Engajado no Janeiro Branco, Sinpro-DF reabre atendimento na Clínica do Trabalho

O Brasil inicia janeiro de 2021 com a disparada dos casos de Covid-19, que desde março de 2020 matou mais de 200 mil pessoas no país. Junto com a escalada da doença em proporções geométricas, o medo, a dor, a ansiedade de quem vive a constante angústia de perder pessoas queridas ou mesmo a própria vida, assim como aquelas que carregam o fardo do luto. E tudo isso sem um calendário consolidado da vacinação contra o novo coronavírus. Diante deste cenário caótico, a Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF reabre neste mês de janeiro o atendimento na Clínica do Trabalho, lembrando da urgência do Janeiro Branco, campanha que chama atenção para a saúde mental.

Veja a dica da psicóloga Luciene Kozicz

 

Diante de um governo que aplica propostas e projetos perversos ao povo, o brasileiro assiste estático o mundo inteiro se vacinar contra o coronavírus e o Brasil ficar de fora. Antes do governo neoliberal de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, o País foi exemplo e liderança mundial em campanhas de vacinação.

Não bastasse a melancolização decorrente do fracasso generalizado da política econômica neoliberal, o brasileiro teve de lidar o tempo todo, nos últimos 11 meses, com a pressão psicológica decorrente da não gestão da pandemia por parte do governo Bolsonaro. Como agravante das dores emocionais, ainda teve de lidar com o desmonte das políticas públicas nacionais de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS).

No início de dezembro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro revogou mais de 100 portarias do Ministério da Saúde sobre saúde mental editadas entre 1991 e 2014. Na lista do desmonte, destacam-se ações fundamentais, como o programa anual de reestruturação da assistência psiquiátrica hospitalar no SUS, o Serviço Residencial Terapêutico, a Comissão de Acompanhamento do Programa De Volta para Casa, a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e necessidades decorrentes do uso de drogas, o Consultório na Rua e outros serviços.

Cuidado com a categoria
Atenta à situação dos professores(as) e orientadores(as) educacionais, que atuam sob pressão em teletrabalho, aulas remotas e vários tipos de ameaças profissionais advindas dos governos local e federal, a diretoria colegiada do Sinpro-DF abraça o Janeiro Branco para disponibilizá-la à categoria, com a oferta de atendimento psicológico individual para professores(as) e orientadores(as) educacionais em sofrimento emocional com foco no trabalho.

Também está aberto o agendamento para a palestra nas escolas, uma cartografia das formas de vida no trabalho docente. O tema proposto é: O cuidado de si: reflexões sobre as psicopatologias do trabalho. Interessados(as) podem se inscrever pelo email:faleconoscosaudetrabalhador@sinprodf.org.br ou pelo telefone: 3343-4211.

IPREV-DF SUSPENDE PROVA DE VIDA POR TEMPO INDETERMINADO

A diretoria do Sinpro-DF, informa aos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) que a prova de vida dos(as) servidores(as) públicos(as) aposentados(as) e pensionistas do Distrito Federal continuará  suspensa por tempo indeterminado.

No momento em que o Distrito Federal atinge a marca dos  261.456 casos confirmados pela COVID-19,  continuar com os serviços é um risco para todos(as). Segundo  o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito (Iprev-DF), a suspensão se deu devido ao aumento dos casos  de coronavírus na cidade, a fim de evitar maior propagação do vírus. 

A Portaria em vigor, estabelece a suspensão do serviço a partir de hoje (14). Entretanto, a medida é preventiva. 

Leia a portaria aqui

 
MATÉRIA EM LIBRAS

Em comentário sobre Marta e Neymar, Bolsonaro marca mais um gol contra a equidade de gênero

O presidente Jair Bolsonaro perdeu a oportunidade de ficar calado nessa segunda-feira (18), ao afirmar que os salários entre as jogadoras e os jogadores profissionais de futebol não devem ser comparados. Para ele, o futebol feminino “não é uma realidade no Brasil” e Marta não pode ser comparada a Neymar. O discurso, feito ao comentar uma questão da prova do Enem 2021, se soma ao repertório de barbaridades do ex-militar e reforça que, mesmo diante de todo desgaste, Bolsonaro não pretende flexibilizar o projeto político sustentando pelo machismo, pelo racismo, pela homofobia, pela ampliação das desigualdades sociais e pelo obscurantismo.

Segundo a diretora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF Vilmara Pereira, a fala de Bolsonaro, entretanto, traz algumas verdades. A primeira delas é que realmente Marta Vieira da Silva, ou só Marta, não pode ser comparada com Neymar Junior. Brava em campo – e também fora dele –, a jogadora já foi escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes pela Fifa. Já Neymar, que virou meme ao ficar mais deitado que em pé em campo, conquistou o terceiro lugar na última votação para melhor do mundo. Ela já fez 103 gols pela seleção Brasileira de futebol, enquanto ele só marcou 50. “Indiscutivelmente – e como ecoam as redes sociais – Marta é melhor que Neymar”, diz a dirigente sindical.

Marta foi escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes pela Fifa

 

O segundo tiro certeiro na fala de Bolsonaro, para Vilmara, veio quando ele afirmou que questões como a apontada no Enem 2021 não são do seu governo. “Jamais um governo retrógrado e opressor traria a discussão da desigualdade de gênero para um exame que aborda como maioria jovens em processo de formação crítica. Isso, com certeza, fica na conta dos governos Lula e Dilma. Para Bolsonaro e seus apoiadores, a prioridade é a luta pelo Escola Sem Partido, que na contramão da evolução e do fortalecimento dos direitos humanos, veta a discussão de gênero dentro das salas de aula”, rebate a sindicalista.

Na fala breve, Bolsonaro ainda conseguiu marcar mais um gol contra a sensatez ao afirmar que a diferença salarial entre Marta e Neymar se deve à iniciativa privada e não ao machismo, considerando o caso da atleta algo único e exclusivo no Brasil.

A desigualdade salarial entre homens e mulheres, inclusive quando exercem as mesmas atividades, é algo real, numericamente comprovado e de conhecimento amplo da população. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, mostra que mulheres ganharam 22% menos do que os homens em 2019. Ou seja, enquanto a média salarial dos homens foi de R$ 2.495 no último trimestre de 2019, a média salarial das mulheres no mesmo período foi de R$ 1.958. Quando analisados os casos de trabalhadoras e trabalhadores com nível superior, essa diferença fica inda maior: 38%, com salários de R$ 6.292 para homens e R$ 3.876 para mulheres.

“O machismo e o capitalismo se fortalecem mutuamente. Para o capitalismo, é interessante ter mulheres oprimidas, com salários menores. Para o machismo, mulheres com salários menos significa mulheres sem autonomia financeira e, portanto, que dependem de homens para sobreviver ao mundo capitalista. Além disso, com a divisão sexual do trabalho, a mulher exerce uma tarefa que não é reconhecida, valorizada e, consequentemente, também não é remunerada, que é a reprodução dos seres humanos e os cuidados com quem mora na mesma casa. Ou seja: cuidamos do funcionamento da casa, das pessoas doentes, criamos filhos, tudo de forma gratuita, para fornecer a mão de obra barata para o sistema”, afirma a diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF.

As provas geradas pelo próprio presidente do Brasil mostram que organizações que levam a pecha de machistas e retrógradas, como a CBF, conseguem ser melhores que Bolsonaro. Em setembro do ano passado, o presidente da Confederação, Rogério Caboclo, anunciou que as atletas da seleção receberão o mesmo que a equipe masculina em diárias e premiações. “Um avanço sim em um país marcado pelo machismo, mas algo ainda longe de solucionar a desigualdade de gênero dentro ou fora de campo”, diz Vilmara Pereira. Enquanto isso, Bolsonaro segue confiante com seus discursos e posicionamentos avessos a tudo aquilo que é sensato.

MATÉRIA EM LIBRAS

Covid-19 | Programa de vacinação do DF não garante imunização dos trabalhadores da educação antes do início do ano letivo

A vacinação contra a Covid-19 no Distrito Federal terá início nesta terça-feira (19/01). Entretanto, as 105.960 doses do imunizante que chegou ao solo da capital federal nesta segunda-feira (18/01) estão bem abaixo do número de pessoas inseridas no grupo prioritário para imunização. Além disso, o Plano Estratégico e Operacional de Vacinação contra a Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde (SES-DF) não especifica quais locais estarão credenciados para realizar a vacinação emergencial, prevista em quatro fases, com trabalhadoras/es da educação na última delas.

De acordo com levantamento feito pela Secretaria de Saúde do DF, só na primeira fase da vacinação, estão registradas quase 190 mil pessoas. 101.996 são trabalhadoras/es de saúde, 80.950 pessoas com 75 anos ou mais e 6.568 pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituição de acolhimento ou asilos.

“O início do ano letivo está previsto para o dia 8 de março. Membros da Secretaria de Educação do DF têm dado entrevistas dizendo que o retorno das aulas será de forma híbrida, ou seja, presencial com adaptações. Até lá, os trabalhadores da educação estarão vacinados? Nossa reivindicação é para que estejamos vacinados antes do início do ano letivo”, afirma o diretor de Imprensa do Sinpro-DF Cláudio Antunes.

Em entrevista coletiva realizada nesta segunda, o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, reafirmou que a imunização iniciará pelos servidores da saúde, incluindo trabalhadores terceirizados que atuam no setor. Ele ainda disse que o principal hospital é o Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

A SEE-DF ainda recomendou que trabalhadores da área de saúde sejam vacinados nas instituição onde trabalham. Pessoas com 75 anos ou mais e pessoas com 60 anos ou mais que estão em instituição de acolhimento ou asilos, e também compõem o primeiro grupo a ser vacinado, deverão aguardar contato da pasta. Até agora, não houve publicação de nenhum documento indicando o início desse contato e como ele será feito.

No item que trata sobre logística para a distribuição de vacinas, o Plano Estratégico e Operacional de Vacinação contra a Covid-19 do DF afirma apenas que “o Núcleo de Rede de Frio (responsável pelo estoque dos imunobiológicos) seguirá o cronograma de distribuição do MS (Ministério da Saúde) e esse quantitativo será distribuído às regiões de saúde conforme meta populacional a ser vacinada mais incremento”.

De acordo com o documento, a Rede de Frio será responsável por operacionalizar toda a logística de vacinação contra a Covid-19. “Será enviado a todos os núcleos de vigilâncias epidemiológicas das regiões de saúde o planejamento solicitando a necessidade de vacinas, seringas, insumos necessários à vacinação e materiais gráficos e de escritório, bem como informações do quantitativo de servidores, a necessidade de motoristas e a relação dos postos de vacinação para a rotina”.

“É necessário transparência total de todo processo de vacinação contra a Covid-19 no DF. Esse é um direito da população. Só assim saberemos se o processo ocorre de forma justa e equânime. Isso é o mínimo que o governo pode apresentar às pessoas que estão diante de uma doença que já matou quase 210 mil pessoas. Se temos pouco mais de 106 mil doses e quase 190 mil pessoas no grupo da primeira fase de vacinação, como vamos fechar essa conta? Qual posto de saúde essas pessoas deverão ir? Os idosos serão vacinados por mês de nascimento? São muitas questões pendentes e que trazem ansiedade em um momento de medo”, Cláudio Antunes.

Prioridade
Após pressão da categoria (leia nota), trabalhadoras/es da educação voltaram a fazer parte do grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19 no plano distrital de vacinação. Com a alteração, o setor que havia sido excluído pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Imunização voltou a fazer parte do grupo prioritário e está na quarta fase do programa de imunização. Entretanto, a ausência de informações mais consolidadas sobre o plano ainda gera dúvidas e receio junto à categoria.

Pelo plano distrital de vacinação, profissionais da saúde, pessoas maiores com 75 anos ou mais e idosos com 60 anos ou mais que estão em instituição de acolhimento ou asilos estão na primeira fase de vacinação.

Na segunda fase, entra o grupo de pessoas com idade de 60 a 74 anos. Pessoas com comorbidades, como obesidade grave, diabetes e hipertensão arterial, estão na terceira fase. Na quarta fase, além de professores, estão profissionais de forças de segurança e salvamento.

Início da vacinação
Mônica Calazans foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19. A mulher, negra e enfermeira, tomou a primeira dose do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), nesse domingo (17), em São Paulo, onde reside e trabalha. A trabalhadora está no grupo de risco por ser obesa, hipertensa e diabética, mas mesmo assim optou por não parar de trabalhar.

A indígena Vanusa Kaimbé, de 50 anos, da comunidade Massacará, na cidade de Euclides da Cunha, no norte da Bahia, foi a segunda pessoa a ser vacinada. Ela é técnica de enfermagem e assistente social. Outros 110 profissionais da saúde também foram vacinados no estado de São Paulo.

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que não compraria a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. No último mês de outubro, ele chegou a suspender um acordo entre o Ministério da Saúde e o Butantan para a compra de 46 milhões de doses da vacina. Diante da pressão popular, logo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial do imunizante, Bolsonaro, sem muito vigor, disse que “a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador”, se referindo ao governador de São Paulo, João Dória.

Entretanto, Bolsonaro voltou a fazer movimentos que mostram dubiedade quanto ao amplo apoio à vacinação com a CoronaVac. Nesta segunda-feira (18), ele disse em vídeo publicado pelo filho e vereador Carlos Bolsonaro para que as pessoas não desistam do “tratamento precoce” contra a Covid-19. Tal “tratamento” é composto por medicamentos com invermectina e cloroquina, que não têm eficácia comprovada contra a Covid-19. No vídeo, o presidente do Brasil ainda questiona a eficácia da vacina que traz a saída para a pandemia que persiste há mais de 11 meses e já matou quase 210 mil pessoas em todo o país.

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Governador Ibaneis, é hora de mostrar responsabilidade e respeito com quem faz a Educação no DF

Diante do aumento geométrico dos casos de contaminação e das mortes decorrentes da Covid-19, o Ministério da Saúde do presidente que afirma que ter medo da doença é “coisa de maricas” tirou trabalhadores da educação, de escolas públicas e privadas, do grupo prioritário para a imunização ao vírus. Por seguir as diretrizes do Plano Nacional de Imunização, a Secretaria de Saúde do DF aderiu à alteração. Embora a previsão de acatar às mudanças seja algo regimentalmente previsto, o momento marcado pelo medo e pela morte de mais de 200 mil pessoas exige como prioridade, senão o sentimento de humanidade, o bom senso.

Diariamente, transitam nas salas de aula das escolas públicas e na rede privada de ensino do DF mais de 800 mil pessoas, entre profissionais da área e estudantes, que têm contato direto e diário com seus familiares. Um quantitativo que se mostra indiscutivelmente determinante para equilibrar a disseminação do vírus e consequentemente, a diminuição das mortes geradas por ele. Não por menos, no início da pandemia do novo coronavírus no DF, as salas de aula foram as primeiras a serem fechadas. Decisão acertada realizada pelo próprio Governo do Distrito Federal, à revelia do governo federal.

Para além dessa constatação, a pandemia da Covid-19 trouxe para a educação prejuízos inumeráveis, principalmente para a educação pública, devido à falta de investimento no setor, o que tornou árdua a missão do ensino mediado pela tecnologia. E mesmo com o esforço conjunto de professoras/es, educadoras/es educacionais, estudantes, pais, mães e responsáveis para mitigar essas perdas, graves sequelas serão deixadas na área.

A conjuntura escancara, portanto, que a reivindicação de fazer parte do grupo prioritário no programa de vacinação contra a Covid-19 nunca foi uma pauta corporativista. Na contramão disso, o apelo se baseia no inquestionável argumento de que a segurança da imunização contra o vírus que traz medo e morte para todo o Brasil é determinante para o retorno às aulas presenciais, uma vez que, segundo a própria Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), os profissionais do setor devem ser tratados como trabalhadores da “linha de frente”. Para além disso, se faz urgente lembrar que a Educação é pilar estruturante para a redução das desigualdades e para o desenvolvimento e crescimento econômico do Brasil e de qualquer país, algo primordial a ser resgatado diante dos efeitos perversos da pandemia e da ausência de políticas públicas por parte do governo federal.

Por todos esses motivos, tendo a vida como prioridade, o Sinpro-DF desenvolveu ao longo do ano de 2020 uma série de campanhas reagindo fortemente a cada anúncio precipitado de intenção de retorno presencial às aulas. Entre elas, “A Educação Não Pode Morrer”, “Não Somos Cobaias!” e “Diga não ao retorno presencial nas escolas”, sustentadas por pesquisas mostrando o repúdio da sociedade ao retorno presencial às escolas. Também realizamos campanhas orientando a sociedade sobre os riscos da pandemia e as formas de contê-la, alertando para a necessidade do isolamento social e das medidas de segurança, como o uso de máscaras e de álcool em gel. E mais recentemente, com o início da vacinação contra a Covid-19 mundo afora, emplacamos a campanha “Vacina para todos – para toda a humanidade”, justificada pelo argumento de que a vida deve ter o mesmo valor e o mesmo cuidado em qualquer lugar do mundo, pois viver é um direito e nada pode mudar isso.

Além da óbvia necessidade de inserção dos profissionais da Educação no plano distrital de imunização contra a Covid-19, ratificamos que as condições sanitárias básicas para que se reabra as salas de aula também sejam condicionantes. Espaços adequados, itens de higiene pessoal, máscaras e álcool em gel estão logo após a vacinação na lista de prioridades para o retorno presencial às escolas.

O momento é propício, único e oportuno para que o Governo do Distrito Federal exponha e registre sua preocupação com a Educação e com a sociedade. Tornar isso procrastinável poderá, inclusive, comprometer o início das aulas presenciais nas escolas públicas do DF em 2021 e, consequentemente, acarretar em ainda mais prejuízos para os estudantes e profissionais da Educação.

É preciso, portanto, que o GDF se incline à urgência da defesa da vida, da Educação, da esperança; e estabeleça critérios diversos daqueles bizarros previstos em um plano de imunização que vai colocar em risco de morte quase um milhão de pessoas só no Distrito Federal. O respeito à vida é o mínimo que se espera de um governo eleito para cuidar de um povo.

 

Direção Colegiada do Sinpro-DF

 

MATÉRIA EM LIBRAS

CUT e centrais fecham acordo histórico com governo da Venezuela para salvar vidas

Matéria escrita por Vanilda de Oliveira, da CUT Nacional

A CUT e o Fórum das Centrais Sindicais (CUT, Força, UGT, CTB, CSB, NCST), que, juntas, representam dois terços dos trabalhadores brasileiros, acabam de firmar um acordo histórico com o governo da Venezuela para ampliar o fornecimento de oxigênio hospitalar a Manaus. A capital do Amazonas enfrenta um dos mais dramáticos quadros da pandemia no Brasil, por falta desse insumo essencial aos pacientes internados com COVID-19.

Sérgio Nobre em reunião virtual com centrais e ministro das Relações Exteriores , Jorge Arreaza

 

“Esse acordo é uma conquista do movimento sindical, da classe trabalhadora. Mostra, mais uma vez, que sabemos agir frente a um governo federal incompetente e criminoso, para salvar vidas dos trabalhadores, mostra também a solidariedade entre os países latino-americanos, entre o Brasil e a Venezuela, diante de uma crise sanitária que assola nosso país. Faremos tudo o que estiver ao alcance da CUT e do Fórum das Centrais para impedir que trabalhadores morram por falta de oxigênio. Toda gratidão ao povo venezuelano e ao presidente Nicolás Maduro”, disse Sérgio Nobre. Foi do dirigente cutista a iniciativa de procurar o governo da Venezuela.

Pelo acordo de “colaboração e solidariedade de classe”, a Venezuela fornecerá 80 mil m 3 por semana de oxigênio hospitalar à capital do Amazonas. As Centrais mobilizarão o trabalho de logística (transporte e distribuição do produto). “Estamos mostrando como se faz a diplomacia dos trabalhadores”, afirmam os presidentes das centrais.

Esse volume de oxigênio que será enviado a Manaus semanalmente, conforme o acordo entre o governo Venezuelano e o Fórum das Centrais, é equivalente à soma de três dias de produção das fábricas locais que fornecem o insumo à capital amazonense.

O primeiro comboio com oxigênio deve chegar ao Brasil na semana que vem. As Centrais Sindicais vão mobilizar todos os seus entes – estaduais, sindicatos, federações, confederações – e também a IndustriAll Brasil neste trabalho urgente para garantir o envio de caminhões à Venezuela para a retirada do oxigênio que será levado e distribuído em Manaus. “É uma troca baseada na cooperação e isso se chama solidariedade de classe”, afirmam os presidentes das Centrais.

Os dirigentes também já iniciaram nesta quarta-feira (20) o contato com os governos estadual e local para articular e encaminhar essa cooperação e também com a iniciativa privada, especialmente o setor de transporte e autopeças. O objetivo é conseguir peças e insumos para garantir a escala da produção da fábrica de oxigênio e de caminhões. A Venezuela enfrenta embargo dos Estados Unidos e falta de produtos e não é reconhecida pelo governo Bolsonaro.

“Lamento que o Brasil enfrente um boicote do seu próprio presidente da República. Nós sabemos bem o que é sofrer um boicote, mas aqui na Venezuela temos governo, temos um presidente que governa para o povo e pelo povo”, disse o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza.

Min.das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em reunião virtual com Centrais

 

RESPOSTA RÁPIDA

O governo Maduro respondeu rapidamente ao chamado do Fórum das Centrais feito na semana passada. Foram duas reuniões seguidas: a primeira, política, realizada na noite desta terça-feira (19), com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza e a segunda, técnica, na manhã desta quarta, com o vice-ministro Carlos Ron e Pedro Maldonado, presidente da Corporacion Venezoelana de Guayana, que produz o oxigênio. A Venezuela já doou e entregou, com sua frota, mais de 130 mil metros cúbicos de oxigênio ao Brasil, apesar de o governo Maduro não ser reconhecido pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) , que apoia o boicote dos Estados Unidos imposto pelo país.

“Sabemos da dificuldade pela qual o Brasil está passando e sabemos da importância da solidariedade entre trabalhadores. Nosso presidente Nicolás Maduro vem da luta sindical, por isso quis dar uma resposta imediata ao chamado das centrais brasileiras”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Carlos Ron.

Os dirigentes sindicais brasileiros agradeceram e destacaram a importância desse acordo, que salvará vidas ante “um governo brasileiro genocida, incompetente, negacionista e omisso”. “Toda gratidão ao povo e ao governo venezuelano”, disseram.

Na reunião com o ministro venezuelano, os dirigentes sindicais brasileiros detalharam a situação da crise sanitária no Brasil. O chanceler disse que a Venezuela empenhará toda ajuda possível “aos irmãos brasileiros e latino-americanos porque vocês [brasileiros] estão sofrendo um boicote do seu próprio governo”. “Nós, aqui, sofremos boicote dos Estados Unidos, vocês aí, do presidente, mas nós temos um governo para o povo, pelo povo”.

O vice-presidente da CUT nacional, Vagner Freitas, e o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, além de participar das duas reuniões, compõem o grupo formado para conduzir os termos de colaboração estabelecidos no acordo.

“Nosso total agradecimento à solirdadriedade do povo venezuelano, do presidente Maduro. A Venezuela está dando uma lição de solidariedade ao Brasil e ao mundo. Ações como essa deixam claro que um outro mundo é possível, principalmente com solidariedade de classe”, disse Vagner Freitas.

MATÉRIA EM LIBRAS

Programa na TV Comunitária traz premiação, cultura e homenagem a aposentadas/os, nesta sexta-feira (22)

O Dia das/os Aposentadas/os, comemorado em 24 de janeiro, será celebrado antecipadamente pelo Sinpro-DF. Nesta sexta-feira (22/01), vai ao ar na TV Comunitária um programa especial com homenagens, apresentação cultural e a premiação das vencedoras e vencedores do concurso Poetizando e Desenhando com Paulo Freire. A programação começa às 16h30, no canal 12 da NET, com transmissão no Facebook, Instagram e Youtube do Sinpro-DF.


A cantora Carliene Alves & Banda é a convidada para o programa especial das/os aposentados. No repertório, a artista promete animar quem está em casa com uma mistura sertanejo, forró e arrocha.

O momento da premiação das vencedoras e dos vencedores do concurso Poetizando e Desenhando com Paulo Freire também é esperado. Dividido em duas categorias – Poesia e Desenho –, o concurso vai premiar as/os três primeiras/os colocadas/os em dinheiro. O primeiro lugar das duas categorias receberá R$ 2 mil; o segundo, R$ 1,5 mil; e o terceiro, R$ 1 mil. Tanto a poesia como o desenho são trabalhos manuscritos, inéditos, originais e individuais. As inscrições para o concurso foram realizadas de 12 de dezembro a 11 de janeiro.

“Esse é um momento de celebração, mas também de protesto, como sempre foi nossa história. Diante inúmeros ataques à classe trabalhadora, inclusive às aposentadas e aos aposentados, o programa vai mostrar como nós, aposentadas e aposentados, fizemos e continuamos fazendo a história de lutas e conquistas. Além disso, a atividade também vai reforçar que a reivindicação por direitos e respeito se mantém viva e forte”, afirma a Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro-DF.

MATÉRIA EM LIBRAS

Plenária organizativa do Sinpro-DF será nesta terça-feira 19

Os rumos das lutas de 2021 do Sinpro-DF serão discutidos e deliberados em plenária organizativa desta terça-feira (19/01). O encontro será realizado de forma virtual, das 18h30 às 22h, em plataforma digital e requer inscrição prévia. O prazo para se inscrever vai até às 17h do dia do evento.

Direcionada a delegadas/os sindicais e representantes de escolas, a plenária organizativa de 2021 é aberta à toda base. “Precisamos ouvir as sugestões e os anseios de toda a categoria para nortear o trabalho do nosso Sindicato. É com essa construção conjunta que conseguiremos, diante das dificuldades que se apresentam, formular uma estratégia consolidada contra os ataques à educação e à valorização dos profissionais da área”, alerta a diretoria colegiada do Sinpro-DF.

Para participar, clique no link http://bit.ly/2XHdSDM e preencha o formulário.  Será enviado por e-mail um link para acessar o encontro virtual, com login e senha. A organização do evento começará a enviar os links a partir das 15h desta terça (19). Não é preciso instalar aplicativo em dispositivos móveis ou programas em computadores de mesa.

Caso haja dificuldades em realizar a inscrição, ligue para 99685-4997 (Vanilce) e tenha mais informações. O telefone estará ativo a partir das 15h.

Fique atenta/o aos prazos para distribuição de turmas do ano letivo de 2021

Servidores integrantes da Carreira Magistério Público do Distrito Federal que participarão do Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária e Atribuição de Atendimentos/Atuação para o ano letivo de 2021 deverão ficar atentos ao calendário apresentado pela Secretaria de Estado de Educação do DF (SEE-DF). As datas foram publicadas na portaria nº 8 do dia 6 de janeiro.

A documentação para realização da distribuição de turma poderá ser entregue via e-mail. Professoras/es que passaram pelo processo de remanejamento e vão escolher turma em outra unidade escolar para exercício no ano letivo de 2021 deverão enviar a documentação necessária para a escola que foi remanejada/o. O processo de escolha de turma na escola de exercício em 2021 será virtual. O prazo de envio da documentação para todas/os as/os professoras/es é até o dia 13 de janeiro (quarta-feira). Os canais disponíveis para envio dos documentos deverão ser verificados com a equipe gestora da Unidade Escolar.

Os documentos necessários são:
>> Comprovante de Bloqueio do Procedimento de Remanejamento (se for o caso);
>> Formulário de Pontuação;
>> Documentação para validação dos pontos (cerficados, declarações, diplomas, etc).

Quem estiver impossibilitada/o de fazer a entrega da documentação por e-mail, poderá fazê-la presencialmente. Neste caso, a/o professora/or deverá colocar os documentos em envelope lacrado, identificado com nome, matrícula, telefone e e-mail. É essencial que quem for fazer a entrega da documentação presencialmente lembre-se de utilizar máscara e álcool em gel, além de seguir todas as medidas de segurança para evitar o contágio da Covid-19.

A equipe gestora deverá validar a documentação até o dia 19 de janeiro e classificar os servidores conforme pontuação. A divulgação da listagem de classificação dos servidores será feita no dia 21 de janeiro, às 9h para o diurno e às 19h para o noturno.

Processo virtual
O Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária e Atribuição de Atendimento/Atuação será realizado no dia 21 de janeiro, em três horários: às 10h no diurno/matutino, às 14h no período vespertino (para UEs que atendem exclusivamente a jornada 20h/20h) e às 20h no noturno. Caberá à equipe gestora organizar e divulgar o link para todas/os servidoras/es da Carreira Magistério Público da Unidade de Ensino.

Já para a Escola de Música de Brasília, o Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária e Atribuição de Atendimento/Atuação será realizado de 20 a 22 de janeiro.

“Por se tratar de dia letivo, os professores em regência de classe deverão deixar previamente as atividades para os estudantes na plataforma ou em outro meio”, alerta a portaria da SEE-DF.

Clique aqui aqui e leia a íntegra da portaria, com informações detalhadas também sobre servidores com lotação definitiva, exercício provisório, com lotação provisória e remanejados a pedido.

Para ver a PORTARIA Nº 08, DE 06 DE JANEIRO DE 2021, clique aqui

MATÉRIA EM LIBRAS

SEE-DF erra e professores temporários da Escola de Música têm salários reduzidos

Pelo menos 19 professores temporários da Escola de Música de Brasília receberam apenas metade da remuneração referente a dezembro de 2020. Além do salário drasticamente reduzido, o grupo de professores não teve acesso a nenhuma documentação que comprove a prorrogação do contrato, mas continuam trabalhando.

Na tarde desta sexta-feira (8/1), a Secretaria de Estado de Educação do DF informou ao Sinpro-DF que os valores devidos aos professores temporários da Escola de Música de Brasília referente à remuneração de dezembro será paga em folha suplementar prevista para os próximos dias, com data a confirmar. A SEE-DF ainda afirmou que os contratos temporários foram prorrogados, mas ainda não foi publicado nenhum documento que comprove a ação.

Mesmo com o pronunciamento da SEE-DF, um caso ainda continua pendente: o do professor Gabriel Muniz, que atua há cinco anos letivos na Escola de Música de Brasília. O nome dele não consta na folha suplementar de dezembro, que será paga em janeiro.

Segundo Muniz, o pagamento indevido do salário dos professores temporários da Escola de Música de Brasília é recorrente. “Os nossos salários nunca vêm corretamente. Sempre vem alguma coisa errada. Todo mês temos que ir à regional (Regional de Ensino) e perguntar o que está acontecendo. Nunca dão satisfação. Não tiveram dois meses seguintes que tivemos pagamento correto dos salários em 2020”, afirma.

Gabriel Muniz conta que, além de inviabilizar o pagamento das contas gerais, que normalmente vencem todo dia 10 de cada mês, o problema de pagamento interfere inclusive no desconto do imposto de renda. “Teve um mês que depositaram R$ 1,5 mil a mais na conta. Aí o INSS me cobrou esse valor, o mesmo no mês posterior. Com isso, tenho que esperar o ano seguinte para receber o referente. Mas toda iniciativa para que o problema seja reparado é minha. A CRE ou a SEE não tomam nenhuma providência”, explica. Ele ainda denuncia a forma de tratamento dado pelas regionais e pela própria Secretaria aos professores que desejam informações sobre seus direitos.

Desde a identificação do caso, o Sinpro-DF está em contato direto com a Secretaria para averiguar a situação e impedir que o professor tenha ainda mais prejuízos. No início da noite desta sexta (8), após cobrança do Sindicato, representante da Secretaria de Educação informou que será feito esforço para lançar nova folha suplementar, incluindo o nome do professor Gabriel Muniz, garantindo a ele pagamento dos valores devidos ainda neste mês, como será realizado com os demais professores temporários da Escola de Música.

A diretora do Sinpro-DF Vilmara Pereira afirma que os erros no pagamento de professores temporários são recorrentes não só na Escola de Música, mas em várias regionais de ensino do DF. “O Sinpro tem feito cobranças reiteradas para que o sistema de pagamento dos contratos temporários seja aprimorado. Receber os salários devidos é o mínimo que um trabalhador pode ter. A situação mostra tamanho desrespeito com a categoria, e está insustentável. Estamos despendendo todos os esforços para que isso se resolva”, afirma.

Segundo ela, o tratamento devido aos professores temporários também é uma cobrança do Sindicato, uma vez que “é direito de todo trabalhador e de toda trabalhadora obter informações sobre sua situação laboral, independente da sua forma de contratação”. “O Sinpro-DF luta por isonomia no tratamento entre professores temporários e efetivos. Para que isso de fato seja cumprido, é preciso que a categoria, sempre que houver uma situação mais conflituosa, comunique a diretoria para que possamos atuar e garantir o respeito”, orienta.

MATÉRIA EM LIBRAS

Acessar o conteúdo