Divulgação das carências do Remanejamento externo na próxima terça-feira (22)

O Sinpro-DF informa que as carências do Remanejamento serão divulgadas na próxima terça-feira (22) no Diário Oficial. Os candidatos devem ficar atentos.
Os interessados no Remanejamento que tiverem reclamação em relação à divulgação das carências devem entrar em contato com o diretor (a) que visita as escolas até a quinta-feira  dia (24) e fazer sua reclamação.
Confira abaixo a  previsão de atividades do procedimento de Remanejamento Interno e Externo 2013:
 

Divulgação das Carências e do Cronograma da 1ª Etapa do Remanejamento Externo

22/10

1ª Etapa do Remanejamento Externo

29/10 a 01/11

Divulgação das Carências e do Cronograma da 2ª Etapa Remanejamento Externo

13/11

2ª Etapa do Remanejamento Externo

20/11 a 22/11

 
 

Profissão Professor – Educação: o grande desafio que o Brasil tem pela frente

lisboa_200x200“Os professores e professoras têm que comemorar o seu Dia. Não adianta lamentações. Elas não levam a nada.” A opinião é do professor Antônio de Lisboa Amancio Vale, diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Nacional) e secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
 
Lisboa acredita ainda que há muito a fazer para chegar à plena valorização da categoria, sobretudo, em nível nacional. Ele cita, como elementos básicos para chegar a um estágio próximo ao ideal, o tripé: salário; condições de trabalho e formação profissional.
 
O diretor da CNTE considera que já ocorreram avanços na educação do país. Entre eles, a Lei do Piso Salarial e, recentemente, a destinação de 75% dos royalties do petróleo para o ensino público. Mas, segundo Lisboa, os recursos ainda são insuficientes.
 
Só com a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que garanta recursos equivalentes a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para o ensino público, diz Lisboa, o país poderá ter uma educação de qualidade, que volte a atrair os jovens à carreira do Magistério.
 
Para Lisboa, a educação é o grande desafio que o Brasil enfrenta para se tornar, de fato, um país desenvolvido. “Não adianta o país ser rico se as desigualdades persistem”, diz. Lisboa acrescenta que a sociedade, como um todo, tem que assimilar que a educação não é responsabilidade apenas dos governantes, mas, sobretudo, dela mesma.
 
 
Nome: Antônio de Lisboa Amancio Vale
Função: Professor e diretor da CUT e CNTE
Tempo de magistério: 31 anos
 
Ver mais…

Royalties para educação

Ótimas expectativas para melhoria da educação nacional e particularmente no Distrito Federal. Sindicatos e profissionais de educação precisam acompanhar este investimento para que não haja desvio e alocação desses recursos para outros fins.
 
Clique aqui para ver o artigo do professor Cristino Cesário Rocha

DF encerra etapa distrital da Conae

FotoCONAE
Sinpro/DF integrou os debates sobre as prioridades e metas da educação
           “O PNE na articulação do Sistema Nacional de Educação”, essa era a inscrição central que estampava a capa do Documento-Referência da etapa distrital da Conae. Durante dois dias de atividades (26 e 27/09), os delegados e delegadas, representantes das instituições sindicais, educacionais e governamentais de todas regiões administrativas do DF, dividiram-se em torno de sete eixos de debates, que serão levados à etapa final da Conae, em fevereiro de 2014 em Brasília.
            Os dirigentes do Sinpro, junto com os/as delegados/as de sua base participaram do evento e defenderam, sobre a perspectiva de democratização dos debates, financiamento, gestão democrática, valorização dos profissionais da educação, qualidade… e, os valores sociais, culturais, econômicos, de gestão, que integram a construção da Educação.
            A etapa distrital da Conae também escolheu os nomes para compor a delegação do DF na Conae/Nacional, aqui no DF. O Sinpro é a entidade que representa os/as professores/as da educação básica pública e terá seis delegados/as e dois/duas suplentes na próxima fase dos debates.
 
 
 

Jogos Internos do CEF Polivalente no Programa Alternativo

O Programa Alternativo deste sábado (28) mostra, em um de seus blocos, uma atividade desenvolvida pelo Centro de Ensino Fundamental Polivalente. Os Jogos Internos Polivalente tem como objetivos desenvolver a interação dos alunos e melhorar seu rendimento escolar. O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Presidente da CE quer votar PNE no início de novembro

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), Cyro Miranda (PSDB-GO), quer fazer um esforço concentrado para votar o Plano Nacional de Educação (PNE) no início de novembro. Ele disse ser necessário fazer modificações nas normas para a educação básica e o ensino fundamental e informou que ouvirá o Ministério da Educação. Na quarta-feira (25), o projeto (PLC 103/2012) foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. O texto já havia sido aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
 
Fonte: Correio Braziliense

Dentro dos muros da escola

Os apelidos maldosos e os xingamentos disfarçados de brincadeira quase provocaram a saída de Sara da Costa Oliveira, 11 anos, do Centro de Ensino Fundamental 3, na Asa Sul. A lista de termos pejorativos usados para descrever o físico da menina era extensa. “Alguns colegas me chamavam de gordinha, baleia assassina, canhão e outros nomes. Eu me sentia muito ofendida e ficava magoada. Cheguei a pensar em sair do colégio e me afastar”, lembra a garota. A menina também enfrentou ameaças e violência psicológica por parte dos colegas do 5º ano. “Para piorar, eu era ameaçada pelos meninos e, se contasse aos professores, eles diziam que iam me bater. As piores horas eram a chegada à escola e a saída, quando eu ficava com medo de que isso acontecesse”, descreve.
A situação vivida pela estudante é um caso típico de bullying — termo criado na Noruega na década de 1980 e que significa intimidar, ameaçar — que se popularizou nos últimos anos. Pesquisas apontam que, entre os meninos do 9º ano do ensino fundamental no DF, 32% sofrem com as atitudes. No Brasil, as ofensas são 6% menores, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Especialistas acreditam que o caminho é o diálogo, a capacitação dos professores e o envolvimento da família com a escola. O primeiro passo é não esconder o problema. “Um verdadeiro educador leva a discussão para a sala de aula”, acredita o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Walter Ude. “A escola suspende, expulsa, pune, quando, na verdade, deveria discutir o que é amizade”, completa.
No CEF 3, a forma de trazer o assunto à tona foi por meio da escrita e de dinâmicas de grupo. “ O bullying pode ser motivado pela tentativa de se manter um status, ser o popular ou o brigão. O que queremos mostrar é que isso não existe”, explica a diretora do CEF 3, Sheila Cristina Moreira Santana.
Durante o projeto de combate ao bullying, os alunos leram o texto Gentil e cruel agressão como tarefa de casa. Eles discutiram a questão com os pais e, em sala, escreveram sobre as impressões provocadas pelo tema. Após a reflexão e a exposição, trabalhou-se a diversidade de raças, culturas, hábitos e comidas típicas no Brasil. “Percebemos uma melhoria na convivência e a diminuição de brigas entre colegas. Nossa preocupação foi, então, mostrar que as diferenças são comuns e interessantes”, defendeu a gestora.
Reconhecer-se no lugar do outro foi fundamental para a mudança de comportamento de Wilian Barbosa Lopes, 12 anos. “Já pratiquei bullying. Chamei um garoto de buldogue e outro de palito. Não pensei que poderia ofender alguém”, disse o estudante do 5º ano. No exercício aplicado pelo estabelecimento de ensino, ele descobriu que os outros se sentiam mal com algumas brincadeiras: “Agora, eu não os chamo mais dessa forma, e estamos mais próximos. Aprendi que devo respeitá-los”.
Nas escolas da rede pública do DF, a orientação é que o docente trabalhe temas de discriminação, como o preconceito contra a mulher e o homossexual, o racismo, a desmistificação dos padrões de beleza da sociedade. “São dezenas de microviolências que ocorrem todos os dias”, resumiu o coordenador de Educação em Direitos Humanos da Secretaria de Educação do DF, Mauro Gleisson Evangelista.
Ele informa que está em andamento a criação do Plano de Convivência Escolar. “Pretendemos realizar atos de formação com os professores, discutir as relações no ambiente escolar e ajudar a identificar problemas com os alunos. Afinal, de que adianta aprender a teoria de Pitágoras, se o aluno não sabe lidar com o próprio colega?”, lembrou Evangelista.
Palavra de especialista – Efeitos sociais e psíquicos
“Muitas vezes, o bullying é banalizado como se fosse apenas uma brincadeira. Porém, ele provoca efeitos psíquicos e sociais para quem o sofre. Uma reincidência de situações vexatórias ou o apontamento de determinadas características de modo pejorativo têm consequências graves. A criança pode internalizar o desvalor. Em alguns casos, compromete as relações pessoais, o desempenho escolar e provoca depressão. Outros alunos podem temer se relacionar com quem é objeto de bullying por acreditar que também serão alvo de chacota. Para quem pratica, uma intervenção pedagógica é necessária. A escola também é um lugar para aprender a conviver com as diferenças e praticar o comportamento cidadão.”
 
 
No filme Em um mundo melhor, de Susanne Bier, um médico intercala o trabalho em um campo de refugiados na África com as visitas à família na Dinamarca. Ele tem dois filhos, Marianne e Elias. O menino sofre bullying na escola. Por ter dentes grandes, chamam-no de Rato (foto, D). Os autores da agressão esvaziam o pneu da bicicleta do garoto e o agridem. Ele nunca reage, tem medo dos mais fortes e é tímido. Elias conhece Christian, que perdeu a mãe e acaba de chegar à pacata cidade. A partir daí, os dois bolam um plano de vingança contra os opressores. A produção, de 2010, ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro e a 68ª edição do Globo de Ouro, em Los Angeles.
 
Fonte: Correio Braziliense

Primeira Conferência de Alternativas para uma Nova Educação

De 19 a 21 de novembro de 2013 será realizada em Brasília, a primeira CONANE  – Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação, uma parceria entre o Projeto Autonomia da Universidade de Brasília e o Coletivo Gaia Brasília.
 
O objetivo do encontro é congregar educadores e interessados em alternativas para uma nova educação para rodas de conversa, exposição e debate sobre práticas/experiências realizadas no campo da educação.
 
Neste evento serão apresentadas 18 experiências brasileiras significativas, além do lançamento e entrega, para o Ministério da Educação, do Manifesto pela Educação, elaborado pelos integrantes do movimento Românticos Conspiradores, originado de mobilização nacional dos educadores que visam inovações para a melhoria da educação brasileira.
O evento será realizado no Centro Comunitário da Universidade de Brasilia – UnB.
 
O evento é destinado a professores, pais, estudantes e todos os interessados em práticas educativas alternativas ao sistema educacional vigente e na formação de uma rede nacional que atue na transformação desse sistema.
Participe!
 
Confira a programação na íntegra: http://conane.org/programacao/

UnB oferece curso de extensão a professor/a de Geografia

A Universidade de Brasília (UnB) está oferecendo um curso de extensão de Geografia Física do Distrito Federal: Revisão Conceitual e Aplicação Prática, destinado a professores e professoras de Geografia. O curso é inteiramente gratuito, mediante comprovação de docência.
As inscrições estarão abertas até o dia 23 de outubro, na Secretaria de Extensão da Faculdade de Educação, no Campus Universitário Darcy Ribeiro. A disponibilidade é de 50 vagas.
O curso terá duração de 40 horas e será realizado aos sábados das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00 nos dias: 26/10; 09/11; 23/11 e 07/12 de 2013. As aulas serão ministradas no Auditório do Instituto Histórico Geográfico do Distrito Federal (IHGDF), no SEP Sul – EQS 703/903 – Conjunto C.
A realização do curso fica por conta do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Educação Geográfica (Lepegeo/FE-UnB) e do Laboratório de Climatologia Geográfica (LCGea/GEA-UnB), contando com o apoio do Instituto Histórico Geográfico do DF e do Decanato de Extensão (DEX/UnB).
Maiores informações podem ser obtidas na Faculdade de Educação pelo telefone 3307-2072.
 

O piso do magistério precisa ser valorizado

A proposta dos Governadores para alterar o critério de atualização do piso salarial profissional nacional do magistério, que tem previsão de crescer 19% em 2014, caso se mantenha inalterada a Lei 11.738, apesar de ainda não ter sido apresentada formalmente à CNTE, não exime a Confederação de posicionar-se contra a mesma, em razão desta pretender majorar o piso em torno de 7,5% no próximo ano, com apenas 2% de ganho real.
 
Em primeiro lugar, a CNTE não concorda com qualquer patamar de atualização do piso que despreze a perspectiva de valorização dos educadores contida na meta 17 do Plano Nacional de Educação. E a proposta dos governadores está muito longe dessa referência, que precisa ter impacto nas carreiras do magistério em todo país, possibilitando equiparar, em seis anos, a remuneração média dos educadores com as demais categorias profissionais de mesmo nível de escolaridade.
 
Por outro lado, desde 2008, os gestores que dizem não possuir recursos suficientes para pagar o piso aos professores na base dos planos de carreira da categoria, até hoje não se moveram para adaptar as finanças públicas e para organizar os sistemas de ensino. Pelo contrário, legitimam a gritante disparidade salarial entre servidores públicos – e os professores e funcionários da educação se situam na base da pirâmide – assim como apostam em patamares impraticáveis de relação professor-aluno, tornando insustentável a política de valorização nos sistemas de ensino.
 
De parte do MEC, infelizmente, não houve avanço na fixação de critérios para o repasse das verbas federais exclusivamente para os salários dos educadores, em localidades que comprovarem não poder pagar o piso na carreira. A opção do Ministério, por sua vez, apoia-se no fato de que nenhuma prefeitura ou governo estadual conseguiu provar a falta de recursos para aplicar o piso nos termos da lei federal, até o momento.
 
Nesse jogo de empurra, uma vez mais se tenta impor o ônus para o lado mais fraco, esquecendo-se, porém, das promessas eleitorais que situam a valorização dos trabalhadores escolares como pauta central para a qualidade da educação pública.
 
Conforme destacou o presidente da CNTE na matéria publicada no jornal Folha de São Paulo do dia 23/9/13 (pág. C5), a CNTE é contra a proposta economicista dos governadores e fará a disputa no Congresso Nacional, conciliando esse tema às eleições gerais de 2014, como forma de não tolerar mais a demagogia de políticos que insistem em fazer da educação uma simples retórica.
 
Ainda com relação à matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, é preciso corrigir a afirmação de que a CNTE foi convidada a integrar mesa de negociação com MEC e os Governadores, uma vez que essa mesa não existe. A CNTE tem pleiteado a composição desse espaço de diálogo, desde 2010, com vistas a potencializar as políticas para o piso e a carreira dos profissionais escolares, contudo, até o momento, não logrou êxito na empreitada.
 
FONTE: CNTE

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