Profissão Professor – Projeto pedagógico pode diminuir problemas com a violência escolar

foto cd sinpro 2A violência escolar é um problema recorrente não só no Distrito Federal, mas em todo o país, e o aumento no número de casos, principalmente dentro dos centros de ensino, tem gerado preocupações por parte da comunidade escolar. Para o professor do Centro Educacional 02 do Guará, Augusto César Contreiras de Almeida, a criação de um projeto pedagógico voltado para a prevenção deste mal pode surtir efeitos positivos. “Há muito tempo a escola deixou de ter uma visão de que não precisa se preocupar com os temas sociais. É um assunto recorrente e ela tem que trabalhar este assunto, discutir nas reuniões pedagógicas e elaborar projetos para diminuir a ocorrência deste problema. Isto depende de uma interação entre a direção do colégio, o corpo docente e a própria comunidade escolar”, explica o professor, ressaltando que a escola não pode se furtar de trabalhar este tema.
Com 23 anos de magistério, Augusto César revela que se sente feliz com a profissão que abraçou, mas se sente pouco valorizado. “Me sinto feliz com a profissão que abracei, mas infelizmente não temos valorização porque vivemos numa sociedade consumista, capitalista e que te valoriza por quanto você ganha e não pelo papel social que exerce. Gosto do que faço, foi esta profissão que abracei e enquanto for professor vou lutar para melhorar as condições de trabalho da categoria”, diz.
Expectativas para o futuro
Apesar de todas as conquistas alcançadas pela categoria nos últimos anos, o professor do CED 02 afirma que ainda há muito que lutar. Entre as bandeiras de luta está a questão salarial. “Temos um dos piores salários das categorias de nível superior do Distrito Federal e isto precisa mudar. Sou favorável à ideia de um aumento significativo no salário, mas que isto venha associado à cobrança de resultados posteriormente”, sugere Augusto César. “A categoria precisa se envolver em projetos pedagógicos em busca de uma qualidade educacional melhor. A qualidade da educação no DF é boa, mas precisamos melhorar sempre”, finaliza.
Nome: Augusto César Contreiras de Almeida
Função: Professor
Série: Ensino Médio
Tempo de Magistério: 23 anos.
Escola: Centro Educacional 02 do Guará
 
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Palestra sobre síndrome de Down ocorre nessa sexta-feira

O Sinpro/DF convida os professores (as) e comunidade escolar para participar da palestra “Síndrome de Down e comunicação: ajudando pais e professores no desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down”.
O evento é uma realização da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down e ocorre nessa próxima sexta-feira (16).  A palestra será ministrada pela Dra. Ivalda Gomes, fonoaudióloga (Salvador – BA), e ocorre no Auditório da Fepecs (SMHN Quadra 3 conj. “A”  Bl. 1 – Asa Norte), às 19h.
Participem!

Professora da rede lança livro Mídia e Educação

O Sinpro-DF divulga o trabalho da escritora e professora da rede pública do Distrito Federal, Roseli Araújo, entre as escolas da rede para realização de conversas sobre o tema do IV Concurso de Redação do Sinpro “O que você vê na mídia, muda sua forma de ver o mundo?”.
Para a escola que tiver interesse em realizar atividades sobre o tema do concurso, a professora- pesquisadora tem disponibilidade para estar em sua escola nos seguintes dias e horários: terça-feira e sábado (o dia todo); quinta e sexta à noite. Contatos: 8642-1670 / 8345-9046 / roseliaraujo.batista@gmail.com. Venda de exemplares do “Mídia & Educação” direto com a autora e pela internet (Thesaurus Editora – Livraria Virtual e Zamboni Books – distribuidora de livros nacionais e importados).
 
 

Homenagem aos professores

sessao solene educ 500x345O Sinpro-DF participa da sessão solene na próxima sexta-feira (18), para comemorar o Dia do Professor que foi no último dia (15) e homenagear educadores e educadoras que desenvolvem Práticas Transformadoras ou Inclusivas em Educação. A sessão é uma iniciativa da deputada Arlete Sampaio (PT). O intuito é criar um espaço dialógico em que todas as partes interessadas tenham voz e vez.
Participam do evento o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), secretário de Estado de Educação do Distrito Federal Marcelo Aguiarrepresentante da diretoria do Sindicato dos Professores (Sinpro –DF), além de educadores e educadoras de todo o Distrito Federal.
O Sinpro-DF convida professoras e professores a participarem do evento que será realizado às 15h, no Plenário da Câmara Legislativa.
 

PNE: Senado debate a valorização do professor

Fontes de financiamento fixas e estáveis; política permanente de valorização e capacitação do professor; e inclusão de alunos com deficiência na escola regular, sem prejuízo do atendimento educacional especializado. Tais demandas sobressaíram na audiência pública realizada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta terça-feira (15), sobre o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 103/2012, que estabelece um novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2014-2023. O debate foi solicitado pelo relator da proposta, senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Em relação ao financiamento, foi consenso que as verbas extras geradas pelos royalties do petróleo e pela aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no último ano do PNE não serão suficientes para bancar as metas do plano. Além de reivindicar mais recursos da União para a educação básica, o representante do Conselho Nacional de Educação (CNE), conselheiro Luiz Dourado, defendeu a criação de um fundo nacional para financiamento do setor.
Segundo a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Rodrigues Repulho, o financiamento da creche e da educação infantil é o ponto mais desafiador, já que demanda um maior volume de recursos. A dificuldade acaba impactando a questão da valorização e capacitação do professor. Conforme revelou em seguida, mais de 43% dos professores da educação infantil não têm formação específica na área.
“Tem prefeito que paga R$ 10 mil para um médico, mas não paga R$ 1,6 mil de piso salarial para o professor – comentou a presidente da Undime, que credita a crescente carência de professores, inclusive de alfabetizadores, ao fato de a carreira não ser atrativa”, disse.
Meta 4
Das 20 metas do PNE, a Meta 4, que regula a inclusão escolar de pessoas com deficiência, concentrou a polêmica em torno da matéria. No momento, a CE se debruça sobre a redação dada por substitutivo da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que estabelece a universalização do acesso à educação básica para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, assegurando-lhe atendimento educacional especializado preferencialmente na rede regular de ensino.
Apesar de ser diferente da redação proposta pelo governo, o o texto aprovado pela CCJ “avançou muito”, segundo o secretário-executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim. E isso porque, conforme explicou, “assegura atendimento educacional especializado preferencialmente na rede de ensino regular, mas resguarda também o atendimento de entidades especializadas na área”.
Ao também discorrer sobre a Meta 4, a representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Leuzinete Pereira da Silva, elogiou outra inovação do Senado ao texto do PLC 103/2012: a previsão de definir, no segundo ano de vigência do PNE, indicadores de qualidade, política de avaliação e supervisão para entidades públicas e privadas de ensino que prestam atendimento a alunos com deficiência intelectual.
“Esse é um dos mais importantes desafios (inclusão escolar das pessoas com deficiência). Hoje, só 17,5% dessa população de zero a 17 anos tem direito a educação especial e é efetivamente atendida no país”, comentou Leuzinete Pereira.
Além de Alvaro Dias e do presidente da CE, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), participaram do debate sobre o PNE os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Ângela Portela (PT-RR), Ana Amélia (PP-RS), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Ana Rita (PT-ES), Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
A CNTE acompanhou a audiência. Marta Vanelli, secretária executiva da CNTE, informou que devem ser realizadas mais 3 audiências públicas até a votação do projeto, prevista para 15/11.  O acampamento em frente ao Congresso Nacional será mantido.
Com informações da Agência Senado
 

Jornal de Brasília publica trechos da série Profissão Professor

O Jornal de Brasília desta terça-feira (15),  publicou no caderno Ponto do Servidor trechos de entrevistas da série Profissão Professor do Sinpro-DF. As entrevistas com professores da rede pública de ensino fazem parte da série publicada em nosso site desde o dia 1º de outubro e  é uma homenagem do Sindicato dos Professores aos nossos educadores.
Para ver as entrevistas na integra, acesse no site do sinpro http://www.sinprodf.org.br/profissao-professora-desafios-do-magisterio/

Parabéns professores!

Parabéns professores a diretoria colegiada do Sinpro-DF parabeniza às professoras e professores neste dia de festa da educação pública do Distrito federal que conta com os melhores educadores de nosso país. Esta também é uma data para refletir sobre as lutas da categoria que carrega uma história marcante composta por vários nomes, mas acima de tudo de pessoas com coragem, dedicação e disposição para fazer no dia-a-dia da sala de aula as transformações sociais que somente   a educação pode possibilitar.
Parabéns à todas e todos!

Sinpro apoia greve dos professores do Rio de Janeiro

Sinpro-DF reitera seu apoio à greve dos professores do Rio de Janeiro. A categoria se reuniu na semana passada para uma passeata no Largo do Machado, Zona Sul do Rio. Os professores decidiram continuar com a greve até que seja feita uma negociação.
 
 

Profissão Professora – Desafios do magistério

fatima 15 200x200O Brasil convive com um problema similar ao do resto do mundo, que é a falta de professores devidamente habilitados para lecionar em diversas áreas do conhecimento na educação básica, como matemática, física, química, artes, língua estrangeira e outras.
 
O histórico processo de desvalorização do magistério, com carreiras pouco atraentes, sobretudo em relação aos demais servidores públicos com mesmo nível de escolaridade – além da violência e das condições precárias de trabalho na maioria das escolas, são os principais motivos que continuam afugentando os atuais profissionais e a juventude da profissão.
 
Fátima Aparecida Silva, secretária de Relações Internacionais da CNTE e vice-presidente regional da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), lembra que após longo tempo de luta, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) conseguiu aprovar, no Congresso Nacional, a lei que regulamentou o piso salarial profissional nacional do magistério, conciliando vencimento básico mínimo para os planos de carreira, jornada de trabalho com percentual mínimo de tempo reservado para as atividades extraclasses e distinção do piso por nível de formação do/a professor/a.
 
No entanto a secretária de Relações Internacionais da CNTE lembra, também, que a maior parte de prefeitos e governadores tem ignorado solenemente a Lei do Piso, sem que nada lhes aconteça. E o próprio valor do piso ainda está aquém de um patamar digno e atraente para quem trabalha ou deseja trabalhar nas escolas públicas do país.
 
Há 28 anos na rede pública de educação básica do Mato Grosso do Sul, Fátima Silva diz que diante dessa conjuntura, a luta da CNTE continua focada na profissionalização e na valorização dos trabalhadores escolares. “Acreditamos que somente com políticas públicas indissociáveis no sentido de contemplar a formação inicial e continuada, o salário digno, a carreira atraente, a jornada compatível com a demanda profissional, a segurança e a saúde dos educadores – aliando-se a essas políticas a melhoria da organização do sistema educacional, com gestão democrática, currículo de base social e financiamento público capaz de atender aos desafios da escola integral –, é que será possível trilharmos um caminho mais promissor para a qualidade da escola pública”, destaca.
 
Sobre as expectativas de futuro da categoria e como vê a profissão.
Uma combinação de fatores levou o Ministério da Educação, recentemente, a pensar em uma política parecida com o Mais Médicos, porém sem a perspectiva de importar profissionais como aconteceu no caso da saúde.
 
Para a CNTE, o “Mais Professores” ainda não lançado oficialmente pelo MEC só alcançará êxito se focar as políticas voltadas para a valorização dos profissionais de forma sistêmica. Segundo Fátima Silva, “pouco adiantará investir na formação, se os salários continuarem aviltantes; da mesma forma que o piso salarial nacional não pode continuar dissociado da carreira, pois assim se constituirá em teto. É preciso disponibilizar melhores condições de trabalho para os que já se encontram nas redes de ensino, visto que só assim a juventude se convencerá de que o magistério é um caminho promissor para a realização de seus sonhos profissionais e de vida”, afirma.
 
O livro Educação: carinho e trabalho – burnout, a síndrome da desistência do educador, que pode levar à falência da educação (ed. Vozes, 1999) revela que a maioria esmagadora dos profissionais que atuam na escola pública gosta do que faz, mas se ressente de condições de trabalho e de retribuição efetiva do Estado. E essa constatação de pouco reconhecimento, aliada às condições de intensa inter-relação com os estudantes e suas mais variadas realidades socioeconômicas e culturais, expõem os profissionais da educação a inúmeros desgastes e à própria síndrome de burnout, que literalmente significa “perda de fogo, de ânimo” para desenvolver o trabalho com a necessária disposição física e psíquica.
 
Ainda de acordo com a secretária de Relações Internacionais da CNTE, “é fato que o Brasil precisa cuidar melhor de seus educadores. A categoria está adoecendo e a sociedade e os governos continuam exigindo da escola e de seus profissionais coisas que, propriamente, não lhes compete. Além de formar cidadãos, as famílias esperam que a escola eduque seus filhos, o que é completamente impossível e desaconselhável, além do que aumenta o estresse dos educadores. Por outro lado, a escola continua funcionando em condições pouco democráticas e emancipadoras, expondo contradições de seu papel enquanto instituição pública voltada à transformação da sociedade”, conclui.
 
Inúmeras pesquisas, inclusive realizadas pela CNTE (Retratos da Escola 1, 2 e 3 – ver em http://www.cnte.org.br/index.php/publicacoes/pesquisas), apontam um acelerado processo de envelhecimento da categoria do magistério, e, ao mesmo tempo, os levantamentos censitários revelam, ano a ano, uma baixíssima procura pelos cursos de formação de professores.
 
 
Nome: Fátima Aparecida da Silva
Cargo: Secretária de Relações Internacionais da CNTE e Vice-Presidente Regional da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL)
Formação: Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Tempo de magistério: 28 anos na rede pública de educação básica do Mato Grosso do Sul
 
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Bancários aceitam propostas e encerram greve em Brasília

Depois de 26 dias de uma das maiores greves realizadas nas últimas duas décadas, os bancários e bancárias do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do BRB e dos bancos privados do Distrito Federal encerraram a greve. De acordo com Rodrigo Rodrigues, diretor da CUT-DF, os bancários aprovaram em assembleias realizadas nesta segunda-feira as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e as específicas e decidiram terminar a paralisação.
A proposta global aprovada prevê reajuste salarial de 8,0% (aumento real de 1,82%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR

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