as) aguardam ainda o pagamento da rescisão de contratos e todo o conjunto da categoria está na expectativa do pagamento do um terço de férias. É a primeira vez que o GDF atrasa salário por tanto tempo. É também a primeira vez que o atraso do 13º extrapola o quinto dia útil de janeiro. A situação é grave. Em várias famílias de docentes, em que marido e mulher são servidores públicos da Educação, os problemas se multiplicam. “Se o GDF não me pagar nesta semana, eu e minha mãe passaremos graves necessidades”, denuncia a aposentada da Secretaria de Educação, Ana Elias.
Ana está no acampamento desde que a CUT-Brasília e o Sinpro-DF convocaram os(as) servidores(as). Ela conta que está com sérias dificuldades para pagar os remédios e os tratamentos da própria mãe. “Além de muito idosa, minha mãe é deficiente e eu preciso do dinheiro para pagar remédios, alimentação, o tratamento contínuo e outras despesas essenciais dela. Sou arrimo de família. Também tenho despesas com remédios comigo mesma”, desabafa.
Ela diz que, embora aposentada há 4 anos, não perde nenhuma mobilização. “O aposentado tem de ter a consciência de que a aposentadoria não invalida a participação dele nas atividades do Sinpro, principalmente quando tem movimento reivindicatório, porque o nosso sindicato luta, mas a gente tem de saber pelo que o sindicato está lutando”, analisa.
O professor temporário Alessandro Rodrigues lecionava matemática do Centro Educacional 2, do Guará. Ele também está no acampamento desde sexta-feira. “Estou aqui representando os(as) professores(as) temporários(as)”. Ele conta que assim como ele, os temporários estão passando por uma situação de desamparo total.
“A minha situação, por exemplo, é muito conturbada. Não é fácil estar com a família no fim do ano e não poder proporcionar a ela as festas de Natal e de Ano Novo adequadas e, agora, também as férias prejudicadas. Além de tudo isso, tem a situação do próximo contrato temporário. A gente fica naquela incerteza de quando será efetivado, se seremos chamados. Até agora só tivemos notícias ruins e não esperamos muita notícia positiva”, conta. Ele arrisca uma aposta no bom senso e assegura com esperança: “Neste caso, do pagamento do salário, acredito que o governador será sensato, não só com relação ao salário, mas também relativamente a todos os benefícios para não agredir ainda mais a categoria dos professores”.
Aparecida, professora da Escola Classe 01 do Porto Rico, em Santa Maria, diz que “se as regras de aposentadoria não mudarem novamente, pretendo me aposentar”. Ela está a dois anos de conseguir a aposentadoria. Mas, enquanto isso, participa das mobilizações. No acampamento desde a primeira hora de convocação, ela afirma que nunca furou uma única greve e também nunca viu um atraso tão grande no pagamento de salário.
“É a primeira vez que vejo isso. Na minha família, somos seis pessoas e todas professoras da Secretaria de Educação. Estamos quase no desespero. A gente fica revoltada quando tem mudanças de governo e acontece esse tipo de coisa. Estou há 25 anos no GDF e nunca vi algo semelhante acontecer. Só me lembro de uma vez no governo Roriz que as férias atrasaram dois, três dias. Não me lembro dessa confusão. Nunca houve um caos como este que está acontecendo agora GDF. Não me lembro de isso ter acontecido. É a primeira vez que ocorre de o salário do mês atrasar tanto”, diz a professora.
Pela primeira vez GDF atrasa salário do mês e realiza modificações arbitrárias no calendário escolar
Maria Alves está há 17 anos atuando como professora efetiva na Secretaria de Educação. Desde sexta, ela está no acampamento da CUT-Brasília, na Praça do Buriti. “Em outros governos tivemos atraso de pagamento, mas era coisa de dois, três dias de atraso. Do jeito que está acontecendo, eu nunca vi. O governo Agnelo pagou o nosso salário em dia até o mês de novembro de 2014 e, muitas vezes, chegamos a receber com antecedência. É a primeira vez que vivemos uma situação tão caótica. Coisa parecida só aconteceu com o pagamento de férias que em todo governo temos de chamar o Sinpro para nos ajudar todo ano, ainda assim, dois, três dias após o vencimento as férias, o dinheiro já estavam na conta corrente da gente”, afirma.
Recém-chegada na Secretária de Educação e no movimento docente, Letícia Montandon ingressou na carreira, há seis meses. Veio de Caldas Novas com o marido e filha para assumir seu cargo de professora efetiva no Córrego Barreiro, na Ponte Alta do Gama. Com sérias dificuldades financeiras em razão da falta dos pagamentos, ela mandou a filha de 15 anos para a casa dos pais a fim de aliviar a despesa e se precaver para a garota não passar por necessidades.
“Passei no concurso em junho de 2014. Não esperava atravessar uma situação dessas. Saí da minha cidade contando apenas com o meu salário porque, em virtude do pouco tempo de Distrito Federal, o meu marido ainda não conseguiu colocação no mercado de trabalho. O meu salário é o único de minha casa”, conta.
Letícia está no acampamento desde sexta-feira e diz que está preocupada com o problema do banco. “A minha situação é bem complicada. Entrei no meu cheque especial e estou pagando juros do cheque especial desde o dia 8 de janeiro, que seria o quinto dia útil e o dia do pagamento. O salário iria cobrir os juros, mas não foi isso que aconteceu. O meu banco não é o BRB. O meu banco é o Itaú porque fiz a portabilidade. A situação é de contas atrasadas, coisas que faltam comprar em casa. É difícil. Foram as piores férias da minha vida”, afirma a professora.
O fato é que, pela primeira vez, o pagamento do 13º dos aniversariantes de dezembro sofre atraso tão longo. Nunca havia extrapolado o quinto dia útil de janeiro. O longo período de atraso do salário do mês é também fato inédito. Nunca a categoria docente ficou tantos dias sem salário. Em outros governos passados houve atraso de férias. Em 2007, por exemplo, a categoria viveu a experiência de ter o pagamento das férias atrasado, porém, a Justiça foi acionada e o GDF pagou a todos(as) no dia 22 de janeiro. Outra experiência nova foram as mudanças unilaterais e agressivas promovidas no calendário escolar, prejudicando todo o planejamento pedagógico de 2015.

GDF antecipa reunião e negociações prosseguem nesta quinta-feira (15)

IMG-20150112-WA0023Acompanhada por dirigentes da CUT Brasília, a comissão de negociação do Sinpro esteve na manhã desta segunda-feira (12) em audiência com o governador Rodrigo Rollemberg, no Palácio do Buriti. Participaram também do encontro dirigentes do SAE-DF.
Rollemberg reafirmou o discurso de que não há dinheiro para saldar todas as dívidas de forma imediata, afirmando que quer manter diálogo permanente, “construir uma relação de franqueza para resolver os problemas da Educação, que não são poucos”. Segundo o governador, a ideia é montar junto com a secretaria de Fazenda e com o Sinpro um cronograma de pagamentos.
O diretor Washington Dourado enfatizou a revolta da categoria e o desespero que estão vivendo os(as) professores(as). “O pior é que o que está ocorrendo vai refletir na qualidade do ensino. Esta situação nos coloca num momento em que não é possível afirmar se o ano letivo terá início”, disse. Washington perguntou sobre a possibilidade de o GDF fazer empréstimos junto a bancos públicos para salvar as dívidas, no que foi respondido pelo secretário de Relações Institucionais do governo, Marcos Dantas. Segundo ele, não se pode contrair empréstimo para pagar salários. Por fim, o dirigente do Sinpro posicionou-se a favor de uma construção coletiva, “desde que não sejamos chamados apenas para receber notícias, ou pior, recebê-las pela imprensa”.
“Vivemos de gestos e nos preocupamos com movimentos que já foram feitos”, disse Rosilene Corrêa, lembrando a mudança unilateral e arbitrária do calendário escolar. “Foi uma decisão precipitada e causou um mal estar muito grande na categoria. Passamos meses construindo democraticamente este calendário. Do jeito que ficou, mais professores e alunos adoecerão ao longo do ano”. Visivelmente emocionada, Rosilene frisou que os(as) professores(as) precisam de datas, de um cronograma, para reorganizarem suas vidas. “É desumano o que está acontecendo. Precisamos de férias e não ficarmos acampados na Praça do Buriti exigindo o que nos é de direito”.
A comissão de negociação, integrada também pelos diretores Cleber Ribeiro Soares, Isabel Portuguez e Jairo Mendonça, reforçou a necessidade de o governo apresentar garantias de pagamento, “pois o governo não pode jogar o endividamento para a categoria; os(as) professores(as) não podem pagar por questões que não estão em sua alçada”.
De prático, o governador Rollemberg informou que os salários de dezembro entrarão nas contas de efetivos e temporários na noite de quarta-feira (14). Disse ainda que não vai considerar as dívidas como exercícios findos (se uma conta cai no fim de um governo, a parte trabalhadora perde os direitos acumulados em razão de o tempo previsto do orçamento ter se esgotado) e que o 13º salário continuará sendo pago no mês de aniversário do servidor, ponto já garantido pela Lei nº 840.
O governador declarou que está fazendo articulações junto ao BRB para que baixe a taxa de juros cobrada dos(das) professores(as). “Conseguimos reduzir de 2,8% para 1,9%”, disse. Em resposta, a comissão enfatizou que a taxa deve ser zero, vez que este imbróglio foi criado pelo próprio governo e não pela categoria.
Antecipada pelo governo, nova rodada de negociação – anteriormente marcada para a sexta-feira -, acontece nesta quinta-feira (15), às 14h30, também no Palácio do Buriti. 

Sinpro convoca para ação unificada nesta terça-feira (13) em Ceilândia e Gama

Nesta terça-feira (13), às 10h, professores e professoras da Secretaria de Educação e outros(as) servidores(as) do GDF estarão concentrados em frente à Caixa D’Água, no centro da Ceilândia, para manifestação contra a falta de pagamento dos salários devidos às várias categorias profissionais do governo distrital.
No Gama, a concentração também será nesta terça (13), no centro da cidade, em frente ao CEM 02, às 10h.
O Sinpro-DF convoca a categoria docente para realização desta ação unificada com todos os sindicados de servidores públicos cujas categorias são ligadas ao GDF. A atividade será realizada pela CUT-Brasília. A ideia é levar ao conhecimento da população a falta de pagamento dos salários, esclarecendo os motivos das manifestações, do acampamento na Praça do Buriti e de uma possível greve, caso o governo não cumpra com os acordos até o dia 16/1.
Professor e professora, a nossa força e união é a garantia de receber nossos direitos trabalhistas. Venha! Participe! Nossas vitórias dependem de nossa luta!
 

Comissão de Negociação do Sinpro e da CUT reunida com o governador Rollemberg

As negociações entre trabalhadores(as) e GDF prosseguem na manhã desta segunda-feira (12). Uma audiência entre a Comissão de Negociação do Sinpro e da CUT Brasília está acontecendo neste momento com o governador Rodrigo Rollemberg, no Palácio do Buriti.
Na pauta, as pendências do governo com a categoria da Educação.
Aguarde mais informações.

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