Educação: por uma estrutura do século passado

Sistema educacional da década de 70 era sinônimo de excelência na rede pública

As manifestações que tomaram conta do país nos últimos meses fizeram com que todos os olhares se voltassem para a classe de educadores, que já suplica por atenção há décadas. Com o processo de decadência da carreira cada vez mais intenso, desdobramento inevitável do descaso do governo ao longo dos anos, hoje, a categoria apenas vislumbra de forma saudosista a realidade do sistema público da década de 70, sinônimo de excelência se comparado com a rede particular da época.
Atuante na docência da rede pública de ensino de 1984 até 1998, Lúcia Helena Soares, de 58 anos, afirma que o sistema já teve seus tempos áureos. “Já havia algumas deficiências quando comecei a lecionar, diferentemente de quando eu estudei. Fiz todo meu ensino em escolas públicas, inclusive a faculdade. A estrutura era impecável”.
Hoje, sem exercer mais a profissão, ela aponta que a crescente demanda de estudantesnão é acompanhada de forma equivalente pelos investimentos. “Se faz necessário um grande número de pessoas para atuar na área e isso demanda um gasto muito grande. Talvez por isso as administrações públicas desvalorizaram os salários”.
Circunstância que resultou na quebra de paradigmas da condição de educador. “Gradativamente, houve um processo de desvalorização da profissão. Antes, tinha até certostatus dizer que era professor”, afirma Lúcia Helena.
Com péssimas condições de trabalho, baixos salários, extensas jornadas de trabalho, falta de incentivo profissional e perda da autonomia pedagógica, que são apenas alguns dos problemas que os docentes enfrentam para exercer a profissão atualmente, a carreira, que antes era reconhecida, hoje obriga seus profissionais a aderir à greve, que já conta com 80% do efetivo na rede municipal e 40% na estadual.

De acordo com o professor de português e inglês Bruno Souza Norbert, de 30 anos, que leciona nas redes estadual e municipal, a falta de planejamento adequado é um dos maiores desafios a ser enfrentados. “A quantidade de alunos por turma é enorme. É uma professora para alfabetizar 30 crianças ao mesmo tempo, sem auxiliar. As turmas mais avançadas têm pelo menos 35 alunos, chegando às vezes a 50, quando a lei diz que uma turma deve ter no máximo 25 alunos.” 

Há ainda problemas estruturais, como cadeiras enferrujadas, ausência de ar-condicionado nas salas, fiação elétrica exposta, falta de preservação do espaço. O professor Marcelo Santana, de 45 anos, que leciona em quatro escolas diferentes da rede estadual, municipal e particular, dá exemplos da falta de investimento público. “Na rede municipal, as cadeiras são todas enferrujadas. As salas são extremamente quentes, sem ar-condicionado, e no verão fica insuportável”.
Todos esses fatores geram falta de perspectiva nos novos profissionais que ingressam na docência e faz com os jovens não se sintam atraídos pela carreira. E o velho simbolismo de lecionar se perde para os mais experientes. Antes considerada profissão de prestígio, hoje, a carreira de magistério tem baixa procura nas universidades.
Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os inscritos para o curso de Letras Português/Literatura no vestibular de 2004 ultrapassava a marca de 600. Seis anos depois, no vestibular de 2010, os concorrentes não passavam de 480. No mesmo ano, o vestibular para o curso de Licenciatura em Matemática recebeu apenas 174, enquanto em 2004, os inscritos ultrapassavam os 300.
E os novos docentes que chegam para integrar o quadro de profissionais desistem por conta das dificuldades. É o que afirma Bruno Norbert, que aponta as condições de trabalho como principal fator para esse processo. “Muitas vezes, o magistério acaba sendo um primeiro emprego para muita gente. Os profissionais vivem em uma crise constante, pois amam o que fazem, mas não vão aguentar muito tempo”.
A falta de autonomia pedagógica da categoria também demonstra como os governos estadual e municipal negligenciam a carreira. “O material utilizado é totalmente imposto. Hoje, a educação é medida por metas. E essa meta é calculada a partir de uma prova de múltipla escolha preparada pela secretaria. A rede toda faz a mesma prova”, afirma Norbert.
No caso do professor de filosofia e sociologia da rede estadual, César Roberto Milman, de 30 anos, que leciona em quatro instituições diferentes, a grande dificuldade é o deslocamento. “Dar aulas em locais diferentes é complicado. Tem escola que eu vou pra dar um tempo só de aula, para completar a carga horária. Eu fico sobrecarregado”. O docente dá aulas em quatro bairros diferentes, da Zona Norte e da Baixada Fluminense.
Em tempos de manifestações e cada vez mais sucateamento do sistema educacional, os governos do Estado e do Município do Rio de Janeiro tiveram postura impassível. Afirmam que não há dinheiro para ceder a todas as reivindicações. Enquanto isso, a Prefeitura é acusada de não investir a totalidade da verba do Fundeb (incentivo Federal voltado para a valorização do profissional do magistério) na área da Educação e a gestão de Sérgio Cabral fecha dezenas de escolas, com a justificativa de corte de gastos.
 
Fonte: Jornal do Brasil

Educação discute aula obrigatória de música e artes no ensino fundamental

A Comissão de Educação promove debate nesta terça-feira (27), às 14h30, no Plenário 10, sobre o projeto de lei que inclui o ensino de música, artes plásticas e artes cênicas no currículo obrigatório das escolas do ensino fundamental. O PL 7032/10, do Senado, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96), que não é explícita quanto às disciplinas relacionadas às artes. Apenas define que “o ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica”. O ensino de música, no entanto, já é obrigatório desde 2008.
 
Segundo a proposta, do ex-senador Roberto Saturnino, o sistema de ensino terá cinco anos para se adaptar à regra.
 
Foram convidados para a audiência, sugerida pelo deputado Raul Henry (PMDB-PE):
– a presidente da Federação de Arte-Educadores do Brasil (Faeb), Maria das Vitórias Negreiros do Amaral;
– a diretora do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (IdA-UnB), Izabela Costa Brochado;
– um representante do Ministério da Educação; e
– um representante do Conselho Nacional de Educação.
 
Agência Câmara

Projeto da EC Vale do Sol é destaque do Programa Alternativo

O Programa Alternativo deste sábado (31) mostra, em um de seus blocos, o projeto Vale do Sol Respira: projeto ambiental, patrimonial e cultural. O trabalho é desenvolvido pela Escola Classe Vale do Sol de Planaltina e tem o objetivo de levar os alunos a aprofundarem seus conhecimentos sobre a importância da preservação ambiental e cultural.

O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Senador quer educação básica financiada pelo Governo Federal

Em pronunciamento nesta quinta-feira (22), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que, além de objetivos ambiciosos na educação, o Brasil deve espalhar por todo o território as grandes experiências no setor, o que só seria possível com a federalização do ensino.
 
Nesse sentido, Cristovam cobrou a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 32/2013, de sua autoria, que responsabiliza a União pelo financiamento da educação básica pública. A proposta encontra-se em tramitação na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania).
 
Cristovam propôs o gasto anual de R$ 9 mil por aluno, e disse que isso só será possível com o emprego de verba federal, uma vez que há escolas que gastam R$ 2.200 por aluno e outros estabelecimentos que empregam R$ 51. O senador também cobrou melhorias gerais no setor, com a adoção de bom salário para os professores, prédios bonitos para abrigar as escolas e despertar o interesse das crianças, equipamentos modernos e respeito.
 
Em seu discurso, Cristovam saudou a audiência pública promovida pelo Senado na quarta-feira (21), que discutiu a importância da educação para o desenvolvimento econômico do país. O senador elogiou os participantes do debate e reiterou que a educação é fundamental para aprimorar o conhecimento.
 
Os debatedores, disse o senador, mostraram que a educação contribui para o aumento do PIB (Produto Interno Bruto), especialmente o ensino de Matemática, que contribui para a formação de engenheiros no país, que já sofre com a ausência de profissionais qualificados do setor.
 
— De cada cem jovens que entram nas escolas de Engenharia, 50 abandonam o curso por falta de base matemática, não por falta de dinheiro. Isso tem consequências diretas na produção e no PIB, ou porque as coisas deixam de ser produzidas, ou porque a produção fica a cargo de pessoas despreparadas.
 
Cristovam disse ainda que o Brasil está “muito mal na foto” dos países que indicam alto grau de educação, como Coréia e Chile. Ele também criticou o fato de o país comemorar a queda do analfabetismo de 12% para 11%, mesmo sabendo que o número de analfabetos aumentou e a população cresceu.
 
— Quase 125 anos depois da proclamação da república, temos hoje duas vezes mais adultos analfabetos do que em 1889. A porcentagem caiu, mas o número absoluto dobrou. É a comemoração do pequeno, a comemoração do insuficiente. Estamos indo mal, apesar de estarmos indo, e nossos objetivos são vergonhosos. Daqui a 20 anos, ainda estaremos atrás de países latino-americanos, como Colômbia e México.
 
Fonte: Portal R7

Todos Pela Educação debate ensino como prioridade

De quem é a função de zelar pela educação brasileira: governantes e governos, sociedade civil, educadores, instituições de ensino, famílias, estudantes? Por achar que a melhor resposta para essa pergunta é “todo mundo junto”, o movimento Todos Pela Educação vai reunir pessoas de todo o país nos dias 10 e 11 de setembro em Brasília. A intenção do congresso, que tem como tema Educação: agenda de todos, prioridade nacional, é promover um espaço de discussão sobre as formas com que diferentes atores da sociedade podem interagir e potencializar suas ações em prol de um ensino de qualidade. A entrada é gratuita e livre, mediante inscrição.
 
O congresso será dividido em quatro sessões, sendo duas no primeiro dia e duas no segundo. Em comum, todas trarão a proposta de reflexão sobre como diferentes áreas (educação, economia, demografia, ciência política, sociologia), entes da federação (União, estados e municípios), poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário) e setores (público, privado, social) podem se articular em torno do objetivo comum, que é melhorar a qualidade da educação no país. “Somente com o alinhamento dos esforços entre os setores público, privado e social conseguiremos avançar efetivamente e consistentemente em áreas como a da educação no Brasil”, diz Andrea Bergamaschi, gerente de projetos do Todos Pela Educação. A intenção do movimento é apresentar, como produto do evento, uma publicação com os principais pontos debatidos e conclusões que emergirem das sessões
 
Porvir apoia o encontro e vai compartilhar os melhores momentos, ao longo dos dois dias, via redes sociais. Acompanhe!
 
A primeira sessão do evento trará para o debate o papel da educação no desenvolvimento econômico e social do país. Entre os debatedores estarão presentes representantes do governo, como Ricardo Paes de Barros, que é subsecretário da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência; da academia, como professora de política educacional da Faculdade de Educação da USP Paula Louzano; e de organizações sociais, como Mário Volpi, oficial de projetos do Unicef no Brasil.
 
Na sessão seguinte, o tema em questão será a forma de articular os setores público, privado e social. Os convidados discutirão como cada setor vem contribuindo ou pode contribuir pela melhoria da educação. Entre os presentes estarão Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, secretário municipal de Educação de Florianópolis, Tatiana Filgueiras, gerente de avaliação e inovação do Instituto Ayrton Senna, e Lucien André Munõz, representante da Unesco no Brasil.
 
No dia seguinte, a terceira sessão vai trazer à tona discussões sobre a atuação dos entes federativos (cidades, estados e União) na garantia de um ensino de qualidade em todas as suas etapas básicas, do infantil ao médio. Participam da conversa Binho Marques, secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC (Ministério da Educação), Emiliana Vegas, chefe da Divisão de Educação do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, entre outros.
 
A quarta e última sessão vai abordar a cooperação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário também na garantia da qualidade e da equidade na educação. Foram convidados a participar, entre outros especialistas, Artur Costa Neto, presidente da União dos Conselhos Municipais de Educação de São Paulo, Cyro Miranda Gifford Júnior, senador e presidente das Comissões de Educação, Cultura e Esporte, e Márlon Jacinto Reis, juiz no Maranhão.
 
Serviço
O quê: Congresso Educação: agenda de todos, prioridade nacional
Quando: 10 e 11 de setembro, manhã e tarde
Onde: Auditório do Conselho Nacional de Educação
Quanto: gratuito
Inscrições: www.todospelaeducacao.org.br/congresso

Dilma diz que royalties vão garantir melhores salários aos professores

A presidente Dilma Rousseff afirmou na tarde desta quinta-feira, em São Paulo, que parte dos recursos dos royalties do petróleo – aprovados na semana passada pelo Congresso Nacional – serão utilizados para melhorar o salário dos professores. Segundo ela, a profissão de professor precisa voltar a ter “status” no Brasil.
 
 
“Nós precisamos desses recursos para pagar professores. Para transformar em uma profissão que tenha status no Brasil. Sou presidenta do País. Sei que era preciso, necessário, para mudar a realidade, que nós tivéssemos mais recursos do que temos”, disse ela.
 
De acordo com a previsão da Presidência da República, R$ 118 bilhões deverão ser injetados nas áreas de educação e saúde até 2020. Na educação serão pouco mais de R$ 80 bilhões.
 
Acompanhada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, Dilma participou da solenidade da celebração do milionésimo contrato do Financiamento Estudantil (Fies), utilizado por alunos do ensino superior.
 
“Precisamos de oportunidades. Comemoramos o milionésimo brasileiro a celebrar contrato com o Fies desde 2010. Aquela frustração de muitas pessoas, que tinham um sonho, que era cursar a universidade, está sendo superada”, disse a presidente.
 
De acordo com Dilma o diploma superior melhora as condições de disputa no mercado de trabalho. “A renda com diploma universitário é quatro vezes maior que dos demais”, disse ela, que também aposta no ensino em tempo integral para melhorar o nível de ensino no Brasil.
 
“Isso é essencial para mudar o padrão de educação do País. O complemento no horário não deve ser apenas com atividades esportivas e artísticas. Terão de estudar português, matemática, ciências e necessariamente uma língua”, afirmou.
 
Para o ministro Aloizio Mercadante, é preciso ampliar as vagas para iniciantes no ensino superior brasileiro, que hoje são cerca de 1,2 milhão. “Com mais emprego, as pessoas passam a ter mais vontade de estudar”, disse ele.
 
Antes da cerimônia, Dilma se encontrou com o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em um hotel da capital paulista, local onde ambos almoçaram. Esta é a quinta vez que a presidente vem a São Paulo em menos de um mês.
 

Fonte;  Terra

Professores fazem paralisação dia 30 de agosto

Professores, centrais sindicais e trabalhadores de todo o país se preparam para o Dia Nacional da Paralisação a favor do Plano Nacional de Educação (PNE), dia 30 de agosto. Na data, um acampamento será montado em frente ao Senado Federal para pressionar a votação do PNE, que aguarda uma decisão final a quase três anos. “Tivemos o compromisso de todas as entidades de enviarem trabalhadores para estarem nesse acampamento em etapas que já foram acertadas no CNE. Teremos sempre uma boa movimentação de pessoas, dialogando com os parlamentares, com os funcionários públicos dos diversos ministérios da Esplanada, com o povo de Brasília, enfim, chamando a atenção para a necessidade do PNE ser aprovado esse ano”, afirma Roberto Leão, presidente da CNTE.

Leão lembra que o PNE precisa deixar clara a destinação dos 10% do PIB para a educação pública, com ênfase nessa questão, para que seja possível avançar na construção de uma escola que seja efetivamente de qualidade, socialmente referenciada e que faça jus às necessidades do povo brasileiro.
O acampamento será o ponto principal da agenda de mobilização da CNTE para o segundo semestre. Nos meses de agosto e setembro, as centrais sindicais seguem na luta contra o projeto 4330, que trata da terceirização de trabalhadores.

Assembleia de Prestação de Contas será dia 04/09

A Diretoria Colegiada do Sinpro convoca a categoria para a Assembleia de Prestação de Contas, marcada para o dia 4 de setembro, às 19 horas (primeira chamada), no auditório da sede do Sindicato.

Sinpro acompanha construção do muro no CEF Myrian Ervilha

Representantes do Sinpro e uma equipe de engenharia da Secretaria de Educação do DF compareceram ao Centro de Ensino Fundamental Myrian Ervilha, na manhã desta quinta-feira (22), para acompanhar a construção de um muro na escola. Devido à falta de muro, todos os anos as dependências do CEF eram invadidas por enxurradas e pelo esgoto na época de chuva, e pela falta de estacionamento na escola, os funcionários eram vítimas de furtos e roubos quando deixavam o colégio em direção aos carros.
Juntamente com a construção do muro, que deve ser concluído em 30 dias, está sendo feita uma organização externa para desviar as águas das chuvas, a construção de um estacionamento dentro da escola e a reforma na quadra de esportes. Para o diretor Cláudio Antunes, esta reforma garante mais segurança a professores e alunos. “Após mais de cinco anos acompanhando a luta da comunidade para a construção de um muro, estamos satisfeitos com o projeto que está sendo feito. Isto vai garantir que a água das chuvas não entre na escola e proporcione também a segurança das pessoas que trabalham e estudam no CEF”, enfatiza o diretor do Sinpro.
O Sindicato ressalta que apoia a luta da escola pela reconstrução total dos blocos dos setores administrativos e das salas de aula, bem como construção de uma cobertura na quadra poliesportiva do CEF. Segundo a equipe de engenharia da SEE, o colégio está no programa de reconstrução, mas ainda aguarda o início do processo de licitação.

Lançamento nacional da Lei da Mídia Democrática

Foi lançado nesta quinta (22), no auditório Nereu Ramos, o projeto de lei de iniciativa popular da Mídia Democrática, que propõe a regulamentação dos artigos da Constituição de 1988 que garantem a pluralidade e diversidade. O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação pretende impedir monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação de massa, estabelecendo princípios para a radiodifusão sob concessão pública (rádio e televisão). Para ingressar no Congresso como vontade popular o Projeto de Iniciativa Popular deve receber 1,3 milhão de assinaturas.
O evento foi aberto ao público e teve transmissão online pelo FNDC e pela PosTV. Representantes de movimentos sociais, ativistas, personalidades públicas e políticos que apoiam a democratização da comunicação no Brasil participaram do evento.
O projeto de lei de iniciativa popular foi levado às ruas em 1º de maio, Dia do Trabalhador, pelas entidades da sociedade civil que apoiam a campanha “Para Expressar a Liberdade”. Desde então, já recebeu milhares de assinaturas e terá atos de lançamento estaduais.
O documento é fruto de mais de 30 anos de luta pela regulamentação das comunicações (Confecom) realizada em 2009.
Conheça o texto e confira quem apoia a campanha Para Expressar a Liberdade no site www.paraexpressaraliberdade.org.br
– Lista para coleta de assinatura/Lista de apoiamento (Clique aqui)
Formulário para preenchimento dos dados do cidadão/cidadã que assinará o projeto.

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