Show encerra comemorações da Consciência Negra

Um show com a cantora Rosemaria e os grupos Aiê e Sankofa encerrará as programações do mês da Consciência Negra. Por um problema de agenda, Renata Jambeiro não poderá participar do evento. Rosemaria, cantora que faz um som dançante da melhor qualidade comandará a festa no La Salle da 906 Sul. Os ingressos são limitados e estarão à disposição dos professores a partir da segunda-feira, dia 17, na sede e subsedes do Sinpro.
E na próxima quarta-feira os professores terão a oportunidade de assistirem a dois filmes que tratam da temática negra: “Quanto vale ou é por quilo?”, que traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira contemporânea e “Amistad”, filme de Steven Spielberg sobre uma rebelião de escravos que assumem o comando de um navio negreiro. Os filmes serão exibidos às 15 e 17h30 no auditório da sede do Sinpro, no setor gráfico.

Remanejamento: publicado resultado do concurso

Foi divulgado nesta quinta-feira, dia 13, o resultado do concurso de remanejamento. Para saber sua pontuação, o professor/especialista em educação deve acessar o seguinte endereço: www.se.df.gov.br/remanejamento2008, digitar o número do CPF e a senha que usa no sistema da Secretaria (a mesma usada para acessar o contracheque). O resultado é provisório, uma vez que o professor que desejar interpor recurso poderá fazê-lo pelo período de dois dias, conforme o item 6.1 do edital nº 13.
As DREs já estão divulgando os números de carências disponíveis, bem como estão informando o nome da escola, carga horária e turno onde a carência será disponibilizada.
Orientações: uma vez que o professor bloqueie a carência, não poderá voltar atrás. Sua vaga na escola atual (caso possua uma) será disponibilizada no remanejamento externo. O professor poderá concorrer no remanejamento interno e externo. Bloqueando uma carência no remanejamento interno e posteriormente outra no externo, prevalecerá o remanejamento externo, sendo a carência bloqueada no interno disponibilizada na II etapa do remanejamento (ainda sem data). As vagas do remanejamento externo serão apresentadas em edital a ser divulgado pela SEE uma semana antes da data da realização do mesmo, inclusive informando qual escola, turno e carga horária que estarão serão disponibilizados.

REMANEJAMENTO INTERNO: DE 24 a 28 de novembro
REMANEJAMENTO EXTERNO: DE 08 a 19 de dezembro
*Os locais serão divulgados posteriormente.

Remanejamento específico para sala de recurso, equipes de atendimento e itinerância:

A SEE nos informou que até dezembro estará divulgando o edital para remanejamento específico para esses setores, que ainda não foi concluído devido à demanda de trabalho do remanejamento geral.

O concurso de remanejamento é uma conquista da categoria que luta há 29 anos pela segurança e transparência do certame. Agora, com o novo plano de carreira (lei 4.075/2007 e portaria nº 215/2008), estamos alcançando este objetivo. Pela primeira vez as carências estão sendo divulgadas antes da realização do concurso, o que sem dúvida é um grande avanço.

Nota de falecimento

É com pesar que o Sindicato dos Professores comunica o falecimento de Izabel Cristina Leite, professora psicóloga da equipe de atendimento da Escola Classe 17 da Ceilândia. O sepultamento será nesta quinta-feira, dia 13, às 17h, no cemitério Campo da Esperança. O corpo está sendo velado na capela 7.

Pesquisa aponta os problemas de saúde dos professores

No ano de 2008 a Secretaria de Educação elegeu os professores doentes como alvo para uma série de ataques. Primeiro, o governo exigiu que todos os atestados fossem submetidos à perícia médica. Depois, foi aos meios de comunicação alegar que os professores tiravam muitos atestados por preguiça de trabalhar. O atendimento da Perícia Médica, que já era péssimo, piorou ainda mais. Para desmentir a campanha de desinformação do governo e descobrir as reais causas das doenças dos professores, o Sindicato encomendou uma pesquisa sobre o assunto, feita pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde e Trabalho, sob a coordenação do Laboratório de Psicologia e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília. Os resultados da referida pesquisa foram apresentados pela coordenadora do trabalho, a doutora Ana Magnólia Bezerra Mendes durante o 8º Congresso dos Trabalhadores em Educação.

As conclusões são alarmantes. Um em cada três professores que participaram da pesquisa afirmou ter alguma doença ocupacional, e mais da metade dos professores havia tirado um atestado nos últimos seis meses. Pior, a avaliação das condições atuais de trabalho demonstra que essas tendências só devem se agravar, disse Magnólia. “Se não forem tomadas providências a curto e médio prazo, teremos um nível ainda mais alto de doenças”, avisou a pesquisadora.

Foram avaliados 1462 professores, e uma análise estatística permitiu traçar o perfil médio dos que responderam à pesquisa. O respondente típico é uma professora com especialização que trabalha 40 horas por semana, e é a principal responsável pela renda da casa, tem 38 anos, não tem outro emprego e trabalha há 13 para a regional de ensino. Imaginar que uma pessoa como essa tira atestados médicos por preguiça é um exercício de imaginação.

A pesquisa tinha como método avaliar a organização, as condições e as relações de trabalho. A primeira diz respeito à estrutura do ensino e como são divididos o planejamento e a execução das tarefas. As condições de trabalho se referem às condições materiais, as ferramentas disponíveis e o ambiente de trabalho. Por fim, as relações de trabalho são as relações entre chefia e subordinados, bem como relações entre os próprios professores. Todos os itens tiveram índices desastrosos na pesquisa. 98% dos professores consideraram a organização de trabalho precária ou crítica. Sobre condições de trabalho, 96% pensaram o mesmo, e 95% criticaram as atuais relações de trabalho.

Os professores se revoltam com as salas superlotadas, o barulho, a competitividade, a constante cobrança por resultados. Essas condições inadequadas se refletem negativamente na saúde da categoria: 33% apresentam doenças físicas relacionadas ao trabalho, e 26% demonstram depressão. Apenas 6% dos professores não reportaram nenhum tipo de distúrbio físico ocasionado pelo trabalho. Os mais comuns são varizes, tendinite, depressão e uma série de doenças relacionadas ao sistema motor, especialmente da cintura para cima. Além disso, os professores relataram danos sociais como vontade de ficar sozinhos ou problemas em relações familiares.

Para Magnólia, a ligação entre essas doenças e o trabalho é clara. “a precarização das condições de trabalho está diretamente ligada ao esgotamento. E o esgotamento provoca danos físicos e psíquicos, enquanto a falta de reconhecimento causa os danos sociais”. As soluções? Magnólia recomenda o fortalecimento político da categoria e do sindicato, para que possam exigir condições melhores do governo. A discussão direta com a gestão no local de trabalho, para garantir a liberdade de expressão e os laços de solidariedade. E um bom plano de saúde.

Congresso Discute Democratização da Mídia

Para onde caminha o Brasil? Esse é o tema do 8° Congresso de Trabalhadores em Educação. Para os jornalistas Bernardo Kucinsky e Altamiro Borges, a resposta para essa pergunta passa necessariamente por uma discussão dos meios de comunicação do país. Kucinsky e Borges foram os palestrantes da mesa “Democratização da mídia”, embora o assunto mais discutido tenha sido exatamente a falta de democratização.

Kucinsky, que também é professor da USP e colaborador das revistas Carta Capital e Revista do Brasil, apontou a unidade ideológica entre as grandes empresas de comunicação, e a falta de atuação do governo no sentido de moralizar e fiscalizar, evitando monopólios. Para o professor, é preciso implementar políticas eficientes de comunicação que incentivem a imprensa alternativa, não-mercantil e pública. Nesse sentido, Borges notou que duas boas ações do governo teriam sido o programa de inclusão digital e a criação da TV pública, ainda que ambas precisem ser melhoradas.

Mas não só o governo é responsável por mudanças nos meios de comunicação. Altamiro Borges, editor da revista Debate Sindical, destacou as dificuldades da comunicação sindical e os desafios que é preciso superar. Para ele, os sindicatos ainda não se recuperaram completamente da crise dos anos 90, e que ainda estão se reestruturando tanto em mobilização quanto em recursos. Enquanto isso, um novo perfil de trabalhador vem surgindo, com cada vez mais jovens e mulheres na força de trabalho. Portanto, é preciso encontrar formas de se comunicar com esse público, em um processo que precisa reinventar instrumentos de comunicação, uma linguagem acessível e recursos financeiros adequados.

Ambos os palestrantes destacaram o papel extraordinário que a Internet pode exercer nesse processo, ao reduzir custos de distribuição de conteúdo e possibilitar um contato mais direto com o público, mas ressaltaram que ainda não se sabe exatamente o que se pode fazer com ela. “Para chegar a um novo paradigma de comunicação, é preciso pensar os outros papéis sociais do sindicato, além de falar à categoria”, comentou Kucinsky.

Para os professores de Brasília, talvez o exemplo mais recente da desigualdade da mídia tenha sido a campanha difamatória movida pelo GDF contra a categoria. Em notas nos principais jornais da cidade, o governo divulgou a tese de que os professores fingiam estar doentes para não trabalhar. Na ocasião da greve de advertência pelo cumprimento do Plano de Carreira, colunistas e comentaristas da cidade chamaram a ação de “irresponsável”, sem explicar os motivos da paralisação. Se a grande mídia é surda às reivindicações dos professores, a solução é procurar a própria voz – e democratizar os espaços onde ela pode ser transmitida.

Congresso debate: para onde caminha o Brasil?

Com a execução do Hino Nacional pelo quinteto de meninas do Instituto Accorde Brasil, foi aberto nesta quinta, 6, o 8º Congresso de Trabalhadores em Educação, com a presença de mais de 850 delegados. O tema “Para onde Caminha o Brasil” foi debatido pela ótica dos trabalhadores e os integrantes da mesa alertaram para os efeitos da crise do capitalismo e as lições que podemos tirar dela.

Para a presidente da CUT-DF e diretora do Sinpro-DF, Rejane Pitanga, os rumos do Brasil dependem da unidade dos trabalhadores. Para o diretor de Política Educacional do Sinpro, Antônio Lisboa, o tema, definido antes da crise mundial, se revestiu ainda de maior importância após a maior crise do capitalismo de todos os tempos. “O que precisamos é deixar claro que não permitiremos que coloquem sobre nossos ombros o ônus da crise gerada pela especulação desenfreada”, afirmou.
Também compuseram a mesa de abertura do evento o presidente da CUT, Artur Henrique, o secretário geral do SAE-DF, Denisvaldo Alves do Nascimento, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, e o diretor de Estudos Sociais do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Jorge Abraão Costa.

Em sua intervenção, Artur Henrique lembrou que os sindicalistas já foram chamados de dinossauros porque questionavam a regra vigente na década de 90 de diminuir o Estado e deixar que o mercado se auto-regulasse. “Agora vemos o berço do neoliberalismo, a Inglaterra, estatizando bancos. Se antes eles privatizaram os lucros, agora vão socializar os prejuízos e isso não vamos aceitar”, afirmou.
Ele citou a luta pela ratificação das convenções 151 (que regula a negociação coletiva no serviço público) e 158 (que trata da demissão arbitrária e imotivada) da OIT como um dos mais importantes embates no Congresso Nacional.
O presidente da Central também afirmou que a crise financeira mundial é uma crise do modelo e que por isso é preciso aprofundar o debate sobre suas causas.

Jorge Abraão Costa, afirmou que o Brasil está crescendo, mas ainda é um país que tem a desigualdade solidificada. O diretor do Ipea declarou que para que haja, de fato, desenvolvimento é preciso lutar pela inserção soberana do Brasil no mundo, pela integração regional do País, emprego, entre outros fatores. Costa ainda alertou que é necessário investir pesado no processo educacional. “A luta começa essencialmente na educação. Nós precisamos de uma overdose educacional”, afirmou. De acordo com dados do Ipea, em 2007, 18% dos jovens de 15 a 17 anos estavam fora da escola, e 1, 7% desse público eram analfabeto.

O primeiro dia do 8º Congresso de Trabalhadores em Educação foi encerrado com um coquetel e a apresentação da cantora Iza Berg. Nesta sexta-feira (7), serão debatidos a democratização da mídia, violência nas escolas, a profissionalização e uso de novas tecnologias em educação, saúde do trabalhador, raça e educação e homofobia.

Educador e artista
Logo na entrada do 8º Congresso de Trabalhadores em Educação, os participantes do evento puderam conferir os trabalhos extra classe desenvolvidos pelos colegas de trabalho. Em 10 estandes, dividiam espaço artesanatos, origami, livros e outras artes. O professor de educação física, Francisco das Chagas Ribeiro da Silva aproveitou a oportunidade para divulgar seu livro “Universidade do Caminho”. “Esse é um espaço para passar conhecimento e também para aprendizagem”, disse.

Rádioweb CUT-DF transmite ao vivo Congresso
Quem não estiver presente no 8º Congresso de Trabalhadores em Educação também poderá acompanhar ao vivo o evento, pela Rádioweb CUT-DF. Todos os debates, palestras e exposições poderão ser ouvidas de qualquer lugar do mundo. Para acessar a Rádioweb, basta clicar no link “rádio cut”, disponível na página inicial do site da Central.

Comunidade se solidariza com professora

A comunidade escolar da Escola-Classe 56, da expansão do setor O, em Ceilândia, fazem nesta terça-feira, 4, às 13h30, um ato em frente à 24ª Delegacia de Polícia, que apura o caso da professora Elizabeth, acusada de ter segurado uma criança para que outras pudessem bater. Eles se solidarizaram com a professora, que nega veementemente a acusação e que esclareceu que tudo o que fez foi segurar a criança para que ela parasse de brigar.
A acusação foi estampada como escândalo em jornais e telejornais, antes mesmo de a professora se defender. Considerada uma profissional exemplar, essa foi a forma encontrada pelos professores, auxiliares e pais de alunos para pedir a apuração rápida dos fatos.

Sinpro convoca

O Sinpro solicita aos professores relacionados abaixo que se inscreveram para participar do 1º Seminário de Políticas Públicas para o Esporte e Lazer que entrem em contato com a diretora de Imprensa do Sinpro, Rosilene Correa (9942-0377) para resolverem uma pendência com as suas inscrições. Os demais inscritos receberão a confirmação de suas inscrições após o dia 10 de novembro.

Amauri Antonio Carturani
Carla Maria de Medeiros Borges
Edna de Souza Ribeiro
Elizangela Tomaz de Santanna
Gislene Vaz Garcia Medeiros
José Aldcesar do Nascimento
José Alessandro da Silva
Maria de Fátima Chaves dos Santos
Marilene Tavares da Cunha
Maristela Pereira Leal
Mônica Araújo Lima
Rita de Cássia Martins Ribeiro
Roberto Lívio
Silvani Maria de Lima
Tarcisio Miranda Barcelos

Senador Cristovam faz visita ao Sinpro

O senador Cristovam Buarque esteve nesta sexta, 31, na sede do Sindicato dos Professores. O objetivo do senador foi conversar com a diretoria do Sinpro sobre os motivos que levaram a categoria a rejeitar o 14° salário, já que, segundo ele, a proposta do GDF tomou como referência um projeto de sua autoria que tramita no Senado.
Explicamos ao senador que a categoria considera que a apresentação dessa proposta neste momento na verdade é uma cortina de fumaça para justificar a não concessão do reajuste de 19, 98%, conforme está previsto em nosso plano de carreira. Esclarecemos ainda que estamos preocupados com a forma como se fará essa bonificação, pois não houve uma discussão prévia com a categoria e não sabemos as implicações pedagógicas de sua implantação.
Diante dos nossos esclarecimentos, Cristovam se comprometeu a conversar com o governo Arruda e defender que primeiro se cumpra o artigo 32 do nosso plano de carreira e que só depois se implante qualquer bonus de produtividade.
A diretoria, por sua vez, se dispôs a debater amplamente com o senador o seu projeto de lei, no sentido de que uma bonificação dessa natureza seja feita com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino. Ainda no Sinpro ele telefonou para o secretário de Educação solicitando audiência.

Condenada sem direito à defesa

A condenação prévia da professora Elizabeth Barros pela mídia faz lembrar o caso da Escola Base, ocorrido em 1994 em São Paulo. Os donos da escola, Maria Aparecida Shimada e seu marido Icushiro Shimada, foram acusados de promover orgias com menores na escola infantil que mantinham no bairro da Aclimação.

A polícia deu crédito excessivo a uma denúncia de mãe de alunos da escola, e a imprensa assumiu a queixa como se fosse fato provado. “Perua escolar carregava crianças para orgia”, estampou , por exemplo, a Folha da Tarde. “Escola de horrores”, sentenciou a revista Veja. A escola sofre depredações e saques por parte de moradores e pais de alunos. Comprovou-se por meio de novos exames e de conversas com as crianças que não houve abuso sexual. Dois meses depois, o inquérito chega à conclusão de que os acusados são inocentes.
O que fizeram com a gente não dá para esquecer jamais, as feridas não cicatrizam’, desabafou Shimada cinco anos depois do ocorrido. Sua mulher teve que passar por tratamento psiquiátrico e ele sofreu dois enfartes. Tiveram que abandonar o projeto de uma vida, a escola.
A atitude da imprensa não foi muito diferente do que ocorreu com a professora Elizabeth, acusada de ter segurado uma criança de cinco anos para que outras crianças pudessem agredi-la. “Professora acusada de dar aula de violência” estampada sob fundo preto, dá bem a medida da irresponsabilidade. A Secretaria de Educação jamais poderia ter exposto o problema à imprensa antes de ouvir a professora e apurar os fatos.
“Minha vida virou um inferno. Fui pré-julgada sem ser sequer ouvida. Não sou esse monstro que pintaram e não seria louca de fazer uma coisa dessas, sou contrato temporário, posso ser demitida a qualquer hora e estou estudando para o concurso. Como faria uma coisa que poderia comprometer meu emprego e o meu futuro profissional?”, defendeu-se ela na última quinta-feira, na sede do Sinpro. O departamento jurídico do Sindicato assumiu a defesa da professora.
Segundo o coordenador do jurídico, Washington Dourado, serão movidas ações por reparação e danos morais contra a Secretaria de Educação, a mãe do aluno e a imprensa. “Não podemos compactuar com essa situação e não aceitaremos que a sindicância seja conduzida pela diretora da Regional de Ceilândia. Quando ela disse que a professora admitira conduta imprópria ela perdeu a isenção”, afirmou ele.

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